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    Abordagens integrativas no manejo da depressão em pacientes oncológicos: uma revisão integrativa

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    Introdução: O câncer configura-se como um dos maiores desafios da medicina contemporânea, representando uma das principais questões de saúde pública a nível global. Pacientes oncológicos apresentam uma prevalência significativamente maior de depressão e ansiedade em comparação à população geral. Embora os avanços no diagnóstico e tratamento tenham aumentado a sobrevida desses pacientes, esse prolongamento da vida tem resultado em uma maior incidência de transtornos mentais. Nesse contexto, a oncologia integrativa tem se consolidado como uma abordagem complementar ao tratamento convencional do câncer, incorporando práticas mente-corpo, terapias naturais e ajustes no estilo de vida, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida, reduzir o sofrimento emocional e potencializar os resultados terapêuticos. Objetivo: Realizar uma revisão integrativa da literatura sobre o manejo da depressão em pacientes oncológicos mediante abordagens integrativas. Busca-se avaliar a eficácia dessas intervenções, suas aplicações clínicas e evidências quanto ao alívio da sintomatologia depressiva, além de identificar lacunas na literatura e necessidades para futuros estudos que consolidem essas estratégias no cuidado oncológico. Metodologia: Foi realizada uma busca nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS, utilizando os descritores “("integrative medicine" OR "complementary therapies" OR "mind-body therapies") AND ("depression" OR "psychological distress") AND ("cancer patients" OR "oncology")” e “("palliative care" AND "mental health") AND ("cancer" OR "oncology")”. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2025, nas línguas portuguesa, espanhola e inglesa, disponíveis na íntegra e que abordassem o manejo da depressão em pacientes oncológicos utilizando abordagens integrativas. Foram excluídas pesquisas com data de publicação com períodos superiores há 5 anos, disponibilizadas exclusivamente em forma de resumo, veiculadas em periódicos de baixo fator de impacto ou com metodologias inconclusivas. Discussão: O enfrentamento do câncer envolve não apenas desafios físicos, mas também um impacto psicológico significativo, causado pela carga emocional da doença, seu prognóstico incerto e os efeitos colaterais dos tratamentos. Nesse contexto, as terapias integrativas direcionadas aos pacientes com câncer são baseadas em intervenções psicossociais, com o objetivo de fornecer suporte emocional e atuar sobre a etiologia ou nos mecanismos de manutenção das sintomatologias. Essas abordagens incluem terapias mente-corpo, intervenções baseadas em atenção plena, psicoterapia centrada no significado, terapia da dignidade, terapia CALM, terapias psicodélicas, entre outras terapias complementares, visando melhorar o bem-estar e a qualidade de vida do paciente durante o tratamento oncológico. Evidências indicam que essas terapias podem auxiliar na redução do estresse, fadiga, dor e sofrimento existencial, além de melhorar o bem-estar emocional e espiritual dos pacientes. A comparação entre abordagens convencionais e integrativas revela que a combinação de ambas pode ser mais eficaz na adaptação dos pacientes ao tratamento e na obtenção de desfechos clínicos satisfatórios. Ademais, os mecanismos de ação dessas intervenções envolvem desde a regulação da resposta inflamatória e do sistema imunológico até o fortalecimento psicológico e espiritual dos pacientes. Conclusão: As terapias integrativas mostram-se promissoras no manejo da depressão em pacientes oncológicos, contribuindo para o alívio dos sintomas e melhora na qualidade de vida. Apesar da escassez de evidências mais específicas sobre quais intervenções são ideais para cada sintoma e da predominância de comparações com cuidados passivos, os resultados apontam para benefícios relevantes. A incorporação dessas abordagens ao tratamento convencional favorece um cuidado mais holístico e humanizado, reforçando a importância de estratégias multidisciplinares e personalizadas que considerem as dimensões biopsicossociais do paciente

    Análise dos principais bloqueios regionais para analgesia perioperatória em cirurgia torácica

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    Introdução: A dor pós-operatória em cirurgias torácicas é intensa e multifatorial, resultante de trauma muscular, retração costal, lesão de nervos intercostais e inflamação pleural. Essa dor interfere na ventilação pulmonar, na mobilização precoce e aumenta o risco de complicações como atelectasia e pneumonia, além de favorecer o uso excessivo de opioides. Nesse cenário, os bloqueios regionais têm surgido como estratégias eficazes no manejo perioperatório da dor, oferecendo vantagens como analgesia direcionada, redução no uso de opioides e melhora na recuperação pós-operatória. Objetivo: Analisar as evidências disponíveis sobre os bloqueios regionais da parede torácica para o controle da dor pós-operatória em pacientes submetidos a cirurgia torácica. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, utilizando artigos publicados nos últimos 5 anos nas plataformas PubMed e BVS. Os descritores incluíram termos como "regional anesthesia" (AND) "thoracic surgery”. Os critérios de inclusão abrangeram estudos clínicos e revisões sistemáticas sobre bloqueios torácicos, com foco em eficácia analgésica, segurança e complicações. Foram excluídos estudos duplicados, relatos de caso isolados e artigos fora do período definido. Resultados e Discussão: Os principais bloqueios regionais utilizados para o controle da dor pós-operatória em cirurgias torácicas incluem Analgesia Epidural Torácica (AET), Bloqueio Paravertebral (BPV), Bloqueio Do Plano Eretor da Espinha (BPEE), Bloqueio do Nervo Intercostal (BNI), Bloqueio Peitoral I (PEC I), Bloqueio Peitoral II (PEC II), Bloqueio Fascial Pectointercostal (BFPI), Bloqueio do Plano Torácico Transverso (BMTT) e Bloqueio do Plano Serrátil Anterior (BPSA). Essas técnicas demonstram benefícios variados, como alívio eficaz da dor, redução do consumo de opioides e diminuição do tempo de internação hospitalar. A AET permanece como o padrão-ouro devido à sua alta eficácia no controle da dor aguda; no entanto, está associada a complicações como inibição respiratória, náuseas, vômitos, retenção urinária, hipotensão, fraqueza muscular, hematoma epidural e infecção. O BPV desponta como uma alternativa viável de segunda linha, oferecendo analgesia satisfatória com menor frequência de complicações adversas em comparação à AET. Embora ainda haja escassez de estudos comparativos robustos entre os demais bloqueios, o BPEE tem se mostrado promissor, destacando-se por seu excelente desempenho analgésico, tanto somático quanto visceral, aliado à facilidade técnica de execução e a um perfil de segurança elevado, o que o torna uma opção relevante no manejo perioperatório da dor em cirurgias torácicas. Conclusão: Os bloqueios regionais demonstram eficácia no controle da dor pós-operatória em cirurgias torácicas, reduzindo o uso de opioides e promovendo recuperação precoce. A AET permanece o padrão-ouro, apesar de suas complicações, enquanto o BPV e o BPEE surgem como alternativas seguras e eficazes, com destaque para o BPEE devido à sua facilidade técnica e perfil de segurança

    Psicose e laço social: a construção de um espaço de escuta

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    Introdução: O artigo Psicose e Laço Social: A Construção de um Espaço de Escuta explora a relação entre psicose e contexto social, destacando a necessidade de superar visões puramente biomédicas e incorporar dimensões interpessoais no tratamento. A psicose é compreendida como um fenômeno influenciado por laços sociais, exigindo abordagens que valorizem a escuta e o acolhimento. Objetivo: O estudo visa analisar como a construção de espaços de escuta pode auxiliar na recuperação de indivíduos com psicose, promovendo a reintegração social e reduzindo o estigma associado a essa condição. Método: A pesquisa utiliza a revisão narrativa, integrando perspectivas da psicanálise, psicologia social e neurociência, além de analisar estudos empíricos sobre intervenções baseadas em suporte social e plataformas de escuta online. Resultados: Os resultados indicam que a fragilidade dos laços sociais agrava a psicose, enquanto ambientes de escuta ativa e apoio mútuo facilitam a reorganização subjetiva e a ressignificação da experiência psicótica. Intervenções que combinam tratamento clínico e fortalecimento de vínculos demonstraram maior eficácia na recuperação. Conclusões: Conclui-se que a psicose demanda uma abordagem integrada, que una cuidado clínico e reconstrução de redes sociais. Espaços de escuta emergem como estratégia fundamental para humanizar o tratamento, combater o isolamento e promover a autonomia dos sujeitos.&nbsp

    Dermatomiosite: uma revisão literária

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    Justificativa: A dermatomiosite (DM) é uma miopatia inflamatória idiopáticacaracterizada por manifestações cutâneas e musculares. Sua fisiopatologia envolvemecanismos autoimunes, que podem afetar múltiplos sistemas. Além disso, a DMassocia-se a um risco aumentado de malignidade e sua patogênese permaneceincompreendida. Objetivos: Objetiva-se atualizar o conhecimento sobre a DM, abordandoa implementação de novas diretrizes de triagem para malignidade e a elucidação dosmecanismos imunológicos que explicam a heterogeneidade fenotípica da doença. Dessaforma, espera-se contribuir para a atualização e avanço das pesquisas sobre adermatomiosite. Metodologia: Realizou-se uma revisão integrativa da literatura em basescientíficas, analisando 19 estudos (2015-2025) com os descritores “dermatomiosite”,“mecanismos imunológicos”, “malignidade”, “biomarcadores” e “tratamento”, comavaliação crítica dos achados. Resultados: Desse modo, observa-se que um protocolopadronizado para triagem de malignidade apresenta potencial na detecção precoce decânceres em pacientes com DM. A estratificação de risco e o uso de examescomplementares de imagem, ajudam a identificar os cânceres associados. Os anti-MDA5foram analisados como marcadores importantes para formas pulmonares e complicações.Além de ter sido identificado a funcionalidade dos interferons tipo I em novasterapêuticasdirecionadas a DM. Contudo, apresenta-se limitação de recursos e a necessidade de maisestudos longitudinais para validar essas abordagens em larga escala. Conclusão: O quepermite concluir que os achados melhoram o diagnóstico e manejo clínico da DM,especialmente em casos graves com complicações pulmonares e malignidades

    Apneia do Sono e Síndrome Metabólica: o papel do sono na saúde cardiovascular

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    A apneia obstrutiva do sono (AOS) é um distúrbio respiratório que resulta em interrupções temporárias na respiração durante o sono, devido à obstrução das vias aéreas superiores. Essa condição está diretamente associada a várias comorbidades, como a síndrome metabólica, hipertensão, arritmias e doenças cardiovasculares. A relação entre a AOS e a síndrome metabólica tem sido amplamente estudada, com a apneia exacerbando as condições metabólicas e criando um ciclo de agravamento contínuo. O tratamento envolve intervenções como o uso de CPAP, mudanças no estilo de vida e, em casos mais graves, intervenções cirúrgicas. Além disso, a prevenção e controle da obesidade, junto à adoção de hábitos saudáveis, são fundamentais para reduzir os impactos negativos da apneia do sono e melhorar a saúde cardiovascular. A detecção precoce e a gestão eficaz da AOS são essenciais para prevenir complicações graves, como insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral

    Hipertensão arterial sistêmica: abordagem atual, diagnóstico e estratégias terapêuticas

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    A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição multifatorial e silenciosa que se configura como um dos principais fatores de risco modificáveis para doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. Sua etiologia envolve uma interação entre predisposição genética, fatores ambientais, alterações neuro-hormonais e disfunções na autorregulação vascular. Do ponto de vista fisiopatológico, destaca-se o aumento da resistência vascular periférica, associado a distúrbios no sistema renina-angiotensina-aldosterona e à disfunção endotelial, o que contribui para o remodelamento vascular e a manutenção dos níveis elevados de pressão arterial. O diagnóstico da HAS baseia-se principalmente na aferição correta da pressão arterial, seguindo protocolos padronizados, além da exclusão de causas secundárias. O uso de dispositivos automatizados e a monitorização ambulatorial ou residencial da pressão arterial têm se mostrado fundamentais para confirmar o diagnóstico e evitar o efeito do avental branco. No que se refere à abordagem terapêutica, a intervenção inicial deve privilegiar estratégias não farmacológicas, com destaque para a redução da ingestão de sódio, prática regular de atividade física, controle do peso corporal, cessação do tabagismo e moderação no consumo de álcool. Tais medidas são eficazes não apenas na prevenção, mas também no controle da HAS em seus estágios iniciais. Quando as modificações no estilo de vida não são suficientes, o tratamento farmacológico torna-se indispensável, sendo as classes mais utilizadas os inibidores da ECA, bloqueadores dos receptores da angiotensina, diuréticos tiazídicos e bloqueadores dos canais de cálcio. O seguimento contínuo é essencial para avaliar a adesão terapêutica, o controle pressórico e os possíveis efeitos adversos dos medicamentos, além de ajustar o esquema terapêutico conforme necessário. Dessa forma, o manejo da HAS deve ser individualizado, multidisciplinar e orientado por evidências atualizadas

    Sleeve gástrico com ou sem ressecção do antro: impactos na perda ponderal e no refluxo gastroesofágico

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    A gastrectomia vertical laparoscópica (GVL) é amplamente empregada no tratamento da obesidade. No entanto, ainda há controvérsias quanto à melhor abordagem cirúrgica: preservação (PA) ou ressecção do antro (RA). A técnica com preservação do antro pode reduzir complicações como o refluxo gastroesofágico (DRGE), enquanto a ressecção do antro tem sido associada a uma maior perda de peso. Este estudo teve como objetivo comparar essas duas técnicas, avaliando sua eficácia e segurança em pacientes submetidos à GVL. Foram analisados ensaios clínicos randomizados que avaliaram perda ponderal e incidência de refluxo, com destaque para um estudo publicado na revista Obesity Surgery, complementado por publicações indexadas na base PubMed nos últimos cinco anos. Os dados demonstraram que o grupo submetido à RA apresentou maior perda de peso aos 3, 6 e 12 meses de seguimento, embora essa diferença não tenha se mantido significativa após dois anos. Não foram observadas diferenças relevantes entre os grupos quanto a complicações como DRGE, deiscência de grampos ou tempo cirúrgico. Estudos adicionais, no entanto, mostram resultados conflitantes em relação ao DRGE, influenciados por variáveis como a presença de hérnia de hiato. Conclui-se que a ressecção do antro oferece uma vantagem na perda ponderal em curto prazo, sem aumento dos riscos cirúrgicos imediatos. Entretanto, seus efeitos sobre o refluxo gastroesofágico e sobre os desfechos a longo prazo permanecem incertos. A escolha da técnica deve ser individualizada, considerando os objetivos terapêuticos de cada paciente — como ênfase na perda de peso versus controle de sintomas de refluxo —, reforçando a necessidade de mais estudos para embasar decisões clínicas seguras e eficazes

    A strategic conflict between two sides: host immune cells vs. viral symbiont of Leishmania spp. in cutaneous Leishmaniasis

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    Leishmaniasis comprises a group of neglected tropical diseases that primarily affect regions in the Americas, the Mediterranean basin, the Middle East and central Asia, according to the World Health Organization (WHO). Although treatment options are available, leishmaniasis remains far from being considered a controlled disease. It has a complex immunological profile, involving components that act at different stages of disease progression. These include immune cells, skin (integumentary) cells, cytokines, and chemokines, each contributing to the pathology to varying degrees. The immune response is the primary mechanism for combating Leishmania parasites and plays a fundamental role in disease control. Moreover, the symbiotic relationship between the etiological agent of leishmaniasis and the Leishmania RNA virus (LRV) represents an additional risk factor for disease exacerbation. This relationship introduces yet another challenge for the host immune system, increasing susceptibility during the course of infection. The impact of LRV on the immune response in leishmaniasis is still not completely understood, as its role in modulating immune cell functions and soluble mediators are still under investigation. In this review, we aim to consolidate current knowledge and identify possible targets for future research. We will focus specifically on the immunological aspects of cutaneous leishmaniasis, with an emphasis on adaptive immune cells that are crucial in responding to reinfection

    Characteristics of the ejaculate when using different doses of freeze-dried Damiana de California (Turnera diffusa Willd) in stallions

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    Background and objetive: Damiana from California (Turnera difusa Willd) is mainly used in tea used since ancient times by the Mexicans, this plant is used as an aphrodisiac used in sexual impotence and infertility problems. Other antecedents are the findings who used lyophilized tissues of Damiana from California in piglets from 30 to 60 days and found that there was testicular development and an increase in the epididymis, which supposes that there are substances in the plant capable of to promote the development of both animals and the reproductive system. the objectives of this work were to assess the semen production and characteristics of boars used for Artificial Insemination. Materials and Methods: Six Pietrain Stallions used for artificial insemination of 1.5 - 2 years of age Treatments used: 0 mg of Damiana, 8 mg  and 12 mg of lyophilized biostimulated Damiana. Semen extractions were performed twice a week, and blood extractions on days 0-14 and 21, before applying the biostimulator and from the anterior vena cava. The ejaculate evaluations were made to all the second weekly extractions made to the stallion. The distilled water used was the same used in dissolving the lyophilized biostimulator. Results: Dynamic ejaculate density = 0.509 [Motility percentage] + 0.476 [Sperm concentration]. Adjusted ejaculate temperature = 0.911 [Semen temperature]. NS p ≥ 0.05; Adjusted ejaculate volume = 0.744 [Semen volume] * p < 0.05. Conclusion: The efficiency has been increased by approximately 14% when injecting the animal with 8 and 12 mg of the biostimulator of Damiana de California (Turnera diffusa Willd)

    Timoma tipo a de células fusiformes associado a aplasia eritrocitária pura - relato de caso

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    Embora seja referido como tumor mais frequente do mediastino anterior, com cerca de 20 a 30% de acometimento em indivíduos adultos, o timoma é um tumor considerado raro. Observa-se associação do timoma com outras doenças auto-imunes ou endócrinas grande parte dos pacientes. A miastenia gravis é a pricipal síndrome paraneoplásica e ocorre em cerca de 50% dos pacientes. A aplasia de células vermelhas ocorre em cerca de 5% dos pacientes. Apresentação do caso: Paciente masculino 53 anos, natural de Volta Redonda - RJ, comparece ao pronto socorro do Hospital São João Batista (HSJB), com queixa de dispneia aos pequenos esforços, cefaleia e edema de membros inferiores com piora há 2 dias. Paciente já estava em investigação ambulatorial de anemia crônica. No laboratório, o paciente apresentava série vermelha com hemoglobina de 4,4g/dl e hematócrito de 13 % e RDW de 16,8%. As tomografias computadorizadas de tórax e de pescoço evidenciaram massa em mediastino anterior direito e linfonodomegalias cervicais anteriores medindo cerca de 1,0 a 1,2cm. Foi dado prosseguimento na investigação com biópsia de medula óssea e biópsia da massa devido ao diagnóstico diferencial com linfoma. O exame anatomopatológico, foi sugestivo de timoma de células fusiformes do tipo A, confirmado pela imuno-histoquímica. Realizado tratamento cirúrgico, apresentou controle do quadro anêmico. Considerações finais: A timectomia possui efeitos favoráveis sobre diversas síndromes paraneoplásicas, como Miastenia gravis e aplasia pura da série vermelha. O atraso no diagnóstico do timoma quanto das síndromes paraneoplásicas, submete o paciente a fatores que podem alterar a morbimortalidade do caso. O diagnóstico e tratamento precoce são essenciais nos pacientes com timoma associado a aplasia de medula

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