Universidade Regional do Cariri (URCA): Portal de Periódicos
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    A gazela encantada e a velha esfolada: reminiscências do contar e da condição humana

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    Os impulsos e comportamentos humanos se manifestam nos contos maravilhosos e de fadas por meio de suas personagens (reis, rainhas, fadas, bruxas, heróis, dragões, duendes...) e de elementos mágicos (feitiços, poderes, animais e objetos encantados...) que, no limite, são expressões de forças próprias dos seres humanos. Algumas das representações dessas forças são analisadas nos contos “A gazela encantada” e “A velha esfolada”, de Giambattista Basile (2018), tais como: instinto materno e paterno, amor, ciúme, luxúria, vaidade, ambição e inveja. Além disso, a figura do contador de histórias está intrinsecamente ligada à essência dos contos de origem popular e da conservação da memória dessas histórias. Expressões da condição humana e o contar são, pois, reminiscências manifestadas na Literatura Popular. Para tratar desses assuntos, este artigo está dividido em três partes: na primeira, é feita uma discussão em torno da Literatura Popular e da figura do contador de histórias; na segunda, são apresentadas algumas proposições acerca dos impulsos e comportamentos humanos enquanto conteúdos simbólicos; e, na terceira, são desenvolvidas a análise e as reflexões a respeito dessas manifestações nos dois contos de Basile.Palavras-chave: Literatura Popular. Conteúdos simbólicos. Giambattista Basile. DOI: https://doi.org/10.47295/mgren.v10i4.359

    Fantasia, ilustração e ditadura militar em Clarice, de Roger Mello: olhares e imaginários subversivos

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    Este artigo tem como objetivo analisar a função da fantasia e do real no contexto da Ditadura militar brasileira, sendo agenciada pelas relações entre o texto verbal e a ilustração, tendo como corpus a obra Clarice (2018), escrita por Roger Mello e ilustrada por Felipe Cavalcante. Para tanto, metodologicamente, realiza-se um estudo de abordagem qualitativa e bibliográfica, apoiando-se nos estudos de autores como Azevedo (2005), Andruetto (2017), Rocha e Magalhães (2020), Fittipaldi (2008), Ribeiro (2008), Dalcin (2020), Gaspari (2002a, 2002b), Dalcastagnè (2020), Oliveira e Thomaz (2020), Fregonezi e Priori (2017), dentre outros, que apresentam contribuições teóricas e críticas que envolvem literatura infantil e juvenil, fantasia, ilustração e Ditadura militar no Brasil, temas caros e relevantes para o campo da literatura destinada aos leitores crianças e jovens, sobretudo para esse último público, considerando a complexidade temática de repressão e censura na narrativa ficcional. A partir da análise da obra literária em estudo, depreende-se que a articulação entre a fantasia, o texto verbal e a ilustração auxilia na compreensão do contexto da Ditadura militar, permeado por uma atmosfera de tensões, suspense e segredos. A obra literária Clarice associa configurações estéticas e literárias, a convite do imaginário fantasioso das personagens, a partir da referência a realidade, instaurando olhares e reflexões atinentes à vivência humana, com vistas na ampliação da produção de sentidos no horizonte leitor infantil e juvenil, numa perspectiva emancipatória.Palavras-chave: Literatura infantil e juvenil. Fantasia. Ilustração. Ditadura militar no Brasil. Função emancipatória. DOI: https://doi.org/10.47295/mgren.v10i4.363

    Um panorama de leitura a partir de um ponto de vista psicolinguístico

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    Nesse artigo dissertamos sobre conceitos relativos a Psicolinguística e Leitura, trazendo informações desenvolvidas por diferentes autores dessa área, e, em grande parte, utilizando a obra Psicolinguística, psicolinguísticas de Maia (2015). São abordadas características da área da psicolinguística e como se dá o processo de leitura. Além disso, tratamos também sobre os distúrbios de linguagem, possibilitando uma percepção relativa ao ensino-aprendizagem da leitura e como esta poderia ser desenvolvida em sala de aula. O intuito desse artigo é instigar uma discussão sobre a importância da leitura e de seu ensino, observados a partir de uma óptica psicolinguística. Concluímos que abordagens pedagógicas de ensino-aprendizagem são de extrema importância para a aprendizagem da leitura pelo aluno ou até mesmo para que seja possível reaprender ou preservar a habilidade linguística em pessoas que sofreram algum acidente ou são acometidos por alguma doença.Palavras-chave: Psicolinguística; leitura; aprendizagem; alfabetização; dislexia. DOI: https://doi.org/10.47295/mgren.v10i4.354

    A CRIAÇÃO DO SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO -SNE NO BRASIL: ANOTAÇÕES INTRODUTÓRIAS

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    O objetivo deste trabalho consiste em apresentar reflexões introdutórias acerca da  questão da criação do Sistema Nacional de Educação-SNE no Brasil, considerando neste debate aspectos  conjunturais e estruturais  que compõem a discussão dessa temática. Eis as questões problematizadoras: Quais aspectos e questões estão subjacentes à  defesa da criação de um Sistema Nacional de Educação -SNE? Qual seria o principal papel do SNE  no desenvolvimento  da educação brasileira? Como metodologia  utilizou-se da pesquisa bibliográfica referenciada em Saviani (2010, 2016, 2017), Sena (2017), Gomes (2017) e Frigotto (2015), e na pesquisa documental procedeu-se  análise sobre a legislação  brasileira, com foco  na Constituição Federal-CF de 1988, na  Lei de Diretrizes e Bases da Educação -LDB de 1996  e no Plano Nacional de Educação -PNE de 2014. Na conclusão, afirma-se que como parte estruturante da educação, o Sistema Nacional de Educação  poderá contribuir para que as políticas educacionais tenham maior alcance e difusão no país, coordenando de forma efetiva o cumprimento das metas do PNE bem como sendo o principal vetor comprometido em consolidar uma educação pública, gratuita e de qualidade socialmente referenciada  para todos/as

    A ESCASSEZ DE DIREITOS E O EXCESSO DE GRANDES FORTUNAS: IMPLICAÇÕES DA NÃO REGULAMENTAÇÃO DO IMPOSTO SOBRE GRANDES FORTUNAS NO BRASIL

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      Os direitos fundamentais constituem garantias essenciais mínimas para a concretização do princípio da dignidade da pessoa humana. Mas, para que isso ocorra, é necessário que haja tanto a ação do Estado em relação aos direitos prestacionais quanto a limitação do Estado sobre suas ingerências indevidasà vida privada, através da correta aplicação do orçamento público, devendo-se constituí-lo de forma equitativa, isto é, onerando os que possuem maior renda e patrimônio, preterindo os desafortunados. Procura-se, então, demonstrar o impacto resultante da ausência do imposto sobre grandes fortunas para a sociedade brasileira por meio do método dedutivo, pesquisas bibliográficas de natureza teórica e abordagens qualitativas. Será demonstrado a relação entre os direitos fundamentais e a disposição do orçamento estatal. Em seguida,a partir do direito comparado, expor os benefícios trazidos pelos impostos patrimoniais instituídos no âmbito internacional. Por fim, discute-se os malefícios da ausência de regulamentação do imposto sobre grandes fortunas no Brasil.Conclui-se que o imposto sobre grandes fortunas é uma peça fundamental posta na constituição brasileira para promover os objetivos do Estado, como a melhor distribuição de direitos fundamentais a todos em sociedade, além de reduzir índices de desigualdade social e concentração de renda

    Os sentidos pós-abissais de comunidade na tradução de Comunidade: uma comunhão amorosa, de bell hooks

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    Este artigo analisa e comenta uma tradução para o português brasileiro do capítulo Community: a loving communion do livro All About Love (hooks, 2005). A partir da perspectiva da metáfora da tradução como desdobramento da obra original, pensada por Benjamin (2011), e dos desdobramentos de Tradução Intercultural (BHABHA, 1990; SOUSA SANTOS, 2007) são observadas certas tensões que envolvem uma tradução da língua inglesa para a língua portuguesa, exemplificando-as por meio das reflexões de Grada Kilomba em Memórias da Plantação (2019). A seguir, os conceitos de pensamento pós-abissal e de epistemologias do sul (SOUSA SANTOS, 2007; 2020) são apresentados a fim de analisar o sentido de “comunidade” em hooks (2005), comparando-o ao de Blanchot (2013) e de Menezes de Souza (2006) e considerando-os como contributos às epistemologias alternativas que fazem frente aos pensamentos epistêmicos hegemônicos.Palavras-chaves: Comunidade. bell hooks. Tradução intercultural. Pensamento pós-abissal. Epistemologias do Sul. DOI: https://doi.org/10.47295/mgren.v10i3.350

    A experiência comunitária em Grande sertão: veredas

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    Em Grande sertão: veredas, o narrador-protagonista, por meio de um processo de análise sobre questões existenciais perturbadoras, coloca-se em um movimento de ressignificar o passado nas lembranças fragmentadas no presente. Riobaldo, na velhice, tenta compreender o vivido, em meio a uma dúvida, uma insuficiência de sentido que se desdobra em uma busca incessante de resposta. As inquietações do ex-jagunço sustentam-se em um não saber e um lançar-se ao abismo, na experiência-limite, numa tensão constante entre pluralidade e singularidade. Neste trabalho, propõe-se analisar a experiência comunitária de Riobaldo dentro do arcabouço em que a comunidade se constitui como instância dessubstancializada, um território de estranheza, num movimento de permanente ressignificação. Como fundamentação teórica, nos apoiaremos nos referenciais de Georges Bataille, Jean-Luc Nancy, Maurice Blanchot, Giorgio Agamben e Esposito, principais bases para pensar a comunidade moderna na ordem da experiência, da dessubjetivação e do acontecimento.Palavras-chave: Comunidade. Grande sertão: veredas. Experiência. DOI: https://doi.org/10.47295/mgren.v10i3.346

    A gramaticalização do item "aí" como conector sequencial em conversas informais

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    Este estudo descreve o item lexical aí em seus aspectos multifuncionais, decorrentes do processo de gramaticalização, em conversas informais. Baseamo-nos no funcionalismo de vertente norte-americana, em especial, nos trabalhos de Heine (1991), Hopper e Traugott (2003) e Tavares (1999a, 1999b, 2003). Uma vez inserido nesse processo, esse item pode desenvolver outras funções gramaticais além da tradicional função adverbial. Nossa metodologia é de natureza quantitativa e qualitativa e consiste em uma abordagem exploratória. Os dados analisados foram constituídos a partir de 137 ocorrências, coletadas em 6 conversas informais pertencentes ao domínio privado/familiar, e buscaram mapear as funções do aí no corpus C-ORAL-Brasil-I, que reúne amostras da fala espontânea de Minas Gerais. A princípio foi realizado um levantamento do uso do aí, para, em seguida, inserir o item na classificação de conector sequencial. Nossos resultados parciais indicam que o uso do aí tende a assumir funções mais dêiticas, 29,2%, seguido de funções conectivas textuais, 21,17%. A alta incidência das funções dêiticas decorrem da copresença dos interlocutores na situação comunicativa, em especial, em situações que a linguagem desempenha um papel de suporte a ações desempenhadas. Já a função de sequenciador textual está relacionada à continuidade tópica do assunto que pauta a conversação.Palavras-chave: Fala espontânea. Gramaticalização. Conector sequencial. Item Aí. DOI: https://doi.org/10.47295/mgren.v10i3.332

    A aquisição do aspecto perfect no inglês como L2 por falantes brasileiros

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    O aspecto perfect refere-se à expressão linguística das noções (i) de continuidade no presente de uma situação iniciada no passado (perfect do tipo universal) e (ii) de efeitos no presente de uma situação finalizada no passado (perfect do tipo existencial). No inglês, essas duas noções podem ser expressas pela perífrase verbal “to have” (“ter”) + particípio, ou passado composto; no português, apenas a primeira noção pode ser expressa por essa perífrase, além de poder ser expressa pela perífrase progressiva “estar” + gerúndio e pelo presente simples, enquanto a segunda noção é expressa pela forma verbal de passado simples. Considerando que esses dois sistemas de língua diferem na maneira de expressar linguisticamente o aspecto perfect, objetiva-se investigar a aquisição do perfect universal e existencial no inglês como L2 por falantes de português brasileiro. Partiu-se da hipótese de que a aquisição de perfect universal e perfect existencial por falantes de português aprendendo inglês como L2 inicia-se exclusivamente pelo uso das mesmas formas verbais utilizadas no português para veicular esse aspecto. Para tanto, desenvolveu-se um teste de preenchimento de lacuna aplicado a vinte e cinco aprendizes de inglês falantes de português, agrupados em três níveis de exposição à língua. Com base na análise dos resultados, refutou-se a hipótese deste estudo, já que, desde o nível Básico 1, os participantes utilizaram, além de outras formas verbais, o passado composto para expressar o perfect universal e também o existencial, o que não caracteriza, nesse último caso, um uso previsto no português.Palavras-chave: Aquisição de L2. Aspecto. Perfect. DOI: https://doi.org/10.47295/mgren.v10i4.358

    Tendências gráficas em conversas de WhatsApp de alunos do 1º ano do Ensino Médio do IFRN

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    Os usos gráficos dos alunos nas redes sociais não costumam integrar o espectro de interesse da escola. No intento de conhecer um pouco do funcionamento da escrita nesses espaços cibernéticos, este trabalha objetiva investigar a existência de tendência gráficas em conversas de alunos do 1º ano dos cursos técnicos de nível médio integrado regular do Campus Natal – Zona Norte do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) em mensagens enviadas no aplicativo WhatsApp, segundo algumas variáveis grafemáticas, a saber: o verbo “estar”, ponto de interrogação, pontuação em final de frases não interrogativas, as palavras “também”, “sim”, “não” e a expressão “meu deus”. Os fenômenos foram pensados a partir de um arcabouço teórico marcado por linguistas que discutiram sobre os sistemas de escrita e a ortografia (CAGLIARI, 2001a, 2001b, 2015; MASSINI-CAGLIARI, 2001a, 2001b), bem como o internetês (FIORIN, 2008; SILVA, 2014). Metodologicamente, trata-se de um trabalho bibliográfico e documental de caráter qualiquantitativo que utilizou, como técnicas de pesquisa, tanto a aplicação de questionários pelo Google Forms quanto a observação dos dados, um corpus composto pela transcrição de três printscreens de mensagens trocadas pelo WhatsApp por 27 colaboradores, num total de 81 capturas de tela. Os resultados apontaram para algumas possíveis tendências dos usos gráficos de jovens nessa plataforma de comunicação, como o uso do <?> (83,8%) em final de frases interrogativas em detrimento de sua ausência; a ausência (98,6%) quase categórica de pontuação gráfica no final das sentenças não interrogativas; e um estado de variação livre entre as variantes <meu deus> e <mds>.Palavras-chave: Tendências gráficas. Grafemática. Internetês. WhatsApp. DOI: https://doi.org/10.47295/mgren.v10i4.363

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