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AS ARTES NOS LIVROS DIDÁTICOS DE LÍNGUA INGLESA – UMA RELAÇÃO DE RELEVÂNCIA ENTRE O MULTILETRAMENTO E O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA
Para compreender as linguagens é necessário conhecer e explorar sua diversidade (artística, corporal e linguística), constituindo seu reconhecimento e valorização enquanto “formas de significação da realidade e expressão de subjetividades e identidades sociais e culturais” (MEC, 2018, p.65). Diante disso, esse artigo propõe tecer considerações sobre o uso de expressões artísticas - literatura, cinema, cartoon etc., no contexto do ensino de língua inglesa (LI), ultrapassando a tradicional visão ilustrativa desses elementos nos livros didáticos e propiciando o desenvolvimento da compreensão das linguagens verbais e não verbais no campo do ensino de idiomas. O objeto dessa análise foi a coleção “Students for Peace”, organizada por Eduardo Amos e publicada pela Editora Moderna (selo Richmond), em 2015, onde se verificou a presença de expressões artísticas apresentadas na forma de atividade e/ou de sugestão para extensão/aprofundamento do conteúdo em cada um dos 4 volumes
CONSTRUÇÕES PRONOMINAIS DE TERCEIRA PESSOA COMO ACUSATIVO ANAFÓRICO: VARIAÇÃO LINGUÍSTICA, ALOCONSTRUÇÕES E TRADIÇÃO DISCURSIVA
Este artigo pretende analisar aspectos formais – principalmente morfossintáticos – e semântico-funcionais dos objetos diretos anafóricos pronominais de terceira pessoa, considerando a variação linguística, sob a perspectiva da Gramática de Construções (GOLDBERG, 1995, 2006; CROFT, 2001; BYBEE, 2010; DIESSEL, 2015). Serão analisadas as várias formas de realização desses objetos diretos, a partir das considerações variacionistas desse fenômeno apresentadas em Duarte (1986), e suas motivações morfossintáticas, semânticas e discursivas. Concentrando-nos nas realizações pronominais na composição do acusativo anafórico de terceira pessoa, analisamo-las como construções sinonímicas em certos contextos discursivos, podendo ser intercambiáveis em alguns casos, resguardadas as diferenças provocadas. Com o devido corpus, ao tratarmos da variação nessas construções, utilizaremos o conceito de aloconstruções para interpretarmos os atributos de forma e de função que caracterizam essas construções pelas relações sinonímicas entre elas. Além disso, usando a concepção de padrão discursivo associado ao conceito de tradição discursiva, justificaremos a presença de algumas construções com pronomes clíticos acusativos no corpus. Também mostraremos que as diferenças socioculturais entre os missivistas – fatores extralinguísticos – não impedem a existência de construções [+ formais], como as com clíticos, nos três conjuntos de cartas que compõem nosso corpus
A SUPLEMENTAÇÃO DE CAFEINA EM DIFERENTES DOSES TEM IMPACTO POSITIVO AOS PRATICANTES DE EXERCICIO DE RESISTÊNCIA.
A cafeína (1,3,7-trimetilxantina) vem sendo estudada por seu potencial de melhora no desempenho em exercícios prolongados de resistência. O objetivo dessa revisão foi avaliar alguns tipos de estudos sobre atletas dentro das suas modalidades especificas com o intuito de obter resposta sobre a administração da cafeína antes dos exercícios físicos. Com essa suplementação administrada foi possível avaliar melhoras no desempenho, concentração e humor nos atletas. A cafeína mostrou um impacto positivo entre os atletas sendo considerável seguro em dosagens entre 3~6mg/kg, dosagem maiores podem causar efeitos colaterais relativos ao sistema nervoso central. A cafeína também tem a função de aumentar a concentração muscular e a produção de força por transmissão neuromuscular aprimorada, tendo como resultado a ativação da força máxima. Outro resultado obtido com a suplementação da cafeína foi à redução de fadiga muscular, devido a antagonizar receptores de adenosina, inibindo os efeitos negativos da adenosina na neurotransmissão reduzindo a sensação de cansaço e dor muscular. O presente estudo analisou diversas pesquisas e artigos de interveção e revisões em âmbitos nacionais e internacionais que utilizaram doses de cafeínas em diferentes quantidades com o objetivo de avaliar o desempenho em atletas no exercício físico. Ao se apronfudar nos estudos, nota-se que levando em consideração a dosagem entre 3~6 mg/kg, há uma melhora significativa para os exercicios de resistência
A AUTOAFIRMAÇÃO DA IDENTIDADE NEGRA PELO VIÉS DA ANCESTRALIDADE AFRICANA EM O PEQUENO PRÍNCIPE PRETO, DE RODRIGO FRANÇA
Neste trabalho são apresentadas reflexões acerca da ancestralidade africana como elemento da formação e autoafirmação da identidade negra do narrador-personagem da obra O Pequeno Príncipe Preto, de Rodrigo França. Inicialmente, tecemos considerações acerca da obra e de sua destinação ao leitores infantis e juvenis, em que sobressaem seus aspectos educativos voltados à afetividade, construção da identidade da criança negra e ancestralidade africana. Também são discutidas as relações raciais a partir das impressões apresentadas pelo personagem Pequeno Príncipe Preto em suas interações com outros personagens da narrativa. O trabalho se constitui da análise da narrativa, a partir da abordagem dos conceitos de literatura infantil e juvenil, de Colomer (2017); literatura negro-brasileira, pela perspectiva apresentada por Cuti (2010); ancestralidade, segundo Oliveira (2012); Machado (2014), e identidade, pelo viés de Hall (2006). A leitura de O Pequeno Príncipe Preto evidencia a ancestralidade africana como potente elemento na construção e autoafirmação da identidade das crianças pretas.
Palavras-chave: Pequeno Príncipe Preto. Identidade. Ancestralidade africana
LITERATURA JUVENIL E/OU LITERATURA YOUNG ADULT: DUAS FACES DA MESMA MOEDA?
Este trabalho visa discutir duas designações que vêm sendo bastante utilizadas pelo mercado editorial para designar a produção literária para a juventude: Literatura Juvenil e Literatura Young Adult. Apesar de parecer, a priori, nomeações distintas para as obras destinadas preferencialmente a um mesmo público leitor, há especificidades que podem ser observadas em cada uma dessas expressões e também nas obras que elas representam, seja na maior ou menor aceitação pela comunidade acadêmica, seja pela abordagem ou linguagem exploradas na elaboração literária pelos próprios autores. Para fomentar tal discussão, partimos de entrevistas a escritores e editores de literatura destinada a jovens, questionando como analisam essas duas expressões e, de que forma, o modo como interpretam as designações Literatura Juvenil e Literatura Young Adult influenciam sua produção. Nossa fundamentação teórica parte de uma gama de estudiosos dedicados à literatura juvenil brasileira, como Navas (2018), Colomer (2017), Zilberman (2014), Luft (2010), Ceccantini (2000) e Lajolo & Zilberman (2017; 1985) acerca da literatura juvenil, suas especificidades e valores estéticos, além de Almeida (2019), Ávila (2018) e Vilela (2017)
RAINHA GINGA E AS METAFICÇÕES HISTÓRICAS DE JOSÉ EDUARDO AGUALUSA: UMA ANÁLISE A PARTIR DE ESTAÇÃO DAS ÁGUAS (1996), OS PRETOS NÃO SABEM COMER LAGOSTA (1999) E MILAGRÁRIO PESSOAL (2010)
Neste trabalho, observamos como José Eduardo Agualusa produz três revisitações à história recente de Angola, e como, ao fazê-lo, constrói versões literárias da Rainha Ginga que trazem à tona questões importantes para pensar gênero/sexualidade, nacionalidade e raça. Nossa análise do romance Estação das águas (1996), do conto Os pretos não sabem comer lagosta (1999) e do romance Milagrário Pessoal (2010) é baseada nos estudos de Inocência Mata (2006, 2014), Mario César Lugarinho (2016) e Helder Thiago Maia (2018), e busca encontrar propostas de leitura queer da personagem
FAZER(-SE) DE BOBO, DAR (UMA) DE BOBO E PASSAR(SE) POR BOBO: COMO FUNCIONAM?
Com base na Linguística Funcional-Cognitiva (BYBEE, 2003; DIESSEL, 2015) e na Gramática das Construções (GOLDBERG, 1995, 2006) e levando em consideração os fenômenos de mudança (TRAUGOTT & TROUSDALE, 2013) e da variação (CAPELLE, 2006; HILPERT, 2014; WIEDEMER & MACHADO VIEIRA, 2018b), este artigo focaliza a configuração morfossintática, lexical, semântica, discursiva, pragmática e cognitiva de construções com verbos-suportes do Português Brasileiro do tipo [verbo suporte + preposição + nome], tais como: fazer de tonto(a), dar uma de difícil, passar por inteligente. A metodologia de análise para composição dos corpora deu-se por meio de coleta de dados em textos escritos (via Google), e busca-se: mapear as propriedades envolvidas nesses tipos de estruturas e observar se há indícios de variação, mudança construcional ou de construcionalização. Os resultados indicam que determinados construtos da construção mais esquemática são empregados pelos falantes quando há uma tentativa de causar uma ação direta ou indireta sobre o seu interlocutor ou para dissimular uma real intenção ou sentimento com relação a uma situação. Além disso, alguns domínios discursivos contribuem para detectar variação entre algumas formas, percebidas como aloconstruções
A ÁRVORE, DE BARTOLOMEU CAMPOS DE QUEIRÓS: UMA EXPERIÊNCIA AFETIVA E MULTISSENSORIAL PARA TODAS AS IDADES
RESUMO: Em A Árvore (2018), de Bartolomeu Campos de Queirós (1944-2012), o leitor, de qualquer idade, é conduzido a uma experiência afetiva e multissensorial. O objetivo deste trabalho é proceder à análise da referida obra, examinando diversos aspectos da afetividade e exemplificando algumas impressões visuais, auditivas, olfativas, gustativas e táteis, simultâneas ou não, transmitidas através dessa produção poética. Para isso, recorre-se à observação sobre o caráter afetivo de determinadas palavras e construções e à identificação das figuras ou tropos, em uma abordagem semântico-estilística, amparada, principalmente, nos estudos de José Lemos Monteiro (2009), de Othon Moacyr Garcia (2010) e de Nilce Sant’Anna Martins (2012). A respeito da afetividade, além do enfoque estritamente linguístico, menciona-se a afetividade implicada na formação de leitores e a proveniente da relação do leitor com o texto. Alguns indicadores textuais permitem, ainda, uma interpretação metalinguística para A Árvore (2018). Visando evidenciar a influência do posicionamento do autor sobre o seu estilo, comenta-se a concepção de Bartolomeu Campos de Queirós sobre Literatura, comparando-a com as visões de Regina Zilberman (2003), de Teresa Colomer (2003) e Regina Michelli (2007).
PALAVRAS-CHAVE: Bartolomeu Campos de Queirós. A Árvore. Análise Estilística
URDIDURA LITERÁRIA: UMA ANÁLISE DO LIVRO "A MOÇA TECELÃ"
À luz das contribuições teóricas de Mikhail Bakhtin, este artigo desfia acerca do livro A moça tecelã, de Marina Colasanti, com desenhos de Demóstenes Vargas e bordados das Irmãs Dumont, publicado em 2004 pela Editora Global, com o objetivo de tecer reflexões sobre a obra como um rico tecido literário entrelaçado por fios de outros textos
UMA CIDADE BANIDA E SEUS JOGOS VORAZES: PROTAGONISMO FEMININO EM SAGAS JUVENIS DISTÓPICAS E FORMAÇÃO DO LEITOR LITERÁRIO
Busca-se analisar a representação da personagem feminina nos romances distópicos contemporâneos Cidade Banida, de Ricardo Ragazzo (2015) e Jogos Vorazes, de Suzanne Collins (2010), como exemplos de narrativas que redimensionam o sentido de ser mulher ao apresentarem protagonistas femininas influentes no que se refere à atuação política e à capacidade de mobilização social. A representação destas questões em obras literárias é aqui tratada como uma forma de ressignificar o processo de desconstrução dos discursos de subserviência que se solidificaram na sociedade patriarcal e que tal movimento vai ao encontro do leitor juvenil contemporâneo, cujo espaço de atuação social é marcado, atualmente, pela crescente luta dos movimentos de valorização feminina. A abordagem aqui apresentada mobiliza os conceitos de representação social e de que arquétipo para analisar as protagonistas dessas narrativas, entrelaçando pontos de intersecção entre ambas e daquilo que representam com a experiência social da atualidade, na qual as mulheres, mesmo que ainda circunstancialmente submetidas a uma cultura de dominação masculina, buscam meios de resistir e enfrentar a estrutura patriarcal com posicionamentos críticos, combativos e politicamente situados