Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais (Portal de Publicações da ANPUR)
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    812 research outputs found

    Editorial

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    O presente número afirma o projeto editorial da RBEUR de reunir e divulgar conjuntos de artigos que sejam representativos da diversidade de abordagens e correspondam aos inte- resses de pesquisa daqueles que fazem a ANPUR. Os temas tratam de problemáticas e desafios da sociedade em seus territórios, interpretados sob múltiplas dimensões de análise e relações escalares

    Editorial

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    A publicação, pela RBEUR, de uma segunda parte do dossiê sobre Cidade, espetacularização e os grandes projetos indica a atualidade desta discussão. Foram muitas as submissões e, mesmo após a criteriosa seleção que é característica do padrão da revista, o número de artigos selecionados não coube em uma só edição. Assim, publicamos neste número, no núcleo temático, mais sete artigos que compõem o dossiê. O dossiê completo, juntando os trabalhos aqui publicados com os que foram publicados no v. 16 / n. 1 da RBEUR, totaliza 14 artigos

    Cartografia social, terra e território

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    Cartografia social, terra e territórioHenri Acselrad (Org.),Rio de Janeiro: IPPUR/UFRJ, 2013.Coleção Território, Ambiente e Conflitos Sociais

    Políticas de renovação e regeneração urbana em Liverpool, Inglaterra: a construção de uma distopia urbana através de parcerias público-privadas

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    O artigo aborda os principais projetos de renovação e regeneração urbana de Liverpool, Inglaterra, desde os anos 1980, dentro de um quadro no qual esse tipo de política assume crescente importância na agenda pública. Seu principal objetivo é compreender a lógica e os resultados advindos desses projetos, que respondem ao (novo) papel do Estado, à reestruturação econômica e à ascensão de políticas macroeconômicas (neo)liberais. Avalia-se que eles criaram espaços espetaculares e “utópicos,” tendo sido bem sucedidos em seus próprios termos, mas que, em conjunto, formam uma urbanidade distópica, marcada pela transformação de espaços públicos em privados, criação de uma cidade monolítica, através de processos de limpeza social, e adoção de princípios (neo)liberais na gestão urbana.

    Uma nova pobreza urbana? A financeirização do consumo na periferia de São Paulo

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    Em tempos de globalização, o capital financeiro tornou-se um aspecto essencial no estudo da pobreza urbana brasileira, uma vez que a expansão da disponibilidade e do acesso ao crédito viabilizou a aquisição de bens eletrônicos modernos por parte daqueles que vivem nas periferias metropolitanas. Em São Paulo, a particularidade desse processo reside no fato de que não houve uma mudança significativa na renda familiar, tampouco nos índices de desemprego da população. Além disso, apesar das fortes mudanças no padrão de consumo nas periferias, seus habitantes continuam vivendo sob situação precária e em bairros marcados pela falta de investimento em infraestruturas e serviços básicos. A partir desses contrastes na vida da população de baixa renda, procuramos entender em que medida o capital financeiro está transformando a pobreza urbana e o espaço periférico.

    Pendularidade e vulnerabilidade na Região Metropolitana de Campinas: repercussões na estrutura e no habitar urbano

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    Mobilidade-vulnerabilidade é um binômio fundamental para compreendermos e analisarmos as metrópoles contemporâneas. As pessoas organizam suas rotinas diárias e suas escolhas locacionais a partir de elementos implicados nesta relação. Em vista disso, o habitar urbano nas grandes aglomerações urbanas é constituído hoje por deslocamentos e permanências, envoltos na fluidez contemporânea. Este artigo investiga essa problemática a partir da pendularidade e do status migratório das populações na Região Metropolitana de Campinas, no contexto de suas interações espaciais internas. Os resultados apontam para a importância da mobilidade e da migração para pensar a vulnerabilidade, de um lado, e a necessidade de avançar no estudo da pendularidade e dos deslocamentos cotidianos, de outro, para compreensão do habitar metropolitano, seus riscos e estruturação regional.

    Coalizões urbanas no país do Futebol: relações entre o megaevento Copa do Mundo 2014 e o mercado imobiliário

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    O presente trabalho consiste em uma proposta de análise do megaevento Copa do Mundo 2014 e seus impactos na cidade de Natal-RN, refletindo sobre a formação de coalizões urbanas. O modelo estratégico de planejamento do megaevento Copa do Mundo 2014 está baseado não em uma visão integrada de cidade, mas na perspectiva futura de formação de legados a partir da dinamização de setores urbanos específicos. Tais setores estão se articulando em coalizões urbanas, tendo no controle sobre a terra urbana, na desapropriação de áreas, na relocação de moradias e na ênfase no transporte individual suas marcas mais importantes. Como pano de fundo dessa intervenção física, os negócios internacionais e a economia de serviços – notadamente pelo turismo – evidenciam a pouca relevância social dos graves problemas urbanos já existentes. Neste trabalho, destacamos os possíveis efeitos do megaevento na escala do Planejamento e das questões que envolvem o Legado, seja como justificativa técnica dos projetos, seja como formulação ideológica dos consensos, utilizando o caso de Natal como objeto empírico de análise.

    Direito alternativo: a juridicidade nas favelas

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    Embora relegado pelo Estado, o espaço urbano das favelas brasileiras não se caracteriza pela ausência de regras e controles urbanos, mas por uma manifestação específica destes mecanismos. Uma população social e espacialmente segregada, com pouco conhecimento das leis escritas, mas que sabe, por vivência cotidiana, o significado de justiça e legalidade – foi capaz de estruturar de forma independente a produção do espaço urbano que habitam. Para os habitantes da favela, os direitos não dizem respeito apenas às garantias inscritas na lei e nas instituições, mas ao modo como as relações sociais se estruturam. O distanciamento frente às estruturas formais de controle, que a condição de ilegalidade e informalidade estabelece, proporcionou a organização de estruturas próprias de controle e manutenção da ordem urbana, que, além de propiciar certa independência de gestão, mostram-se muito mais adequadas às condições e especificidades do espaço que ocupam do que suas equivalentes formais.

    Tipologia urbana: sobre a derivação de um conceito da arquitetura do edifício para o urbanismo

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    O artigo discute o desenvolvimento e a aplicação do conceito de tipologia na análise do espaço urbano moderno e pós-moderno. Mostra que a derivação da noção de tipologia edilícia para a análise de tipologias urbanas tem sido insuficiente para a compreensão e a classificação das cidades contemporâneas, uma vez que as reduz a conjuntos de fragmentos desarticulados no espaço. Após questionar a importância, a utilidade e a necessidade da categoria tipologia para a apreensão da forma urbana no estágio atual de desenvolvimento do capitalismo e das cidades, conclui apontando para a necessidade de repensar o conceito de tipologia urbana, de modo a resgatar a visão de totalidade urbana e sem perder de vista as diversidades e a complexidade do espaço intraurbano atual.

    Rio de Janeiro “tipo Colômbia”: jogo de escalas, controle territorial e segurança urbana

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    O presente artigo tem por objetivo analisar a política de implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) no Rio de Janeiro a partir de uma comparação com a experiência das políticas de segurança desenvolvidas na Colômbia nos marcos da Política de Consolidação da Segurança Democrática (2007). Numa análise comparativa, identificamos a transição de uma imagem negativa da violência colombiana, usada de diferentes maneiras para se referir à situação de violência urbana do Rio de Janeiro, para uma imagem positiva do modelo colombiano de segurança, assimilado no contexto das políticas de segurança pública na metrópole carioca. O uso do modelo colombiano como referência para analisar a política de segurança pública no Rio de Janeiro não se prende somente à transferência de experiências de políticas públicas (policy transfer), mediada pelos atores institucionais, mas inclui processos mais ou menos espontâneos, como a produção da imagem urbana (ou nacional, no caso da Colômbia), as estratégias de controle territorial, a relação entre segurança e ganhos econômicos, a combinação entre modalidades de segurança pública e segurança privada criminal e os efeitos de “integração excludente” no tecido socioespacial urbano.

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