Periódicos UdUEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais - UEMG)
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    Sumário

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    Sumário e outras informações da edição número 05 da Revist

    Alfabetização e letramento de estudantes autistas: : desafios e possibilidades

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    This paper is an excerpt from a larger research that addressed an inclusive perspective for the processes of literacy skills development of autistic people. Based on Historical-Cultural Psychology, its objective is to discuss the possibilities and challenges that teachers encounter in the literacy process of autistic students in the countryside of Alagoas. A qualitative and field study was carried out in two schools in Santana do Ipanema-AL, with five teachers who work with autistic students. Semi-structured interviews, observations and document analysis were used. The results from the content analysis indicate that the difficulties found by teachers in teaching autistic students to read and write are related to the lack of training in an Inclusive Education proposal, and the lack of an educational practice mediated with curricular adaptations that contemplate the singularities of these subjects, there being a need for training and inclusive education policies that overcome these challenges.Este texto es parte de una investigación más amplia que abordó una perspectiva inclusiva para los procesos de desarrollo de habilidades de alfabetización de autistas. Basado en la Psicología Histórico-Cultural, discute las posibilidades y desafíos que enfrentan docentes en la alfabetización de estudiantes autistas en interior de Alagoas. Se realizó un estudio cualitativo y de campo en dos escuelas de Santana do Ipanema-AL, con cinco profesores que trabajan con estudiantes autistas. Se utilizaron entrevistas semiestructuradas, observaciones y análisis de documentos. Los resultados del análisis indican que las dificultades que encuentran los docentes para enseñar a leer y escribir a estudiantes autistas están relacionadas con la falta de formación en una propuesta de Educación Inclusiva, y la falta de una práctica educativa mediada con adaptaciones curriculares que contemplen estas singularidades, siendo necesaria una formación y políticas inclusivas que superen estos desafíos.Este texto é um recorte de uma pesquisa mais ampla que abordou os processos de alfabetização e letramento de autistas em uma perspectiva inclusiva. Tendo como base a Psicologia Histórico-cultural, seu objetivo é discutir as possibilidades e desafios que os docentes encontram no processo alfabético de estudantes autistas no interior de Alagoas. Foi realizado um estudo qualitativo e de campo em duas escolas de Santana do Ipanema-AL, com cinco docentes que atuam com estudantes autistas. Foram utilizadas entrevistas semiestruturadas, observações e apreciação de documentos. Os resultados provenientes da análise de conteúdo indicam que as dificuldades encontradas pelos docentes em alfabetizar e letrar estudantes autistas têm relação com a falta de formação em uma proposta de Educação Inclusiva, e da falta de uma prática educativa mediatizada com adaptações curriculares que contemplem as singularidades desses sujeitos, havendo a necessidade de políticas de formação e de educação inclusiva que supram esses desafios

    O ensino de Física e a colonialidade do saber: potencialidades e desafios na construção de um currículo antirracista

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    O ensino de Física é influenciado pelas relações de poder perpetuadas pela colonização do saber. Essa violência epistêmica subalternizou o conhecimento produzido pelos povos colonizados, resultando na organização dos currículos modernos de Física de acordo com uma hierarquização de saberes que privilegia o conhecimento produzido pelo Norte Global. Portanto, o artigo configura-se como uma pesquisa qualitativa e bibliográfica, que se constitui da análise de 7 artigos publicados na última década, entre 2014 e 2024.  A análise identifica como a educação para as relações étnico-raciais tem sido efetivada no Ensino de Física em nível nacional. A pesquisa revelou que o enfoque antirracista ainda é incipiente nos currículos relativos as Ciências Físicas. Além disso, foram identificados desafios no que tange a formação de professores e potencialidades para inserção do tema na disciplina. &nbsp

    Relato de experiência docente: a primeira disciplina de Educação em Relações Étnico-Raciais na Odontologia da UFRJ

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    Este artigo tem por objetivo compartilhar a institucionalização do letramento racial como ferramenta educativa antirracista. Trata-se de um relato de experiência que descreverá o contexto, a origem, a metodologia e o desenvolvimento da primeira disciplina de educação das relações étnico-raciais (ERER) na Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Através de aulas expositivas dialógicas, vinculadas às bibliografias especializadas, estudos de caso de situações reais de práticas racistas na saúde bucal, além de leituras complementares e de recursos audiovisuais, o curso proporcionou, em um espaço de interação interdisciplinar e diverso, reflexões sobre a temática racial atrelada aos valores dos direitos humanos no campo da saúde. Como iniciativa pioneira, enfrentou o desafio da escassez de referenciais similares nessa área. No entanto, a avaliação da disciplina pelos alunos foi positiva, o que demonstra a relevância da ERER para a formação em Odontologia. &nbsp

    Movimento Indígena e Educação: Entre a Resistência e o Reconhecimento

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    O artigo destaca a vitalidade e diversidade dos povos indígenas no Brasil, ressaltando sua atuação política e os desafios enfrentados. Inicia com uma análise do protagonismo indígena no cenário nacional desde a década de 1960, essencial para compreender o movimento indígena atual e a obrigatoriedade do ensino de suas histórias e culturas nas escolas (Lei 11.645/2008). Em seguida, aborda a Nova História Indígena, demonstrando que a agência indígena influencia a história desde a colonização. O terceiro eixo discute os sistemas de saberes indígenas, que desafiam concepções ocidentais sobre consciência histórica. Por fim, apresenta a crítica de Gersen Baniwa à ciência acadêmica e defende a inclusão equitativa das vozes indígenas nesses espaços. O texto convida à reflexão sobre a necessidade de reconhecer e valorizar esses conhecimentos na sociedade

    Quem tem medo da “nega maluca” e do “crioulo doido”? a saúde mental estigmatizada de pessoas negras no Brasil

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    Este artigo teórico propõe uma análise crítica sobre a estigmatização da saúde mental da população negra no Brasil, a partir da articulação entre racismo estrutural, linguagem estigmatizante e desigualdades institucionais no cuidado psicossocial. A partir de uma abordagem qualitativa, discute-se como expressões populares como “crioulo doido” e “nega maluca” operam como dispositivos simbólicos que reforçam estereótipos de irracionalidade e periculosidade atribuídos à população negra. Analisa-se, ainda, a trajetória histórica da psiquiatria brasileira na produção e reprodução de discursos patologizantes, bem como as consequências do racismo institucional no diagnóstico, no tratamento e na experiência do sofrimento psíquico. O texto também realiza uma comparação com experiências internacionais, destacando os desafios comuns e as estratégias locais de enfrentamento nos Estados Unidos e no Reino Unido. Por fim, propõe-se a necessidade de implementar políticas públicas antirracistas que garantam o direito ao cuidado digno, equitativo e culturalmente sensível para a população negra

    Movimento Negro, Educação de crianças negras pequenas e direitos humanos : experiências no Nordeste do Brasil

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    O objetivo deste artigo é trazer para o centro do debate da educação e dos direitos humanos, a ação protagonista do movimento negro na educação de crianças negras pequenas. Destacaremos duas experiências lideradas por mulheres negras e realizadas na região Nordeste do Brasil, uma em Salvador, BA e outra em Recife, PE, entre final da década de 1990 e começo dos anos 2000. Após o estudo, fica explicito também a forte atuação das mulheres negras nessa área. E, a carência tanto de estudos acadêmicos, quanto de registro escrito pelo próprio movimento negro sobre o assunto. Por fim, compreendemos que os movimentos negros, enquanto relevante ator social na construção dos direitos humanos, vem há séculos produzindo pujante repertório de ações na área educacional e cultural com vista a atender a população negra. Dentre essas ações, encontram-se o trabalho realizado com crianças negras pequenas -  de 0 a 6 anos de idade

    Entre Barro e Espírito: as cerâmicas de Reinata Sadimba como inscrições cosmopolíticas de saberes Makonde: Reinata Sadimba's ceramics as cosmopolitical inscriptions of Makonde knowledge

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    This article investigates how the ceramics of Reinata Sadimba, a Makonde artist from Mozambique, act as a technology of cosmopolitical inscription, articulating ancestral knowledge with contemporary discourses of cultural resistance and regeneration. The research is justified by the need to recognise African artistic practices as producers of situated and politically effective knowledge. The objective was to analyse how symbols, forms and gestures inscribed in clay express Makonde cosmologies. A qualitative, exploratory and interpretative approach was adopted, based on aesthetic, documentary and symbolic analysis, including an interview with the artist. The results reveal a counter-hegemonic aesthetic, rooted in everyday and spiritual experience, which challenges Western categories of art. It is concluded that Sadimba's work transforms clay into an ontopolitical force field, capable of reinscribing Makonde women as agents who create worlds and plural knowledge.Este artigo investiga como a cerâmica de Reinata Sadimba, artista Makonde de Moçambique, atua como uma tecnologia de inscrição cosmopolítica, articulando saberes ancestrais com discursos contemporâneos de resistência cultural e regeneração. A pesquisa justifica-se pela necessidade de reconhecer práticas artísticas africanas como produtoras de conhecimento situado e politicamente eficazes. O objetivo foi analisar como símbolos, formas e gestos inscritos no barro expressam cosmologias Makonde. Adotou-se uma abordagem qualitativa, exploratória e interpretativa com base em análise estética, documental e simbólica, incluindo entrevista com a artista. Os resultados revelam uma estética contra-hegemônica, enraizada na experiência cotidiana e espiritual que desafia categorias ocidentais de arte. Conclui-se que a obra de Sadimba transforma o barro em campo de força ontopolítico, capaz de reinscrever a mulher Makonde como agente criadora de mundos e saberes plurais

    A posição do afrodescendente na publicidade: analisando um caso brasileiro recente

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    O artigo se propõe a analisar o projeto gráfico visual de três anúncios publicitários — pertencentes a uma mesma campanha desenvolvida pela rede de supermercados Mundial veiculada entre 2021 e 2022 — como forma de verificar a possibilidade de manifestação do preconceito racial, ainda que de modo inconsciente por parte do anunciante. Para tal, apresentaremos um breve histórico do racismo no design visual de anúncios publicitários e, em contrapartida, traremos autores que nos elucidem sobre os mecanismos da retórica publicitária e como, em casos específicos, essas narrativas aparentemente ingênuas e coloquiais podem promover o racismo e a naturalização do lugar subalterno, por vezes destinado às pessoas negras. Após este momento, faremos uma análise gráfica de algumas peças publicitárias selecionadas buscando identificar soluções que sugerem, mesmo que de modo sutil, uma posição subalterna naturalizada, para personagens não brancos

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