Portal de Periódicos da UNIVILLE (Universidade da Região de Joinville)
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Efeito de espécies arbóreas no índice de calor do espaço circundante do município de Gurupi, Tocantins
A arborização urbana, ferramenta para mitigar o desconforto térmico, é cada vez mais considerada no desenho bioclimático. No Brasil, são poucos os estudos que trabalham com o Índice de Calor (IC) como ferramenta para diagnosticar o desconforto, embora haja várias pesquisas que têm tal índice como algo a ser avaliado. O presente estudo teve por objetivo avaliar o IC com base na caracterização e na análise da variabilidade de imediações das seguintes espécies arbóreas: Pachira aquática Aubl., Mangifera indica L., Caesalpinia pluviosa DC., Syzygium malaccense (L.) Merr. & LMPerry e Licania tomentosa (Benth.) Fritsch, existentes no setor central da cidade de Gurupi, Tocantins, durante todo o ano 2016. Foi possível observar as variações advindas dos raios de copa, bem como as variações sazonais e horárias. Os registros foram realizados a 0 m, 5 m, 10 m e 15 m do fuste da árvore, em horários próximos às 12 h e durante todo um ano, evidenciando as variações da variável por meio de tabelas e gráficos. Os resultados apontaram efeitos positivos das árvores de todas as espécies nas características estudadas, com atenuação média de 2ºC, com destaque para a espécie mangueira e as árvores de copa grande.
Palavras-chave: arborização urbana; conforto térmico; temperatura; umidade relativa
Registro de necrofagia em paca (Cuniculus paca)
Cuniculus paca (paca) é um grande roedor sul-americano, considerado essencialmente frugívoro e habitante de áreas florestais perto de cursos d’água. No presente estudo, foi realizado o registro de necrofagia, consumo de carniça, em duas datas diferentes por Cuniculus paca. Não foi encontrado na literatura nenhum registro anterior reportando esse comportamento, porém há registros em espécies próximas, do gênero Dasyprocta. Tais informações demonstram que a necrofagia pode ser mais comum entre grandes roedores sul-americanos do que previamente registrado
De clínica a museu: tecendo as trajetórias memoriais de um castelo no centro da cidade de Estrela (RS)
A cidade de Estrela, no Rio Grande do Sul, é atualmente a terceira mais populosa do vale do Taquari, com aproximadamente 33 mil habitantes. Estrela tem 147 anos e foi colonizada inicialmente por imigrantes germânicos. Possui 13 bairros e 4 distritos. Neste artigo, contextualizamos o surgimento da cidade de Estrela, desde a chegada dos primeiros imigrantes até os primeiros indícios do nome “Estrela”. Após situarmos geograficamente a cidade, apresentamos o imóvel referência deste trabalho: um castelo no centro da cidade, construído em 1905 pelo médico austríaco, Dr. Gabriel Schlatter e, através de uma linha do tempo, discutimos as suas transformações e as memórias que envolvem o imóvel, bem como sua importância no contexto da cidade, as relações que ele possui com as pessoas não só de Estrela, mas da região e do estado, o impacto da sua presença na paisagem cultural e geográfica da cidade, sua simbologia na formação identitária das pessoas, bem como sua importância sob o viés de patrimônio
Diluições do preparado homeopático Sulphur e seu efeito na germinação de sementes de canafístula Peltophorum dubium (Spreng.) Taub
Apesar do grande potencial da utilização da homeopatia na agricultura, são escassos os estudos, e muitas vezes com resultados contrastantes, havendo a necessidade de maior número de trabalhos, a fim de compreender os efeitos da homeopatia na agricultura. Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo verificar a influência da aplicação do preparado Sulphur na germinação de sementes de canafístula. Foram selecionadas 200 sementes de canafístula para cada tratamento, distribuídas em um delineamento de blocos ao acaso, com quatro blocos, 50 sementes por parcela. Os tratamentos consistiram em quatro dinamizações: 6, 12, 24 e 30 CH, além do tratamento controle. Avaliaram-se: germinação de sementes, altura de plântula e comprimento de raiz. Os maiores valores encontrados para germinação foram observados nas diluições de 12, 24 e 30 CH, com 24, 22 e 24% de sementes germinadas, respectivamente. Em relação ao comprimento de raiz, o maior valor foi o da testemunha, apresentando 7,25 cm. Para altura de plântula, não houve diferenças entre os tratamentos, com valores variando de 6,22 a 6,50 cm de altura. Conclui-se que o Sulphur apresentou efeito na germinação de sementes de canafístula, sendo recomendadas as diluições de 12, 24 e 30 CH.
Palavras-chave: agroecologia; agricultura sustentável; homeopatia; quebra de dormência
Incidência dos traumas dentoalveolares associados a traumas faciais em Joinville (SC): um estudo retrospectivo
O traumatismo dentoalveolar constitui um fator etiológico responsável pela perda de grande número de dentes e muitas vezes está associado a traumas faciais. O tratamento de urgência é bastante complexo. Assim, uma boa anamnese, um exame clínico detalhado e a solicitação de exames complementares são de extrema importância na instituição de um plano de tratamento rápido e adequado. Objetivo: Avaliar a incidência de traumas dentoalveolares associados a traumas faciais ocorridos no período de três anos no Hospital Municipal São José (grupo 1) e Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Farias (grupo 2), em Joinville (SC). Material e métodos: A coleta de dados foi realizada por meio da análise dos prontuários de pacientes atendidos no período de janeiro de 2016 a janeiro de 2019. Resultados: No grupo 1, em 85,78% dos casos não ocorreu trauma facial associado a trauma dentoalveolar e em 14,22% houve trauma facial com envolvimento dental. No grupo 2, 100% dos pacientes tiveram trauma facial associado a trauma dentoalveolar. Conclusão: Com base nos resultados encontrados por meio da revisão sistemática de prontuários nos hospitais analisados, conclui-se que os traumas dentoalveolares devem ser considerados tão importantes quanto os traumas faciais nas emergências hospitalares
Sorção e solubilidade de cimentos de ionômero de vidro utilizados para a cimentação
Os cimentos de ionômero de vidro (CIV) são largamente utilizados na prática odontológica como materiais restauradores, preventivos e como agentes cimentantes. Objetivo: Avaliar in vitro a sorção e a solubilidade de diferentes CIVs usados para a cimentação. Material e métodos: Foram confeccionados seis corpos de prova (CP) de cada material, sendo eles: CIV para cimentação Meron C (VOCO, Cuxhaven, Baixa Saxônia, Alemanha); CIV para cimentação Riva Luting (SDI, Bayswater, Victória, Austrália); CIV para cimentação Meron Plus QM (VOCO, Cuxhaven, Baixa Saxônia, Alemanha). Utilizou[1]se a resina composta Glacier (SDI, Bayswater, Victória, Austrália) como grupo controle. Os CPs foram mantidos em umidificador (24 horas a 37ºC, 100% de umidade relativa). Após esse período, colocaram-se as amostras em dessecador por 24 horas. Em seguida, elas foram pesadas (m1 ) em uma balança analítica; a espessura e o diâmetro foram medidos com paquímetro digital e o volume (V) calculado em mm³. As amostras foram imersas em 20 ml de água destilada e transferidas para uma estufa a 37ºC por 28 dias. Após esse tempo de armazenamento, foram secas, pesadas (m2), levadas ao dessecador por 24 horas e pesadas novamente (m3). Os valores de sorção e solubilidade foram calculados pelas fórmulas SO = (m2-m1 ) /V e SB = (m1 -m3) /V. Submeteram-se os dados ao teste de Kruskal-Wallis. Resultados: Dos CIVs para cimentação testados, o Riva Luting (SDI) e Meron Plus QM (VOCO) apresentaram o menor valor de sorção em água destilada, enquanto o Meron C (VOCO) evidenciou o maior. Em relação à solubilidade em água destilada, não se observou diferença significativa entre os cimentos de ionômero para cimentação utilizados. Conclusão: Não houve diferença significativa em relação à sorção e solubilidade entre os CIVs convencionais e modificados por resina usados para cimentação
Avaliação de diferentes métodos para mensuração de ureia na saliva de pacientes com doença renal crônica
Estudos recentes têm apontado que a saliva contém ureia em sua composição, mostrando-se um veículo de grande valia para a mensuração desse tipo de substância. Objetivo: Avaliar dois métodos para mensuração de ureia por meio da saliva e comparar com o padrão ouro em diagnóstico (exame hematológico). Material e métodos: Realizou-se a coleta salivar dos pacientes do grupo teste (n=30) na Fundação Pró-Rim (Joinville/SC) durante o período pré[1]hemodiálise e dos pacientes do grupo controle (n=30) na Clínica de Odontologia da Universidade da Região de Joinville (Univille – Joinville/SC). Todas as amostras foram submetidas aos dois testes: 1) kit ureia enzimática (Bioclin, Brasil); 2) tiras colorimétricas de nitrogênio ureico salivar SUN (Integrated Biomedical Technology, EUA). Os resultados obtidos foram submetidos a análise estatística (teste de Wilcoxon). Resultados: A média de ureia presente na saliva dos pacientes do grupo teste foi de 126,7, 44,8 e 144,2 mg/dl, de acordo com os testes 1, 2 e o padrão ouro (exame hematológico), respectivamente. O kit de ureia enzimática (Bioclin) apresentou um resultado muito semelhante aos exames hematológicos (p=0,090), enquanto as tiras colorimétricas SUN tiveram um resultado significativamente diferente (p=0000). Entre os pacientes do grupo controle, o índice de ureia apresentado foi inferior em comparação aos pacientes com insuficiência renal, sendo 28,4 e 20,3 mg/dl para os testes 1 e 2, respectivamente. Conclusão: O kit ureia enzimática (Bioclin) evidenciou resultados fidedignos quando comparado ao exame hematológico. Portanto, sugere-se a ampliação do uso desse produto para mensuração de ureia na saliva, além das tradicionais análises de sangue
Análise da atuação de cirurgiões-dentistas vinculados às secretarias municipais de saúde da região da AMREC no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus
O ambiente odontológico apresenta alto risco de infecção pelo vírus SARS-CoV-2 tanto para a equipe quanto para os pacientes, por causa das características específicas dos procedimentos realizados e do modo de transmissão do vírus. Isso porque a assistência odontológica envolve comunicação face a face prolongada, exposição a saliva, sangue e outros fluidos e a produção de aerossóis, que são principais meios de propagação do vírus. Objetivo: Investigar aspectos sobre a atuação de cirurgiões-dentistas da região carbonífera, no sul de Santa Catarina, os protocolos de biossegurança e outras variáveis relacionadas à profissão durante a pandemia da covid-19. Material e métodos: A abordagem do estudo foi quantitativa, descritiva, transversal, de campo e por conveniência, com realização no período de 7 de junho a 3 de agosto de 2021. Resultados: Participaram deste estudo 80 cirurgiões-dentistas, sendo 76,3% do sexo feminino e 23,8% do sexo masculino. A maioria possui entre 32 e 41 anos (41,3%) e mais de 10 anos de atuação na profissão (55%). Os resultados obtidos revelaram que 98,8% dos cirurgiões-dentistas apontaram que houve alterações nos procedimentos e protocolos odontológicos nas secretarias municipais de saúde (SMS) pertencentes à Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC), e 100% entendem como importante a adoção de protocolos para biossegurança. Conclusão: Os cirurgiões-dentistas atuantes nos locais do estudo identificaram alterações no atendimento odontológico nas SMS diante da covid-19, principalmente em relação aos protocolos de biossegurança e ao uso dos equipamentos de proteção individuais