Universidade do Extremo Sul Catarinense: Periódicos UNESC
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FORMAÇÃO DOCENTE EM QUÍMICA NA SOCIEDADE DE CONSUMI(DORES): DOS NÓS NA GARGANTA A UM MACRAMÊ ECOPOLÍTICO
His article is an excerpt from a study aimed at analyzing whether students on a Chemistry degree course in a specific context perceive themselves as being part of the consumerist logic and/or as being affected by it. Based on the students\u27 socio-cultural profile, it was possible to identify their lack of social interaction and their distance from places that allow them to get closer to others and to nature. Furthermore, because they don\u27t belong to the wealthiest class in society, the group is much more likely to experience the pain of social vulnerability and environmental injustices than the "benefits" of consumerist logic. In view of this, we announce fibers that can contribute to the making of an ecopolitical macrame in the context of teacher training in chemistry, as well as providing (re)knowledge and coping with degrading situations.Este artigo é um recorte de um estudo que teve como objetivo analisar se os estudantes de um curso de Licenciatura em Química de um contexto específico, se percebem dentro da lógica consumista e/ou como afetados por ela. A partir de elementos acerca do perfil sociocultural dos estudantes foi possível identificar a falta de interação social dos sujeitos e o distanciamento de locais que permitem a aproximação com os outros e com a natureza. Ademais, por não pertencer à classe mais abastada da sociedade, o grupo está muito mais propenso a experimentar as dores da vulnerabilidade social e das injustiças ambientais do que os “benefícios” da lógica consumista. Diante disso, anunciamos fibras que podem contribuir com a confecção de um macramê ecopolítico no contexto da formação docente em química, além de propiciar o (re)conhecimento e enfrentamento de situações degradantes
“Pra que a gente consiga ser maior do que aquilo que feriu nós”: a práxis na atuação docente
O planeta Terra vem dando indícios de um possível colapso que demonstra o quanto os ideais ocidentais de ‘progresso’ e ‘desenvolvimento’ tendem a colocar em risco todos os modos de vida. Consciente desta realidade, neste artigo, parto do trecho inicial da música “Não quero vingança” interpretada por Emicida, inter-relacionando-o com discussões que atravessam o campo da educação e propõem caminhos para a liberdade. Para isso, busco problematizar os impactos da práxis dominadora na formação humana e na atuação docente. Com base nas discussões realizadas, aponta-se para a importância da práxis autêntica na busca por ser mais e espera-se contribuir para que estejamos atentos aos desconfortos que nos motivam a provocar fissuras e micro revoluções no sistema educativo
PEDAGOGIAS DOS AFETOS: UMA INTERLOCUÇÃO COM AS HISTÓRIAS E CULTURAS AFRICANAS, AFRO-BRASILEIRA E INDÍGENAS
Abstract: This work aims to identify how the Pedagogy of Affects and its relationship with African, Afro-Brazilian and indigenous historical-cultural traditions, based on laws 10.639/2003 and 11.645/2008, can be mobilized as education(actions) for democratic teaching, capable of valuing diversity and spreading ideals to postpone the end of the world. With the advancement of the field of ethnic-racial relations, several challenges have become central in the educational field. The problem surrounding: How to include practices and knowledge of Afro-Brazilian and indigenous peoples, their history and culture in the school curriculum? Such demands highlight the need to include other black and indigenous practices and epistemologies capable of building an education that values diverse knowledge and understands subjects in their plurality and collectiveness.Resumo: Este trabalho tem como objetivo identificar como a Pedagogia dos Afetos e sua relação com as tradições histórico-culturais africanas, afro-brasileiras e indígenas, a partir das leis 10.639/2003 e 11.645/2008, podem ser mobilizadas como educ(ações) para um ensino democrático, capaz de valorizar a diversidade e difundir ideais para adiar o fim do mundo. Com o avanço do campo das relações étnico-raciais, diversos desafios tornaram-se centrais no campo educacional. A problemática que referenda os escritos que aqui se apresentam é: como incluir práticas e saberes de povos afro-brasileiros e indígenas, sua história e cultura no currículo escolar? Tais demandas evidenciam a necessidade de incluir outras práticas e epistemologias negras e indígenas capazes de construir uma educação que valorize os diversos saberes e compreendam os sujeitos em sua pluralidade e coletividade.
ACESSO À EDUCAÇÃO INFANTIL DO CAMPO: UM ESTUDO NO ESTADO DE SANTA CATARINA
Este trabalho tem como temática dois campos recentes de políticas, práticas pedagógicas e de pesquisa: a educação infantil (E.I.) e a educação do campo, traduzidas em políticas públicas de educação infantil do campo. A E.I. é um direito constitucional das crianças e constitui a primeira etapa da educação básica, compreendendo as creches para crianças de zero a três anos e onze meses de idade, que será o objeto deste artigo, e a pré-escola, para as crianças de quatro a cinco anos. O problema e objetivo do artigo consiste em identificar e refletir sobre os limites da efetivação da política de E.I. do campo, com recorte no estado de Santa Catarina. Para isso, definiram-se como objetivos específicos: identificar a legislação que garante a efetivação da política de educação infantil do campo, incluindo o estado de Santa Catarina; realizar um levantamento acerca do cenário atual de oferta da referida política no estado; com base nos dados analisados, estimar possíveis impactos na vida das crianças do campo. A metodologia adotada constituiu-se de uma pesquisa bibliográfica, documental e de natureza qualitativa. Como resultados da pesquisa identificam-se legislações e planos (nacional e estadual) que preveem ações para as populações do campo, mas que não são devidamente efetivados. Como reflexos na vida das crianças percebe-se, dentre outras questões, um cenário de desigualdades no meio rural em relação ao urbano quando o assunto é educação
O LIBERTADOR DA AMÉRICA: A importância de Simón Bolívar para o constitucionalismo latino-americano
O presente artigo tem por objetivo analisar a importância da luta de Simón Bolívar, o Libertador de América, para encerrar o domínio espanhol sob as colônias na América Latina e o passo que essa luta garantiu o início de um constitucionalismo latino-americano. Com o sonho da Pátria Grande, Bolívar foi peça importante na luta pela independência de países dominados pela Espanha. Conceituado a partir da valorização do Estado, da garantia de limitação ao poder arbitrário e respeito aos direitos e garantias fundamentais, o Constitucionalismo passa pela figura libertadora de Simón Bolívar, com o início da luta por uma América Latina independente e com o discurso no Congresso de Angostura de 1819, o qual reforça sua luta pela república e pela liberdade, fazendo exigências que colocam a liberdade do povo latino e a luta pela igualdade como pontos principais de uma Constituição justa. Ao analisar a importância das Políticas Públicas de Simón Bolívar, para implementar mudanças em toda América Latina, com a existência de uma Constituição forte e representativa, percebe-se a luta por uma república forte e um constitucionalismo que garanta igualdade, desvencilhando seu povo do domínio espanhol. Por fim, utilizando a célebre frase do Libertador de América, “juro por Deus, juro por meus pais e juro por minha honra que não descansarei enquanto viver até que tenha libertado a minha pátria”. A metodologia utilizada na pesquisa foi o discurso de Simón Bolívar no Congresso de Angostura de 1819 e seus textos que refletem suas opiniões acerca do tema
CRIPTOGRAFIA BY DEFAULT NA TUTELA DE DIREITOS HUMANOS E CONDICIONANTES AO HACKING GOVERNAMENTAL
O presente artigo busca apresentar ponderações a respeito da criptografia by default e sua importância para a tutela dos direitos humanos, bem como a necessidade do estabelecimento de condicionantes para se evitar o tecnoautoritarismo na implementação de hacking governamental. O trabalho será realizado através de uma abordagem dedutiva com emprego de procedimento bibliográfico. Para alcançar essa finalidade será analisada a importância da criptografia na promoção de direitos humanos. Em seguida, serão abordados a reação das autoridades de investigação com o emprego de hacking governamental e os riscos do tecnoautoritarismo. Ao final, são examinadas condicionantes para se evitar o tecnoautoritarismo na implementação de hacking governamental. Das conclusões deste trabalho, destaca-se a importância crucial da criptografia na proteção da segurança, privacidade e liberdade de expressão dos usuários de sistemas de comunicação informatizados, bem como a necessidade de promoção um debate público e transparente sobre a imposição de condicionantes à implementação de ações de hacking pelo governo brasileiro. Isso inclui a urgente necessidade de promulgar uma legislação específica para regular esse assunto. No sistema republicano, no qual os gestores públicos devem agir com transparência e ser responsabilizados por suas condutas ilícitas, inclusive quando praticado com excesso de poder, a falta de legitimidade popular para orientar o uso de tecnologias invasivas como ferramentas de investigação representa um risco à própria estrutura do Estado Democrático de Direito
A NECROPOLÍTICA DO ENCARCERAMENTO: UMA ANÁLISE A PARTIR DA COISIFICAÇÃO IMPIEDOSA DOS CORPOS NO SISTEMA CARCERÁRIO BRASILEIRO NEOLIBERAL
No Brasil o cárcere sempre foi uma forma de “descarte” social de pessoas consideradas “anormais” aos padrões comportamentais da sociedade hegemônica, com isso, o encarceramento era uma forma de pena que incidia, antes de tudo, como um regulador dos espaços sociais, criando rígidas hierarquias e, consequentemente, consolidando processos de marginalização iniciados no período colonial (Batista, 2003), cumprindo “um papel fundamental nos processos de naturalização da subalternidade” (Flauzina, 2008, p. 62). Nesse viés, o neoliberalismo ganha seu destaque quando o assunto diz respeito ao sistema prisional, uma vez que, o cárcere é o retrato das raízes históricas desumanas, injustas e seletivas das quais seguem um modelo liberal econômico que na teoria parece adequado, mas, na prática escancara as desigualdades sociais sofridas pelos marginalizados
LEGITIMIDADE ATIVA NO CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE: A AMPLIAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO NO DEBATE CONSTITUCIONAL PERANTE O STF EM MEIO A PANDEMIA DA COVID-19
Este trabalho tem por objetivo analisar a ampliação dos legitimados ativos do controle concentrado de constitucionalidade diante da Suprema Corte, tendo como lapso espacial a pandemia da COVID-19. O trabalho busca trazer uma reflexão da participação social ou de outros personagens que não estão presentes no artigo 103 da Constituição de 1988, no controle abstrato das normas perante a Carta Magna e em meio a uma sociedade pluralista. Sendo assim, para se ter embasamento cientifico foi utilizado Peter Häberle, destacando a teoria da sociedade aberta de interpretes e do círculo fechado da interpretação. Para isso, utiliza-se para dar mais cientificidade, o método hipotético dedutivo juntamente com a técnica bibliográfica. Por fim, busca-se uma reformulação legislativa que garanta a participação de outros grupos ou pessoas no controle concentrado que não estão reconhecidos formalmente na lei
O CONTROLE PUNITIVO RACIAL BRASILEIRO E O ENCARCERAMENTO DE MULHERES NEGRAS: DIALOGANDO COM ANGELA DAVIS E LÉLIA GONZALEZ
Este trabalho, compartilha a visão de Angela Davis e Lélia Gonzalez de que o encarceramento de mulheres deve ser estudado através de uma lente interseccional que leva em consideração fatores como gênero, raça e classe. Elas destacam como as mulheres, especialmente as mulheres negras, enfrentam desafios únicos dentro do sistema prisional e como a luta pela justiça social deve abordar essas complexas interações de opressão.
 
DA SALVAÇÃO À DESCONTINUIDADE: UMA ANÁLISE DOS CENTROS INTEGRADOS DE EDUCAÇÃO BÁSICA (CIEPS) COMO POLÍTICA PÚBLICA DE EDUCAÇÃO NO RIO DE JANEIRO
O artigo apresenta o contexto histórico, político e social da implementação dos Centros Integrados de Educação Básica (CIEPs) como instrumentos da política pública de educação do governo Leonel Brizola no Estado do Rio de Janeiro. Por conseguinte, demonstra o processo de consideração da problemática, da solução adotada e da tomada de decisões e, com isso, evidencia construção de uma política pública pautada na presença dos destinatários sociais e na persecução da educação básica como direito de todos. Por fim, analisa os resultados e adversidades decorrentes da efetivação da política pública desde a sua implementação até a atualidade, sem, contudo, desconsiderar a influência política que conduziu à descontinuidade.