Universidade Regional do Cariri (URCA): Portal de Periódicos
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    MEDIAÇÃO E CONCILIAÇÃO E SEUS ENTRAVES PRÁTICOS PARA A DEMOCRACIA

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    Analisa a mediação e a conciliação como mecanismos equivalentes da gestão de conflitos na perspectiva da Teoria do Agir Comunicativo, de Jürgen Habermas. O objetivo principal do trabalho é demonstrar se a mediação e a conciliação entre litigantes em condições desiguais podem comprometer um resultado legítimo à luz da democracia. Metodologicamente, a investigação realizou-se por meio de pesquisa doutrinária e análise de legislação, com ênfase na Lei nº 13.105/2015 (Código de Processo Civil), Lei nº 10.406/2002 (Código Civil), Resolução nº 125/2010, do Conselho Nacional de Justiça e Emenda Constitucional nº 45/2004. Concluiu-se que nem todo acordo é vantajoso para os envolvidos, principalmente quando não há respeito às técnicas da mediação e da conciliação, e aos seus princípios orientadores, comprometendo a elaboração do diálogo, inclusive na perspectiva democrática da Teoria do Agir Comunicativo.

    OS SABERES DOCENTES DE LICENCIANDOS EM LETRAS/PORTUGUÊS: REFLEXÕES SOBRE AS IMPLICAÇÕES DAS AÇÕES DO PIBID/UNEAL

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    O curso de licenciatura é quase sempre o primeiro passo que o professor dá para a construção de seus saberes sobre ensino, aprendizagem e outros processos que compõem as instituições escolares. Nesse sentido, a concepção de saber docente enquanto processo de formação é cara à pesquisa acadêmica por demonstrar o caráter dinâmico no qual a formação dos professores (inicial e continuada) se situa. O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) tem sido um meio pelo qual muitos licenciandos têm contato direto com os contextos de sala de aula na educação básica. Por meio dos relatos dos pibidianos, é possível ter uma visão aprofundada sobre os caminhos trilhados e os saberes construídos. Pensando nisso, objetivamos, com este estudo, compreender a construção dos saberes docentes de bolsistas do PIBID/Letras/UNEAL como professores de língua portuguesa em processo de formação inicial, tendo como base o prisma interpretativista da investigação qualitativa. Em linhas gerais, a pesquisa aponta que os saberes docentes estão sempre imbricados num contexto heterogêneo e se desenvolvem fora do círculo fechado de conhecimentos docentes que eram “determinados” por teorias pedagógicas ditas tradicionais. Além disso, vimos que tem sido necessário que o professor entenda a necessária continuidade da sua autonomia relativa e estimule a produção concreta e social dos conhecimentos de seus alunos.DOI: https://doi.org/10.47295/mren.v10i8.3752

    E NA MAGIA DOS PIGMENTOS NATURAIS SURGE UMA PROPOSTA PARA AS ARTES VISUAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

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    Até bem pouco tempo acreditava-se que nas aulas de arte os elementos tintórios estariam reduzidos aos produtos industrializados, principalmente as tintas para aquarelas. Nessa direção, este artigo apresenta uma experiência que teve início na disciplina de artes visuais, ministrada na Especialização em Educação Infantil da Universidade Regional do Cariri-URCA. O relato dessa experiência se justifica por compreender que as crianças podem participar ativamente no processo de criação de suas próprias tintas com elementos encontrados em suas casas ou na natureza.  Assim, o objetivo desse texto é apresentar a pigmentação natural,  o processo de obtenção das tintas naturais, ampliando as possibilidades de vivências saudáveis com a pintura na Educação Infantil. Ao longo do desenvolvimento observamos a importância de exemplificar duas escolas de educação infantil que experimentam possibilidades de obtenção de tintas naturais e sua aplicabilidade nas experiências das crianças. Com esse projeto percebemos o quanto é necessário ampliar possibilidades de elementos naturais para elaboração de tintas e proporcionar para os professores novas estratégias, trazendo um novo olhar para as produções artísticas das crianças.

    ESPAÇO COMO ELEMENTO NO CONTEXTO DA NARRATIVA FÍLMICA

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    Este trabalho estabelece uma mediação entre os conceitos da geografia e temas que contemplam o cinema brasileiro contemporâneo. Pretende-se discorrer sobre o significado de espaço e o seu papel na construção da narrativa fílmica usando por base a representação do sertão nordestino. O cenário posto aqui é a relação cinemática entre o realismo sensorial, trabalhado pelo diretor Karim Aïnouz em seu filme O Céu de Suely (2006), e o sertão, o qual reflete aspectos conciliativos entre a modernização e a globalização do espaço urbano sertanejo, associado ao sentimento nômade de não pertencimento

    APRESENTAÇÃO

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    Texto de boas-vindas aos leitores e leitoras do quarto volume da revista Cidade Nuvens: V2 - nov./dez. 2021

    DINORATH DO VALLE: DAS PERSONAGENS FEMININAS A TEMAS UNIVERSAIS

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    Este artigo busca apresentar, de forma introdutória, a escritora Dinorath do Valle e sua literatura, cuja primeira obra foi publicada na década de 70. Para isso, são apresentados dados sobre o percurso da autora e sobre o escasso estudo crítico feito sobre sua obra. Realiza-se, ainda, uma breve reflexão sobre a literatura de autoria feminina a partir de estudos como os de Heloísa Buarque de Hollanda (2016), Nelly Novaes Coelho (1993 e 2002) e Lúcia Osana Zolin (2004). Apresenta-se, também, uma breve análise de dois contos da escritora, retirados da coletânea O vestido amarelo (1976). Foram selecionados, para isso, os contos “Amadeu” e “Casas”. Busca-se, a partir dessa reflexão e das leituras dos contos, demonstrar como a escritora Dinorath do Valle, mesmo ao tratar de temas aparentemente simples ou voltados à condição da mulher, desvela e problematiza situações e contextos presentes, ainda hoje, na sociedade brasileira, tais como a repressão, a desigualdade e a pobreza. DOI: https://doi.org/10.47295/mren.v10i1.273

    EXCLUSÃO SOCIAL E VIOLÊNCIAS NOS CONTOS “MURIBECA” E “MOÇA DE FAMÍLIA”, DE MARCELINO FREIRE

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    Este artigo propõe uma reflexão sobre como temas como exclusão, marginalidade e violência são tratados na obra do escritor pernambucano Marcelino Freire, particularmente em contos do livro Angu de sangue, de 2000. Os temas aqui elencados são importantes e urgentes de serem discutidos, pois organizam alguns dos eixos principais de textos de autores brasileiros atuais, nos quais se destaca Freire, preocupado com a problematização dos espaços citadinos, localização privilegiada dessa literatura, e com o tema da violência. Para essa discussão, de cunho bibliográfico-analítico, são elencados os contos “Muribeca” e “Moça de família”, publicados no livro citado, e autores como Pelegrini (2005, 2014), Ginzburg (2010, 2012, 2013) e Bourdieu (2014).Palavras-chave: Violência; Exclusão; Marginalidade; Contos; Marcelino Freire.DOI: https://doi.org/10.47295/mgren.v10i2.3178

    ABOLICIONISMO POÉTICO EM NARRATIVAS AFRODESCENDENTES

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    Este artigo utiliza a concepção de abolicionismo poético enquanto categoria de análise para a construção de reflexões em torno da literatura afro-americana, evidenciando a produção literária que tematizou a escravidão, o processo de abolição e o abolicionismo enquanto narrativas. Entre essas produções literárias analisadas, obras de Maria Firmina dos Reis, Luiz Gama e outros escritores aparecem nessa reflexão, identificando-os enquanto um movimento de denúncia e resistência ao projeto colonial e ao sistema escravocrata, ao problematizar seus efeitos após o período de abolição. Enquanto suporte teórico, Hespanha (2010), Almeida (2019), Nabuco (2011), Mbembe (2018) e outros autores são utilizados para a elaboração das perspectivas teóricas utilizadas nesse estudo.DOI: https://doi.org/10.47295/mren.v10i6.372

    ANCESTRALIDADE E RESISTÊNCIA EM DESDE QUE O SAMBA É SAMBA DE PAULO LINS

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    Este trabalho tem como objetivo investigar de que maneira a ancestralidade e a resistência aparecem na obra Desde que o samba é samba (2012) do escritor carioca Paulo Lins. Verificaremos a partir, principalmente, de duas temáticas abordadas na obra: a religião e o samba. Os dois aspectos mencionados demonstram a importância para legitimação da voz e da identidade das personagens. O movimento da criação da escola de samba e da Umbanda se fundem ao mesmo tempo e Paulo Lins faz desse recorte histórico uma oportunidade de recontar esse período, através do romance histórico, dando vida às personagens marginalizadas e apagadas pela sociedade. Como base para a nossa investigação recorreremos aos trabalhos de Amadou Hampâté Bâ (1982), Jurema Oliveira (2014), Henrique Cunha Júnior (2010), Nei Lopes (2008;2011), Luiz Antonio Simas (2019) e demais autores que nos ajudem a compreender a força e a potência da ancestralidade e da resistência na obra.DOI: https://doi.org/10.47295/mren.v10i6.3503 Palavras-chaves: Ancestralidade. Resistência. Samba. Umbanda

    A FANTASIA NOS CONTOS DE CLARICE LISPECTOR E KATHERINE MANSFIELD

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    O artigo tem como objetivo analisar os contos Mistério em São Cristóvão de Clarice Lispector e Her first Ball de Katherine Mansfield em uma perspectiva comparativa. O enfoque será a partir das semelhanças da atmosfera de fantasia que permeia os dois contos, com personagens jovens que estão passando por uma transição da adolescência para a vida adulta, sendo que o conto de Clarice Lispector destaca a personagem nomeada como mocinha e em Katherine Mansfield como Leila. As diferenças das narrativas se pautam principalmente na posição dos narradores em terceira pessoa, com Her first Ball no discurso indireto livre, e Mistério em São Cristóvão com um ponto de vista de fora, sem interferências. As personagens são encantadas pelos espaços externos de um baile e de um jardim misterioso, e tem como plano involuntário uma aura que se assemelha aos contos de fadas, no entanto a forma como elas são postas diante da realidade diferem-se e esse artigo visa uma análise intrínseca dos elementos estruturais e de composição do conto para analisar como se dão essas rupturas, utilizando os conceitos de fantasia proposto por Freud (2015) e de Pellegrino (1987) com a questão da inveja fálica.DOI: https://doi.org/10.47295/mren.v10i5.340

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