Universidade Regional do Cariri (URCA): Portal de Periódicos
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O DOMÍNIO DA GRAMÁTICA EM FACE AO CONTROLE SOCIAL: Retrospecto Histórico e Linguístico da Transformação do Discurso Jurídico
O progresso das Civilizações toma impulso a partir da consolidação da Linguagem, que se dá por meio da palavra, sendo que esta é uma ferramenta imprescindível ao desempenho humano e, bem como, a operacionalização das relações jurídicas, propiciando à edificação do Direito. A pesquisa propõe, a partir do método hipotético-dedutivo, uma visão da conceptualização e ontologia do domínio da gramática como ferramenta discreta para o controle social através do recorte do discurso jurídico. Pondera com um viés crítico, a elitização da linguagem empregada pelos juristas como uma das principais causas da segregação do conhecimento jurídico e do acesso à justiça
Editorial: Miguilim e a variedade científica
DOI: https://doi.org/10.47295/mgren.v10i4.408
Memórias de um "Pretérito imperfeito": uma leitura da obra de Bernardo Kucinski
A literatura brasileira contemporânea tem sido alvo de diversos debates no que se refere aos caminhos críticos e metodológicos de investigação das suas produções. Diante disso, este artigo tem como objetivo apresentar uma possibilidade de leitura do livro Pretérito imperfeito, de Kucinski (2017), uma publicação recente na história literária do país. Para isso, adotou-se a orientação metodológica qualitativa e bibliográfica juntamente com o embasamento teórico de autores como Cury (2008), Pellegrini (2011), entre outros, de forma a propor uma análise com foco na categoria ‘espaço’ enquanto caminho de interpretação para os elementos que compõem a obra e, que, por sua vez, são mediados pela linguagem. Nessa perspectiva, pode-se compreender como a potencialidade significativa da obra literária perpassa pelo papel atuante do leitor para além de receptor, uma vez que os significados do texto literário se realizam também a partir do diálogo com a formação social daqueles que leem a obra.Palavras-chave: Literatura brasileira. Bernardo Kucinski. Espaço. DOI: https://doi.org/10.47295/mgren.v10i3.343
Resenha de: "LEXAU, Jeana; DANTAS, Jéferson Silveira. À beira. Florianópolis: Editora Insular, 2019"
Buscamos explorar os limites e tensões de À beira, de Jeana Lexau e Jéferson Dantas, publicado em 2019 pela editora Insular. Com o objetivo de reintroduzir o livro no debate literário e acadêmico, conversaremos sobre contos específicos e impressões gerais, desvelando construções que instiguem à leitura. Ao fim da resenha, adicionamos uma rápida entrevista que conduzimos com os autores, buscando oferecer ao leitor da resenha uma oportunidade de entender a visão criativa por trás dos autores. O livro aborda a experiência brasileira pós-moderna, especificamente a vivida após 2016 no cenário político, econômico, cultural e social; isso, a partir de uma ótica específica que desvela tecnologica, neoliberalismo, neofascismo e a multidão moderna a partir de uma forma que oscila entre o narrativo e o poético. DOI: https://doi.org/10.47295/mgren.v10i3.331
Resenha de: “RIBEIRO, Ana Elisa. Multimodalidade, textos e tecnologias: provocações para a sala de aula. São Paulo: Parábola, 2021”
Esta resenha apresenta a obra Multimodalidade, textos e tecnologias: provocações para a sala de aula, publicada pela editora Parábola em 2021. O livro traz reflexões significativas no campo dos múltiplos modos de entender o texto, haja vista tratar-se de área, cujo interesse não se finda. A obra se insere na grande área dos estudos linguísticos contemporâneos, pois busca considerar as mudanças ocorridas na atualidade, na qual a leitura dessa obra constitui-se essencial ao estudo das relações entre materialização (suporte ou portador), difusão e circulação social do texto em consonância com o advento das tecnologias de informação e comunicação (TIC), assim como suas contribuições à sala de aula. DOI: https://doi.org/10.47295/mgren.v10i4.362
CRISE DE GOVERNABILIDADE NO CONTEXTO NEOLIBERAL BRASILEIRO NOS ÚLTIMOS 30 ANOS
Desde os anos 1970 o capitalismo tem passado por grandes transformações no seu padrão de acumulação, isto é, do keynesianismo/fordismo para o neoliberal. No Brasil, isso provocou uma mudança no regime político, passando pela ditadura civil militar ao regime democrático, processo consolidado a partir da Constituição Federal de 1988. Mais fortemente a partir dos anos 90, o Estado brasileiro tem passado por transformações em suas funções, notadamente pela transferência de atividades do setor público para o privado. Este artigo faz uma abordagem panorâmica destas transformações, em seus aspectos econômicos e políticos, internacionalmente, mas fundamentalmente nacionalmente. Assim, são analisadas as implicações da mudança do regime de acumulação neoliberal no modo de regulamentação político, relacionando crise econômica e crise de governabilidade. Num primeiro momento são estudadas estas transformações no plano internacional. Em seguida, é observado como este processo ocorreu no Brasil. Após esta abordagem, concluímos relacionando os impactos da crise social com a crise democrática, resgatando os constitucionalistas brasileiros Paulo Bonavides e José Afonso da Silva. A metodologia aplicada é a revisão bibliográfica, pesquisa documental, envolvendo as transformações legais, institucionais, bem como são levantados dados sobre a conjuntura econômica nacional.
Desafios de uma pesquisa acadêmica fora do “lugar comum”
A pesquisa acadêmica pode ser uma importante ferramenta para abertura ou ampliação de conhecimentos já consolidados e, ainda, pode ser um mecanismo fundamental para desbravar novas perspectivas epistemológicas. Em quaisquer das situações é salutar que o resultado do trabalho possa agregar conhecimento e impulsionar ações em prol do bem-estar da sociedade, posto que o conhecimento, como diz Paulo Freire[1], é um processo que transforma tanto aquilo que se conhece como também o conhecedor. Ao me debruçar sobre o tema dos direitos da Natureza, por volta do ano de 2015, percebi que adentrava em um caminho pouco estudado no âmbito do Direito interno e praticamente silenciado no âmbito do Direito Internacional. Ao alargar esse campo para o tema das águas subterrâneas transfronteiriças, identifiquei que até aquele ano de 2017, quando publiquei o primeiro artigo abordando a temática, não havia, dentro do meu conhecimento, nenhum estudo que relacionasse o tema do giro ecocêntrico com o tema das águas subterrâneas transfronteiriças. Existia sim, o propósito de formação de um grupo de pesquisa na Universidade Federal do Ceará para tratar do tema dos direitos da Natureza e um grupo já formado, no âmbito da mesma instituição, que estudava o tema das águas, do constitucionalismo latino-americano e a sua confluência com a União das Nações Sul-Americanas (UNASUL). [1] FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação? 5e. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980
Racismo na literatura infantil brasileira: um olhar sobre Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato
Monteiro Lobato (1882-1948) foi um renomado escritor, considerado o pai da literatura infantil brasileira, sendo a saga do Sítio do Picapau Amarelo sua principal obra. O presente artigo objetiva analisar e dar visibilidade às expressões racistas contidas em uma de suas narrativas: Reinações de Narizinho. Para tanto, o trabalho toma os recentes debates sobre raça, racismo estrutural e representação de personagens negros na literatura – Schucman (2012), Almeida (2018) e Lima (2005). A análise também parte do recorte de trechos nos quais se identifica estereótipos negativos atribuídos às pessoas negras. Na articulação entre os debates atuais sobre literatura e racismo e a análise dos excertos, o artigo propõe uma leitura de Reinações de Narizinho, dando ênfase às questões raciais – questões fundamentais para o trabalho com a obra na escola e na sociedade.Palavras-chave: Monteiro Lobato. Racismo estrutural. Literatura. Identidade negra. Educação antirracista. DOI: https://doi.org/10.47295/mgren.v10i4.355