Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) Unicamp (Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP),: Sistema Eletrônico de Editoração): Revistas
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O sujeito no discurso ecológico sobre a pesca na cidade de Cáceres estado de Mato Grosso
Original e selvagem: o rapto das Sabinas no diálogo sobre a República de Cícero
Neste estudo, apresentam-se resultados parciais de nossa pesquisa sobre o episódio mitológico do rapto das mulheres sabinas em Roma antiga. Aqui o enfoque será a versão que Cícero apresenta do célebre mito no diálogo filosófico De República (2.7-13). Ainda que de modo ambíguo, o plano de Rômulo é valorizado pelo autor republicano como uma estratégia necessária para uma empreitada noua, i.e. inaugurar a civilização romana propriamente dita. Analisando de perto recursos retóricos da narrativa em De Republica, pode-se delinear de modo mais sutil o contraste com a versão oferecida por Tito Lívio. Dentre outros aspectos, destaca-se o papel que cada um dos autores atribui aos jogos (ludi), às mulheres e à violência nos primórdios da cultura romana
A POÉTICA DO EXÍLIO E A AUTOTEXTUALIDADE EM TRISTES E PÔNTICAS DE OVÍDIO
Neste artigo, analisaremos a autotextualidade existente em Tristes e Pônticas de Ovídio (43 a.C. – 17 ou 18 d.C.), de acordo com Vasconcellos (2001), e mostrarmos como o poeta exilado reflete acerca de sua carreira e como, ao fazê-lo, alude às suas próprias obras. Para tanto, nortearemos as análises pela teoria intertextual de Conte (1941) e Barchiesi (1997), e apresentaremos ecos textuais concretos da presença de obras escritas antes do exílio nas obras compostas em Tomos. Nossa abordagem volta-se para o ano 8 d.C., quando o poeta recebe de Augusto a condenação que o obrigaria a passar o resto de seus dias no desterro. Por ser condenado, Ovídio tem sua produtiva carreira interrompida. A interrupção causada pela sentença de Augusto influencia diretamente a produção de Ovídio que, antes da condenação, compunha os Fastos e polia os volumes das Metamorfoses. No entanto, com a drástica mudança de contexto, Ovídio sinaliza ao leitor que sua poesia também deveria mudar e passa a compor versos que refletem sua condição de exilado. E, ainda assim, a interrupção da carreira não impede o poeta de discuti-la em seus versos. Dessa forma, ele passa a refletir acerca de sua carreira poética aludindo às obras anteriores, como ocorre com a Arte de Amar. Ao fazê-lo, Ovídio traz aos versos o contexto de sua produção anterior ressignificando-o, uma vez que o contexto de sua poesia já não é o mesmo
“É o lobo?”: proposta de leitura e difusão da ciência na primeira infância
Durante a infância a interação com as diversas situações e com a natureza se constitui de maneira exploratória, em geral, as crianças nunca param de prestar atenção, criam hipóteses e tentam testá-las em suas experiências cotidianas. Nesse encontro, a ciência para a criança busca o desenvolvimento do pensamento crítico, uma vez que perpassa os processos de observação e questionamento inseridos no próprio contexto sociocultural. A potencialidade de tal desenvolvimento se dá através da reflexão e discussão de problemas autênticos. Desse modo, a divulgação da ciência se estabelece como uma ferramenta para a consolidação de uma cultura científica. Com o objetivo de promover a participação das crianças em discussões éticas e políticas da ciência, desenvolvemos uma intervenção de divulgação da ciência de modo lúdico-didática no espaço formal de educação. Utilizando elementos do teatro de fantoches e da contação de histórias, a intervenção foi realizada partindo da problematização da história infantil É o lobo? com três etapas de realização: leitura animada em um circuito, produção coletiva/final da história e roda de conversa. Tais processos permitiram que as crianças apresentassem posicionamentos éticos sobre as relações entre os animais e entre os animais e os humanos e por meio das relações com seus parceiros e produções elaboradas, ampliassem a discussão, atuando como sujeitos ativos em todas as etapas da intervenção