Portal de Periódicos da Universidade Estadual de Goiás
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Ensino e aprendizagem de gramática da língua portuguesa em um processo gamificado nos anos finais do ensino fundamental
Este artigo está direcionado para a temática da gamificação aplicada à educação, especificamente, na disciplina de Língua Portuguesa dos anos finais do Ensino Fundamental. A gamificação é um conceito moderno que despertou interesse devido às vantagens que pode trazer em várias áreas de aplicação. Esse conceito envolve empregar características e dinâmicas de jogos em contextos que não são jogos, visando a estimular e envolver os alunos na realização de tarefas para proporcionar certas aprendizagens. Diante dessas considerações, este trabalho pretende articular os conceitos de ensino e aprendizagem de gramática da língua portuguesa com a gamificação. Para tanto, o aporte teórico desta pesquisa utiliza-se das contribuições de estudiosos da área da gamificação e da área do ensino de gramática da língua portuguesa. Assim, por meio de um processo gamificado no ensino de língua portuguesa, visamos a instigar a participação e o envolvimento ativo do aluno com a aprendizagem da língua materna e, dessa forma, incentivá-lo a querer aprender e a participar ativamente do processo de ensino-aprendizagem. A implicação deste estudo é que a gamificação deve ser utilizada nas aulas da disciplina de Língua Portuguesa como uma metodologia ativa que pode desencadear ações e possibilitar uma aprendizagem dinâmica e bem-sucedida ao aluno
A alma é um réu: metáforas do pecado em um testamento da Bahia colonial
Na Bahia Colonial a Igreja Católica possuía poder político e religioso hegemônico sobre o Estado já que ações oficias ordinárias do governo passavam pela sua opinião e pelo seu crivo. Dentre as demandas de fiscalizações estavam os rituais da “boa morte” nos quais os sujeitos que estavam à sentir o “aproximar da morte” procuravam um testamenteiro católico a fim de que ele pudesse pedir perdão a corte celestial pelos seus pecados, dando a instituição que eles acreditavam ser a representante de Deus na terra, seus bens e posses conquistados em vida em troca de uma morada no céu. Dado esse fato sócio-histórico e sociocultural que demonstra o pensamento do homem do Brasil Colônia, este trabalho uniu os pressupostos teórico-metodológicos da História Social do Português (SILVA, 2011; PEREIRA, 2015, 2016a, 2016b; PRIORE, 2016; PAGOTTO, 2017) e da Linguística Cognitiva em sua fase sociocognitiva e discursiva (LAKOFF; JOHNSON, 2002, VEREZA, 2007, 2010, 2013; SOARES DA SILVA & LEITE, 2015) examinar se em um dos testamentos recuperados daquela época, metáforas colaboraram singularmente para a sua tessitura discursiva. Os resultados encontrados apontam que a linguagem figurada recrutadas na produção textual citada emerge reflexões tanto sobre o desejo da igreja em angariar fortunas, quanto acerca imputado nos fiéis por ela sobre ir ou não para o inferno
O PORTFÓLIO REFLEXIVO COMO ESTRATÉGIA METODOLÓGICA:: um relato de experiência no ensino remoto profissionalizante
O presente estudo busca analisar as principais contribuições e desafios da metodologia do Portfólio Reflexivo Digital, utilizada como uma prática educacional em turmas do programa Jovem Aprendiz, de uma escola de educação profissional de Santa Maria - RS. Foi realizada uma pesquisa qualitativa, delimitada pelos procedimentos do Estudo de Caso, onde os principais instrumentos de coleta de dados foram questionários e diários de aula do professor. Como principais resultados, verificamos que: (a) esta metodologia de aprendizagem ativa pode ser combinada com outras metodologias e recursos educacionais; (b) pode ser uma importante aliada do processo de avaliação formativa; (c) potencializou o engajamento da turma, colaborando com o desenvolvimento do pensamento crítico, da comunicação escrita, do trabalho em equipe, da capacidade de organizar e sistematizar ideias e de lidar com pensamentos divergentes. Também observamos alguns desafios, como a resistência de alguns estudantes que não estavam acostumados com metodologias ativas, bem como dificuldades inerentes ao ensino remoto (problemas de conexão com a internet, falta de dispositivos e falhas na comunicação). Metodologias ativas estão embasadas no tripé: protagonismo do estudante, colaboração e ação-reflexão (FILATRO; CAVALCANTI, 2018), e sua aplicação é um desafio para os professores, pois não se trata de algo estático e com regras pré-definidas, mas sim, um processo que demanda esforço de criação, reconstrução e adaptação de acordo com o cenário (BES ET AL., 2019). Desta forma, destacamos que o Portfólio Reflexivo Digital, com as devidas adaptações ao contexto, pode ser um importante aliado para a potencialização do ensino-aprendizagem
BULLYING NA ESCOLA:: um estudo de caso no CEPI - Centro de Ensino em Período Integral de Aplicação - Iporá-GO
Este estudo tem como objetivo principal analisar a implementação de uma abordagem de Iniciação Científica em uma turma de 8º ano, focalizada no tema do bullying, considerando sua introdução de práticas pedagógicas inovadoras no contexto do Centro de Ensino de Período Integral. A pesquisa visa aprofundar nossa compreensão do fenômeno do bullying no ambiente escolar, explorando suas manifestações e impactos, para implementar estratégias de prevenção. Buscamos também apresentar abordagens eficazes para a promoção de escolas mais seguras e inclusivas. Durante a investigação, analisamos fatores de risco, dinâmicas sociais e políticas de combate ao bullying, com o propósito de contribuir para a construção de um ambiente educacional mais saudável e acolhedor. Nosso estudo está focado na investigação do bullying em uma escola de período integral, com a intenção de capacitar alunos e fomentar a colaboração com a comunidade escolar para combater o fenômeno. O bullying tornou-se lamentavelmente comum nos espaços educacionais, resultando em atitudes cada vez mais violentas tanto por parte dos agressores quanto das vítimas. Portanto, a discussão de questões relacionadas é crucial, uma vez que promove reflexão e pode prevenir a ocorrência de novos casos. O estudo tem como meta ampliar nossa compreensão da prática no contexto escolar, permitindo o desenvolvimento de estratégias e instrumentos eficazes para prevenção e combate. Esperamos, assim, contribuir para a redução de impactos socioemocionais associados a esse problema
A CONCEPÇÃO DE METODOLOGIA DO MODELO PEDAGÓGICO DA ESCOLA DA ESCOLHA E AS INTERFERÊNCIAS NO TRABALHO DO(A) PROFESSOR(A) DE GEOGRAFIA DA REDE ESTADUAL DA PARAÍBA
Este trabalho tem como ponto de partida a vivência experimentada no curso da disciplina Metodologias para o Ensino de Geografia, ofertada pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal da Paraíba (PPGG/UFPB) e como objetivo, analisar a concepção de metodologia proposta no modelo pedagógico da escola da escolha a luz dos apontamentos de Freire (1981) e Vasconcelos (2003) quanto ao papel da pesquisa e da metodologia na ação docente, enfocando a interferência desse modelo no trabalho do(a) professor(a) de Geografia da rede estadual de ensino básico da Paraíba. Busca-se discutir qual concepção de metodologia permeia o caderno formativo do ICE intitulado: Inovações em Conteúdo, Método e Gestão – Metodologias de Êxito e as Diretrizes para funcionamento das ECI, ECIT e ECIS 2023. Para isso, adotamos os seguintes procedimentos metodológicos: Revisão de literatura sobre metodologia e a Análise Documental (Cellard, 2008). Como resultados desta investigação, identificamos a concepção de metodologia da escola da escolha e mais do que isso, como se concretiza na realidade educacional da rede estadual de ensino da Paraíba, em especial nas escolas que compõe o Programa de Educação Integral, orientando e interferindo na operacionalização do trabalho docente em que estão incluídos(as) os(as) professores(as) de Geografia e na formação estudantil
JOGO “A ILHA”:: uma forma dinâmica de se trabalhar as bases conceituais da Geografia em sala de aula
As bases conceituais da geografia envolvem o entendimento do espaço geográfico enquanto objeto de estudo desta ciência, assim como suas principais categorias de análises, as quais incluem paisagem, região, território, lugar, assim como natureza ou meio ambiente. Contudo, os trabalho destas bases conceituais de forma dinâmica e satisfatória nem sempre é possível de ser realizada em sala de aula na educação básica. Assim, é necessário o uso de diferentes recursos didáticos e abordagens metodológicas inovadoras para que se alcancem resultados mais satisfatórios no processo de ensino-aprendizagem destes conteúdos. Desta forma, este trabalho tem como objetivo apresentar o jogo didático-pedagógico “A ilha” como recurso de ensino para se trabalhar diferentes conceitos geográficos de forma mais dinâmica e satisfatória em sala de aula. As bases metodológicas se configuram na pesquisa-ação, onde o professor-pesquisador parte de uma situação-problema e busca alternativas para superar os problemas encontrados. O jogo “A ilha” envolve estratégias entre os grupos de alunos, que precisarão usar os recursos naturais da ilha (água, rochas, árvores) para realizar construções (casas, plantações, pontes, cercas) e ganhar dinheiro. Com a escassez de recursos naturais, os grupos precisarão entrar em conflito uns contra os outros e conquistar territórios. O jogo permite trabalhar o conhecimento geográfico de forma prazerosa, dinâmica e descontraída, além de desenvolver habilidades através das estratégias criadas pelos alunos, a socialização e o trabalho em equipe, aproximando-os competitivamente e cooperativamente
A PALAVRA CALA:: reflexões sobre narrativa e psicanálise na era do hiperestímulo
Este artigo, em tom ensaístico, empenha-se em debater a falta de espaço para o silêncio e para as narrativas com desfecho na cultura contemporânea. Para tanto, analisa-se o feed das plataformas digitais como o “letreiro da contemporaneidade”: com seus posts interminavelmente atualizáveis, com sua promessa de infinito, o feed é um mecanismo discursivo excessivamente falante. Não por acaso – como se constata neste artigo – os homens e as mulheres contemporâneos, que veem na atualização eterna um modelo de leitura, são os mesmos que parecem ter certo horror à ideia do término/finitude. Estas duas considerações – vivemos em um tempo que pouco valoriza o silêncio e o desfecho – foram aqui escritas de maneira a provocar certo estranhamento. Diante delas, pergunta-se: quais lugares são os espaços de trégua à tagarelice da contemporaneidade? Entre alguns deles, elegeu-se a psicanálise, o divã, como lugar possível para a mudez da palavra. Assim, a partir de um relato clínico com uma paciente, resgatou-se um espaço no qual, mesmo hoje, ainda é possível significar a partir da quietude
TREINAMENTO INTENSIVO DE MOBILIDADE (Mob-IT) PARA CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL: PROTOCOLO DE ESTUDO DE SUJEITO ÚNICO
Introdução: Os desafios de mobilidade estão entre as principais atividades limitadas na paralisia cerebral (PC). O treinamento intensivo pode modificar a função motora e os padrões de atividade cerebral em crianças com PC, mas são escassos os protocolos focados na mobilidade que adotem as recomendações motoras atuais para favorecer a aprendizagem motora. Este estudo objetiva apresentar o protocolo de treino orientado a tarefa, direcionado a objetivos e com foco na mobilidade de crianças com PC (Treinamento Intensivo de Mobilidade [Mob-IT]), que visa descrever os mecanismos neurais e biomecânicos de mudanças após o Mob-IT, bem como a viabilidade e aceitabilidade do protocolo.
Materiais e métodos: Este estudo de sujeito único com múltiplas linhas de base recrutará 12 participantes com PC, no Sistema de Classificação da Função Motora Grossa (GMFCS) I-III, com idades entre 7 e 16 anos. O Mob-IT será aplicado 3 vezes/semana, 2 horas/dia durante 4 semanas, com volume total de 24 horas. As alterações de mobilidade serão avaliadas por diversas escalas clínicas, além de marcha, estabilometria e atividade cerebral. A viabilidade e a fidelidade serão monitoradas.
Ética e Divulgação: Este estudo foi aprovado pelo comitê de ética local. Mob-IT é uma intervenção inovadora com foco na mobilidade, em contraste com outros protocolos intensivos voltados para a função dos membros superiores. Irá avançar no conhecimento dos mecanismos neurais e biomecânicos associados às alterações na mobilidade, além de mostrar a sua viabilidade e eficácia preliminar
AS CIDADES DAS RASGADURAS NO CHÃO: GOIÂNIA, A ASTERISK CITY
Discute-se neste artigo o desenho urbanístico primordial de Goiânia, o asterisco, originalmente implantado na Praça Cívica e posteriormente apropriado e utilizado largamente na sua malha urbana. Este desenho, embora seja inerente a sua constituição como metrópole e capital do estado de Goiás, passa por diversas transformações globalizantes que o desterritorializam, levando-o aos desígnios do Efeito Genérico de uma experiência urbanística vertiginosa e amnésica, características de sua versão Asterisk City
A RUÍNA DO MODERNO EM GOIÂNIA: UMA ANÁLISE A PARTIR DO EDIFÍCIO DA ANTIGA SEDE DA CELG
A cidade de Goiânia, planejada na década de 1930 é muito conhecida pelo seu acervo arquitetônico art déco, que tem alcançado reconhecimento e motivado estratégias de preservação. Por outro lado, a realidade da arquitetura modernista na cidade tem sido outra. Cenas de degradação, abandono e destruição em diferentes escalas de edifícios são cada vez mais comuns. Por essa razão, o artigo apresenta uma discussão por meio do caso do edifício da antiga sede das Centrais Elétricas do Estado de Goiás (CELG), uma reflexão sobre a necessidade de ampliação da preservação do patrimônio histórico e do reconhecimento de um capítulo importante da história cultural e arquitetônica na cidade