Portal de Periódicos Eletrônicos da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia)
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    ACESSIBILIDADE, INCLUSÃO E DIREITOS: : UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UM PROJETO DE EXTENSÃO DO IFRS - CAMPUS RESTINGA

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    O objetivo do presente trabalho é apresentar um relato de experiência sobre o projeto de extensão “Acessibilidade, inclusão e direitos: Reflexões a partir dos estudos sobre deficiência” do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) – Campus Restinga. O projeto foi uma parceria com o Comitê Deficiência e Acessibilidade (CODEA) da Associação Brasileira de Antropologia (ABA). O objetivo geral foi propiciar para a comunidade escolar e comunidade externa conhecimentos e reflexões acerca do campo de estudos sobre deficiência através de oficinas virtuais temáticas. Ao todo, foram realizadas seis oficinas virtuais acerca dos estudos sobre deficiência e suas interlocuções com as relações de gênero e sexualidade, raça e etnicidade, autismo e educação e movimento social das pessoas com deficiência. Como resultado, destacamos o grande alcance das oficinas, propiciando uma formação para fora dos muros da escola e da academia. Para concluir, destacamos a importância de projetos acerca dessa temática na constituição de uma sociedade mais plural, menos excludente e mais diversa

    Crítica social e política pública: rearticulando a ideia de progresso como mediação à justiça social no programa “Mais IDH”

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    From the point of view of critical theory and social criticismo the idea of ​​progress seems to be established in an ambivalence: on the one hand, the postulates of Amy Alllen started an “Aufklärung” of the conception of progress ( which I call the “negative” conception) and its possible unfolding to a critical theory as well as for social criticismo; in contrast, the conception of progress can be understood as a “positive way” in which it is guided by the constitutive scope of a critical theory by embodying, for example, the social justice as a social-normative medium to the process of emancipation. Taking into account the aforementioned assertions, I will take up, in this research, the core of the conception of progress in Amy Allen (1) in order to interpose a “positive” idea. In this sense, I will take as a social-institutional and empirical reference the public policy of the 'Mais IDH' social program (More HDI), which is constituted both as a response to the concept of progress in Amy Allen and as a possible condition for the realization of social justice (understood as the minimum conditions of existence) (2).Sob o ponto de vista da teoria crítica e de uma crítica social, e mais recentemente, a ideia do progresso parece se estabelecer em uma ambivalência: de um lado, os postulados de Amy Allen encetaram uma “Aufklärung” da concepção de progresso (ao qual eu chamo de concepção “negativa”) e os seus possíveis desdobramentos para a teoria crítica bem como para a crítica social; por outro, a concepção de progresso pode ser compreendida como uma “forma positiva” na qual se orienta junto ao escopo constitutivo de uma teoria crítica ao corporificar, por exemplo, a justiça social enquanto mediação socionormativa ao processo de emancipação. Levando em consideração as assertivas supracitadas, revisitarei, nesta pesquisa, a centralidade da concepção de progresso em Amy Allen (1) para daí interpor uma ideia “positiva”. Nesse sentido, tomarei por referência socioinstitucional e empírica a política pública do programa social ‘Mais IDH’ ao qual se constitui tanto como uma resposta ao conceito de progresso em Amy Allen quanto uma condição possível de efetivação à justiça social (entendida basicamente pelas condições mínimas de existência) (2)

    A felicidade utilitarista de John Stuart Mill

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    For John Stuart Mill pleasure and happiness are not the same thing, because a certain amount of pleasure enjoyed does not necessarily mean that a person achieves happiness in the same proportion. Happiness would be a general overview of well-being present not only in the individual, but in the entire society in which he lives. In this way Mill understands that there cannot be a society where all individuals have an unlimited amount of pleasures and that therefore there are suffering and unhappy people within the society. However, this situation changes over time among individuals, and his point of view values the sum of the well-being present among all people, leading to his principle of greater happiness. This happiness is not equal to that present in the school of virtues or even in deontology, it differs by addressing other issues such as the reason to promote the good, the implementation of the principle of preventing harm, helping the innocent and the consideration that the numbers do count, that is, your concern goes beyond the individual aspect. Therefore, happiness cannot be separated from morality, so the analysis of the consequences of actions in favor of greater happiness should not contradict the moral principles of human society. These moral principles serve as a guide for the judgment of human actions, which in turn, if considered correct and good, tend to the path of pleasure and consequently of happiness from Mill's utilitarian point of view.Para John Stuart Mill prazer e felicidade não são a mesma coisa, pois uma determinada quantidade de prazer desfrutado não significa necessariamente que a pessoa alcance a felicidade na mesma proporção. A felicidade seria um apanhado geral de bem estar presente não apenas no indivíduo, mas em toda a sociedade na qual ele vive. Desta forma Mill compreende que não pode haver uma sociedade onde todos os indivíduos tenham uma quantidade ilimitada de prazeres e que sendo assim existiram pessoas sofrendo e infelizes dentro da sociedade. Contudo essa situação se alterna com o tempo entre os indivíduos, e seu ponto de vista valoriza o somatório do bem estar presente entre todas as pessoas, levando ao seu princípio da maior felicidade. Felicidade esta que não é igual a presente na escola das virtudes ou mesmo na deontológica, ela se diferencia por abordar outras questões como a razão para promover o bem, a implementação do princípio da prevenção de danos, da ajuda aos inocentes e a consideração de que os números efetivamente contam, ou seja, sua preocupação vai além do aspecto individual. Para tanto, a felicidade não pode estar desvinculada da moralidade, assim a análise das consequências das ações em pro da maior felicidade não deve contrapor os princípios morais da sociedade humana. Esses princípios morais servem como um guia para o julgamento das ações humanas, que por sua vez se são considerados corretos e bons, tendem ao caminho do prazer e consequentemente da felicidade do ponto de vista utilitarista de Mill

    “AND MILES TO GO BEFORE I SLEEP”: UMA ANÁLISE ECOCRÍTICA DE DOIS POEMAS DE ROBERT FROST

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    The aim of this research is to analyze if and how one can establish a connection between subject and nature, as well as the meaning of such connection, within the poems "The Road not Taken" (1916) and "Stopping by Woods on a Snowy Evening" (1923), by Robert Frost. Setting off from the reading of the texts, we have related subject and nature in the poetic world in general, but especially regarding in Frost’s pieces from the point of view of literary ecocriticism, which, in a nutshell, studies the relation between literary works and the environment. This work pinpoints the contributions that Frost's poems can bring to the field of ecocriticism.O objetivo deste trabalho é analisar se e de que modo pode-se articular uma ligação entre sujeito e natureza, bem como o significado dessa relação, dentro dos poemas “The Road not Taken” (1916) e “Stopping by Woods on a Snowy Evening” (1923) de Robert Frost. A partir da leitura dos textos, foram estabelecidas relações entre sujeito e natureza na poesia em geral e, especialmente, nos trabalhos de Frost sob o ponto de vista da ecocrítica literária, a qual, grosso modo, estuda a relação entre obras literárias e o meio ambiente. O trabalho indica as contribuições que os poemas de Frost podem trazer para o campo da ecocrítica. &nbsp

    As marcas da loucura e da violência em El Pagano, de Rey Rosa

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    This article has the objective of analyzing the short story "El Pagano" (1989), from the Guatemalan writer Rodrigo Rey Rosa, to point traces of madness on the main character, initiating violence acts. Such elements used by the author help create an atmosphere based on psychological horror, the absurd and the (ir)rational. Rey Rosa is known by the frequent occurrence of violence in his narratives. In this short story, we observe how the protagonist uses this aspect to reinforce as an acting individual, with his speech validated and respected by his family, mainly by his father figure. For this study, we used the theories from Freud (1913) about the symbolic father figure; from Pelbert (1989), about reason and madness, and other literature theorists that approach the issue of violence on contemporary literature, such as Karl Scchøllhammer (2013), Werner Mackenbach and Alexandra Ortiz Wallner (2008).Este artigo tem como objetivo analisar o conto “El pagano” (1989), do guatemalteco Rodrigo Rey Rosa a fim de se evidenciar traços de loucura no protagonista, desencadeando atos de violência. Tais elementos utilizados pelo autor ajudam a criar um ambiente pautado no terror psicológico, no absurdo e na (ir)racionalidade. Rey Rosa é conhecido pela ocorrência frequente da violência em suas narrativas. Nesse breve conto, observa-se como o protagonista se utiliza desse traço para se reforçar como indivíduo atuante, com discurso validado e respeitado pela sua família, principalmente pela figura paterna. Para tal estudo, utilizam-se as teorias de Freud (1913), quanto à figura simbólica paterna; de Pelbert (1989), sobre a razão e a loucura, além de teóricos literários que abordem a questão da violência na literatura contemporânea, como Karl Schøllhammer (2013), Werner Mackenbach e Alexandra Ortiz Wallner (2008).&nbsp

    Rosana Paulino: uma estética-palimpsesto na costura da memória

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    Neste artigo, discutimos sobre estética e negritude a partir das obras da artista plástica Rosana Paulino em sua série Assentamento que investe em recuperar fotografias de pessoas negras escravizadas. Tomando uma perspectiva decolonial, investimos em analisar de que maneira a autora emprega uma estética-palimpsesto, como denominamos, qual a ética desse processo e quais as consequências desse fazer estético. Discutindo sobre o conceito de estética a partir de Maria Reicher (2009), situamos a artista na esteira de artes tecnicamente reprodutíveis (BENJAMIN, 2012), considerando, também, as consequências sobre as quais alertam Walter Benjamin (2012) e Susan Buck Morss (2012), discutindo, por fim, racismo, colonialidade e fascismo. Trazemos, também, ao longo de toda extensão do texto, autores e autoras como Grada Kilomba, Muniz Sodré, Achille Mbembe e Kabenguele Munanga, buscando dar forma ao que entendemos e denominamos como morte simbólica de artistas negros e possíveis conexões com racismo e colonialidade

    O estatuto e o papel do intelectual em Benda e Sartre

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    This article aims to explore the themes of the status and function of the intellectual in two significant authors from the twentieth century onwards: Julien Benda and Jean-Paul Sartre. It is a question of revisiting the notions of autonomy and engagement, fundamental to a comparative understanding between the two authors. The text seeks to characterize in a broad way the type of intellectual defended by Benda at the same time that it seeks to highlight the genesis and the conditions of emergence of the intellectual for Sartre. The Dreyfus Affair, historical moment of emergence of the intellectual as we know it, is revisited in order to establish a concrete reference for the positions of the authors under discussion. From the elements raised, we seek to argue in the sense of the divergences between Benda and Sartre on the nature and role of the intellectual, but also propose to highlight the common ground on which the two authors seem to travel. The text also points out issues to think about the intellectual from the new political and social conditions in contemporary times.Esse artigo pretende explorar os temas do estatuto e da função do intelectual em dois autores significativos para a questão a partir do século XX: Julien Benda e Jean-Paul Sartre. Trata-se de revisitar as noções de autonomia e engajamento, fundamentais para uma compreensão comparativa entre os dois autores. O texto procura caracterizar de forma ampla o tipo de intelectual defendido por Benda no mesmo passo em que procura evidenciar a gênese e as condições de aparecimento do intelectual para Sartre. O Caso Dreyfus, momento histórico de surgimento do intelectual como o conhecemos, é revisitado a fim de estabelecermos um referencial concreto para as posições dos autores em discussão. A partir dos elementos levantados, procura-se argumentar no sentido das divergências entre Benda e Sartre sobre a natureza e o papel do intelectual, mas também propõe-se evidenciar o solo comum em que os dois autores parecem trafegar. O texto, ainda, aponta questões para se pensar o intelectual a partir das novas condições políticas e sociais na contemporaneidade

    Uma investigação acerca da razão nos animais: a naturalização da epistemologia de David Hume

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    Our main objective in this article is to show how the sections "of the reason of animals" support the thesis of a naturalization of Hume's epistemology. To this end, it will be divided into three major parts. In the first one, we will show how Hume used analogy as a basis for assuming continuity between the intellective faculties of human and non-human animals. In the second, we will indicate the similarities that corroborate the analogy and, in the last one, we will point out that the differences between humans and other animals are only of degree and never of quality.Nosso objetivo central neste artigo é mostrar como as seções of the reason of animals sustentam a tese de uma naturalização da epistemologia de Hume. Para tal, ele será dividido em três grandes partes. Na primeira, mostraremos como Hume utilizou a analogia como fundamento para presupor uma continuidade entre as faculdades intelectivas dos animais humanos e não humanos. Na segunda, indicaremos as semelhanças que corroboram a analogia e, na última, apontaremos que as diferenças entre os humanos e demais animais são apenas de grau e nunca de qualidade

    Dioniso contra Sócrates: notas sobre metafísica, otimismo e pessimismo em O nascimento da tragédia de Friedrich Nietzsche

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    This paper aims to expose the Dionysian contradoutrine to optimism from the discussion of the philosopher Friedrich Nietzsche's interpretation of Socrates in the book The Birth of Tragedy. Our discussion brings into perspective the Nietzschean critique of the so-called aesthetic Socratism, which places Socratic philosophy far from its proposal for the Dionysian in art. To this end, we reconstruct Nietzsche's arguments and investigate their scope, as well as present Paul de Man's considerations on the emerging tension. As a conclusion, we point to the scope of the concepts of pessimism and optimism within the constructed scope. Este artigo tem o objetivo de expor a contra doutrina dionisíaca ao otimismo a partir da discussão sobre a interpretação que o filósofo Friedrich Nietzsche faz de Sócrates no livro O nascimento da tragédia. Nossa discussão traz em perspectiva a crítica nietzschiana ao denominado socratismo estético, o qual coloca a filosofia socrática longe da sua proposta para o dionisíaco na arte. Para tanto, reconstruímos os argumentos de Nietzsche e investigamos o alcance dos mesmos, como também apresentamos as considerações de Paul de Man sobre a tensão emergente. Como conclusão, apontamos para a abrangência dos conceitos de pessimismo e otimismo dentro do escopo construído.

    Qual regime socioeconômico é mais adequado à realização da justiça como equidade?

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    This paper aims to discuss the socio-economic regimes that allow the realization of justice as fairness, focusing in particular on the two regimes pointed out by Rawls as capable of constituting a well-ordered society, the property-owning democracy (POD) on the one hand and liberal socialism on the other. To this end, we will first consider Rawls' arguments regarding socio-economic regimes within A theory of justice. Then, based on Justice as fairness: a restatement, the arguments in favor of POD and liberal socialism and against the other three options: laissez-faire capitalism, one-party state socialism, and the welfare state will be discussed. Next, the arguments in favor of either POD or liberal socialism will be considered, largely seeking to draw what the distinctions between the two regimes are, from those authors who seek to go beyond Rawls. At the end, it is concluded that within the limits of a theory of justice Rawls is correct in not defining who is the winning regime, the POD or liberal socialism, but in the current advance of liberal capitalism and its movement away from liberal democracies it shows necessary to discuss which is the most adequate regime from the bases provided by justice as fairness.O presente artigo tem o objetivo de discutir os regimes socioeconômicos que permitem a realização da justiça como equidade, focando em especial nos dois regimes apontados por Rawls como capazes de constituir uma sociedade bem ordenada, a democracia de cidadãos proprietários (property-owning democracy ou POD) de um lado e o socialismo liberal do outro. Para tanto, em um primeiro momento serão considerados os argumentos de Rawls a respeito dos regimes socioeconômicos dentro da Uma teoria da justiça. Em seguida, com base em Justiça como equidade: uma reafirmação, serão discutidos os argumentos em favor da POD e do socialismo liberal e contra as outras três opções: capitalismo de laissez-faire, socialismo de Estado dirigido por um partido único e o Estado de bem-estar social. Em seguida, serão considerados os argumentos a favor da POD ou do socialismo liberal, procurando em grande medida traçar quais são as distinções entre ambos os regimes, a partir dos autores que buscam ir além de Rawls. Ao final, conclui-se que nos limites de uma teoria da justiça Rawls está correto ao não definir quem é o regime vencedor, a POD ou o socialismo liberal, mas no avanço atual do capitalismo liberal e no seu movimento de distanciamento das democracias liberais mostra-se necessário discutir qual é o regime mais adequado a partir das bases fornecidas pela justiça como equidade

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