Publicações BAD (Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas - E-Journals)
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A Área de Leitura para Deficientes Visuais da Biblioteca Nacional de Portugal: um estudo de caso
Desde 2012 a Área de Leitura para Deficientes Visuais (ALDV) da BNP tem vindo a concentrar grande parte dos seus esforços no domínio das mais recentes tecnologias que visam investir em desenvolvimento tecnológico de modo a tornar a informação mais acessível e reutilizável. A nível mundial a emergência de uma maior sensibilidade para os problemas das pessoas com deficiência, incluindo os deficientes visuais, levou ao incremento da criação de referenciais de atuação para os serviços destinados a estes cidadãos e a uma nova vitalidade e qualidade desses serviços. No cerne destes desenvolvimentos tecnológicos está a importância estratégica do sistema braille e a implementação de novos padrões internacionais na produção de documentos, como o formato DAISy e o ePub3, entre outros. Paralelamente foi dada continuidade à prestação de serviços anteriormente existentes, como leitura de presença, fornecimento de fonocópias, envio de publicações braille por correio postal, entre outros. Na apresentação dos novos e antigos serviços, são discutidos princípios e estratégias seguidos nos últimos três anos na ALDV, tendo em vista a prestação de serviços inovadores à comunidade de pessoas cegas e com subvisão, de modo a enquadrar e a catalisar uma discussão alargada que permita desenhar estratégias para o futuro próximo
As perceções dos responsáveis das bibliotecas públicas portuguesas sobre a missão social da biblioteca pública no Facebook
Este trabalho pretende descrever as perceções dos responsáveis das bibliotecas públicas portuguesas com página/perfil no Facebook sobre o cumprimento da missão social da biblioteca pública através desta rede social. O trabalho está inserido numa investigação mais ampla cujo objetivo geral é contribuir para uma reflexão sobre o tema Missão social da Biblioteca Pública, investigando esta faceta no comportamento das bibliotecas públicas portuguesas em 2014 e analisando como a trabalham no Facebook. Para este trabalho aplicou-se o inquérito por questionário que se realizou aos profissionais e aos responsáveis pela administração/edição das páginas do Facebook das bibliotecas públicas portuguesas, por correio eletrónico, de janeiro a março de 2014. Os questionários foram concebidos no software em linha eSurvey Creator e os dados quantitativos foram tratados por este mesmo software. Quanto aos resultados, neste trabalho são apresentados exclusivamente uma parcela dos mesmos, referentes às perceções dos inquiridos sobre a missão social da biblioteca pública no Facebook, definição de públicos-alvo e cumprimento pelas bibliotecas desta missão. As respostas revelam uma visão pouco definida sobre o conceito de missão social da biblioteca pública e sobre as potencialidades estratégicas do Facebook para o seu cumprimento. Em geral, as respostas revelam pouca sensibilidade quanto às facetas sociais, por exemplo não destacando os temas da inclusão social ou o da consolidação da democracia e da cidadania, ou valorizando em demasia o tema do acesso gratuito à informação e serviços. Também não valorizam temas que a literatura considera importantes como promover a paz e a compreensão internacional, dar apoio social, garantir Direitos Humanos, ser agente de mudança na comunidade, ser local de encontro da comunidade, ser centro de aprendizagem ao longo da vida. A falta de opinião nestas questões é bastante reveladora das dúvidas dos responsáveis das bibliotecas sobre a missão social da biblioteca pública no Facebook referente a estas facetas.
Memórias de Oeiras: preservação e divulgação do património histórico-cultural
A apresentação assenta no propósito de dar a conhecer o projeto co-financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, Memórias de Oeiras – Coleção Pombalina e Obras do século XVIII: Recuperação, Tratamento e Organização de Acervos Documentais. Como introdução, apresentam-se os principais objetivos do projeto ao contribuir para a divulgação de obras da Rede de Bibliotecas Municipais de Oeiras relacionadas com o Século das Luzes e uma das personalidades mais proeminente deste período da história nacional com ligação profunda ao concelho de Oeiras: o Marquês de Pombal. A enquadrar, identificam-se os requisitos de implementação, nomeadamente, o modelo geral de organização e a estrutura de consolidação de coleções e recursos digitais dedicados à história e cultural local. Descrevem-se as práticas de tratamento aplicadas às coleções especiais, as modalidades de reutilização de informação e de partilha de recursos digitais, assim como a forma de interligação à plataforma de divulgação de colecções, actividades, serviços e conteúdos, o sítio web «Memória de Oeiras». Evidencia-se a vertente pioneira de repositório cooperativo ao permitir a integração dinâmica e o acesso contínuo a novas colecções e conteúdos digitais das bibliotecas, arquivos, centros de documentação, galerias, museus e monumentos do concelho de Oeiras e seu património histórico material e imaterial.
Masculino Feminino: um contributo para os estudos de género nas bibliotecas em Portugal
Tradicionalmente, a profissão de bibliotecário é considerada uma profissão feminina, sendo efectivamente predominante o peso das mulheres no exercício do mester. No entanto, nem sempre foi assim e, nos países do Sul da Europa, nomeadamente em Portugal, até bem entrado o séc. XX o peso do sexo masculino era bem maior do que hoje em dia, contrastando com a distinta evolução que se verificou nos países anglo-saxónicos, onde o desenvolvimento das bibliotecas públicas e académicas a partir de meados do séc. XIX deu origem desde mais cedo a um exército de “operárias” dos serviços técnicos biblioteconómicos.Ao mesmo tempo, os dados históricos relativos aos lugares de chefia das grandes bibliotecas revelam que, se bem que a maior parte dos bibliotecários fosse do sexo feminino, os directores de bibliotecas foram até um período recente, na sua maioria, homens.Procurando contribuir para o desenvolvimento dos estudos de mulheres na área das bibliotecas em Portugal, nesta comunicação apresentam-se os casos de cinco grandes bibliotecas, analisadas do ponto de vista do género das chefias e numa perspectiva diacrónica, visando compreender o fenómeno da relação entre sexo e poder nas bibliotecas portuguesas
Sessão especial temática: Ferramentas para a Preservação Digital
Ferramentas para a Preservação Digita
Livros digitais e os modelos de negócios
O estudo enfoca a questão do licenciamento de livros digitais pelas bibliotecas a partir da análise dos principais modelos de negócios existentes (Aquisição perpétua, Assinatura, DDA, STL e EBS), com o objetivo de analisar as alterações decorrentes para o desenvolvimento de coleções. A partir de revisão de literatura e dos relatos de experiências identificam-se particularidades e características dos modelos de negócios e suas implicações para a gestão dos acervos bibliográficos, apresentando fragilidades como a perda de controle dos títulos presentes nas coleções, opções na substituição de títulos etc. Destacam as perspectivas de licenciamentos transitórios, como o aluguel de conteúdos sendo realizado para atender demandas imediatas dos usuários. Como resultado, espera fornecer subsídios aos bibliotecários de forma a orientá-los na identificação e seleção dos modelos de negócios adequados às necessidades de suas instituições. Conclui que os livros digitais devem ser considerados nas políticas de desenvolvimento de coleções de bibliotecas e estas devem garantir ao seu público o acesso aos conteúdos, à informação e à cultura
Universidade Aberta: da Videoteca ao Banco de Vídeo
ResumoA presente proposta tem como objetivo partilhar a experiência dos Serviços de Documentação da Universidade Aberta com a utilização do “Banco de Vídeo”, no acesso aos conteúdos do seu Arquivo Audiovisual.Este é um sistema automático de gestão, armazenamento e distribuição de conteúdos de vídeo, em formato HD e Broadcast, que disponibiliza um mecanismo de registo e arquivo de vídeo, centralizado em metadados.A utilização do “Banco de Vídeo” possibilita ao Arquivo Audiovisual da UAb disponibilizar aos seus utilizadores, através de um interface web, o acesso a um banco de imagens, constituído pela produção da UAb e das instituições que a antecederam. Os documentos em acervo assumem grande relevância científica e histórica, pois documentam a evolução das práticas de ensino a distância em Portugal. Pelas suas características técnicas, o “Banco de Vídeo” constitui-se como uma ferramenta muito eficaz no acesso e reutilização da informação audiovisual, permitindo que os utilizadores possam, de modo autónomo, pesquisar, consultar, guardar ou editar conteúdos do Arquivo Audiovisual, exportá-los para outras plataformas ou reutilizá-los em novas produções.
Sessão plenária – Regulação e afirmação social das instituições
Regulação de bibliotecas e arquivo
Fundamentos do código de ética do profissional da informação: o estado da questão
A presente revisão da literatura analisa o código de ética do profissional da informação tendo como objectivo clarificar dentro da perspectiva ética a sua fundamentação e suas implicações na Sociedade da Informação. Numa primeira fase sistematizam-se os conceitos de ética e moral, abordando os conceitos na perspectiva da informação. Posteriormente evidenciam-se os fundamentos do Código de Ética do profissional da informação, onde se verifica uma íntima relação com alguns dos princípios fundamentais da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Os códigos de ética procuram enquadrar os princípios éticos na relação do profissional da informação com o seu interlocutor (individuo, sociedade), podendo assumir diferentes tipologias, as quais serão objecto de análise. Procede-se à análise de estudos de caso relativos a códigos de ética dos profissionais da informação o que permite identificar diferenças objectivas quanto à sua tipologia, mas essencialmente quanto ao conteúdo dos valores éticos que incorporam os diferentes códigos de ética existentes em países diversos, onde se verifica nalguns casos omissões relativas a valores e princípios éticos fundamentais. Numa última fase do trabalho procede-se à análise do código de ética para os profissionais da informação em Portugal
Auto-imagem e estereótipo do bibliotecário: um estudo centrado nos profissionais de bibliotecas públicas Portuguesas
A imagem profissional do bibliotecário, bem como a importância que esta tem sobre a forma como a profissão é perspectivada e tratada pelas respectivas hierarquias, tem sido amplamente debatida, sobretudo pela forte associação a um sem número de estereótipos que marcaram e marcam a sua evolução e desempenho profissional. Este estudo procurou conhecer a auto-imagem dos bibliotecários de bibliotecas públicas em Portugal. Partindo de inquéritos por questionário a 194 profissionais de bibliotecas públicas e, como complemento informativo, recorrendo a entrevistas semi-estruturadas a 10 profissionais de diferentes zonas do território nacional, concluiu-se que o dinamismo e as novas potencialidades das bibliotecas municipais têm vindo a alterar a imagem do bibliotecário, que se sente menos associado ao estereótipo de “rato de biblioteca”. Contudo, sentindo-se ainda incompreendido por uma sociedade que pouco frequenta as bibliotecas, apela e defende a união da classe em prol da divulgação de uma imagem mais ajustada da profissão