Universidade do Centro Oeste do Paraná (UNICENTRO): Revistas eletrônicas
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    Husserl and Brentano on presentations and judgments

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    The aim of this paper is to shed some light on Husserl’s draft of a theory of judgment in the 5th Logical Investigation. Since this Investigation seems to stand in an immediate dialogue with Brentano’s distinction of “fundamental classes” of psychic phenomena, I proceed by comparing the topics and problematics therein with Brentano’s views on the same theme. I start by making a brief review of the brentanian classification focusing on his dictum about the priority of presentations. This dictum places presentations (Vorstellungen) as the grounding phenomena of the other classes of phenomena. Then I move forward to the critique made by Husserl to this dictum: Husserl assumes the brentanian premises and shows that they entail a limitation with respect to presentations’ ability of reference. Finally, I show Husserl’s own solution to maintain the brentanian dictum, albeit changing it in a considerable way. This change allows an outline of a theory of judgment that differs very much from Brentano’s, since it enables a propositional treatment of judgments. It also allows a disambiguation of the concept of presentation, topic which will be treated only breafily at the end of the paper

    Intencionalidade em Aristóteles? Uma confrontação inicial com a leitura brentaniana de De anima 424a18

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    Este trabalho investiga a natureza da intencionalidade e a natureza da não-intencionalidade. Partindo de certas observações de Muralt e de Lima Vaz, em contraste com a tese da intencionalidade, o trabalho discute em que medida a chamada “teoria da informação imediata do ato intelectivo pela forma inteligível em ato do objeto” – esposada por ambos e, para eles, presente entre outros no estagirita – não é, precisamente no macedônio, à diferença do Aquinate, de natureza intencional, mas de natureza não-intencional. Em vista disso, o trabalho discute o que exatamente Brentano quer significar com a expressão ‘in-existência intencional’ e a razão de uma questão como a da chamada intencionalidade da sensação não ser um problema aristotélico

    Intencionalidade e ética formal em Husserl

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    Avaliamos criticamente os Cursos de ética que Husserl ministrou em Göttingen e Freiburg entre os anos 1908 e 1924, contidos na Hua, XXV (Conferências sobre Fichte), Hua, XXVI (Artigo da revista Kaizo), Hua, XXVIII (Lições pré-guerra) e principalmente os Cursos da Hua, XXXVII. Descrevemos os argumentos e pressupostos de Husserl e o alcance de suas conclusões positivas no que diz respeito à divisão da ética. Discutimos criticamente como sua teoria da intencionalidade participa da fundamentação da ética e em que medida sua estrutura formal é suficiente para dar conta de uma axiologia

    O papel das crenças religiosas na esfera pública em John Rawls e Jurgen Habermas

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    Este estudo pretende reconstruir o debate entre John Rawls e Jürgen Habermas acerca do papel dos argumentos religiosos na esfera pública. Rawls publicou como apêndice tanto à obra O direito dos povos, quanto à obra Liberalismo Político um texto intitulado A ideia razão pública revisitada. A ideia de razão pública já havia ocupado um papel importante na reformulação da concepção de justiça, inicialmente apresentada em 1971 em Uma Teoria da Justiça, na obra Liberalismo Político, em particular com a noção de consenso sobreposto. A fim de examinar qual tipo de contribuição as pessoas que possuem crenças religiosas podem oferecer no debate público quanto a questões constitucionais e de justiça básica, Rawls distingue entre dois tipos de visões a respeito desse tema, a saber, uma visão exclusiva, que exclui completamente crenças religiosas do espaço da discussão política pública, e uma visão inclusiva, que admite, de algum modo, o aporte de crenças religiosas no espaço da discussão política pública, porém impõe uma restrição, que os cidadãos portadores de crença religiosa traduzam seus argumentos em termos políticos e aceitáveis a todos no momento oportuno. Habermas discorda da maneira como Rawls procurou resolver a questão do papel dos argumentos religiosos na esfera pública. Ele sustenta que a estratégia de solução rawlsiana, que abrange a instituição da cláusula de tradutibilidade, impõe um ônus assimétrico aos cidadãos com crenças religiosas. Habermas defende que o ônus da tradução tem que ser compartilhado entre religiosos e não religiosos

    DE VIAGEM AO MAR ABSOLUTO: CAMINHOS DO MAR EM CECÍLIA MEIRELES.

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    Foram escolhidos para este estudo acerca do mar em Cecília Meireles três livros da autora: Viagem (1939), Vaga música (1942) e Mar absoluto e outros poemas (1945). Os dois primeiros foram analisados na sua totalidade, enquanto que no último a atenção voltou-se somente para o poema "Mar Absoluto". Os livros são os três primeiros da fase madura da autora e apresentam uma consistência, coesão e continuidade temática que propiciaram as comparações entre eles. A abordagem aqui feita apoia-se na Filosofia Perene, estabelecendo assim um diálogo com diversas culturas e povos na tentativa de fazer jus ao vasto conhecimento de mundo de Cecília Meireles, mostrando como o mar ceciliano se transfigura poeticamente até se tornar símbolo do Absoluto.Cecília Meireles, Mar absoluto; Filosofia Perene; mar.DOI: 10.5935/2179-0027.2017000

    O FEITIÇO DA ILHA DO PAVÃO E A FICÇÃO HISTÓRICA LATINO-AMERICANA

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    O romance O feitiço da ilha do Pavão (1997), de João Ubaldo Ribeiro, reescreve o período colonial brasileiro, focalizando a imaginária ilha do Pavão, espécie de micro-cosmo reflexo do Brasil de tal época. Dado o processo de releitura crítica da história brasileira, pretendemos analisar neste artigo a constituição dessa obra como um novo romance histórico, segundo as considerações de Aínsa (1991), integrando-a, pois, no conjunto maior da produção latino-americana. Dentre as características elencadas pelo crítico uruguaio, cabe ressaltar o jogo com diferentes perspectivas acerca do evento histórico, bem como frequente utilização de uma linguagem carnavalizante, paródica e intertextual, de acordo com as proposições teóricas bakhtinianas, por meio da qual se subvertem imagens cristalizadas sobre o passado

    A ambiguidade do passado em Sartre: sobre o estatuto do mundo

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    Trata-se de investigar o estatuto do passado na filosofia de Sartre. Tal estudo é necessário pelo modo como o passado é caracterizado em O Ser e o Nada. Ele reconduziria ao estatuto do mundo e revelaria a dependência qualitativa deste para o ser da consciência na medida em que o tempo do mundo aparece como derivado da temporalidade originária do para-si, cujo elo passa a ser determinado pelo passado

    A emergência de um grupo de trabalho em filosofia da tecnologia e da técnica

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    O presente texto tem como objetivo básico apresentar algumas justificativas que levaram à criação de um grupo de trabalho (GT) na ANPOF destinado a discutir, analisar e investigar as questões filosóficas relacionadas à tecnologia e à técnica. Além de proporcionar uma visão panorâmica dos principais temas, problemas e autores que permeiam a discussão filosófica sobre a tecnologia e a técnica, o texto também busca disseminar entre a comunidade filosófica nacional esse novo campo de estudos, já consolidado, por exemplo, na Europa, nos Estados Unidos e até mesmo no restante da América Latina, mas ainda embrionário no Brasil

    Van Fraassen e a observação: o suporte da filosofia parece indispensável

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    O empirismo construtivo, a vertente antirrealista proposta pelo filósofo holandês Bas van Fraassen em 1980, depende de maneira crucial da distinção entre entidades observáveis e inobserváveis. Em 2004 e 2005, F. A. Muller propôs uma caracterização rigorosa da observabilidade, que em seguida van Fraassen aparentemente endossou (cf. Muller & van Fraassen 2008). Todavia, uma análise do que significa observar é necessária para suportar a ‘definição’ de Muller. Van Fraassen sempre defendeu que a observação é uma questão meramente empírica, mas na verdade uma análise filosófica também é necessária e o próprio van Fraassen utilizou-se de princípios filosóficos, ao enfrentar a questão da observabilidade, conforme será mostrado neste estudo

    A lira maldizente do Boca do Inferno

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    Este texto tem por objetivo uma abordagem crítica acerca da poesia satírica de Gregório de Matos como resultado da crise econômica no Brasil do século XVII. Nesse contexto, as marcas do Barroco Ibérico por ele trazidas, resultantes de sua permanência de três décadas em Portugal, assumem uma característica singular, na medida em que passam a refletir a realidade colonial. Por isso, a crítica contra o sistema amplia-se em direção a outros segmentos, sendo sua inspiração satírica uma expressão que abrange os diferentes setores da sociedade em conflito. Por outro lado, a proibição de tipografias no Brasil colonial não impede essa poesia de circular em folhas volantes, recorrendo às formas de uma oralidade que destaca Gregório de Matos como a primeira importante manifestação da poesia brasileira

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