Portal de Periódicos da UCS (Univ. de Caxias do Sul)
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Entre a conservação da memória e a possibilidade de novas fundações: o que permanece da tradição em Hannah Arendt? // DOI: 10.18226/21784612.v23.n2.3
Já é lugar comum entre os comentadores e estudiosos de Hannah Arendt enfatizar que ela diagnosticou o ocaso da tradição do pensamento ocidental, cujo limiar é encontrado nas teses de pensadores como Kierkegaard, Nietzsche e Marx. O que nos importa nesta breve investigação é, no entanto averiguar no que realmente consiste tal ocaso e o quanto ainda permanece ou necessita permanecer daquilo que ela chama de main tradition? O que, no final das contas, se conserva? É possível pensar em uma refundação em termos de tradição? Para tanto, nos caberá investigar primeiramente o real papel que a tradição exerce para Hannah Arendt e, para isso, nos remeteremos também a alguns escritos de Karl Jaspers que podem ter exercido influência sobre Arendt. Em um segundo momento, deveremos investigar o papel da expressão cunhada como “pensar sem corrimão” (denken ohne Geländer) que contribui para pensar em uma espécie de “refundação” ou “renascimento” da tradição.Palavras-chave: Hannah Arendt. Karl Jaspers. Filosofia política.Tradição
La frontera norte como espacio de pertenencia, identidad y enunciación cultural y narrativa
En el presente artículo se explora el proceso, cultural, social y narrativo, que llevó a la región fronteriza del norte de México a dejar de ser un espacio vacío y sin sentido (no man´s land) para convertirse en un espacio propio, esto es, en un espacio de pertenencia, identidad y enunciación o de habla. Proceso iniciado desde finales del siglo XIX pero fortalecido durante la segunda mitad del siglo pasado y afincado, de una parte, en la revalorización y reterritorizalización simbólica de esa región geocultural del país; y, de la otra, a través del empleo de varios procedimientos discursivos y de escritura, tales como la figuración, la representación y la simbolización literaria de la frontera mexicana (cuento y novela). Mediante la resignificación de la frontera, la consideración de los escenarios narrados como lugares de memoria, la recuperación de varias historias locales y la configuración de una nueva territorialidad, fue posible la creación de un territorio de afirmación y reconocimiento
Esquemas imagético-cinestésicos e linguagem: considerações filosóficas sobre o realismo corporificado
A tradição filosófica cartesiana, por muitos anos, tem investigado a mente dissociada do corpo, em busca de um conhecimento objetivo. O presente artigo se propõe a fazer uma breve apresentação de aspectos filosóficos que contribuíram diretamente para a melhor compreensão da relação da estruturação mental com o corpo. O realismo corporificado (LAKOFF, 1987; JOHNSON, 1987, LAKOFF; JOHNSON, 1999) afirma que conceitos e estruturas mentais justificam a sua existência devido às experiências básicas com o corpo no mundo, permitindo que o conhecimento sobre a realidade seja fruto da ação sensório-motora nela. Após explorar alguns dos esquemas sugeridos por Johnson (1987), compreendemos que os esquemas imagéticos se apresentam como estruturas de natureza simples (por representarem as mais diversas experiências corpóreas básicas), gerais (por generalizarem as semelhantes experiências corporificadas) e conceituais (por se encontrarem na cognição humana, podendo ser usadas na interação discursiva) e, portanto, nos posicionamos favoráveis a esta visão corporificada da mente
Manifesto dos Educadores Mais Uma Vez Convocados: a concepção de público // DOI: 10.18226/21784612.v23.n1.7
O presente artigo trata sobre o Manifesto dos Educadores Mais Uma Vez Convocados: a concepção de público. O problema do artigo busca responder a uma questão central: qual a concepção de público presente no Manifesto dos Educadores Mais Uma Vez Convocados em 1959? O objetivo geral é analisar os problemas educacionais no Brasil, como a falta de educação pública, gratuita, obrigatória e laica, assim como a falta de verbas para a escola pública no contexto das décadas de 1950 e 1960. A pesquisa é de natureza bibliográfica-documental. Utilizaremos como fontes de pesquisa, livros, capítulos de livros, dissertações, artigos em periódicos e dois importantes documentos: o Manifesto de 1932 e o Manifesto de 1959. O artigo além da introdução e das considerações finais, divide-se em três partes. Na primeira parte, estudaremos a origem do Manifesto de 1959. Já na segunda parte, descreveremos as inovações do Manifesto de 1959 em relação ao Manifesto de 1932. Na terceira e última parte, analisaremos a concepção de público presente no Manifesto dos Educadores de 1959.Palavras-chave: Concepção de público. Manifesto de 1932. Manifesto de 1959
TRANSPORTADORA DE ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS: Uma análise da responsabilidade civil ambiental
A humanidade possui o maior potencial de transformar a natureza de forma a interferir no meio ambiente. Isto se dá não somente pela utilização dos recursos naturais como também da manipulação e modificação genética em prol de trazer melhorias a sua sobrevivência. Entretanto, a Engenharia Genética é um ramo dotado de incertezas sobre os efeitos negativos desta manipulação. Em razão desta omissão de efeitos negativos e ainda diante da possibilidade de causar danos potenciais ao meio ambiente, é que o legislador pátrio atribuiu àqueles que atuam nesse meio a responsabilidade civil objetiva em plena concordância e harmonia com o ordenamento Constitucional. O transporte de Organismos Geneticamente Modificados (OGM´s) é uma das oito atividades elencadas na Lei nº 11.105/05. Sendo assim, a responsabilidade civil por danos causados por transportadora de OGM´s caminha nesta mesma perspectiva de caráter objetivo, independente de culpa e dolo em virtude do risco da atividade. A prevenção e a precaução são princípios que devem guiar toda e qualquer atividade potencialmente perigosas para a manutenção do meio ambiente equilibrado destinado à sobrevivência humana
O princípio constitucional do desenvolvimento sustentável em face do denominado “novo” “Código” Florestal (lei 12.651/12).
Ao estabelecer o desenvolvimento sustentável como objetivo explícito a ser alcançado, a Lei n. 12.651/2012(inadequadamente denominada como “Código” Florestal), visa claramente compatibilizar as necessidades dos brasileiros e estrangeiros residentes no País, portadores de dignidade que são (art.1º, III, da CF), com a ordem econômica do capitalismo (arts. 1º, IV, e 170, VI, da CF), adequando o uso equilibrado da vegetação, bem como dos espaços territoriais e seus componentes (art. 225, § 1º, III, da CF) em função do desenvolvimento nacional (Art. III e 218/219 da CF), da erradicação da pobreza e da marginalização, reduzindo as desigualdades sociais e regionais (art. 3º, II e III).Cuida por via de consequência referida norma jurídica do uso de bens ambientais em proveito da dignidade da pessoa humana(Art.1º, III) sem se olvidar dos conteúdos normativos determinados pelos Art.225 e 170 de nossa Lei Maior
Serviços de resíduos sólidos à luz da política pública de universalização da Lei n. 12.305: um estudo de caso
O presente trabalho caracteriza e discute a efetivação da política pública de universalização dos serviços de resíduos sólidos. Para tanto, através do método dedutivo realizou-se estudo de caso no Comitê da Bacia Hidrográfica dos rios Sapucaí-Mirim/Grande (CBH-SMG), a fim de verificar se a meta da universalização foi alcançada. Os resultados demonstram que em vários indicadores dos serviços de resíduos sólidos, a maioria dos municípios já atingiram a universalização, o que denota a relevância da pesquisa, a fim de que o CBH-SMG sirva de paradigma para as demais bacias hidrográficas, pois os serviços de resíduos sólidos constituem fator de saúde pública