Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais (Portal de Publicações da ANPUR)
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Financiers, philantropes: vocations éthiques et réproduction du capital à Wall Street depuis 1970
Financiers, philantropes: vocations éthiques et réproduction du capital à Wall Street depuis 1970Nicolas Guilhot,Raisons d’Agir éditions, Paris, 2004
Entre o nó e a rede, dialéticas espaciais contemporâneas: o caso da metrópole de Campinas diante da megalópole do Sudeste do Brasil
Discute-se, diante do meio técnico-científico-informacional, o estabelecimento de novos processos de urbanização, particularmente relacionados à formação de uma nova entidade urbana no país: a Megalópole do Sudeste do Brasil. Destaca-se neste quadro a Metrópole de Campinas, pólo intermediário na rede urbana complexa e expansiva que compõe o território megalopolitano. A Região Metropolitana de Campinas apresenta-se como caso exemplar para o estudo da urbanização dispersa e para a compreensão de dialéticas espaciais que caracterizam, em boa medida, alguns importantes processos de urbanização contemporâneos. Afirma-se a complexidade megalopolitana como elemento fundamental para o entendimento da estruturação da metrópole campineira, indo além de sua classificação como metrópole regional ou incompleta.
A era da indeterminação
A era da indeterminaçãoFrancisco de Oliveira e Cibele Saliba Rizek (Org.), São Paulo: Boitempo, 2007 (Coleção Estado de Sítio)
La invención de futuros urbanos
La invención de futuros urbanosPeter Brand e Fernando Prada, Medellín: Colciencias, 2003. 191 p
A convivência com os riscos relacionados às barragens no semi-árido nordestino: conflitos entre representações e práticas sociais
O objetivo deste artigo é, numa perspectiva crítica, focalizar a racionalidade e as práticas sociopolíticas características do gerenciamento de riscos relacionados às barragens no Nordeste do Brasil. O texto procura mostrar que a barragem pode constituir um outro desastre, ao mesmo tempo em que não impede que secas e cheias ocorram, aumentando, conseqüentemente, a vulnerabilidade da população.
A cidade dos catadores: os papéis e o espaço dos catadores de papel na cidade de Belo Horizonte
Puxado à tração humana, o carrinho do catador de papel oscila deslocado entre o espaço do pedestre na calçada, onde é incompatível pelo seu porte, e as ruas da cidade, onde são incapazes de desempenhar a velocidade dos automóveis. A partir disso, desenvolve-se uma análise que articula tanto uma leitura da relação dos catadores de papel com a cidade quanto do espaço da cidade por intermédio dos catadores, demonstrando uma forma de vivência e apropriação do espaço urbano.
Uma reflexão sobre o padrão mínimo de moradia digna no meio urbano brasileiro: estudo dos métodos de cálculo da Fundação João Pinheiro e da Fundação Seade
Captar as várias formas impróprias de morar é fundamental para permitira definição de prioridades pelos órgãos públicos competentes, visto que a construção de novas habitações demanda altos investimentos. Para tanto, o presente artigo busca incentivar um rigoroso debate metodológico sobre o conceito de moradia adequada, já que esse não é um consenso nem entre os especialistas nem entre os moradores. Procura-se aqui discutir o padrão mínimo de moradia digna no meio urbano brasileiro a partir da análise comparativa de dois métodos de cálculo das carências habitacionais no Brasil: o da Fundação João Pinheiro (2004) e o da Fundação Seade (2001). Como resultado foi possível confirmar que os dois métodos identificam carências habitacionais semelhantes, porém utilizando indicadores diferentes, no que diz respeito ao conceito de habitação mínima.
Construção social da moradia de risco: a experiência de Juiz de Fora (MG)
A problemática da moradia de risco tem ganhado ênfase no debate contemporâneo sobre políticas públicas urbanas. As diversas iniciativas observadas se enquadram, de maneira geral, na perspectiva objetivista do risco, que traz como principal decorrência a demanda pela mensuração e quantificação do fenômeno. Resulta daí uma visão técnica do risco que se apresenta dominante, e que promove não só a noção de que as situações precárias envolvendo grupos específicos são decorrentes de decisões imprevidentes, como também intervenções de remoção que afetam as condições de vida desses grupos. Problematizando esse argumento, a literatura sociológica da construção social do risco sustenta que este é objeto de uma elaboração socialmente diferenciada. Utilizando-se da análise das trajetórias de moradia de famílias removidas de áreas condenadas tecnicamente no município de Juiz de Fora (MG), este artigo aponta discursos e práticas que conformam a resistência da população à noção técnica dominante do risco.