Periódicos UdUEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais - UEMG)
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    Gêneros textuais nas séries iniciais do ensino fundamental da rede de ensino da Amazônia acreana: regulação dos corpos pelo discurso

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    O artigo objetiva analisar três músicas infantis e uma estorinha, que fazem parte do trabalho desenvolvido do Ensino Fundamental I, especificamente referindo-se ao material utilizado por docentes de uma regional da cidade de Rio Branco - Acre.  O texto é resultante de uma pesquisa maior em andamento, tendo o propósito de analisar gêneros textuais utilizados no cotidiano escolar, com a finalidade de observar os direcionamentos que os discursos tomam para moldar identidades que adentram a escola. No processo analítico, o diálogo foi estabelecido com aspectos da teorização de Foucault (2001, 2005, 2006 e 2014); de Hall (2000); de Butler (2003); de Albuquerque Junior (2019) e Louro (1997). Concluindo, o artigo reflete como os corpos, desde a infância, são produzidos na escola por meio de simples textos, aparentemente desprovidos de intencionalidades políticas, mas que imprimem por essas linguagens o poder sobre determinadas direções, construindo subjetividades desejáveis pelas forças sociais predominante

    Possíveis implicações da abordagem pedagógica adotada no curso de Gestão de Obras do CEFET-MG para evasão escolar

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    Este artigo investiga a evasão no curso de formação profissional para operários da construção civil ofertado pelo Programa de Estudos em Engenharia, Sociedade e Tecnologia (PROGEST) do Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET-MG). Autores como Paulo Freire (2009; 2011), Brandão (2004) e Orlandi (2009) compõem a perspectiva teórico-metodológica adotada. Foram realizadas entrevistas com sujeitos-participantes evadidos do curso de Gestão de Obras (turma 2018), analisadas à luz da análise do discurso franco-brasileira. A pesquisa revelou que a evasão é multifatorial, incluindo aspectos pessoais, institucionais e pedagógicos. Ademais, a análise aponta que, embora alguns elementos freirianos sejam evidentes nos dizeres dos entrevistados, como a participação e a problematização, as atividades e avaliações se assemelham à educação tradicional, o que pode ter contribuído para a evasão. O estudo também sugere a necessidade de realizar outras investigações a respeito e de investigar a formação e a prática docente no referido Programa

    EXPERIENCIANDO STOP-MOTION NA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL: DA CONTEXTUALIZAÇÃO À CRIAÇÃO COM O APLICATIVO STOP MOTION STUDIO

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    Neste estudo, destacamos a importância do saber técnico da animação em stop-motion, como expressão, e de outros elementos que o complementam, fundamentais para experienciar a animação em stop-motion na escola de Ensino fundamental: a história e o storyboard no planejamento, a fisicalidade, o registro fotográfico e a edição na produção da animação. Também apresentamos argumentos que visam sustentar que a experiência com essa técnica necessita de sentido e de intencionalidade, suscitados pela emoção, pela racionalidade e pela contextualização do objeto em estudo. Compreendemos que esses elementos contribuem para a produção e a fruição da animação em stop-motion para além do conhecimento técnico, isto é, como expressão. Alguns questionamentos foram essenciais para este estudo, como: Quais interações temos e podemos vivenciar com a animação stop-motion na escola de Ensino Fundamental? As experiências com a animação em stop-motion podem transformar a formação tanto de educandos quanto de professores

    Literatura infantil e educação antirracista: uma proposta de leitura do livro Toinhoinhóins na escola

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    Neste artigo, focalizamos a relação entre literatura infantil e educação antirracista, com o objetivo de propor e discutir uma sequência básica de letramento literário (COSSON, 2014) para a leitura da obra Toinhonhóins. Apresentamos e problematizamos algumas noções sobre a presença de personagens negros na literatura infantil, à luz de uma perspectiva de educação antirracista (CAVALLEIRO, 2001; RIBEIRO, 2019), para então apresentarmos uma proposta pedagógica que tem o intuito de sugerir estratégias para a formação da criança leitora no espaço de educação formal.  Para que todos tenhamos direito à literatura (CANDIDO, 2011) na escola, é importante refletir com o professor sobre o papel humanizador da literatura que, em nossa proposta, busca incentivar um olhar positivo para personagens negros da literatura infantil

    Educação e cultura afro-amazônica: ecos da diáspora negra na tradição do carimbó

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    O presente artigo analisa a interseção entre educação e cultura afro-amazônica, com foco na tradição do carimbó como expressão da diáspora negra. A partir de uma revisão bibliográfica, são destacados autores como Geertz (1989), Hall (2006), Lopes (2004) e Almeida (2018), que fundamentam discussões sobre identidade cultural, resistência e o impacto do racismo estrutural no Brasil. Argumenta-se que o carimbó, enquanto prática cultural afro-amazônica, não apenas preserva a memória e a ancestralidade africana, mas também atua como instrumento pedagógico de valorização da diversidade e superação de desigualdades. A inclusão dessas práticas nos currículos escolares, especialmente após a Lei 10.639/2003, é apresentada como essencial para construir narrativas educativas que combatam preconceitos e promovam uma pedagogia decolonial voltada à emancipação e ao fortalecimento identitário

    Lei nº 10.639/03 e currículo escolar na Educação de Jovens e Adultos: perspectivas da Educação para as Relações Étnico-Raciais

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    Este artigo tem como objetivo abordar os desafios e avanços na implementação da Lei nº 10.639/03 no contexto da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A pesquisa adotou a abordagem qualitativa, partindo da análise de conteúdo de entrevistas com professores representados com nomes de países que têm o português como língua materna e de documentos orientadores. Os resultados apontam que, embora existam práticas pedagógicas inovadoras, como uso da literatura e da música, ainda persistem percalços, como currículos eurocêntricos, resistência institucional e falta de formação continuada para docentes. O trabalho destaca a necessidade de ressignificar o currículo visando contemplar as histórias e culturas afro-brasileiras e africanas de forma plena e significativa, corroborando para uma educação antirracista e inclusiva. As políticas públicas devem priorizar a formação docente e o suporte institucional, fortalecendo as diretrizes da Lei nº 10.639/03 na EJA e contribuindo para a construção de uma educação justa e equitativa

    Educação e resistência quilombola: entre o racismo cotidiano e o direito à inclusão

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    O ambiente escolar no Brasil não está preparado para promover a inclusão de crianças quilombolas em sua integralidade, de forma que essas crianças possam usufruir dos seus direitos, conforme a Constituição Federal Brasileira e o Estatuto da Criança e do Adolescente, pois elas sofrem discriminações, o que as fazem viver em condições desiguais de liberdade e de dignidade. O objetivo deste estudo foi investigar as vivências de crianças quilombolas, que frequentam escolas não engajadas sobre seus sofrimentos e barreiras. Como método, foi adotada a pesquisa qualitativa e a história oral. As falas demonstram a exclusão das crianças quilombolas na escola, devido ao racismo que sofrem e à necessidade de apoio fora da escola. É necessária a adoção de uma educação engajada e antirracista para a promoção de uma ampla aprendizagem e troca de saberes

    Práticas decoloniais na Educação Básica: Experiências de educadoras com base nas Leis 10.639/03 e 11.645/08

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    Este artigo tem o propósito de promover a reflexão sobre a relevância das práticas decoloniais como representatividades de movimentos de lutas em busca de amenizar os impactos da hegemonia dominante, que ainda está muito presente nos contextos educacionais. Pretende-se, por meio da pesquisa qualitativa, realizar a escuta e análise de relatos de experiências vivenciados por educadoras da Educação Básica, que buscam trazer para seus ambientes escolares, a inquietação em validar a Lei 10.639/03 e 11.645/08, ao instigar o pensar sobre a urgência de dar visibilidade às vozes silenciadas pela colonização. Para tanto, a partir da pesquisa realizada, foi possível verificar como a abordagem decolonial torna-se fundamental nas práticas pedagógicas e nos processos de formação dos educadores, por proporcionar a valorização e o resgate da identidade dos povos que sofreram o reflexo da colonização, e por promover a transformação social e libertadora dos sujeitos.&nbsp

    Educação antirracista e educação midiática: cruzamentos possíveis com mídia e literatura negra nas aulas de Língua Inglesa

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    Os espaços privilegiados na mídia reproduzem conceitos racistas o que exige do educador ações efetivas para combatê-los. Este artigo tem como objetivo debater acerca das contribuições de uma educação antirracista nas aulas de língua inglesa por meio da mídia e da literatura negra e os cruzamentos possíveis da educação midiática com a educação antirracista. A pesquisa baseia-se num relato de experiência entrelaçando pressupostos de teóricos da educação (Freire, 1980; 2018; 2019; 2024), da mídia (Jenkins, 2022), da luta antirracista (Cavalleiro, 2024; Ribeiro, 2018), entre outros. As práticas educativas, antirracista e para a mídia se complementam e são estratégicas na luta antirracista quando se utilizam dos veículos de comunicação que exercem forte influência na sociedade contemporânea para difundir e trabalhar a literatura produzida por autores e autoras negras que são invisibilizados no cenário cultural

    O conceito de branquitude como ferramenta para uma educação antirracista

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    O presente artigo trata de entender como o privilégio da branquitude possa ser uma ferramenta para uma educação antirracista a partir de uma experiência do estágio de uma estudante de XXX matriculada no sexto período na Universidade XXX. Ao experienciar a possibilidade de uma atuação na educação antirracista na escola, percebemos que elementos impedem uma prática crítica, atuante e antirracista. O relato de experiência dialoga com autoras como Sueli Carneiro, Bárbara Carine e Djamila Ribeiro, entre outras. Encerra com a necessidade de repensar uma educação que ultrapasse o cumprimento da Lei 10.639/03 e que forneça bases práticas para um ensino que combata o racismo vigente e estrutural no ambiente escolar, além da necessidade de se utilizar o conceito de branquitude para que isso aconteça

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