Universidade do Centro Oeste do Paraná (UNICENTRO): Revistas eletrônicas
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Contribuições do Projeto PIBID/Química no CE Prof. Pedro Carli em Guarapuava-PR
Neste trabalho são apresentados os resultados das atividades desenvolvidas pelos bolsistas do projeto PIBID/Química da UNICENTRO no CE Prof. Pedro Carli. As atividades diferenciadas e projetos proporcionaram uma abordagem no ensino de química voltada à construção dos conhecimentos químicos inserindo os alunos na cultura científica e na busca de relações da química com a sociedade e a tecnologia
A noção de mímēsis no livro III d’a República de Platão como indício do caráter oral da poesia grega
O tema do presente artigo é o uso platônico do termo mímēsis, imitação, no Livro III d’A República. Inicialmente, destacam-se três passagens em que o vocábulo apresenta sentidos diversos e, em certa medida, conflitantes. Eles se diferenciam sobretudo em dois pontos: os autores do processo de imitação e o momento da experiência poética em que ela ocorre. Ora a mímēsis é tomada como uma ação realizada pelos poetas na composição de suas obras, ora pelos rapsodos ou atores na encenação das narrativas e ora pelo público na recepção dos poemas. Num segundo momento, o artigo procura resolver a dificuldade terminológica se valendo das pesquisas de Milman Parry, Eric Havelock e Luc Brisson a respeito do caráter oral da poesia grega tradicional
Além do teste de Turing: Em busca de uma definição razoável e testável de consciência
Neste artigo, discutimos a questão da possibilidade de se produzir uma inteligência artificial. Começamos chamando a atenção para o fato de que uma solução para tal questão deve, necessariamente, passar pela obtenção de uma definição de inteligência. Passamos, então, a considerar definições possíveis de inteligência, e, ao fazermos isso, distinguimos, como costumeiramente faz a literatura acerca desse assunto (com exceção, talvez, para o que chamamos de IA média), três tipos de inteligência artificial (IA), que chamamos, respectivamente, de IA fraca, IA média e IA forte. Observamos, na sequência, que a solução da questão da possibilidade é trivial no caso da IA fraca, e nos concentramos nos casos da IA média e da IA forte. Fazemos, então, uma análise crítica de possíveis definições de autoconsciência, com base em alguns critérios, como testabilidade e intuitividade. Encerramos propondo uma definição de autoconsciência que consideramos capaz de suportar a crítica com base nos critérios mencionados, e, empregando tal definição, concluímos que os conceitos de IA média e IA forte se confundem, e que a questão da possibilidade deve permanecer em aberto sempre, ou até que seja produzido um agente artificial capaz de satisfazer a definição de autoconsciência que propusemos
O EPÍTÁFIO COMO LUGAR DO DISCURSO NO MONUMENTO CEMITERIAL
Vivos e mortos coexistem em alguns espaços sociais do Ocidente, o que inclui ambientes discursivos como o espaço cemiterial. A relação entre ambos é estabelecida pelos monumentos/documentos ali construídos e fixados para serem, seus homenageados, (re) memorados. Há, neste local, um diálogo possível através de signos e simbologias. Ali o epitáfio é materialidade da língua. “Se pôr na escuta das circulações cotidianas”, de acordo com Pêcheux (2008, p. 48), é parte de uma agenda do discurso que vem ao encontro da historiografia contemporânea, pautada na micro-história, ou história do cotidiano. São buscados os sentidos em 10 jazigos de um recorte de 101, e 13 epitáfios, num total de 32 disponíveis. O cemitério, enquanto arquivo a céu aberto, permite ler o epitáfio como marca do sujeito local e temporalmente situado, considerando o social de seu tempo na busca do sentido pelo processo discursivo.DOI: 10.5935/2179-0027.2017002
CONTEÚDO TEMÁTICO E ESTILO NO DEBATE REGRADO: ANÁLISE DOCENTE SOBRE O LIVRO DIDÁTICO DESTINADO A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
Neste trabalho, refletimos sobre a análise feita por dois professores de Língua Portuguesa a respeito do trato com o conteúdo temático e o estilo do gênero textual debate regrado presente na coleção de livro didático “EJA Moderna”, destinada a Educação de Jovens e Adultos/9º ano do ensino fundamental. É válido destacar que a EJA ainda apresenta muitos desafios a serem vencidos, dentre eles está a qualidade do material didático preparado para essa modalidade de ensino. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa e natureza exploratória, cujo corpus é formado por um capítulo da coleção “EJA Moderna”, objeto de análise por dois professores de Língua Portuguesa que atuam no 9º ano da EJA. Os resultados apontam que os professores reconhecem as contribuições trazidas pela obra ao selecionar um conteúdo temático e estilo que tenham pertinência com o público-alvo a que se dirige
FORMAÇÃO INICIAL DO PROFISSIONAL EM LETRAS E A EDUCAÇÃO LITERÁRIA: ANOTAÇÕES SOBRE OS CONTEXTOS BRASILEIRO E PORTUGUÊS
Resumo Este artigo tem como objetivo refletir (i) sobre a formação inicial dos professores da área de língua Portuguesa e Literatura, com ênfase nos componentes que constituem a área literária, tendo como ponto de partida a análise da Proposta Pedagógica e as estruturas curriculares de um curso de Letras de uma universidade pública paranaense. Para tanto, leva-se em conta o disposto nas diretrizes curriculares nacionais para a formação dos profissionais da educação básica e as diretrizes curriculares da área de Letras no Brasil, a fim de (ii) analisar a materialização de suas propostas no curso em análise, particularmente no modo como se configura, institucionalmente, o lugar da literatura e o modus operandi do Estágio Supervisionado. Estabelece-se, ainda, (iii) breve comparativo entre o modelo de formação inicial brasileiro, considerando as referidas diretrizes, e o modelo português, centrado no Processo de Bolonha, exemplificado pelo contexto de uma universidade portuguesa. DOI: 10.5935/2179-0027.2018001
Butler, Foucault e a caixa de ferramentas: notas sobre sexualidades insurgentes, derivas do gênero e processos de subjetivação
O presente trabalho qualitativo de natureza documental e bibliográfica visa situar o pensamento de Judith Butler acerca do gênero, explicitando particularidades e deslocamentos teóricos no âmbito das contribuições aos estudos das identidades e da sexualidade, sobretudo no que confere à Butler o estudo do gênero enquanto categoria política de análise e a Foucault o estudo das análises históricas da sexualidade empreendidas e o desmantelamento da hipótese repressiva. A conclusão aponta para a necessidade contínua de aprofundamento de perspectivas desde que preservada a singularidade de cada autor para que se possa compreender cada vez mais a complexidade dos estudos de gênero e dos processos de subjetivação na contemporaneidade
Produção científica em empreendedorismo nas universidades brasileiras: os pesquisadores expoentes na áreaScientific production in entrepreneurship in brazilian universities: the expoent researchers in the area
Este estudo recenseou os pesquisadores expoentes na produção científica em Empreendedorismo e que são atuantes nas universidades brasileiras. Para tanto, realizou-se pesquisa bibliográfica e documental com coleta de dados marcada por três etapas: definição de palavras-chave para buscas na Plataforma Lattes, filtragem e normalização de dados para análise. Do universo de 339 pesquisadores, a amostra reduziu-se a 69 nomes porque constatou-se a ausência de artigos completos publicados em periódicos, qualificados pela Capes na área de Administração Pública e de Empresas, entre 2013-2016, tendo o Empreendedorismo como assunto central. Pela pontuação no Qualis Capes, chegou-se aos 25 pesquisadores e concluiu-se que: a maioria se concentra no Sul e no Sudeste do país, é atuante nas universidades públicas e possui relevante produção científica de artigos completos publicados em periódicos que variam entre os estratos de maior impacto (A1 e A2), medianos (B1 e B2) e de menor impacto (B3, B4 e B5)
Considerações sobre o belo em Platão
O tema deste artigo não é propriamente uma estética em Platão mas, considerando que Platão faz uma distinção entre o belo em si como paradigma e as coisas belas como imagens, proponho um exame da mímēsis em sua relação com o belo, visando compreender o que significa falar de belas imagens e de belas instâncias da forma do belo em alguns diálogos. Usarei a noção de imagem como “presentificação do invisível”, proposta por J.-P. Vernant, para indicar que para Platão as coisas belas manifestam o belo em si