Portal de Periódicos Eletrônicos da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia)
Not a member yet
1396 research outputs found
Sort by
Des/colonización epistémica del “yo” e incomprensión política del “otro”
De-colonial reasoning establishes a peculiar manifestation of contemporary critical theory closely linked to the practices of the social sciences and humanities. However, there is a need for a critique of the dominant models and hierarchies of nationalities of knowledge, of the constitutive silencing of technologies and narratives of modern participation, of subjectivities, corporealities and agencies. This paper argues that the human and social sciences can and should be rethought from an epistemological multiplicity that dialogues and takes into account the forms of knowledge creation that are generated in extra-scientific and extra-academic spaces.El razonamiento de-colonial establece una peculiar manifestación de la teoría crítica contemporánea estrechamente vinculada con las prácticas de las ciencias sociales y las humanidades. No obstante, hace falta una crítica a los modelos dominantes y a las jerarquías de las nacionalidades de los conocimientos, de los sigilamientos constitutivos de las tecnologías y narrativas de participación moderna, de las subjetividades, corporalidades y agencias. En este escrito se argumenta que las ciencias humanas y sociales pueden y deben ser repensadas desde una multiplicidad epistémica que dialogue y que tenga en cuenta las formas de creación de conocimientos que se gestan en espacios extra-científico y extra-académicos.El razonamiento de-colonial establece una peculiar manifestación de la teoría crítica contemporánea estrechamente vinculada con las prácticas de las ciencias sociales y las humanidades. No obstante, hace falta una crítica a los modelos dominantes y a las jerarquías de las nacionalidades de los conocimientos, de los sigilamientos constitutivos de las tecnologías y narrativas de participación moderna, de las subjetividades, corporalidades y agencias. En este escrito se argumenta que las ciencias humanas y sociales pueden y deben ser repensadas desde una multiplicidad epistémica que dialogue y que tenga en cuenta las formas de creación de conocimientos que se gestan en espacios extra-científico y extra-académicos
Síndrome da hiper convivência em época de quarentena
Vivemos um estado de nova pandemia, por mais uma virose de proporção mundial e tamanha agressividade, cujas consequências físicas, socioeconômicas e culturais são gigantescas. No início do século 20, entre 1918 e 1920, a humanidade foi surpreendida por uma virose causada pela influenza H1N1, conhecida como Gripe Espanhola. Em plena Primeira Guerra mundial, na qual o cenário era de condições sanitárias precárias, proliferação de microrganismos, fragilidade das instituições de saúde e comunicação mundial inimaginável para época. As medidas de quarentena foram refletidas após muito tempo de surto e constatou-se cerca de 500 milhões de infectados, além de 50 a 100 milhões de mortes no planeta, caracterizando uma imensa devastação social e um forte impacto mental nas pessoas.
Nos dias atuais, século 21, marcado pela globalização, comunicação ampla e características migratórias impactantes por diferentes cantos do mundo, um vírus dessa magnitude chega sem impor fronteiras geográficas e assume um lugar cosmopolita, determinando uma das maiores pandemias que a saúde já vivenciou. Agora, na contramão desta virose de um século atrás, medidas de quarentena já foram assimiladas pelas instituições sérias da saúde de muitas nações, podendo-se afirmar o consenso desta conduta no controle e proteção social dos sistemas de saúde globais. Entretanto, percebemos que essa lição não foi seguida à risca por outras, que vivem os reflexos desastrosos da ausência de medidas de isolamento social a tempo e, inevitavelmente, os sistemas de saúde entraram em colapso pela demanda de hospitalização, sem preparo prévio, a citar países como a Espanha, os EUA, o Reino Unido e a Itália
Pandemias, lutas e vitórias: saúde mental e as mães ancestrais da negritude
A terra em que depositam meu corpo negro-indígena, vulnerabilizado pela pobreza do massacre e do genocídio desde a Lei 3353 de 13 de maio de 1888 – tem apenas dois artigos:
Art. 1 – é declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil
Art. 2 – Revogam-se as disposições em contrário
É a parte da insignificância que me reservam. É a parte que me cabe neste latifúndio.
Apesar dos brancos terem também suas covas, são os negros-indígenas, no Brasil, que lutam com extrema artimanha de guerrilha, para não sucumbir à tragédia, que por vezes sucumbem…
“Houve uma morte e um crime (vários crimes). Há que se, por um tempo, silenciar.
O respeito a um corpo caído...: - Silêncio! Deve-se respeitar…
Daqui a pouco é sexta feira 13 (de maio). Dia Santo: - Peço a benção meu pai Oxalá!
Diz o Santo: Injustiça não fica assim não minha gente...! Vão pra casa descansar...Pôr a cabeça no travesseiro...Quem não tem achará lugar...O sono dos justos é sereno...reunir forças pra levantar! Não se avexem não meus pequenos, Nanã, Iemanjá, Oxum, Iansã e Ewá tão vendo...Muitas águas vão rolar!!!”
 
Potencialidades da bioética deliberativa em tempos de pandemia da COVID-19
Em 30 de janeiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou osurto do novo Coronavírus “como uma emergência de saúde pública de interesseinternacional” (WHO, 2020a, p.1). Já em 11 de março de 2020, a OMS caracteriza aCOVID-19 como uma pandemia, sendo a primeira causada por um Coronavírus, oSARS-CoV-2 (WHO, 2020b).Passados quase dois meses, os dados da OMS relatam que o número de casosconfirmados no mundo alcança 4.006.257 milhões de pessoas, com 278.892 mil mortes(WHO, 2020b). No contexto da América Latina, o Brasil ocupa o segundo lugar comum total de 155.939 mil casos e 10.627 mil mortes, em 11 de maio de 2020 (WHO,2020c).Os riscos da COVID-19 são heterogêneos e podem comprometer de formadesproporcional às populações vulneráveis. Faz-se necessário, portanto, atentar para asresponsabilidades sociais e éticas que permitam avaliar e minimizar os riscos que essesgrupos, quase sempre marginalizados, estão expostos (BERGUER et al., 2020)
Quando devemos silenciar outras pessoas: a dimensão positiva do silenciamento epistêmico
In this article, we will analyze the positive dimension of silencing for epistemic practices. Since: (a) silencing refers to a communicative impediment; and (b) at least in part our epistemic agency depends on this ability to express and make ourselves understood, it would be possible to conclude that (c) silencing necessarily harms our epistemic interactions. However, Barrett Emerick (2019) reminds us that in some cases silencing helps to preserve the integrity and dignity of those whose epistemic agency is violated. Based on this initial insight, we listed three premises that culminated in the justification for silencing other people: (1) epistemic silences stem from socio-historical processes and the power relations that permeate them; (2) the limits of epistemic agencies are established through social norms and conventions that affect identities in different ways; and, (3) the dignity of the human person must be the criterion for establishing the limits between what should or should not be said. Considering that in order to act correctly it is necessary not only the justifications for acting, but also the appropriate occasion, we defend that practical wisdom (phronesis) is the proper virtue for individuals, groups and institutions to know when to silence other people.Neste artigo, analisamos a dimensão positiva dos silenciamentos para as práticas epistêmicas. Uma vez que: (a) o silenciamento refere-se a um impedimento comunicativo; e (b) ao menos parte de nossa agência epistêmica depende desta capacidade para que nos expressemos e nos façamos entender, caberia concluir que (c) os silenciamentos, necessariamente, prejudicam as nossas interações epistêmicas. Contudo, Barrett Emerick (2019) nos lembra que, em certos casos, o silenciamento ajuda a preservar a integridade e dignidade daqueles que têm sua agência epistêmica violada. Baseados neste insight inicial, elencamos três premissas que culminaram na justificativa para silenciarmos outras pessoas: (1) silêncios epistêmicos decorrem de processos sócio-históricos e das relações de poder que os permeiam; (2) os limites das agências epistêmicas são estabelecidos por meio de normas e convenções sociais que afetam de diferentes maneiras as identidades; e, (3) a dignidade da pessoa humana deve ser o critério para estabelecer os limites entre o que deve ou não ser dito. Considerando que para agirmos da maneira correta não precisamos apenas de justificativas, mas também saber o momento adequado de agir, defendemos que a concepção aristotélica de virtude da sensatez (phronesis) fará com que saibamos quando devemos silenciar outras pessoas
Da experiência à mediação: uma transição mínima em Theodor Adorno
Due to the naturalization of the protagonism of the concept of experience in the interpretation of Theodor Adorno's dialectic, this article intends to elucidate some lines of displacement from the category of experience to the category of mediation, from the critical appropriation of this category of Hegel's thought by Adorno; because, since all experience is mediated, mediation presents itself as a condition for the realization of the experience and, for this reason, mediation is established as a privileged instance in the process of knowledge in the scope of the subject and object relationship, given that defines itself as a cause and condition for the organization of experience. Fundamentally, the proposal is to demonstrate that both Hegelian and Adornian dialectics - despite their idiosyncrasies - have in mediation their motivic aspect of determining the subjective and the objective. Therefore, the concept of mediation will be presented as a transversal and reciprocal component that, at the same time that it brings together, distinguishes the related aspects, making dialectics a procedure, within which mediation becomes a condition and fundamental for the development and the determination of the concepts circumscribed in a given context or situation. In this sense, mediation will emerge as the structuring agent of experience, a fact that justifies its priority in relation to experience, as described by Hegel.Em virtude da naturalização do protagonismo da concepção de experiência na interpretação da dialética de Theodor Adorno, esse artigo pretende elucidar algumas linhas de deslocamento da categoria de experiência para a categoria de mediação, a partir da apropriação crítica desta categoria do pensamento de Hegel por Adorno; pois, uma vez que toda experiência é mediada, a mediação apresenta-se como condição para a efetivação da experiência e, por esta razão, a mediação se estabelece enquanto instância privilegiada no processo do conhecimento no âmbito da relação sujeito e objeto, haja vista que se define enquanto causa e condição para a organização da experiência. Fundamentalmente, a proposta é demonstrar que tanto a dialética hegeliana quanto a adorniana - não obstante suas idiossincrasias - têm na mediação seu aspecto motívico de determinação do subjetivo e do objetivo. Portanto, o conceito de mediação será apresentado como um componente transversal e de determinidade recíproca que, ao mesmo tempo que aproxima, distingue os aspectos relacionados, fazendo da dialética um procedimento, no âmbito do qual a mediação vem a ser condição e fundamento para o desenvolvimento e a determinação dos conceitos circunscritos em um dado contexto ou situação. Nesse sentido, a mediação despontará como o agente estruturador da experiência, fator que justificará sua prioridade em relação à experiência
Mandelbaum: crítica ao antiessencialismo na arte e sua interpretação problemática da noção wittgensteiniana de semelhança de família
This article addresses Maurice Mandelbaum's criticism of anti-essentialism in Wittgensteinian-oriented art. Mandelbaum criticizes the common position of Paul Ziff, Morris Weitz and Willian Kennick according to which the definition of the concept of art cannot be established in essentialist terms. According to Mandelbaum, the anti-essentialist thesis fails because it is based on observable properties to claim that there is no necessary and sufficient property that runs through the set of all works of art. In this sense, the definition of the concept of art could be established through relational properties. Mandelbaum's attack focuses on the notion of family resemblance developed by Ludwig Wittgenstein in Philosophical Investigations. In his interpretation of that notion, Mandelbaum assumes that Wittgenstein would be referring to directly displayed properties. However, the article argues that Mandelbaum's critique is not justified as it ignores the distinction between seeing and seeing as that Wittgenstein himself performs in passage XI of his mentioned work.O presente artigo aborda a crítica de Maurice Mandelbaum ao antiessencialismo na arte de orientação wittgensteiniana. Mandelbaum tece críticas posição comum de Paul Ziff, Morris Weitz e Willian Kennick segundo a qual a definição do conceito de arte não poder ser estabelecida em termos essencialistas. De acordo com Mandelbaum, a tese antiessencialista falha porque se pauta em propriedades observáveis para alegar que não há propriedade necessária e suficiente que percorre o conjunto de todas as obras de arte. Nesse sentido, a definição do conceito de arte poderia ser estabelecida mediante propriedades relacionais. O ataque de Mandelbaum se concentra na noção de semelhança de família desenvolvida por Ludwig Wittgenstein nas Investigações Filosóficas. Em sua interpretação da referida noção, Mandelbaum pressupõe que Wittgenstein estaria se referindo a propriedades diretamente exibidas. Todavia, o artigo defende que a crítica de Mandelbaum não se justifica pois ignora a distinção entre ver e ver como que o próprio Wittgenstein realiza na passagem XI de sua mencionada obra
Da educação enquanto afirmação da vida entre a arte e a filosofia segundo Nietzsche no filme “Sociedade dos poetas mortos”
Based on the film “Dead Poets Society” (1989), the article points out the chaos created within the traditional North American school Welton through the work of Professor John Keating in the establishment of new teaching and learning methods for literature, as it tends to to encourage the questioning about the meaning and value of life and the cultivation of oneself as a possibility of producing a new and extemporaneous content and knowledge as an affirmation of the forces of life. Thus, based on Friedrich Nietzsche's (1844-1900) critique of “historical culture” as a product of the contradiction involving life and culture, the article emphasizes that the knowledge that has roots in “historical culture” is characterized as an unproductive capital, signaling the inexistence of rights of Philosophy between historical culture and the formative-educational process and the need for a correlation between art and philosophy before science and truth. Therefore, opposing the transformation of philosophy into erudition in the name of "historical culture" and the "philosophers" who place themselves at its service, Nietzsche denounces the reduction of being, life and vision to the framework of concepts, opinions, pasts, books in a critical analysis that focuses on the question involving philosophy professors between life and the science of universal becoming: philosophers or servers of “history”?Baseado no filme “Sociedade dos Poetas Mortos” (1989), o artigo assinala o caos instaurado no âmbito da escola tradicional norte-americana Welton através do trabalho do professor John Keating na instauração de novos métodos de ensino e aprendizagem para a literatura, na medida em que tende a fomentar o questionamento acerca do sentido e do valor da vida e o cultivo de si como possibilidade de produção de um conteúdo novo e extemporâneo e o conhecimento enquanto afirmação das forças da vida. Dessa forma, fundado na crítica de Friedrich Nietzsche (1844-1900) em relação à “cultura histórica” enquanto produto da contradição envolvendo vida e cultura, o artigo sublinha que o saber que guarda raízes na “cultura histórica” se caracteriza como um capital improdutivo, assinalando a inexistência de direitos da Filosofia entre a cultura histórica e o processo formativo-educacional e a necessidade da correlação envolvendo arte e filosofia diante da ciência e da verdade. Assim, contrapondo-se à transformação da filosofia em erudição em nome da “cultura histórica” e aos “filósofos” que se colocam a seu serviço, Nietzsche denuncia a redução do ser, da vida e da visão ao arcabouço de conceitos, opiniões, passados, livros em uma análise crítica que se detém na questão envolvendo os professores de filosofia entre a vida e a ciência do vir-a-ser universal: filósofos ou servidores da “história”
MUDANÇAS NA COMPOSIÇÃO CORPORAL E PRESSÃO ARTERIAL DE PARTICIPANTES DO PROGRAMA DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA “YOGA: AWAKEN ONE”
O tempo de permanência na universidade tende a aumentar as chances de os estudantes adotarem e manterem hábitos pouco saudáveis, levando a problemas como a pressão arterial elevada e excesso de peso. Esses problemas podem ser evitados ou revertidos com a prática de exercícios físicos. O presente estudo objetivou investigar os efeitos da prática de Yoga sobre a pressão arterial e composição corporal de estudantes universitários. A amostra foi composta por estudantes do Centro de Formação de Professores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, participantes do Programa de Extensão “Yoga: Awaken ONE”. Os participantes realizaram práticas de Yoga duas vezes por semana durante três meses. As aulas tiveram duração de 60 minutos e foram compostas por mantras, pranayamas, ásanas e relaxamento induzido. Realizou-se análise descritiva das informações através de indicadores estatísticos de tendência central (mediana), variabilidade (intervalo interquartil - IIQ) e frequências absolutas e relativas. Considerando que os dados não apresentaram distribuição normal, o teste de Wilcoxon foi utilizado para verificar diferenças na composição corporal e na pressão arterial antes do início e após três meses de participação no programa de extensão. Foram avaliados cinco estudantes (quatro mulheres), com mediana de idade de 21 anos (IIQ=7,5). Observou-se diminuição de 6mmHg na mediana da pressão arterial sistólica e de 5mmHg na mediana da pressão arterial diastólica, aumento da relação cintura/estatura de 0,02 e aumento de 2,3 cm de circunferência abdominal. No entanto, essas diferenças não foram estatisticamente significativas (p<0,05). A partir dos resultados observados, é possível concluir que 2 sessões semanais de Yoga não foram eficazes para a melhora nos parâmetros de composição corporal e pressão arterial de estudantes universitários, entretanto a prática de Yoga tendeu a gerar redução na pressão arterial sistólica. O número reduzido de indivíduos e o tempo relativamente curto de intervenção desta investigação indicam a necessidade de mais estudos sobre o tema
WebTV Saberes Cruzados: : Da Web para TV
O presente relato de experiência busca demonstrar o processo de criação da WebTV Saberes Cruzados até a sua inserção na TV Kirimurê, demonstrando o desenvolvimento da idealização para surgimento da ideia em encontros com grupos sociais de Cachoeira, passando pela formação inicial da equipe, equipamentos utilizados e a rotina para criação de pautas, suas gravações e adequações que ocorreram neste percurso para que a WebTV Saberes Cruzados tivesse uma melhor qualidade do material final produzido e o maior alcance dentro do seu público, demonstrando como todo esse processo culminou em um convite para participarmos da programação da TV kirimurê, emissora de Salvador que tem alcance em Salvador, região metropolitana e Recôncavo Baiano