Universidade Catolica de Pernambuco: Portal de Periódicos da UNICAP
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ENTRE SABERES E FAZERES: FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Este artigo é resultado do Programa Formação Inicial e Continuada para a Diversidade do Grupo de Pesquisa Educação e Religião (GPER) que investiga os processos de formação de professores, considerando as diferentes dimensões das práticas educativas e as múltiplas perspectivas sócio-políticas e culturais, problematizando e analisando as ações e reações aos processos que visam a articulação entre teoria e prática na formação inicial e continuada compreendo a diversidade cultural religiosa. Por meio do Projeto Formação Inicial e Continuada do Professor de Ensino Religioso desenvolvendo uma pesquisa com uma abordagem qualitativa e um método bibliográfico e documental de identificação de informações sobre os projetos de formação de professores. Pois, com certeza este é um tema que nas duas últimas décadas tem se tornado um desafio constante quanto a: objetivos, legislação, políticas públicas e currículo para a formação de professores. Este é um tema que vem passando por profundas transformações porque está aliado a uma corrente de diferentes fatores sociais, quer sejam de mudanças tecnológicas, quer de conhecimentos científicos, quer sejam de práticas pedagógicas. Aqui objetiva-se refletir sobre a formação continuada e permanente de professores para a educação básica no ensino fundamental I e II. Acreditamos ser um trabalho de relevância porque vem contribuir para com a formação dos profissionais da educação.Enviado: 23-10-2018 - Aprovado e publicado: 12-2018
ÉTICA NO PENSAMENTO DE LUTERO: A SERVIÇO DA IGREJA, DA ECONOMIA E DA POLÍTICA
A doutrina da justificação por graça através da fé perpassa a teologia de Martim Lutero. Deus tudo criou de forma boa para o benefício do ser humano. Pelo pecado, contudo, o ser humano se afastou de Deus e de toda a criação, da vida para a morte. Deus, em sua misericórdia e graça, cuja expressão mais concreta é o próprio Cristo, reconcilia o ser humano, libertando-o da escravidão do pecado e tornando-o justo para relações éticas e justas. Este artigo analisa a compreensão de Martim Lutero, segundo o qual o ser humano, tornado justo por Deus através fé, é vocacionado para ser cooperador na justiça de Deus em favor do melhoramento do mundo. A partir da justificação, Deus vocaciona a pessoa cristã para ser cooperador através de Igreja (ecclesia), economia (oeconomia) e política (politia). A educação ocupa lugar destacado no pensamento de Lutero, visando à formação e qualificação de pessoas para serem cooperadoras de Deus para melhoramento do mundo.Enviado: 27-03-2018 - Aprovado e publicado: 11-201
“Um só Senhor, uma só fé”: a esperança ecumênica de Medellín
«Un solo Señor, una sola fe, un solo bautismo, un solo Dios y Padre»: queste le parole di un inno risuonato molte volte nella cappella del seminario maggiore di Medellín, cantate da tutti i membri di una conferenza che, nelle parole di Míguez Bonino, pastore metodista argentino, membro di «Faith & Order» e unico osservatore non cattolico latinoamericano al Vaticano II, «dal punto di vista ecumenico […], occupa un posto di primo piano»[1]. Pur non avendo approvato alcun documento specifico sull’ecumenismo, l’assemblea di Medellín è stata infatti “paradossalmente” anche quella che, molto più e molto meglio delle successive conferenze generali dell’episcopato latinoamericano, ha in effetti consentito un’intensa “esperienza di unità”.[1][1] Cf. Un Solo Señor, Una Sola Fe..., in «CELAM. Boletín Informativo», 2/14 (octubro 1968), p. 7. Cf. quindi J. Míguez Bonino, Medellín, in Dizionario del movimento ecumenico, a cura di N. Lossky, J. Míguez Bonino, J.S. Pobee, T.F. Stransky, G. Wainwright, P. Webb, Bologna 1994, pp. 718-719 (ed. or. Geneva 1991). Su Míguez Bonino cf. M. Velati, Separati ma fratelli. Gli osservatori non cattolici al Vaticano II (1962-1965), Bologna 2014, passim.Em 1968, aconteceu a Conferência de Medellín (Colômbia) do CELAM (Conferência Episcopal Latino-Americana) para concretizar, na América Latina, o Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965). O objetivo deste artigo é analisar a rica dinâmica das reuniões desta Conferência com a produção de documentos realistas e ecumênicos, contando com a presença e participação de cristãos de outras denominações não católicas. Este artigo se baseia nestes documentos (Atas das reuniões) e que traz como resultados a comunhão eucarística por parte dos 250 participantes, inclusive os irmãos separados, feita esta comunhão eucarística com muita discrição para não dar escândalo
Medellín, 50 anos: uma Igreja "em saída"
A realização da II Conferência Geral do Episcopado da América Latina, na cidade de Medellín, marcou a história da Igreja latino-americana. Responsável pela atualização do Concílio Vaticano II para a América Latina, essa Conferência ousou ir um pouco mais longe. Ela retomou o desejo do Papa João XXIII, que queria uma "Igreja dos pobres", e vimos surgir uma Igreja encarnada na realidade de seu continente, a partir de uma nova ação pastoral e de um novo modo de fazer teologia. Hoje, com o Papa Francisco, vislumbramos o resgate do profetismo de uma tradição eclesial libertadora protagonizada pela América Latina. Para a nossa reflexão teremos, como auxílio bibliográfico, em especial, os documentos das Conferências Episcopais na América Latina e a Exortação Apostólica do Papa Francisco, a Evangelii Gaudium. Queremos destacar que encontramos no pontificado de Francisco, fundamentada em uma nova experiência de ação evangelizadora, o convite para que tenhamos uma Igreja "em saída", um novo vigor para a retomada do profetismo e a ação libertadora na vida e na missão da Igreja na América Latina e, porque não, para o mundo
Bioética e o cuidado como práxis humana
A presente reflexão tem como objetivo nos colocar numa atitude reflexiva sobre a práxis humana do cuidar. É essencialmente compreensível quanto se faz importante o cuidado como forma eficiente nas relações humanas para a superação de muitas barreiras entre as pessoas. Cabe a entendermos o quanto é valioso e valoroso manter a autoestima da pessoa num estado de muitas carências e muita falta de atenção. Assim deve pautar o brilho da nossa ação como agentes transformadores de sede de amor e fraternidade e, sobretudo da capacidade de cuidar
Breve relato sobre a expansão da coleta e tratamento de esgotos—São Paulo, Brasil (1900-2000)
Visando a contribuir na recuperação da história do saneamento no Brasil e para o detalhamento da análise quanto à existência das redes, este artigo pretende fornecer uma visão geral sobre a implantação e expansão da infraestrutura de esgotos na cidade de São Paulo, durante o sécu-lo XX (1900-2000). A análise de sua evolução físico-temporal, por meio da história ao longo do século XX seguiu o desenvolvimento urbano com dados numéricos e mapas, apresentam em um período de 100 anos como a coleta de esgoto evoluiu nos distritos paulistanos. Ao final, faz-se uma breve analogia com os fatores técnicos sociais, políticos e urbanísticos que contribuiram para a priorização na escolha das áreas de expansão da infraestrutura através da cidade. Como conclusão constata-se que a instalação dos serviços começou na área central da cidade, estenden-do - se de forma aproximadamente concêntrica ao redor desse primeiro centro, abrangendo a re-gião atualmente denominada centro expandido. Após a década de 70, a implantação vai se con-solidando na região periférica da cidade, principalmente nas zonas sul e leste, as menos atendi-das até então até o ano 2000, quando a cobertura do serviço era considerada em termo de 91%.
África Centro-ocidental e os interesses coloniais: conflitos e negociações pelo tráfico de escravizados, séculos XVI e XVII
Esse artigo tem como objetivo divulgar, de forma resumida, parte da história da África e sua rela-ção com o Brasil, tema para ser discutido do ensino secundário ao superior, pois, apesar de a lei 10.369/03 estar em vigor, faz-se necessário ampliar as discussões e encurtar distâncias, trazendo a África para nossa história, seja do Brasil ou Pernambuco, proporcionando uma construção históri-ca com as devidas conexões. Analisando o contexto da formação e desenvolvimento da capitania de Angola e suas relações com os interesses Atlânticos nos séculos XVI e XVII, pode-se proporci-onar o tipo de aprendizado e debate relevante para uma melhor compreensão das relações que for-maram a sociedade brasileira. É o que pretendemos fazer neste artigo: trazer informações através de uma historiografia clássica, e levantar questões para se debater nos desdobramentos que este artigo possa proporcionar
“Temos nosso próprio tempo”: os desafios de ensinar história aos adolescentes-jovens contemporâneos
A cultura histórica contemporânea tem desafiado pesquisadores (as) e professores (as) de história a (re) pensarem o processo de aprendizagem histórica de crianças, adolescentes e adultos. Assim, buscando compreender como essa geração engajada, curiosa, conectada e interativa aprende história, apresentaremos, neste artigo, uma reflexão sobre a influência do novo regime de historicidade (presentismo) na construção dos sentidos e o impacto causado no pro-cesso de didatização do saber histórico (forma e conteúdo). Para tal, usaremos os dados coletados na pesquisa reali-zada com adolescentes-jovens matriculados no 3º ano do Ensino Médio em escolas públicas e privadas da Região Metropolitana da cidade do Recife, observando a partir dos conceitos de Evidências da Aprendizagem (Lefrançois), Cultura Histórica (Rüsen), Cultura histórica escolar (Gabriel) e Presentismo (Hargot) questões pertinentes a: esti-los e estratégias de ensino usadas nas aulas de história e o impacto das NTICs no planejamento da prática pedagó-gica dos (as) professores (as), o papel da história na vida prática dos estudantes e o conhecimento histórico dos adolescentes-jovens sobre história do Brasil. O presente texto traz os resultados parciais de pesquisa, mostrando que existe uma nova forma de pensar historicamente (operar), pautada no procedimento de reflexão que parte do presente para o presente, distancia-se do tradicional processo de aprendizagem instituído pela historiografia e chan-celado pelo espaço escolar, por se basear na clássica formula baseada na leitura dos fatos a partir do presente para passado ou passado para presente. Essa nova forma de pensar historicamente é estimulada pela história pública