Universidade do Centro Oeste do Paraná (UNICENTRO): Revistas eletrônicas
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    AH! DEIXA OS CARA, PRA QUE FICAR ZOANDO ELES?

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    Propomos neste artigo trazer mais um gesto de interpretação com base no entendimento de uma ortografia como um objeto simbólico significando para/por sujeitos quando falam e escrevem. Debatemos o tema, considerando a imposição de uma ortografia repercutindo em um efeito de dominação política que afeta os sujeitos no instante mesmo em que produz uma dominação ideológica de exclusão social. Sugerimos pensar uma (orto)grafia tomada como uma forma escrita que se estabelece na relação com a historicidade, isto é, em uma implicação do sujeito com o simbólico, sendo que, desse embate, constitui-se o sujeito e o funcionamento das línguas. A partir dessas premissas, vimo-nos diante da necessidade de compreender a noção de ortografia discursivizada em discursos sobre a língua. Para isso, compomos um arquivo do qual selecionamos o texto “Bases da Ortografia Portuguesa” (1885), no qual encontramos uma formulação para ortografia que a coloca frente a uma noção de língua inaugural para a memória de arquivo, estando essa relação – ortografia-língua – resgatada atualmente somente no eixo da constituição, do interdiscurso

    A hibridação dos gêneros literários nos contos Para uma avenca partindo, de Caio Fernando Abreu, Mãos sujas de terra, de Josué Guimarães e Três ovos de Páscoa, de Dalton Trevisan

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    O presente trabalho parte da constatação de que existe uma categoria de contos que tem como características principais a narração em primeira pessoa e o endereçamento da voz do narrador-protagonista a um “outro” que não se pronuncia no texto. O corpus do trabalho compreende três contos com essas particularidades, as quais, nota-se, conseguem promover um fenômeno cada vez mais comum na atualidade: o hibridismo ou hibridação dos gêneros literários conhecidos como narrativo, lírico e dramático. A análise preocupa-se em demonstrar como cada texto dialoga com os gêneros em questão, oportunidade em que nos utilizamos de aspectos teóricos levantados por Carlos Reis (2003), Emil Staiger (1997), Northrop Frye (1973), Charles Kiefer (2004), Patrice Pavis (2007), entre outros estudiosos. A escrita do ensaio colocou-nos em exercício de observação pontual das características de cada gênero nos contos, sendo possível expor o diálogo evidente que cada texto mantém com sua forma narrativa original, mas também com aspectos importantes do gênero lírico e do gênero dramático, evidenciando que a mistura dos gêneros caracteriza a composição dos textos escolhidos, assim como se faz presente na elaboração de um número incontável de obras literárias da atualidade

    O museu Casa de Portinari e(m) conexões da rede: língua(gem), sociedade e as (não tão) novas tecnologias como estatuto do acontecimento discursivo

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    Neste artigo, situo as implicações de se pensar a história do presente a partir das maneiras de ver nas sociedades democráticas, pontuando a relação das (não tão) novas tecnologias sobre o modo de composição do museu digital Casa de Portinari. O empreendimento gestado a partir do escopo teórico-metodológico dos estudos discursivos foucaultianos delimita a noção de técnica na sua dispersão histórica e acontecimental como condição de emergência para materialização e circulação dos discursos sob modalidades enunciativas diversas, cujos efeitos sociais mais incide sobre os modos de ler do que sobre os regimes de enunciação dos discursos sobre a arte, por exemplo. A imagem digital, em sua função enunciativa, é tratada como condição de possibilidade para discutir o estatuto da memória e suas redes de sentido na constituição dos modos de ler

    AL PRÍNCIPE Y A LA PRINCESA NO PUDE VERLOS: NOÇÕES DE GÊNERO GRAMATICAL EM GRAMÁTICA DE LA LENGUA CASTELLANA

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    Gramática de la lengua castellana (1847), produzida pelo gramático venezuelano Andrés Bello, inaugura um lugar de legitimidade para o espanhol falado na América Latina no século XIX. As regras gramaticais recortadas da obra e analisadas no presente trabalho são aquelas que se referem ao gênero gramatical das palavras. Para o gramático, existem três gêneros gramaticais: o masculino, o feminino e o neutro. Observamos que em tais regras existe uma espécie de hierarquia que valoriza e prioriza o gênero masculino. Sendo assim, compreendemos que não se trata apenas de regras gramaticais e sim da exterioridade da língua funcionando na gramática, ou seja, certas práticas sociais que se manifestam em instrumentos linguísticos como dicionários e gramáticas

    CONSCIÊNCIA E SINGULARIDADE: ENTRE O HUMANO BIOLÓGICO E O PÓS-HUMANO CIBERNÉTICO

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    A possibilidade da reprodução da inteligência humana em máquinas foi objeto de investigação da filosofia da mente e de ciências cognitivas na segunda metade do século XX até os dias atuais. Kurzweil defende que as máquinas superarão em inteligência os seres humanos, conseguindo até se tornarem conscientes. Kurzweil é influenciado pelo modelo computacional da mente, corrente esta que lançou bases para o desenvolvimento da inteligência artificial. Para o autor, mente e consciência serão melhor compreendidas quando ocorrer a singularidade, processo este no qual homem e máquina serão equivalentes quanto à inteligência, constituindo assim um novo passo na história da evolução humana.  Eis a denominada pós-humanidade, em que silício e carne se unirão, fato este que para Kurzweil evitará a “nova humanidade” de sofrer com doenças e intempéries que sempre atingiram o ser humano. Pensando nesse cenário futuro, Kurzweil procura caracterizar a consciência, como algo que deixaria de pertencer somente aos seres humanos, mas que pode ser criada e replicada em máquinas superinteligentes, através da própria cognição humana reverberada na inteligência e tecnologia

    ANÁLISE DE DISCURSO PEDAGÓGICO: DA MATERIALIDADE LINGUÍSTICA À MATERIALIDADE DISCURSIVA

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    Toda manifestação de linguagem é atravessada por questões subjetivas. Isto significa que um texto e seu sentido, por exemplo, não se faz apenas de uma materialidade linguística. Por estarmos inscritas no campo do discurso, ao olhar para a materialidade linguística, buscamos relações com o extralinguístico. Este extralinguístico a ser considerado é, em Análise de Discurso de filiação francesa, o ideológico, o social, a história e o próprio sujeito enquanto interpelado pela ideologia. Nesta pesquisa, mobilizamos algumas sequências discursivas identificadas à formação discursiva do discurso pedagógico com objetivo de produzir um gesto de análise que coloque em evidência os sentidos em relação ao sujeito-aluno e sua produção escrita. A partir disso, espera-se produzir uma discussão profícua a respeito das noções de autoria, lugar discursivo e sobre a escrita que se pratica na escola

    SEXUALIDADE INFANTIL NA REVISTA NOVA ESCOLA: O “FURO” NO DISPOSITIVO

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    Este artigo objetiva discutir sobre o funcionamento do dispositivo da Educação Sexual, a partir da pedagogização da sexualidade infantil na Revista Nova Escola. Como recorte analítico, nosso corpus se constitui de duas capas da citada revista.  Este artigo ancora-se teórica e metodologicamente na perspectiva da Análise Discursiva Foucaultiana, que se pauta pelo método arqueogenealógico. Constatamos que ao abordar a questão de gênero, a Revista Nova Escola instaura um “furo” no dispositivo da Educação Sexual, produzindo variações de direção, isto é, faz configurar as linhas de atualização, por meio das quais se operam as transformações de um dispositivo.Este artigo objetiva discutir sobre o funcionamento do dispositivo da Educação Sexual, a partir da pedagogização da sexualidade infantil na Revista Nova Escola. Como recorte analítico, nosso corpus se constitui de duas capas da citada revista.  Este artigo ancora-se teórica e metodologicamente na perspectiva da Análise Discursiva Foucaultiana, que se pauta pelo método arqueogenealógico. Constatamos que ao abordar a questão de gênero, a Revista Nova Escola instaura um “furo” no dispositivo da Educação Sexual, produzindo variações de direção, isto é, faz configurar as linhas de atualização, por meio das quais se operam as transformações de um dispositivo

    Sentidos de/sobre tecnologia em sala de aula: sujeito(s), conhecimento e sociedade

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    Neste artigo, considerando as condições de produção que atravessam e constituem o processo de produção e circulação do conhecimento, dos sentidos e dos sujeitos na escola, buscamos compreender a relação que se estabelece entre sujeito(s), conhecimento, sociedade e tecnologia. A análise empreendida se inscreve no domínio da análise de discurso e nos leva a compreender que o uso de artefatos tecnológicos contribui para re-significar a relação do sujeito com o conhecimento institucionalizado pela escola re-significando, consequentemente, o processo de ensino-aprendizagem. Nossas análises apontam para o fato de que a emergência de novas plataformas de produção e circulação do saber produz seus efeitos e deslocamentos importantes na função de ensinar

    UNA SINTÉTICA MIRADA SEMIÓTICA Y GRAMATICAL AL UNIVERSO DE LOS BOOKTUBERS

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    El presente trabajo está relacionado con una investigación personal sobre lasnuevas prácticas lectoras. El contenido y las temáticas se incorporan a una revista digital para niños y jóvenes (Prisma), que tiene como intención promocionar la lectura. Vimos en los booktubers, a estos nuevos promotores de lectura,por sus edades y su estilo para comunicar, sobre obras literarias de una formaque atrape a los adolescentes y de este modo siga el flujo de textos en su cotidianeidad. Luego, la investigación fue atravesada por una mirada semióticay gramatical -muy sencilla-, respecto a las nuevas tecnologías, redes sociales,internet y educación. Un fragmento muy breve fue presentado en un posgradode Especialización de Semiótica para profesores de Lengua, dictado en la Universidad Nacional de Misiones en el año 2018, y es la que pueden leer en esteartículo. Las líneas de investigación o las constelaciones seleccionadas, tienencomo soporte teórico a Iuri Lotman, a Byung-Chul Han, y demás bibliografíaque encontrarán al final del texto

    LA UTILIZACIÓN DEL FACEBOOK COMO RECURSO PARA EL APRENDIZAJE DE LA LENGUA PORTUGUESA

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    El uso de las redes sociales, en específico Facebook, ha proliferado en los últimos años, principalmente como recurso para el aprendizaje. En la educación superior se aplica para socializar información, compartir recursos audiovisuales, posibilitar la generación de grupos y comunicarse de forma síncrona y asíncrona. En la era digital, en la que el conocimiento se produce y se distribuye en buena medida en la red, Facebook representa un espacio de aprendizaje útil, funcional y viable para profesores y estudiantes; particularmente en el aprendizaje de idiomas. En este marco, este artículo presenta una propuesta pedagógica que integró el uso del Facebook como elemento tecnológico para la gestión del aprendizaje de la lengua portuguesa. Tuvo su origen en un proyecto que se desarrolló en la Maestría en Gestión del Aprendizaje de la Universidad Veracruzana en la Región de Poza Rica-Tuxpan, Veracruz, México, cuyo objetivo fue desarrollar habilidades comunicativas en el idioma portugués entre profesores y estudiantes de posgrado, desde una metodología de investigación acción. Para la realización del proyecto e intercambio de recursos se creó un grupo cerrado en Facebook como elemento tecnológico esencial para favorecer el aprendizaje colaborativo

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