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AS CATEGORIAS DO VERBO TOMAR ANALISADAS NA CIDADE DE GOIÁS
Este artigo objetiva estabelecer categorias distintas para os diferentes usos do verbo tomar tendo como base inquéritos realizados na Cidade de Goiás pelo projeto Fala Goiana. Ao analisar os diferentes sentidos acionados pela relação desse verbo com seus complementos, foi possível perceber algumas características singulares o suficiente para que categorias distintas fossem formadas, mas com um traço semântico suficientemente forte que mantem todas as categorias formadas ligadas uma a outra. As categorias encontradas foram: verbo pleno, quando o verbo estabelece função predicadora total e o sentido do verbo é o de requerer posse – João tomou o dinheiro da Menina; verbo suporte não prototípico, quando a função predicadora se faz a partir da junção do verbo com um SN e o sentido do verbo é dependente de um grupo de SNs com características semelhantes – João tomou água/remédio/cerveja [grupo de SNingerível]; e verbo suporte, quando a função predicadora também se faz a partir da junção do verbo com um SN, a perífrase pode ser substituída por um verbo pleno e o sentido muda conforme muda o SN – João tomou banho/banhou-se, João tomou uma decisão/decidiu-se. As bases teóricas que sustentam este artigo são: Bybee (2007), Givón (1989; 2002) e Goldberg (2006), para o processo de categorização; Castilho (2016), Fortunato (2009), Heine (1993), Ilari e Basso (2014) e Neves (2011), para o estudo do verbo em uma perspectiva funcional; Labov (1972), para a metodologia de coleta de dados. O estudo qualitativo investigou 12 inquéritos da Fala Goiana que consideraram faixa etária, sexo
MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS NA ESTRUTURA DO MEMORIAL DOS POVOS INDÍGENAS - BRASÍLIA / DF
As manifestações patológicas nas estruturas de concreto não é algo inesperado, porém o reconhecimento preciso é fundamental para atingir ou preservar o desempenho e a durabilidade da estrutura. Diante desse cenário, o propósito dessa pesquisa é analisar de forma completa as manifestações patológicas encontradas, indicando suas causas a fim de fornecer soluções de condutas para manutenções futuras, visando ampliar a vida útil e preservar a segurança de todos, no Memorial dos Povos Indígenas em Brasília-DF. A pesquisa foi desenvolvida em conformidade com a Norma de Inspeção Predial Nacional do Instituto Brasileiro de Avaliação e Perícia de Engenharia (IBAPE NACIONAL – 2012), sendo realizada inspeções de nível 01 (inspeção visual). Contabilizando mais de 35 anos da construção da edificação, foram identificadas diversas manifestações patológicas diferentes, sendo elas: armadura exposta, fissuras, infiltrações, manchas negras e eflorescência. Após as análises, concluiu-se que a edificação não possui nenhuma manifestação patológica que possa comprometer a segurança dos usuários e o correto funcionamento estrutural do Memorial.
Palavras-chave: Patologia. Estrutura. Monumento. IBAPE
INDICADOR DE FRAGILIDADE AMBIENTAL PARA A BACIA HIDROGRÁFICA DO RIBEIRÃO JOÃO LEITE (GOIÁS, BRASIL)
O objetivo deste trabalho foi desenvolver um indicador de fragilidade ambiental para a bacia hidrográfica do Ribeirão João Leite, a partir de uma modelagem de fragilidade potencial e emergente. Na elaboração do indicador de fragilidade potencial foram cruzadas as fragilidades das declividades, dos tipos de solos, das unidades geológicas e dos totais de chuva. Para o indicador de fragilidade emergente, foi cruzado o indicador de fragilidade potencial com o mapa de grau de proteção em relação ao uso e cobertura da terra. Em relação à fragilidade potencial, os resultados indicaram uma predominância das classes baixa e moderada que foram influenciadas pela estabilidade genética das unidades geológicas, dos tipos de solos e das declividades do terreno. Os resultados da fragilidade emergente indicaram predominância da classe alta, ocorrendo em 63,68% da área da bacia. Mas, isso se dá pela intensa fragmentação da paisagem promovida pelas atividades agropecuárias, tais como: lavoura temporária e pastagens plantadas. Estas condições interferem no processo de absorção de água para recarga do lençol freático, aumentam o escoamento superficial provocando processos erosivos, assoreamento e contaminação dos recursos hídricos.
Palavras-chave: Fragilidade potencial. Fragilidade emergente. Modelagem ambiental. Fragmentação da paisagem
AGROINDÚSTRIA:: ESPAÇO FORMAL, INFORMAL E NÃO-FORMAL DE ENSINO
A Agroindústria pode ser utilizada nos mais diversos campos da educação sendo um espaço de ensino informal, formal e não-formal concomitantes ou isolado, dependendo do contexto e dos objetivos utilizados para o aprendizado. Portanto, considera-se que a Agroindústria pode ser um excelente espaço de ensino-aprendizagem, já que alia educação e trabalho, bem como teoria e prática. Assim, a proposta deste estudo é desvelar conceitos que fundamentam a agroindústria como uma possibilidade de ensino informal, não-formal e formal, dando ênfase ao não-formal. Os procedimentos metodológicos foram selecionados com a finalidade de realizar uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa. Para tanto, o ensaio está dividido em três partes: (1) Espaços de ensino formal, informal e não-formal: conceitos, classificação, fundamentos e contribuições para a agroindústria; (2) Produções acadêmicas envolvendo agroindústria e educação não-formal: e; (3) considerações finais. Os resultados confirmam que as atividades de educação informal, formal e não-formal de ensino podem ser realizadas na agroindústria e que os três campos de ensino se interseccionam neste ambiente. Ainda conclui-se que há poucas produções científicas relacionadas às temáticas pesquisadas na agroindústria, demonstrando a necessidade de pesquisa em torno desse assunto
O QUE SERIA “UM POVO CAPAZ DE SKHOLÈ”? REFLEXÕES SOBRE A EDUCAÇÃO NO CAMPO
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional reserva um parágrafo em especial sobre a educação em zonas rurais. O artigo indica que a educação no campo deve se adequar às peculiaridades da vida rural e de cada região. Sendo assim, a escola faz uma espécie de continuidade entre a vida familiar e a vida escolar. Recentemente, autores como Masschelein, Simons e Larrosa apresentam uma concepção de escola, como skholè, em que propõem uma suspensão da vida familiar no mundo escolar. Na verdade, uma suspensão de qualquer finalidade exterior à própria escola. Pensando a partir dessa concepção, adequar a escola à vida rural, pensando na educação no campo, seria uma espécie de injustiça social, privando essa população do patrimônio comum que a escola deveria legar aos estudantes. A proposta de Masschelein e Simons é que devemos tratar os alunos como iguais, suspendendo a concepção de indivíduo – uma proposta ousada que vai na contramão das diretrizes atuais. Esse artigo busca mostrar essa nova concepção de escola enquanto skholè tomando como objeto a educação rural
DISCUSSÕES POLÍTICO-PEDAGÓGICAS DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS NA EDUCAÇÃO ESCOLAR NO BRASIL
O uso das tecnologias digitais nos laboratórios de informática presentes nas unidades escolares é motivo de discussões entre os pesquisadores e estudiosos da educação (ARAÚJO, 2022; MORAES, 2016; MARCON, 2015; PAIVA, 2019). Simultaneamente, a pouca presença de programas voltados às tecnologias e educação no Brasil acarreta diversas interpretações do que existe em matéria de lei. Por essa razão, abordar as políticas educacionais que propõem introduzir as tecnologias digitais, apontando o histórico de sua implantação no Brasil e as políticas atuais vigentes, se faz relevante. O artigo tem como objetivo realizar um levantamento teórico sobre as políticas e ações que orientam os usos das tecnologias na educação. Ademais, observar as políticas públicas que regem as tecnologias e a educação básica e a formação dos professores para a finalidade pedagógica do uso das tecnologias digitais. Metodologicamente, o presente artigo se trata de um estudo bibliográfico e documental com natureza qualitativa. Os resultados indicam cenários entre projetos de implantação das tecnologias, formação de professores em suas condições objetivas de implantação e normatização. Concluímos que existe a urgência na implantação de políticas educativas efetivas para o chamado debate ético democrático da educação em elaborações revolucionárias
GÊNERO TEXTUAL E ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: PROPOSTA DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA LEITURA DO GÊNERO LEI EM CURSOS TÉCNICOS
Este artigo tem por objetivo apresentar uma proposta de sequência didática (Schneuwly; Dolz, 2004) para desenvolver leitura e interpretação do gênero textual lei na sala de aula de língua portuguesa na Educação Profissional e Técnica. Para tanto, delineamos uma breve exposição teórica acerca do percurso dos estudos dos gêneros, a seguir discorremos acerca das razões pelas quais optamos pela noção de gênero textual e, depois, apresentamos argumentos sobre a relevância do uso dos gêneros na sala de aula de língua portuguesa, em especial do gênero lei na realidade do ensino profissional. A proposta foi elaborada com vistas à aplicação em uma turma do curso técnico em Agroecologia do Colégio Técnico da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, o CTUR, porém acreditamos que essa sequência didática possa ser aplicada em outras situações, com os devidos ajustes. Utilizamos como referencial teórico e metodológico os fundamentos da abordagem sociodiscursiva interacional, de base Bakhtiniana, desenvolvida no Brasil por Marcuschi (2008, 2010, 2011). O principal resultado esperado é o desenvolvimento das habilidades de leitura de um gênero que está presente no cotidiano de todos nós, ainda que raras vezes ele figure nos currículos, manuais e ou livros didáticos de língua portuguesa
ANAIS V SEMANA ACADÊMICA DE FISIOTERAPIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JATAÍ (UFJ)
A V Semana Acadêmica de Fisioterapia foi a quinta edição do evento científico organizado pelo Curso de Fisioterapia da Universidade Federal de Jataí – Goiás, realizado no período de 21 a 25 de novembro de 2022. O evento foi promovido através de esforços dos discentes e docentes do curso de fisioterapia visando ampliar o compartilhar de conhecimentos sobre as diversas áreas da fisioterapia por meio de palestras, minicursos, debates e exposição de trabalhos científicos-tecnológicos, contado com a presença de profissionais renomados na área.
O evento teve como proposta compartilhar novas percepções sobre a fisioterapia, através das novas linhas de intervenção que estão sendo desenvolvidas além da pratica interdisciplinar como composição do tratamento fisioterapêutico. O evento contou com a participação de estudantes de graduação, pós-graduação e profissionais da área de todo o país
VII CONGRESSO BRASILEIRO DE FISIOTERAPIA NEUROFUNCIONAL, III CONGRESSO INTERNACIONAL DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA NEUROFUNCIONAL E II SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE SAÚDE FUNCIONAL
Com o tema “Promovendo a funcionalidade centrada na pessoa e na família”, o VII Congresso Brasileiro de Fisioterapia Neurofuncional (COBRAFIN) recebeu em Fortaleza (CE) cerca 1000 participantes, entre fisioterapeutas, pesquisadores, acadêmicos, pacientes e familiares, que se reuniram para partilhar conhecimento e discutir sobre a funcionalidade humana nos diversos ciclos da vida.
A programação científica contou com a ilustre presença de palestrantes de renome nacional e internacional que abordaram temas atuais e, de extrema relevância cientifica e para aplicação da prática clínica, com um ciclo de 90 palestras, distribuídas nos três dias de congresso, além da apresentação de mais de 400 trabalhos científicos aprovados, entre pôsteres e temas livres.
Para nós, que escolhemos trabalhar com a Fisioterapia Neurofuncional, embasar nossa prática clínica nas evidências científicas deve ser uma rotina exercida com responsabilidade e dedicação profissional. O COBRAFIN foi uma amostra de como a Fisioterapia Neurofuncional brasileira evoluiu e está aperfeiçoando suas práticas a cada dia. O evento também foi uma oportunidade de trocas de conhecimento testemunhando o fortalecimento da nossa especialidade, trazendo grandes discussões sobre os temas que contribuem para o aprimoramento da área.
Agradecemos ao corpo editorial da Revista Movimenta pela oportunidade de deixar este legado científico do VII COBRAFIN. A Fisioterapia Neurofuncional Brasileira continua escrevendo a sua história com muito trabalho, ciência e dedicação
ENSAIO ARTÍSTICO: ASSOCIAÇÃO DO POVO ÃWA - BRASIL - TO
Os desenhos aqui expostos são do artista autodidata Jawanawa BaidjawariÃwa, do povo indígena Ãwa. Jawanawa desenvolveu sua habilidade de desenhar como um meio de se comunicar, em compensação a uma deficiência auditiva. Suas obras retratam a memória histórica de nosso povo, que está em luta pela demarcação da Terra Indígena TaegoÃwa, no Estado do Tocantins-Brasil. Para o nosso povo Ãwa, seus desenhos são tão certeiros como a arte de fazer flechas, sendo representativos da nossa resistência