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    O papel da modulação da microbiota intestinal nos sintomas do Transtorno do Espectro Autista em crianças

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    Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) possui uma etiologia multifatorial, sendo caracterizado por alterações cognitivas e comportamentais, podendo apresentar ainda distúrbios gastrointestinais e modificações de microbiota. Objetivo: Compreender o impacto do microbioma intestinal e do uso de terapias moduladoras na gravidade dos sintomas em crianças com TEA. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura. A busca literária foi realizada na base de dados PubMed, com os descritos: “Gastrointestinal Microbiome”; “Probiotics”; “Autism Spectrum Disorder” e “Child”, combinados com o operador booleano “AND”. Foram incluídos artigos completos e de acesso gratuito, publicados entre 2013 e 2024, nos idiomas português, espanhol ou inglês. Teses, dissertações, monografias, relatos de caso e revisões bibliográficas foram excluídos. Resultados e Discussão: A análise de 8 estudos indica que o uso de probióticos e terapias de transferência de microbiota tiveram resultados promissores na redução dos sintomas gastrointestinais e comportamentais, além de melhorar significativamente a cognição e comunicação. Conclusão: O uso de terapias moduladoras do microbioma e a suplementação de probióticos se fizeram relevantes na melhoria dos sintomas cognitivos, intestinais e comportamentais dos pacientes pediátricos com TEA

    Qualidade de vida dos profissionais de saúde da rede do município de São João Del Rei pós pandemia do COVID-19

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    A pandemia do SARS-CoV-2 (COVID-19) gerou um alto número de mortes e sobrecarga nos profissionais de saúde, que enfrentaram estresse significativo devido ao medo da infecção e às intensas demandas laborais. Diante disso, observa-se que as consequências desse período traumático podem impactar a saúde física e mental desses profissionais. Objetiva-se, neste estudo, avaliar a qualidade de vida dos profissionais de saúde no município de São João del-Rei (SJDR), atuantes na atenção primária e secundária, correlacionando fatores de risco e determinantes dessa qualidade no contexto pós-pandemia. Para tanto, foram avaliados 120 profissionais por meio de um questionário geral e do Perfil de Saúde de Nottingham (PSN). Observou-se que a qualidade de vida dos profissionais de ambos os níveis de atenção apresenta comprometimento significativo, especialmente nas relações emocionais. Entretanto, não foram identificadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos analisados. Conclui-se que, independentemente do nível de atenção à saúde, os impactos da pandemia ainda refletem no bem-estar dos profissionais, evidenciando a necessidade de estratégias de suporte e acompanhamento contínuo

    Fisioterapia vestibular como manejo dos sintomas na vertigem posicional paroxística benigna

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    Introdução: A assimetria do tônus vestibular é um dos responsáveis por sintomatologia que gera impactos negativos na independência funcional e participação social. Os sintomas da Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) ocorrem devido a movimentos da cabeça.  A reabilitação de pacientes com VPPB é realizada com Tratamento Reposicionamento Canalítico (TRC) através das Manobras de Eppley (ME) e Seamont (MS). A necessidade de manejo de tontura residual ao tratamento de VPPB, colocando a possibilidade de TRC adicionais levanta hipóteses de utilização do Tratamento com Manobras Osteopáticas (TMO). Objetivo: Observar a percepção de sintomas de VPPB em pacientes após a primeira, a segunda e a terceira sessões de TRC associado ao TMO. Métodos: Para avaliação submetidos ao Protocolo H.I.N.T.S., o Head Impulse Test (HIT); Cover Test; Pesquisa de Nistagmo Espontâneo e Semi Espontâneo; Teste Dix-Hallpike e o registro da percepção subjetiva do sintoma. O manejo dos sintomas foi realizado com a manobra de Epley e Tratamento com Manobras Osteopáticas. Resultados: Após uma intervenção houve significante redução no relato de sintomas dos voluntários; os valores do teste Dix-Hallpike necessitaram uma segunda intervenção para atingir os valores da literatura; a necessidade de aplicação de Tratamento com Manobra Osteopática apresentou melhores resultados na terceira intervenção. Conclusão: A percepção de sintomas dos pacientes no período de sete dias teve redução significativa. Após as 2 sessões os valores de Dix-Hallpike corresponderam a literatura

    Estudo da mortalidade por acidentes de transporte, no Brasil, entre 2000 e 2014

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    Tratou-se de um estudo ecológico de séries temporais com dados secundários, obtidos no Sistema de Internações Hospitalares e Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Sistema Único de Saúde, com o objetivo de analisar a mortalidade por acidentes de transporte, e a existência de uma associação entre esta, o Sistema de Assistência Móvel de Urgência e as variáveis contextuais, no Brasil, entre 2000 e 2014. Foram analisados os óbitos de internados e óbitos do capítulo XX da CID-10, especificamente, dos códigos das categorias que representam os acidentes de transporte terrestre (V01-V99). Estudou-se a evolução da comparação entre distribuição dos móveis do SAMU, frota veicular e população, em cada região, entre 2005 e 2014, mediante a divergência de Kullback-Leibler e a análise de gráficos triangulares e dados composicionais. Constatou-se que em 2000, 2006, 2010 e 2014, o maior número de óbitos deveu-se a acidentes de pedestres e veículos leves. A taxa de mortalidade total por acidente de transporte, incrementou-se de 10,6 mortos por 100 mil habitantes, em 2000, para 14,9 em 2006, e 17,1 em 2010, conquanto declinou até 16,5, em 2014. A evolução da distribuição dos móveis do SAMU em quatro macrorregiões, assemelhou-se mais à da população que à de veículos, com exceção da Sul, na qual inverteu-se a situação. A nível global existiu um incremento mais rápido de veículos emplacados, que de móveis do SAMU. Concluiu-se que a mortalidade por acidentes de transporte incrementou-se em 51%, e os veículos em 191%. Não foi possível avaliar a efetividade do SAMU

    Diagnóstico e tratamento da trombose venosa profunda: atualizações práticas

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    A trombose venosa profunda (TVP) é uma condição caracterizada pela formação de coágulos sanguíneos nas veias profundas, sendo essencial seu diagnóstico precoce para evitar complicações graves como a embolia pulmonar. O diagnóstico da TVP é realizado principalmente por ultrassonografia, que é a ferramenta mais sensível e específica para detectar trombos nas veias profundas. Em alguns casos, a ressonância magnética ou a tomografia também podem ser utilizadas para uma avaliação mais detalhada. O tratamento da TVP envolve principalmente a anticoagulação, com fármacos como rivaroxabano, que demonstraram ser eficazes, com regimes de tratamento mais curtos sendo uma opção vantajosa. Além disso, a trombólise com cateter, uma abordagem invasiva, tem se mostrado eficaz em casos de trombose proximal grave, ajudando na dissolução do trombo e na recuperação da função venosa. A cirurgia, embora menos comum, pode ser indicada em situações mais críticas, especialmente quando outras opções não são viáveis. Terapias adjuvantes, como o uso de meias de compressão graduada, são fundamentais para reduzir o risco de complicações a longo prazo, como a síndrome pós-flebite. Essas terapias ajudam a melhorar a circulação venosa e prevenir o inchaço das extremidades. O monitoramento constante da eficácia do tratamento, por meio de exames de imagem regulares, é essencial para garantir que o tratamento esteja funcionando corretamente e para ajustar a terapia conforme necessário. A prevenção da TVP envolve a mobilização precoce de pacientes imobilizados, o uso de anticoagulantes profiláticos em pacientes de risco e a implementação de medidas para melhorar a circulação, como o uso de meias de compressão. Em relação às perspectivas futuras, os avanços no entendimento dos mecanismos moleculares da TVP e o desenvolvimento de tratamentos personalizados, como terapias direcionadas a biomarcadores específicos, oferecem novas oportunidades para tratamentos mais eficazes e menos invasivos

    Noções básicas de primeiros socorros para profissionais de educação de duas escolas públicas do Distrito Federal: um relato de experiência

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    Para reduzir a falta de conhecimento sobre primeiros socorros entre profissionais da educação, este estudo objetivou capacitar e avaliar a eficácia de uma oficina prática em duas escolas públicas do Distrito Federal. Para tanto, utilizou-se metodologia ativa de ensino, incluindo palestras e estações práticas sobre técnicas essenciais, como ressuscitação cardiopulmonar, desobstrução de vias aéreas e manejo de traumas. Os resultados indicaram um aumento expressivo na confiança dos participantes para agir em situações de emergência, além da melhoria no desempenho nos testes aplicados antes e depois da capacitação. Observou-se também que a maioria dos educadores não possuía treinamento prévio, reforçando a importância de ações educativas contínuas. Conclui-se que a implementação de oficinas de primeiros socorros no ambiente escolar é uma estratégia eficaz para preparar profissionais da educação, contribuindo para a segurança e bem-estar dos alunos

    Retinopatia diabética: uma revisão integrativa sobre fisiopatologia, diagnóstico e avanços terapêuticos

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    Introdução: A retinopatia diabética (RD) é a complicação microvascular mais comum do diabetes mellitus e uma das principais causas de cegueira evitável no mundo. A doença está associada a hiperglicemia crônica, levando a disfunção endotelial, aumento da permeabilidade vascular e neovascularização patológica. A prevalência da RD está aumentando globalmente, impulsionada pelo crescimento da população diabética e pelo envelhecimento populacional. Objetivo: Revisar a fisiopatologia, o diagnóstico e as abordagens terapêuticas da RD, com ênfase nos avanços recentes no manejo da doença. Metodologia: Foi realizada uma busca nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS, utilizando descritores relacionados à RD, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento. Foram incluídos estudos publicados entre 2020 e 2025 em português e inglês, desde que disponíveis na íntegra e com relevância clínica comprovada. Estudos com metodologia inconclusiva ou de baixo impacto foram excluídos. Ao final, foram selecionadas 11 referências que serviram de base para confecção desta revisão. Discussão: A RD resulta de alterações vasculares induzidas pela hiperglicemia, levando à ativação de vias metabólicas e inflamatórias que culminam na quebra da barreira hematorretiniana e na progressão para formas proliferativas da doença. O diagnóstico precoce por meio de estratégias de rastreio eficazes é essencial para prevenir a perda visual. O tratamento evoluiu significativamente nas últimas décadas, com os anti-VEGF representando a principal abordagem terapêutica para edema macular diabético e formas proliferativas da doença. Embora eficazes, essas terapias apresentam desafios, incluindo a necessidade de múltiplas injeções intravítreas e custos elevados. A combinação de diferentes modalidades terapêuticas pode ser uma estratégia para melhorar os desfechos visuais em pacientes com resposta subótima ao tratamento padrão. Conclusão: A RD continua a ser um problema global significativo, exigindo estratégias eficazes de rastreamento, diagnóstico e tratamento. O uso de terapias anti-VEGF transformou o manejo da doença, mas há necessidade de novas abordagens para reduzir a carga do tratamento e melhorar os resultados a longo prazo

    Abordagem clínica, diagnóstica e terapêutica da colecistite aguda

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    Este estudo buscou revisar a literatura científica recente sobre a abordagem clínica, diagnóstica e terapêutica da colecistite aguda, uma inflamação da vesícula biliar frequentemente associada à obstrução do ducto cístico por cálculos biliares. Para isso, foi realizada uma revisão integrativa da literatura, utilizando bases de dados científicas e selecionando artigos publicados entre 2020 e 2025 nos idiomas português, inglês e espanhol. Os resultados indicam que o diagnóstico da colecistite aguda deve ser baseado na correlação entre achados clínicos, laboratoriais e de imagem, sendo a ultrassonografia o exame de escolha. A gravidade da doença é classificada segundo as Diretrizes de Tóquio (TG18/TG13), orientando a melhor abordagem terapêutica. A colecistectomia laparoscópica precoce é considerada o tratamento padrão para a maioria dos casos, reduzindo complicações e tempo de internação. No entanto, em pacientes de alto risco cirúrgico, estratégias conservadoras, como antibioticoterapia e colecistostomia percutânea, podem ser indicadas. Conclui-se que a colecistite aguda é uma condição clínica relevante que exige diagnóstico precoce e manejo adequado para evitar complicações graves. O avanço das diretrizes e das técnicas minimamente invasivas amplia as possibilidades terapêuticas, contribuindo para a redução da morbimortalidade associada à doença

    Pré Eclampsia e os efeitos renais a longo prazo: riscos e consequências

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    A pré-eclâmpsia é uma afecção gestacional severa, caracterizada por hipertensão arterial e proteinúria após a 20ª semana, impactando significativamente a morbimortalidade materna e fetal. Evidências científicas indicam sua correlação com o desenvolvimento de doença renal crônica (DRC), especialmente em casos prematuros. Este estudo revisa a literatura para analisar essa associação, destacando que mulheres com múltiplas gestações complicadas apresentam maior risco de DRC. Os achados ressaltam a necessidade de monitoramento pós-parto para mitigar lesões renais. Conclui-se que o acompanhamento longitudinal dessas pacientes é essencial, demandando diretrizes robustas para prevenção e manejo das repercussões renais da pré-eclâmpsia

    A atenção primária à saúde e a Política Nacional de Saúde da Mulher: um projeto de intervenção para UBS

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    As mulheres são a maioria da população brasileira (50,77%) e as principais usuárias do Sistema Único de Saúde. Frequentam os serviços de saúde para o seu próprio atendimento, mas, sobretudo, acompanhando crianças e outros familiares, pessoas idosas, com deficiência, vizinhos, amigos. São também cuidadoras, não só das crianças ou outros membros da família, mas também de pessoas da vizinhança e da comunidade. Os indicadores epidemiológicos do Brasil mostram uma realidade na qual convivem doenças dos países desenvolvidos (cardiovasculares e crônico-degenerativas) com aquelas típicas do mundo subdesenvolvido (mortalidade materna e desnutrição). Os padrões de morbimortalidade encontrados nas mulheres revelam também essa associação entre doenças, dentre as principais e aqui estudadas, câncer de mama e câncer de colo de útero. Este trabalho busca interpor diretrizes para a humanização e a qualidade do atendimento, questões ainda pendentes na atenção à saúde das mulheres. Toma como base os dados epidemiológicos e as reivindicações de diversos segmentos sociais para apresentar os princípios e diretrizes da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher aplicados na prática diária

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