Portal de Periódicos Eletrônicos da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia)
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    A pandemia da COVID-19 e as fake news no Brasil

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    Nos dias presentes, nada é mais comum do que ser bombardeado diariamentepor uma quantidade imensa de notícias que se refere ao novo coronavírus, denominadoSARS-CoV-2, causador da doença COVID-19. O vírus foi decretado como pandemiano dia 13 de março de 2020 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), devido aoaumento do número de casos de contágio e pela sua disseminação global.Todavia, tão danosa quanto a disseminação do novo coronavírus, suasconsequências nos sistemas de saúde e seu grau de letalidade, tem sido a difusão denotícias falsas, especialmente, entre as mídias de comunicação de massa como Twitter,Facebook, WhatsApp etc. Henrique Mandetta, em uma de suas declarações, enquantoestava à frente do Ministério da Saúde e do enfrentamento ao coronavírus no Brasil,afirmou que as “fake news subiram mais do que o número de casos” da doença, ao passoque reforçou a importância da população de se informar por fontes oficiais, evitando sedeixar levar por dados sem checagem e com origem duvidosa (MARTINS, 2020)

    Temporalidade em Husserl

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    This paper aims to present, from the perspective of Edmund Husserl, the concepts of consciousness, subjectivity and time. For the development of such purpose, the following husserlian original texts have been mainly utilized: Logical Investigations, On the Phenomenology of the Consciousness of Internal Time and Cartesian Meditations. This text initially presents the concept of consciousness as a real phenomenological unity of the ego’s experiences, as self-consciousness and as intentional experiences will be exposed. Subjectivity is approached based on the concepts of empirical self and pure self. Time, on the other hand, is explored from a phenomenological standpoint. Finally, the last item shows the intrinsic relationship established between the concepts of time and subjectivity, thus demonstrating the concept of the absolute flow of experiencing, which is timeless, and which is the ultimate and true absolute. Paradoxically, it demonstrates that it is in the actual flow that temporality is originated, and it is in the temporality, through experiences, that subjective life is put into effect and is consolidated; i.e.,,it clearly demonstrates that time is the catalyst for the development of subjectivity through temporal experiences and that it is in the essential autogenic relationship that conditions are created for the development of life in unity, whose process is characterized by openness to time, a flow in the live perpetuity of the now.O objetivo deste artigo é apresentar, na perspectiva de Edmund Husserl, os conceitos de consciência, de subjetividade e de tempo. Para o desenvolvimento desse intento são utilizados, principalmente, os seguintes textos originais husserlianos: Investigações Lógicas, Lições para uma Fenomenologia da Consciência Interna do Tempo e Meditações Cartesianas. Neste texto, é apresentado, inicialmente, o conceito de consciência como unidade real-fenomenológica das vivências do eu, como autoconsciência e como vivência intencional. A subjetividade é abordada a partir dos conceitos de eu empírico e de eu puro. Já o tempo é exposto sob o viés fenomenológico. Por fim, no último item, é abordada a relação intrínseca estabelecida entre os conceitos de tempo e de subjetividade, sendo evidenciado, assim, o conceito de fluxo absoluto de vivências, que é ausente de tempo, que é o absoluto último e verdadeiro. Paradoxalmente, é demonstrado que é no próprio fluxo que a temporalidade se origina, sendo na temporalidade, por intermédio das vivências, que a vida subjetiva se efetiva e se consolida. Ou seja, é explicitado que o tempo é o catalisador do desenvolvimento da subjetividade por intermédio das vivências temporais e que é nessa relação autogênica essencial que são criadas as condições para o desenrolar da vida em unidade, cujo processo é caracterizado pela abertura ao tempo, um fluir na perpetuidade viva do presente

    Restaurar a diferença na sensibilidade: Deleuze crítico de Kant

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    From the book Difference and Repetition, I intend to discuss the extent to which Deleuze's proposal to restore difference in sensibility, preventing difference from being confused with the diverse, as proposed by Kant, in order to remove difference from submission to representation in the ambit of sensibility. This sets up a new perspective to think about the issue of difference in sensitivity, reformulating notions of transcendental thinking and ontology, through an unusual alliance between science and philosophy. Therefore, the proposed objectives are: I) expose Deleuze's critique of Kant's transcendental philosophy, regarding difference as the diverse in sensibility and question the very concept of transcendental as a condition for experience; II) to argue Deleuze's way out of the problem of the representation of difference in sensitivity from the notion of being of the sensible; III) explore Deleuze's appropriation of Gilbert Simondon's concept of individuation: IV) to express why the notions of will to power and eternal return, from Nietzsche's philosophy, contribute, together with individuation, to compose the concept of difference in response to the limits of transcendentalism.  A partir da obra Diferença e repetição, pretendo discutir em que medida a proposta de Deleuze de restaurar a diferença na sensibilidade, evitando que a diferença seja confundida com o diverso, tal como propôs Kant, a fim de retirar a diferença da submissão à representação no âmbito da sensibilidade. Isso configura uma nova perspectiva para pensar a questão da diferença na sensibilidade reformulando noções do pensamento transcendental e da ontologia, por meio de uma aliança inusitada entre a ciência e a filosofia. Para tanto, os objetivos a serem cumpridos serão: I) expor a crítica de Deleuze à filosofia transcendental de Kant, no que tange à diferença como o diverso na sensibilidade e questionar o próprio conceito de transcendental como condição para a experiência; II) argumentar a saída de Deleuze para o problema da representação da diferença na sensibilidade a partir da noção de ser do sensível; III) explorar a apropriação de Deleuze do conceito de individuação de Gilbert Simondon; IV) exprimir porque as noções de vontade de potência e de eterno retorno, da filosofia de Nietzsche, contribuem, juntamente com a individuação, para compor o conceito de diferença em resposta aos limites do transcendentalismo

    Mergulhos no Aqueronte: por uma universidade rizomática e menor

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    This text is the result of bibliographical research, of a philosophical nature, supported by the records of the philosophy of difference and/or multiplicity developed by French philosophers Gilles Deleuze and Félix Guattari. Our intention is to situate how philosophy, as well as art and science, are defined by the creative power, or by the demand to create a new thought, as opposed to representational thinking and recognition. We will highlight the specificity of philosophical activity and its primary task as the creation of concepts and we will point out elements of a pedagogy of the concept. Through it and territorialization and deterritorialization movements, we carried out a thought exercise addressing issues related to the contemporary university, opposing two images of knowledge, namely, the arboreal and the rhizomatic; we also propose the concept of a smaller university as a bulwark of resistance.Este texto es el resultado de una investigación bibliográfica, de carácter filosófico, sustentada en los registros de la filosofía de la diferencia y/o de la multiplicidad desarrollada por los filósofos franceses Gilles Deleuze y Félix Guattari. Nuestra intención es situar cómo la filosofía, así como el arte y la ciencia, se definen por el poder creativo, o por la exigencia de crear un nuevo pensamiento, frente al pensamiento representacional y el reconocimiento. Destacaremos la especificidad de la actividad filosófica y su tarea primordial como creación de conceptos y señalaremos elementos de una pedagogía del concepto. A través de ella y de los movimientos de territorialización y desterritorialización, realizamos un ejercicio de pensamiento abordando cuestiones relativas a la Universidad contemporánea, contraponiendo dos imágenes del saber, a saber, el arbóreo y el rizomático; también proponemos el concepto de una Universidad más pequeña como baluarte de resistencia.  Ce texte est le résultat d'une recherche bibliographique, de nature philosophique, étayée par les notices de la philosophie de la différence et/ou de la multiplicité développée par les philosophes français Gilles Deleuze et Félix Guatari. Notre intention est de situer comment la philosophie, ainsi que l'art et la science, sont définis par le pouvoir créateur, ou par l'exigence de créer une nouvelle pensée, par opposition à la pensée représentationnelle et à la reconnaissance. Nous mettrons en évidence la spécificité de l'activité philosophique et sa tâche première de création de concepts et nous indiquerons des éléments d'une pédagogie du concept. À travers elle et les mouvements de territorialisation et de déterritorialisation, nous avons mené un exercice de réflexion abordant des questions liées à l'université contemporaine, opposant deux images du savoir, à savoir l'arboricole et la rhizomatique ; nous proposons également le concept d'une petite université comme rempart de résistance.  Este texto resulta de pesquisa bibliográfica, de natureza filosófica, apoiada nos registros da filosofia da diferença e/ou multiplicidade desenvolvida pelos filósofos franceses Gilles Deleuze e Félix Guattari. Nosso intento é situar como a filosofia, assim como a arte e a ciência, se definem pelo poder criador, ou pela exigência de criação de um novo pensamento, contraposto ao pensamento representacional e da recognição. Destacaremos a especificidade da atividade filosófica e sua tarefa primordial enquanto criação de conceitos e pontuaremos elementos de uma pedagogia do conceito. Por meio dela e de movimentos de territorialização e desterritorialização, realizamos um exercício de pensamento abordando questões referentes à universidade contemporânea, contrapondo duas imagens de conhecimento, a saber, a arbórea e a rizomática; propomos ainda o conceito de universidade menor como baluarte de resistência.  

    USO DA OZONIOTERAPIA E MEDICINA AYURVEDA COMO PRÁTICAS COMPLEMENTARES NO TRATAMENTO DE INFECÇÃO POR Sars-CoV-2

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    O quadro pandêmico vivenciado no mundo pela infecção por Sars-CoV-2 ora denominado COVID-19 apresenta uma progressão rápida, com caracterização de infecção grave em região pulmonar alterando toda homeostase do organismo, afetando sistema circulatório, respiratório, coagulação entre outros. Dessa forma, a presente revisão integrativa avaliou artigos publicados em 2020 e 2021 em 5 bases de dados diferentes para aplicação da medicina Ayurveda e tratamento com ozonioterapia na intenção de estabilidade clínica e laboratorial de pacientes acometidos pela infecção por COVID-19. Foram identificados 2.065 artigos sobre o assunto, buscados na PubMed, Periódico CAPES, ResearchGate, Jstor e BVS e selecionados 11 para discussão nesta revisão integrativa. A administração de plantas da medicina Ayurveda demonstrou atividade positiva frente a internação por Covid-19, como Dasamoolkaduthrayadi Kashaya associado a Guluchyadi Kwatham, Sudarshan Churna, Talisadi Churna, Dhanwantara Gutika, Saddharanacurna, Suksmatriphala, Shunthi, Vidanga, Yashtimadhu, Haritaki entre outras. Já a ozonioterapia apresentou resultados positivos em recuperação de pacientes quanto ao quadro laboratorial, clínico e bem-estar, com tratamento de administração retal, solução fisiológica enriquecida com ozônio e auto-hemoterapia que demonstrou a maior efetividade dos tratamentos, além da segurança clínica apresentada. Frente a isso, é possível afirmar que o uso de práticas complementares como plantas da medicina Ayurveda e tratamento com ozonioterapia são benéficos na melhora clínica de pacientes internados com COVID-19

    Vivenciar para aprender, aprender para vivenciar:: Uma experiência do curso de Gestão de Cooperativas em três Associações Comunitárias de Governador Mangabeira/Ba

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    Este trabalho apresenta um diagnóstico participativo resultante das ações de um projeto de extensão do Curso de Tecnologia em Gestão de Cooperativas, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB. O projeto visa propiciar formação empírica aos estudantes, aliando teoria e prática, além de contribuir com a qualificação da gestão das associações comunitárias da agricultura familiar. Este relato de experiência revela o diagnóstico do processo organizacional elaborado a partir das oficinas, realizadas entre agosto e dezembro de 2019, com professoras, estudantes, colaboradoras e membros das diretorias e do quadro social de três associações comunitárias de Governador Mangabeira-BA. As reflexões apontaram a necessidade de fortalecer a gestão associativa, assegurar formação para o quadro social sobre a importância do associativismo para o desenvolvimento comunitário e fomentar o debate sobre a atuação das associações na organização da produção e comercialização dos associados. Ademais, a vivência impulsionada pela extensão universitária está propiciando um conhecimento aprofundado das fragilidades do processo organizacional comunitário, exigindo um dialógico contínuo entre o aprendido teoricamente e os desafios práticos que serão enfrentados pelos futuros gestores de cooperativas

    A COVID-19 e a população idosa

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    No Brasil, indivíduos acima de 60 anos são considerados idosos (BRASIL, 2003), no entanto, deve-se considerar a heterogeneidade dessa população. Segundo o British Medical Journal (BMJ), os idosos e portadores de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e asma, são os principais grupos de risco e estão mais suscetíveis a complicações no quadro do Sars-Cov-2 (CHEN, 2020), conhecido popularmente como o novo coronavírus. Devemos levar em consideração que três dessas doenças crônicas citadas acometem grande parte da população idosa, que quando atrelado ao processo de senescência proporciona uma maior vulnerabilidade se comparado com as demais fases da vida. Dentro do contexto de pandemia instalada pela COVID-19, deve-se evitar se basear apenas no protocolo inicial de atendimento à todos os pacientes por igual, assim como não enviesar a avaliação apenas com base na idade. Sendo assim, é importante que a avaliação do idoso seja feita de forma integral. Os sintomas e as complicações do novo coronavírus podem variar de um simples resfriado até uma pneumonia severa. Sendo os sintomas mais comuns: tosse, febre, coriza, dor de garganta e dificuldade respiratória. E a sua transmissão acontece de uma pessoa doente para outra ou por contato próximo por meio de: toque do aperto de mão, gotículas de saliva, espirro, catarro ou através de objetos e superfícies contaminadas (LIMA, 2020)

    Combinação macabra: vale mais deixar morrer que reconhecer direitos

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    No compromisso e vontade de escrever sobre esse momento atípico – apandemia do novo coronavírus, o COVID-19 –, a convite da Professora ReginaMarques, da Universidade Federal do Recôncavo Baiano, e com o tempo se esgotando,tentamos manter a calma e a sanidade.Nestes tempos tão nebulosos, falar sobre saúde mental da população negra eindígena soa-nos como um grande desafio. Escrever exige de nós um pouco de calma epaciência também. Porém, como diz Lenine, em sua canção1 , “eu finjo ter paciência”.Frente à dura realidade que aí está: dezenas de milhares de brasileiros mortos peloCOVID-19, como ter paciência, se é evidente o genocídio que está em curso?O COVID-19 (do inglês Coronavírus Disease 2019) é uma doença infecciosacausada pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2) eatinge a todos, indistintamente, podendo ser letal para os mais vulneráveis. Assim, aindaque a doença não seja seletiva, exclusiva a certas classes sociais, o seu tratamentogeralmente o é. Pois, em nível mundial, a proporção dos que vêm a óbito nas favelas eperiferias é absurdamente maior do que os óbitos ocorridos em bairros de classe média

    Estigmas que matam

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    Desde o momento em que os efeitos da pandemia do novo Coronavírus, a CoronavírusDisease 2019 (COVID-19) chegaram, ao Brasil, cascatas de estigmas foram criados paravelar, defender e potencializar mitos. Quiçá, o mais nefasto estigma gerido e potencializadoseja o do “pobre” como detentor de força, resistência e imunidade ao vírus em questão, porvivenciar, muita das vezes, em condições subumanas, as quais possibilitam que tal parcela dasociedade experimente a exposição de uma série de doenças (ESREY et al., 1991),convencionou-se que essas pessoas em situação de vulnerabilidade social estariam imunizadasjustamente pelo fato de serem expostas a muitas doenças e ter certa “resistência” a elas.A repercussão de tal estigma nos mais variados contextos de comunicação1e a defesadesse por personagens importantes da sociedade como, por exemplo, o Presidente daRepública2ocasionou a reprodução dessa concepção nefasta pela própria população emsituação de vulnerabilidade. É evidente que, ao propagar tal crença, esses indivíduos criam,displicentemente, a identidade força, a qual:É um tipo de identidade que não integra socialmente os indivíduos e os mantémseparados, individualizados, dentro de sua coletividade. É uma tentativa de resistir aocaminho de exploração, doença e morte imposto pela classe dirigente, cujo final érepresentado pela penitenciária, hospital, manicômio ou cemitério (GÓIS, 2008, p. 61-62)

    Kojève, Lacan e a Formação do eu

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    Based on Hegel's Phenomenology of Spirit, Alexandre Kojève produces a theory of an "anthropogenesis" that allocates the constitution of self-consciousness in a markedly historical and social field centered on the "dialectic of the master and the slave". More than this, it emerges in a domaine seized by the conflictuality of such a central operator of socialization, namely the desire, which is always, in the last case, a desire for recognition. Aware of this idea and on the path of the development of an imaginary’s theory, Lacan was pursuing the necessity to reallocate certain points of the Freudian constitution’s theory of the ego. He was aiming to bypass Freud’s supposed “biologism” (especially in his theory of the "death drive") by emphasizing the fundamental dependence of the other’s figure on the process of "hominization", in which "aggressiveness" plays an inherent role. If the projects of Kojève and Lacan present undeniable convergences, it is necessary, however, to better understand them, as well as to establish the uniqueness of their distances, inflections and objectives.Tomando como base interpretativa a Fenomenologia do espírito, de Hegel, Alexandre Kojève empreende uma teoria da “antropogênese” que aloca a constituição da consciência de si num campo marcadamente histórico e social, centrada notadamente na “dialética do senhor e do escravo”. Mais do que isso, esta emerge numa esfera tomada pela conflitualidade própria ao operador central da socialização, o desejo, que é sempre, em último caso, desejo de reconhecimento. Atento a esta leitura, na senda do desenvolvimento de sua teoria do imaginário, Lacan lançava-se no encalço da necessidade de realocar certos pontos da teoria freudiana da constituição do Eu, visando contornar o suposto “biologismo” de Freud (presente, sobretudo, em sua teoria da “pulsão de morte”) ao destacar a dependência fundamental da instância do outro no processo de “hominização”, no qual a “agressividade” ocupa um papel inerente. Se os projetos de Kojève e Lacan apresentam inegáveis convergências, cumpre, no entanto, melhor compreendê-las, bem como estabelecer a singularidade de seus distanciamentos, inflexões e objetivos

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