Teknokultura. Revista de Cultura Digital y Movimientos Sociales (Universidad Complutense de Madrid)
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Problematizando o direito à privacidade e à proteção de dados pes-soais em face da vigilância biométrica
One of the elements of technological acceleration in digital capitalism is the emphasis on data collection – in particular, personal data – as raw material for the operation of computational algorithms. In the midst of this phenomenon, there is a growing collection of information regarding human-body characteristics, gathered by biometric technologies, such as facial recognition. In this context, this article seeks to analyze the phenomenon of the digitalization of the human body, using the theoretical framework of surveillance studies and biopolitics. There is a noticeable objectification of the body by biometric technologies, as a phenomenon that serves the interests of the State, such as public security, as well as the logic of the market for the commodification of personal information. With this theoretical path, a brief analysis of two judicial cases involving the São Paulo subway is carried out, which consisted of the intrusive use of facial recognition of its users for advertising and public security purposes. The examination of these cases makes it possible to demonstrate the need for legal instruments to protect personal data, as well as the limits of a purely legal protection based on privacy.Uno de los elementos de la aceleración tecnológica del capitalismo digital es el énfasis en la recopilación de datos, en particular los datos personales, como materia prima para el funcionamiento de algoritmos computacionales. Entre los datos personales, hay una creciente colección de información sobre las características del cuerpo humano, utilizando tecnologías biométricas como el reconocimiento facial. En este contexto, este artículo busca analizar el fenómeno de la digitalización del cuerpo humano, a través del marco teórico de los estudios de vigilancia y de la biopolítica. Se nota una objetivación del cuerpo mediante tecnologías biométricas, un fenómeno que sirve a los intereses del Estado, como la seguridad pública, así como a la lógica del mercado de mercantilización de la información personal. Con este camino teórico, se realiza un breve análisis del caso judicial del metro de São Paulo, que consistió en el uso intrusivo del reconocimiento facial de sus usuarios con fines publicitarios. El examen de este caso permite demostrar la necesidad de instrumentos legales para proteger los datos personales, así como los límites de la protección puramente legal de la privacidad.A aceleração tecnológica do capitalismo digital tem como um de seus elementos a ênfase na coleta de dados ― em especial, dados pessoais ― como matéria-prima para a operação de algoritmos computacionais. Em meio a tal fenômeno, percebe-se uma crescente coleta de informações referentes a características corporais humanas por meio de tecnologias biométricas como o reconhecimento facial. Neste contexto, o presente artigo busca analisar o fenômeno da digitalização do corpo humano, pelo referencial teórico dos estudos de vigilância e da biopolítica. Observa-se uma objetificação do corpo pelas tecnologias biométricas, fenômeno este que serve aos interesses de Estado, como a segurança pública, bem como à lógica do mercado de comodificação de informações pessoais. Com este percurso teórico, passa-se a uma breve análise de dois casos judiciais que envolvem o metrô de São Paulo, que consistiram no uso intrusivo de reconhecimento facial de seus usuários para fins publicitários e de segurança pública. O exame dos casos possibilita a demonstração da necessidade de instrumentos jurídicos de proteção aos dados pessoais, bem como os limites de uma tutela puramente jurídica fundada na privacidade
Poder tecnológico: uma abordagem crítical às corporações digitais
This article explores different bodies of literature looking at the rising power of digital corporations. With this work I aim to provide a critical up-to-date approach to the topic. The first part of the paper introduces the phenomenon of digital capitalism, navigating different sociological approaches. Then, it proceeds by addressing the difficulties of naming the phenomenon and the attention that is gathering among politicians, academics and the general public. The second part of the work explores three different but complementary bodies of literature looking at tech power In the first place the paper explores critical management studies’ contributions describing the characteristics of digital corporations. Secondly, the text reflects critical legal scholars’ works analysing what has been identified as one of the essential features of digital capitalism: the infrastructural power enjoyed by corporations such as Facebook or Amazon. Finally the paper exposes two different Marxist perspectives looking at digital capitalism and its latest developments. The labour-focused Marxist contribution mainly represented by Christian Fuchs and Trebor Scholz and the postfordist approach of Maurizio Lazzarato or Matteo Pasquinelli, among others.Este artículo explora diferentes cuerpos de literatura centrados en el análisis del auge del poder de las corporaciones digitales. Con esta obra se pretende proporcionar un actualizado estado del arte sobre el poder corporativo digital, así como ofrecer un bosquejo multidisciplinario y crítico de sus complejidades. La primera parte de la obra presenta el fenómeno del capitalismo digital, navegando diferentes enfoques sociológicos. Luego procede abordando las dificultades de nombrar el evento, así como la atención que está recabando entre políticos, académicos y el público en general. La segunda parte del trabajo explora tres cuerpos de literatura analizando el capitalismo digital, diversos pero complementarios,. En primer lugar, el artículo explora diferentes aproximaciones desde los Critical Management Studies, las cuáles describen las características principales de las corporaciones digitales. En segundo lugar, el texto refleja trabajos provenientes delos Critical Legal Studies, enfoque que ha situado como una de las características esenciales del capitalismo digital el denominado como ‘Infrastructural Power’ ejercido por corporaciones como Facebook o Amazon. Finalmente, el artículo expone dos perspectivas marxistas diferentes analizando los últimos desarrollos del capitalismo digital. La contribución marxista centrada en la cuestión del trabajo representada principalmente por Christian Fuchs y Trebor Scholz y el enfoque posfordista de Maurizio Lazzarato o Matteo Pasquinelli, entre otros.Este artigo explora diferentes corpos da literatura focados na análise da ascensão do poder das corporações digitais. Este trabalho visa fornecer um estado da arte atualizado sobre o poder corporativo digital, além de oferecer um esboço multidisciplinar e crítico de suas complexidades. Em seguida passa a abordar as dificuldades em nomear o evento, bem como a atenção que está reunindo entre políticos, acadêmicos e o público em geral. A segunda parte do artigo explora três corpos da literatura analisando o capitalismo digital, diversos porém complementares. Primeiro, o artigo explora diferentes abordagens dos Critical Management Studies, que descrevem as principais características das empresas digitais. Em segundo lugar, o texto reflete sobre trabalhos de Critical Legal Studies, uma abordagem que colocou como uma das características essenciais do capitalismo digital o chamado ‘poder infra-estrutural’ (‘Infrastructural Power’) exercido por empresas como o Facebook ou a Amazon. Finalmente, o artigo expõe duas perspectivas marxistas diferentes analisando os últimos desenvolvimentos do capitalismo digital. A contribuição marxista centrada na questão do trabalho representada principalmente por Christian Fuchs e Trebor Scholz e o enfoque pós-fordista de Maurizio Lazzarato ou Matteo Pasquinelli, entre outros.
Este artigo explora diferentes corpos da literatura focados na análise da ascensão do poder das corporações digitais. Este trabalho visa fornecer um estado da arte atualizado sobre o poder corporativo digital, além de oferecer um esboço multidisciplinar e crítico de suas complexidades. Em seguida passa a abordar as dificuldades em nomear o evento, bem como a atenção que está reunindo entre políticos, acadêmicos e o público em geral. A segunda parte do artigo explora três corpos da literatura analisando o capitalismo digital, diversos porém complementares. Primeiro, o artigo explora diferentes abordagens dos Critical Management Studies, que descrevem as principais características das empresas digitais. Em segundo lugar, o texto reflete sobre trabalhos de Critical Legal Studies, uma abordagem que colocou como uma das características essenciais do capitalismo digital o chamado ‘poder infra-estrutural’ (‘Infrastructural Power’) exercido por empresas como o Facebook ou a Amazon. Finalmente, o artigo expõe duas perspectivas marxistas diferentes analisando os últimos desenvolvimentos do capitalismo digital. A contribuição marxista centrada na questão do trabalho representada principalmente por Christian Fuchs e Trebor Scholz e o enfoque pós-fordista de Maurizio Lazzarato ou Matteo Pasquinelli, entre outros
Mecanismos de exploração no capitalismo digital. Modos de mais-valia na rede
Materialistic thinking has provided us with very useful tools for the analysis of social processes. Surplus has been one of the most relevant findings in revealing the procedures for capital accumulation and exploitation. Nowadays, the surplus value has been transformed and adapted to a new ‘virtual territory’ offered by the Internet. This article distinguishes two modes of network surplus value. Those that come from the data and their expression, especially on social networks, are analyzed, as are those that are obtained thanks to the collaborative economy. The paper proposes not only its identification and criticism, but the use of socially useful production and, therefore, the democratization of production as tools to counter them.El pensamiento materialista nos ha dotado de herramientas muy útiles para el análisis de los procesos sociales. La plusvalía ha sido uno de los hallazgos más relevantes al desvelar los procedimientos de acumulación del capital y la explotación. En la actualidad, la plusvalía se ha ido transformado y adaptando a un ‘nuevo territorio virtual’ que ofrece Internet. En este artículo se distinguen dos modos de plusvalía en Red. Se analizan tanto aquella que procede de los datos y su expresión, especialmente, en las redes sociales y aquella que se obtiene gracias a la economía colaborativa. El artículo propone no solo su identificación y crítica, sino el uso de la producción socialmente útil y, por tanto, la democratización de la producción como herramientas para contrarrestarlas.O pensamento materialista nos forneceu ferramentas muito úteis para a análise de processos sociais. A mais-valia foi uma das descobertas mais relevantes na revelação dos procedimentos de acumulação e exploração do capital. Atualmente, a mais-valia foi transformada e adaptando a um 'novo território virtual' oferecido pela Internet. Neste artigo se distinguem dois modos de mais-valia na Rede. São analisados os que provêm dos dados e sua expressão, principalmente nas redes sociais, e os que são obtidos graças à economia colaborativa. O artigo propõe não apenas sua identificação e crítica, mas o uso da produção socialmente útil e, portanto, a democratização da produção como ferramentas para combatê-las
«Quem sustenta a aqueles que sustentam os bens comuns?»: tecnologia e cultura livre no enfrentamento do capitalismo informacional
Since the expansion of its individual use in the nineties, the Internet has experienced a process of increasing commodification and concentration. However, the Net has also proposed new forms of peer production with voluntary contributions from Internet users, which are positioned as an alternative to informational capitalism economic model. Using a combined methodology, we explore the modes of financing of free culture communities in Spain. We also reflect on the remuneration for the contribution to these projects. The results show the determination of the groups to maintain their organizational and strategic independence through self-financing. They consider reinvesting their economic resources in the project, without pretending to maximize the economic benefit. These communities show tensions between remunerating those who participate in them in order to avoid their precariousness or operating with voluntary contributions, which allow the progress of their projects outside the logic of the market system.Desde la expansión de su uso individual en los años noventa, Internet ha experimentado un proceso de creciente mercantilización y concentración. Al mismo tiempo, ha propuesto nuevas formas de producción en común con contribuciones voluntarias de los internautas, que se posicionan como una alternativa al modelo económico propuesto por el capitalismo informacional. A través de una metodología combinada, en esta investigación exploramos las formas de financiación, las personas empleadas y las necesidades en las que se invierten los recursos económicos de las comunidades de cultura libre que operan en territorio español. Los resultados muestran la voluntad de los colectivos por mantener su independencia organizativa y estratégica mediante la autofinanciación. Estos consideran reinvertir sus recursos en el proyecto, sin pretender maximizar el beneficio económico. Las comunidades manifiestan tensiones entre remunerar a quienes participan en ellas, a fin de evitar su precarización, y operar exclusivamente con contribuciones de tipo voluntario, que permitan el avance de sus proyectos fuera de la lógica del sistema de mercado.Desde a expansão de seu uso individual nos anos noventa, a Internet experimentou um processo de crescente mercantilização e concentração. No ciberespaço, as empresas monopolistas oferecem uma multiplicidade de serviços online gratuitos, para posteriormente extrair e comercializar os dados dos internautas. Estes novos modelos de produção, baseados na lógica da acumulação de informação online, têm sido chamados capitalismo informacional.
No entanto, desde seus primeiros anos de desenvolvimento, a Rede também tem proposto novas formas de produção de pares com contribuições voluntárias dos usuários da Internet, que se posicionam como uma alternativa ao modelo econômico do ciberespaço. Através de uma metodologia combinada, exploramos os modos de financiamento das comunidades de cultura livre na Espanha. Também refletimos sobre a remuneração pela contribuição a esses projetos e, finalmente, abordamos o investimento dos recursos econômicos nas necessidades do grupo. Para isso, realizamos um questionário online com 290 comunidades e seguidamente analisámos os resultados quantitativos através de entrevistas semiestruturadas com 38 dos grupos previamente pesquisados.
Os resultados mostram a vontade dos grupos de manter a sua independência organizacional e estratégica através do autofinanciamento. Eles consideram reinvestir seus recursos econômicos no projeto, sem pretender maximizar o benefício econômico. Finalmente, estas comunidades apresentam tensões entre a necessidade de remunerar aqueles que participam delas para evitar sua precariedade ou de operar com contribuições voluntárias, que permitem o avanço de seus projetos fora da lógica do sistema de mercado.Desde a expansão de seu uso individual nos anos noventa, a Internet experimentou um processo de crescente mercantilização e concentração. No ciberespaço, as empresas monopolistas oferecem uma multiplicidade de serviços online gratuitos, para posteriormente extrair e comercializar os dados dos internautas. Estes novos modelos de produção, baseados na lógica da acumulação de informação online, têm sido chamados capitalismo informacional.
No entanto, desde seus primeiros anos de desenvolvimento, a Rede também tem proposto novas formas de produção de pares com contribuições voluntárias dos usuários da Internet, que se posicionam como uma alternativa ao modelo econômico do ciberespaço. Através de uma metodologia combinada, exploramos os modos de financiamento das comunidades de cultura livre na Espanha. Também refletimos sobre a remuneração pela contribuição a esses projetos e, finalmente, abordamos o investimento dos recursos econômicos nas necessidades do grupo. Para isso, realizamos um questionário online com 290 comunidades e seguidamente analisámos os resultados quantitativos através de entrevistas semiestruturadas com 38 dos grupos previamente pesquisados.
Os resultados mostram a vontade dos grupos de manter a sua independência organizacional e estratégica através do autofinanciamento. Eles consideram reinvestir seus recursos econômicos no projeto, sem pretender maximizar o benefício econômico. Finalmente, estas comunidades apresentam tensões entre a necessidade de remunerar aqueles que participam delas para evitar sua precariedade ou de operar com contribuições voluntárias, que permitem o avanço de seus projetos fora da lógica do sistema de mercado
Minha experiência como entregador de Deliveroo e a intensão por articular nossa luta desda a estrutura sindical da UGT
In February 2017 I working as a Deliveroo driver. From one day to the other, I went from being unemployed and penniless, to officially becoming an entrepreneur in the emerging of gig economy. However, what really began was a competition to survive and a journey to understand how a model of work that, under the idea of autonomy and flexibility, constantly forces you to overcome your own physical and mental limits. From this experience also emerged our struggle with my colleagues to organize ourselves to try to stop this model and to obtain recognition to the conditions we were subjected to. This has led us to different experiences and, step by step, we have managed to put our situation in the center of the social and judicial debate. So this is a short story, largely drawn from my own experience, that I ethnographed for my doctoral thesis. The story begins from the time I started to be a rider, and relates the problems our organization has encountered, how companies operate, the main trials we have faced, etc. until I ended up working in union action at UGT, dedicated to digital platforms. So, although the article is narrated in first person, it also brings together the experience within UGT, its strategies and the way in which we organized ourselves together.En el mes de febrero del año 2017 comencé a ser repartidor de Deliveroo. De un día para otro, pasé de estar sin trabajo y sin dinero, a ser oficialmente un emprendedor de la emergente economía de los pequeños encargos. Sin embargo, ahí fue cuando comenzó realmente la competencia por sobrevivir y comprender cómo se articula este modelo de trabajo que, bajo la idea de autonomía y flexibilidad, te obliga constantemente a superar tus propios límites físicos y mentales. A partir de ahí también empezó la lucha por la organización con mis compañeros para intentar frenar este modelo y que se reconozcan las condiciones a las que estamos sometidos, lo que nos ha llevado a distintas experiencias y, poco a poco, a lograr poner nuestra situación en el centro del debate social y judicial. De modo que este es un pequeño relato, sacado en gran parte de mi propia experiencia como repartidor, que etnografié para mi tesis doctoral, en donde cuento el recorrido desde que comencé a ser repartidor, los problemas para la organización, cómo operan las empresas, los principales juicios que hemos afrontado, etc., hasta acabar trabajando en la acción sindical dentro de UGT, dedicado a las plataformas digitales. Por lo que, si bien el presente artículo está narrado en primera persona, también reúne las experiencias al interior de UGT, sus estrategias y el modo en que nos fuimos organizando conjuntamente.No mês de fevereiro de 2017 comecei a ser entregador de Deliveroo. De um dia para outro passei de estar sem trabalho e sem dinheiro a ser oficialmente um empreendedor da emergente economia das pequenas encomendfas. No entanto, foi quando começou realmente a competição para sobreviver e compreender como se articula esse modelo de trabalho que, subordinado à ideia de autonomia e flexibilidade, te obriga constantemente a superar seus próprios limites físicos e mentais. A partir daí comecei a luta pela organização com meus companheiros para tentar frear esse modelo e que se reconheçam as condições as que estamos submetidos, o que nos tem levado a distintas experiências e, pouco a pouco, conseguir colocar nossa situação no centro do debate social e judicial. Dessa forma, esse pequeno relato, tirado em grande parte da minha própria experiência como entregador, os problemas para a organização, como operam as empresas, os principais julgamentos que temos enfrentado, et., até acabar trabalhando em uma ação sindical dentro da UGT, dedicado às plataformas digitais. Por isso, se o presente artigo está narrado na primeira pessoa, também reúne as experiências no interior da UGT, suas estratégias e o modo em que fomos nos organizando conjuntamente.No mês de fevereiro de 2017 comecei a ser entregador de Deliveroo. De um dia para outro passei de estar sem trabalho e sem dinheiro a ser oficialmente um empreendedor da emergente economia das pequenas encomendfas. No entanto, foi quando começou realmente a competição para sobreviver e compreender como se articula esse modelo de trabalho que, subordinado à ideia de autonomia e flexibilidade, te obriga constantemente a superar seus próprios limites físicos e mentais. A partir daí comecei a luta pela organização com meus companheiros para tentar frear esse modelo e que se reconheçam as condições as que estamos submetidos, o que nos tem levado a distintas experiências e, pouco a pouco, conseguir colocar nossa situação no centro do debate social e judicial. Dessa forma, esse pequeno relato, tirado em grande parte da minha própria experiência como entregador, os problemas para a organização, como operam as empresas, os principais julgamentos que temos enfrentado, et., até acabar trabalhando em uma ação sindical dentro da UGT, dedicado às plataformas digitais. Por isso, se o presente artigo está narrado na primeira pessoa, também reúne as experiências no interior da UGT, suas estratégias e o modo em que fomos nos organizando conjuntamente
Não há alternativa ao socialismo: os limites da luta de classes no capitalismo digital
This work departs from a critical approach of the monopoly theory, be it neoclassical or Marxist, in order to present a reading of digitalisation focused, not on the performance of the firms, but on the structural patterns of capitalism. As in any other stage of this mode of production, the need of individual capital is to increase the long-term profitability of its business operations. In this sense, the strategy in the fight against the working class is directed to the working time extension and intensity. It is argued that while Silicon Valley firms have highly developed technologies to reproduce new Taylorist models, the structural dynamics of capitalism are the same as when Marx wrote ‘Das Kapital’. Therefore, it becomes more necessary than ever to analyze not only the strategies of workers who carry out their activity in internet companies but also to present the limits of the class struggle. The article concludes that fighting against capitalism needs to consider specific demands of digital socialism.Este trabajo parte de una aproximación crítica hacia la teoría del monopolio, sea su vertiente neoclásica o marxista, a fin de presentar una lectura de la digitalización centrada en las consideraciones estructurales del capitalismo, no en la actuación de una serie de firmas. Al igual que en cualquier otro estadio del modo de producción, la necesidad de los capitalistas es aumentar la rentabilidad a largo plazo de sus operaciones. Por tanto, la estrategia en la lucha de estos contra la clase desposeída se encuentra encaminada hacia la explotación mediante la ampliación de los tiempos y la intensidad de trabajo. A continuación, se argumenta que, si bien las firmas de Silicon Valley cuentan con tecnologías extremadamente desarrolladas para establecer nuevos modelos de taylorismo, las lógicas estructurales del capitalismo siguen siendo la misma que cuando Marx redactó El Capital. Por tanto, analizar las estrategias contra los trabajadores que desarrollan su actividad en empresas digitales y exponer los límites de una lucha centrada en el trabajo se torna necesario. Este artículo concluye con un llamamiento a la fuerzas de izquierda para que exijan una forma de socialismo digital.Este trabalho parte de uma abordagem crítica da teoria do monopólio, seja na sua vertente neoclássica ou marxista, a fim de apresentar uma leitura da digitalização focada nas considerações estruturais do capitalismo, não no desempenho de uma série de empresas. Como em qualquer outro estágio do modo de produção, a necessidade dos capitalistas é aumentar a lucratividade a longo prazo de suas operações. Portanto, a estratégia na luta destes contra a classe despossuída é direcionada à exploração através da extensão do tempo e da intensidade do trabalho. Em seguida, argumenta-se que, embora as empresas do Vale do Silício contem com tecnologias desenvolvidas para estabelecer novos modelos de taylorismo, as lógicas estruturais do capitalismo segue sendo a mesma de quando Marx escreveu Capital. Portanto, é necessário analisar as estratégias contra os trabalhadores que exercem suas atividades em empresas digitais e expor os limites de uma luta centrada no trabalho se faz necessário. Este artigo conclui com um apelo às forças de esquerda para que exijam uma forma de socialismo digital.Este trabalho parte de uma abordagem crítica da teoria do monopólio, seja na sua vertente neoclássica ou marxista, a fim de apresentar uma leitura da digitalização focada nas considerações estruturais do capitalismo, não no desempenho de uma série de empresas. Como em qualquer outro estágio do modo de produção, a necessidade dos capitalistas é aumentar a lucratividade a longo prazo de suas operações. Portanto, a estratégia na luta destes contra a classe despossuída é direcionada à exploração através da extensão do tempo e da intensidade do trabalho. Em seguida, argumenta-se que, embora as empresas do Vale do Silício contem com tecnologias desenvolvidas para estabelecer novos modelos de taylorismo, as lógicas estruturais do capitalismo segue sendo a mesma de quando Marx escreveu Capital. Portanto, é necessário analisar as estratégias contra os trabalhadores que exercem suas atividades em empresas digitais e expor os limites de uma luta centrada no trabalho se faz necessário. Este artigo conclui com um apelo às forças de esquerda para que exijam uma forma de socialismo digital
Análises de evolução dos temas 'neutralidade da rede' e 'proteção de dados' no Fórum de Governança da Internet: de 2013 a 2018
This article presents the evolution of the themes data protection and net neutrality from the meetings of the Internet Governance Forum (IGF), both in the understanding of concepts and in the practices exercised, highlighting the importance of multistakeholder discussions. To this end, the topics that were selected are two of the main issues discussed during the decade of 2010 and which significantly involve the dynamics between government and private sectors. We highlight the technology giants Google and Facebook, for their central roles in collecting and processing personal data on a global level, as well as their influences on the net neutrality theme, that is, that the content transmitted to the user is the same for everyone who access their services without any discrimination. Discourse analysis begins in 2013 when the Snowden case occurred, and the topic of privacy becomes a priority in discussions related to the Internet, when the net neutrality in 2015 and 2016 was a central issue, but with a return to protection of personal data in 2018, the year in which the case of the Cambridge Analytica consultancy is revealed, also bringing a resumption of the state's role in cyberspace. It is concluded that although the Internet Governance Forum does not make decisions with some enforcement power over platforms, it generates discussions and evolution of concepts that shape regulatory actions, mostly prioritizing flexibility thanks to the participation of several sectors in the discussion, which means, the multistakeholder model proves to be efficient, even though there is sometimes a private preponderance (2013), sometimes a governmental one (2018).Este artículo muestra la evolución de los temas de protección de datos y neutralidad de la red a partir de las reuniones del Foro de Gobernanza de Internet (IGF), tanto en la comprensión de los conceptos como en las prácticas ejercidas, destacando la importancia de las discusiones multistakeholder. Con este fin, se seleccionaron temas de los principales temas discutidos durante la década de 2010 y que involucran significativamente la dinámica entre el gobierno y los sectores privados. Destacamos a los gigantes de la tecnología Google y Facebook, por sus roles centrales en la recopilación y procesamient de datos personales a nivel global, así como sus influencias en el tema de neutralidad de la red, es decir, que el contenido transmitido al usuario es el mismo para todos los que acceden a sus servicios sin discriminación alguna. Análisis de los discursos comienza en 2013 cuando tuvo lugar el caso Snowden, y el tema de la privacidad se convierte en una prioridad en las discusiones relacionadas con Internet, pasando por un momento de protagonismo de neutralidad de la red en 2015 y 2016, pero con un retorno a protección de datos personales en 2018, el año en que se revela el caso de la consultoría Cambridge Analytica, lo que también conlleva la reanudación del papel del estado en el ciberespacio. Se concluye que aunque el Foro de Gobernanza de Internet no toma decisiones con ningún poder de aplicación sobre las plataformas, genera discusiones y evolución de conceptos que dan forma a las acciones reguladoras, priorizando principalmente la flexibilidad gracias a la participación de varios sectores en la discusión, es decir, el carácter multistakeholder demuestra ser eficiente, a pesar de que a veces existe una preponderancia privada (2013), a veces gubernamental (2018).Este artigo mostra a evolução dos temas de proteção de dados e neutralidade da rede a partir das reuniões do Fórum de Governança da Internet (IGF), tanto no entendimento de conceitos quanto nas práticas exercidas, evidenciando a importância das discussões multistakeholder. Para tanto, foram selecionados temas das principais problemáticas discutidas durante a década de 2010 e que envolvem de modo significativo a dinâmica entre setores governamental e privado. Destacamos as gigantes de tecnologia Google e Facebook, por seus papéis centrais em coleta e processamento de dados pessoais em nível global, assim como suas influências no tema da neutralidade da rede, isto é, que o conteúdo transmitido ao usuário seja o mesmo para todos que acessam seus serviços, sem qualquer tipo de discriminação. As análises de discurso começam pelo ano de 2013 quando se deu o caso Snowden, e o tema da privacidade se torna então prioritário nas discussões relativas à Internet, passando por um momento de protagonismo da neutralidade da rede em 2015 e 2016, mas com retorno à proteção de dados pessoais em 2018, ano em que é revelado o caso da consultoria Cambridge Analytica, trazendo também uma retomada do papel estatal no ciberespaço. Conclui-se que embora o Fórum de Governança da Internet não tome decisões com algum poder de enforcement sobre as plataformas, ele gera discussões e evoluções de conceitos que moldam ações regulatórias, em sua maioria priorizando flexibilidade graças à participação de diversos setores na discussão, ou seja, o caráter multistakeholder se revela eficiente, ainda que ora exista uma preponderância privada (2013), ora governamental (2018)
Sons e silências na cidade digital: práticas tecnológicas e espaços sonoros
Drawing on recent developments at the intersection of Sound Studies and Science and Technology studies, this paper analyzes the mutual shaping processes between the digital music industry and consumer identities in urban settings, dominated by uncertainty, fear, and increasing individualization. Kun's concept of audiotopia (2015) is used to analyze the private sound spaces generated by musical listening practices mediated by digital technologies. However, while for Kun audiotopias are open spaces where new possibilities can be imagined, we argue that they result in conflicts and contradictions within the framework of digital capitalism. Finally, three paradoxes of these urban audiotopias are identified, related to the systems of surveillance and control of digital consumption, the disarticulation of activisms, and the predesigned supply of identities respectively. The multistability or flexibility of the sociotechnical articulations in which these paradoxes occur allows for the exploration of new paths and the visibility of new alternative urban audiotopias.Basándose en los desarrollos recientes en la intersección entre los estudios sobre el sonido y los estudios sobre ciencia y tecnología, este trabajo analiza los procesos de conformación mutua de la industria musical digital y las identidades de consumo en entornos urbanos dominados por la incertidumbre, el miedo y la individualización creciente. El concepto de audiotopía de Kun (2015) es utilizado para analizar los espacios sonoros privados que generan las prácticas de escucha musical mediadas por las tecnologías digitales. Sin embargo, mientras que para Kun las audiotopías son espacios abiertos para imaginar nuevas posibilidades, se defiende que, en el marco del capitalismo digital, resultan en conflictos y contradicciones. Finalmente, se identifican tres paradojas de estas audiotopías urbanas relacionadas, respectivamente, con los sistemas de vigilancia y control del consumo digital, la desarticulación de activismos y la oferta prediseñada de identidades. La multiestabilidad o flexibilidad de los ensamblajes sociotécnicos en la que se dan estas paradojas hace que sea posible explorar nuevos caminos y visibilizar nuevas audiotopías urbanas alternativas.Com base nos desenvolvimentos recente na intersecção entre os estudos sobre o som e os estudos sobre ciencia e tecnología, este trabalho analisa os processos de conformação mútua da industria musical digital e as identidades de consumo nos entornos urbanos denominados pela incerteza, o medo e a individualização Crescente. O conceito de audiotopia de Kun (2015) é utilizado para analizar os espaços sonoros privados que geram as práticas de escuta musical mediadas pelas tecnolgias digitais. No entanto, equanto para Kun as audiotopias são espaços abertos para imaginar novas posibilidades, defende-se que, no marco do capitalismo digital, resultam em conflitos e contradições. Finalmente, identificam-se três paradoxos destas audiotopias urbanas relacionadas, respectivamente, com os sistemas de vigilancia e controle do consumo digital, a desarticulação de ativismos e a oferta pré-estabelecidas de identidades. A multiestabilidade ou flexibilidade dos conjuntos sociotécnicos na qual se dão estes paradoxos faz que seja possível explorar novos caminos e vibilizar novas audiotopias urbanas alternativasCom base nos desenvolvimentos recente na intersecção entre os estudos sobre o som e os estudos sobre ciencia e tecnología, este trabalho analisa os processos de conformação mútua da industria musical digital e as identidades de consumo nos entornos urbanos denominados pela incerteza, o medo e a individualização Crescente. O conceito de audiotopia de Kun (2015) é utilizado para analizar os espaços sonoros privados que geram as práticas de escuta musical mediadas pelas tecnolgias digitais. No entanto, equanto para Kun as audiotopias são espaços abertos para imaginar novas posibilidades, defende-se que, no marco do capitalismo digital, resultam em conflitos e contradições. Finalmente, identificam-se três paradoxos destas audiotopias urbanas relacionadas, respectivamente, com os sistemas de vigilancia e controle do consumo digital, a desarticulação de ativismos e a oferta pré-estabelecidas de identidades. A multiestabilidade ou flexibilidade dos conjuntos sociotécnicos na qual se dão estes paradoxos faz que seja possível explorar novos caminos e vibilizar novas audiotopias urbanas alternativa
Novos modos de consumo 3.0. O retorno do sujeito ao algorítimo
A brief review of the conceptual and methodological evolution of the sociology of consumption is carried out. The common points of this evolution are identified with the changes in the production system. Subsequently, the new types of consumption derived from the technological transformation that has taken place in the new digital ecosystem are analyzed, to finally make some reflections derived from the analysis produced.Se realiza un somero repaso a la evolución conceptual y metodológica de la sociología del consumo. Se identifican los puntos en común de esta evolución con los cambios ocurridos en el sistema productivo. Posteriormente se analizan los nuevos tipos de consumo derivados de la transformación tecnológica que ha tenido lugar en el nuevo ecosistema digital, para finalmente realizar algunas reflexiones derivadas del análisis producido.Foi realizada uma breve revisão da evolução conceitual e metodológica da sociología do consumo. Os pontos comuns desta evolução foram identificados com as mudanças no sistema de produção. Posteriormente foram analisadas as novas formas de consumo derivadas da transformação tecnológica que tomaram lugar no novo ecosistema digital, para finalmente realizar algunas reflexões derivadas da análise produzida.Foi realizada uma breve revisão da evolução conceitual e metodológica da sociología do consumo. Os pontos comuns desta evolução foram identificados com as mudanças no sistema de produção. Posteriormente foram analisadas as novas formas de consumo derivadas da transformação tecnológica que tomaram lugar no novo ecosistema digital, para finalmente realizar algunas reflexões derivadas da análise produzida