Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais (Portal de Publicações da ANPUR)
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Mar de riqueza, terra de contrastes: o petróleo no Brasil
Mar de riqueza, terra de contrastes: o petróleo no BrasilRosélia Piquet (Org.), Rio de Janeiro: Mauad X/Faperj, 2011
Estrategias de acceso al suelo y a la vivienda en barrios populares del Área Metropolitana de Buenos Aires
En este trabajo se investiga la producción social de los asentamientos y barrios populares ubicados en el Área Metropolitana de Buenos Aires. Describe los procesos de integración, la urbanización y la consolidación de los distritos e investiga las trayectorias familiares y estrategias de acceso a la tierra y a la vivienda. Busca también las conexiones entre dos escalas geográficas de análisis: por un lado, los cambios en el barrio y en el lote y, por otro, los cambios en la vivienda. El estudio se realizó en cuatro distritos de la región metropolitana. La investigación de los procesos de producción de hábitat se basó en una encuesta realizada en 2008, y la selección de casos de estudio en profundidad se hizo de acuerdo con los criterios de significación adoptados.
Nueva estatidad bajo la re-emergencia regional: la reelaboración del proyecto neoliberal y sus alternativas en la periferia
Posicionado desde la periferia – y con acento en el contexto latinoamericano–el artículo explora la reconfiguración funcional y espacial del Estado y de las dinámicas regionales que se articulan al mismo. Se sostiene que el paso de una matriz welfarista hacia nuevas formas de workfaristas de implicación del Estado y de configuración de las dinámicas regionales, más que una superación presenta el riesgo de constituir una reelaboración del proyecto neoliberal, fortalecido y articulado a través de las redes económicas y políticas globales, con particulares impactos en la periferia. Se fundamenta cómo la hegemónica revisión discursiva y de prácticas producida a través de esas redes expresa una funcionalidad con la integración subordinada a los intereses de los actores trasnacionales que las controlan. En forma alternativa, se argumenta la necesidad estratégica de una construcción discursiva contra-hegemónica, concentro en la capacidad autónoma, nodal y articuladora de las dinámicas regionales del Estado.
Mobilidade populacional e um novo significado para as cidades: dispersão urbana e reflexiva na dinâmica regional não metropolitana
Nas últimas duas décadas, especialmente, a maior novidade no processo de urbanização brasileira não vem das grandes metrópoles, que receberam muita atenção em termos de políticas públicas e sociais, da mídia e de pesquisas acadêmicas desde os anos 1970. O processo de migração rural-urbana de longa distância e a urbanização-industrialização que ajudaram a formar as nossas nove metrópoles clássicas hoje parecem assumir novos contornos. Para realizar tal discussão, partiremos de uma compreensão do papel dos deslocamentos pendulares na urbanização brasileira, explorando os dados mais recentes no que revelam de novidade na última década (especialmente fora das regiões metropolitanas), passando a seguir para uma reflexão sobre suas consequências em termos dos modos de vida e das repercussões na escala do cotidiano urbano, que passa a ter dimensão regional.
Ordenamento territorial, meio ambiente e desenvolvimento regional: novas questões, possíveis articulações
A questão regional e a discussão sobre a territorialidade das estratégias de desenvolvimento vêm retomando seu espaço, acompanhadas pelo chamado “novo desenvolvimentismo” e pela consolidação da questão ambiental. Esta retomada ocorre através de novas posturas para a integração de políticas regionais historicamente herdadas ou recentemente constituídas. Embora tenha havido avanços significativos na redefinição das escalas de planejamento, dos instrumentos de gestão e de instituições de âmbito regional, persistem entraves que impedem um movimento em direção à sua efetiva integração. O país ainda apresenta múltiplas territorialidades e uma gama de políticas, programas e projetos voltados ao desenvolvimento social e econômico que conformam um quadro político-administrativo de setorialização das políticas públicas e de territórios fragmentados e desconexos, em uma conjuntura que acentua a exclusão social. A compreensão deste percurso e a reflexão sobre as possibilidades atuais de construção de uma Política de Ordenamento Territorial são os objetivos deste artigo.
O desfio de planejar e produzir expansão urbana com qualidade: a experiência colombiana dos planos parciais em Bogotá, Colômbia
Resumo: O artigo discute a necessidade de planejar o crescimento urbano em extensãonas cidades latino-americanas face à exacerbada mercantilização do desenvolvimentourbano que envolve disponibilizar áreas urbanizáveis e atender às estratégias do mercado interessado na dispersão e em ganhos especulativos, nem sempre produzindo espaços comqualidade urbano-ambiental ou dando conta das necessidades habitacionais. Reconhecendoa perversidade desse quadro e admitindo-se que o crescimento em extensão é um padrão recorrente, procurou-se visitar a experiência colombiana que obriga os municípios a planejarema expansão urbana em diversas escalas, articulando plano urbano, execução e investimentos. Este processo centralizador, elaborado essencialmente por técnicos, parece ter tido resultados urbanos: produziu preventivamente novas áreas urbanizadas com qualidade em Bogotá edeixou aos empreendedores privados a construção da habitação. No entanto, manteve algumas características do padrão periférico de crescimento, como a não mescla de classes sociais, a concentração de habitação distante de outros usos ou trabalho.
Da fazenda à cidade: a territorialização da dádiva na formação de Poço Fundo (MG)
Resumo: O artigo analisa a prática social da doação de terras como uma das baseshistóricas de formação dos atuais campos de poder econômico e político que estruturam o espaço físico, social e simbólico da cidade de Poço Fundo (MG). Com base em insights presentes no exame antropológico da dádiva realizado por Mauss, investigo a lógica sociossimbólica da doação de terras pelos fazendeiros e a dinâmica de subordinação política que tais doações põem em jogo na cidade, transformando os fazendeiros doadores em chefes locais. Como parte de um estudo histórico mais amplo da formação do espaço sociogeográfico de Poço Fundo, pretendo indicaro processo de “territorialização da dádiva” como um dos desdobramentos da sua “matrizterritorial”, isto é, da tradicional fazenda cafeeira, um modelo de organização sociossimbólicado território que prepondera até hoje nas formas pelas quais a cidade é social e culturalmente percebida, apropriada e vivenciada pelos seus habitantes.
Transformações socioterritoriais nas metrópoles de Buenos Aires, São Paulo e Santiago
Sandra Lencioni, Sonia Vidal-Koppmann, RodrigoHidalgo e Paulo Cesar Xavier Pereira (organizadores) São Paulo: FAU-USP, 201
A urbanização de fronteiras e as relações latino-americanas: estudo de caso das vilas de Itaipu
Resumo: As cidades brasileiras nas áreas de fronteira sempre estiveram em segundo plano nas políticas urbanas do país. Enquanto no litoral Atlântico a posição geográfica privilegiava a urbanização, nas áreas de fronteira esse processo ficou ofuscado, dificultando a inserção destas às dinâmicas nacionais. O isolamento contribuiu para a formação de conexões internacionais, criando espaços peculiares nas relações econômicas, sociais e políticas latinoamericanas. A urbanização da tríplice fronteira – Argentina, Brasil e Paraguai – é um caso emblemático nesse contexto. A Usina Itaipu Binacional, construída entre 1975 e 1982 tratoude acordos internacionais para a exploração do rio Paraná e também da pretensão dos países em desenvolver seus territórios. A usina produziu um plano de urbanização que uniu tanto as necessidades habitacionais, quanto os anseios políticos dos países. Em 30 anos, diversas relações se formaram e servem de base para a compreensão de particularidades no desenho urbano em cada lado da fronteira.
A new philosophy of society: assemblage theory and social complexity
A new philosophy of society: assemblage theory and social complexityManuel DeLanda, London: Continuum, 2006