Portal de Periódicos UEPA (Universidade do Estado do Pará)
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UM POUCO SOBRE O UNIVERSO SAGRADO BANIWA
O presente artigo apresenta de forma sucinta o Universo Sagrado Baniwa, povo do noroeste amazônico, a partir de narrativas coletadas de alguns de seus anciãos sobre a atividade pesqueira desde o tempo de seus avós. São destacados alguns personagens do seu panteão mítico e terrestre. Desse, destaca-se a figura do pajé, maior autoridade tribal tanto religiosa quanto político-social, cuja responsabilidade é promover o equilíbrio entre as pessoas na vida aldeã, a terra e o cosmos. Quanto ao panteão mítico, destaca-se os personagens responsáveis pela criação dos Baniwa e da humanidade e de como lidar com os problemas advindos da relação humana
APRESENTAÇÃO E DEDICATÓRIA
Esta edição da Sentidos da Cultura - como adentrar uma Maria Fumaça de recordações - foi tramada para diluir as injustiças em torno da recepção crítica de Lindanor Celina, uma mulher à frente de seu tempo, e, talvez por isto, escritora literariamente incompreendida, graças às suas atitudes arrojadas como mulher, pessoa atuante nos meios universitários, teatrais e literários. A cidade que viu nascer a escritora de Menina que vem de Itaiara (segundo bem observava José Arthur Bogéa, Itaiara seria traduzida como "pedra encantada de Iara") era uma Belém provinciana e demarcada pelo patriarcalismo, daí porque não foi fácil "perdoar" uma Lindanor que ousou, muitas vezes, e por ousar ultrapassar o métron de uma sociedade tacanha
RASTROS AUTOFICCIONAIS EM A MENINA QUE VEM DE ITAIARA
O artigo retoma a trilogia de Lindanor Celina, escritora bragantina e cidadã do mundo, composta pelas obras Menina que vem de Itaiara, Estradas do Tempo-Foi e Eram seis assinalados, fazendo um breve preâmbulo e detendo-se, com mais vagar no primeiro volume da tríade. Buscamos, nessa narrativa autoficcional, refletir como traços afetivos (socioculturais) e espaciais (espaciotemporais) da cidade de Bragança se fazem presentes na imaginária Itaiara retratada nos três compêndios pela escritora. Ao se reportar a acontecimentos socioculturais que (ainda hoje) caracterizam a realidade local, verificamos, no contexto narrativo, como se tornam tênues as linhas que delimitam ficção e realidade ou por onde transitam tais instâncias
LINDANOR E O DEMÔNIO DA ESCRITA
Esta entrevista, sob o título "Nossa embaixadora em Paris", foi publicada originalmente num domingo, 19 de agosto de 1990, no jornal A Província do Pará. Já não lembro exatamente onde nos encontramos para conversar. A propósito, o papo foi longo, estendeu-se por horas e, impresso, ocupou duas cerradas páginas, talvez o seu mais longo depoimento à imprensa. O que se transcreve a seguir é menos que a metade do original. Sua origem, a vida como interna no colégio de freiras, a ida para São Luís, o primeiro casamento, tudo isso ficou de fora (infelizmente, de última hora, não localizei meu exemplar da época, mas apenas o que já havia digitado mais recentemente). E também um outro tanto de testemunhos de sua maturidade, a vida profissional na França, onde passou a viver, em definitivo, a partir de 1974, e onde morreu em 4 de março de 2003. Ainda assim, o que se reedita agora oferece uma generosa perspectiva (principalmente para as novas gerações de leitores) de Lindanor Celina Coelho Casha (1917-2003), as confidências de uma viajante e seus espantos
3. CRÔNICAS JORNALÍTICAS DE LINDANOR CELINA (sobre teatro e outros assuntos)
CRÔNICAS JORNALÍTICAS DE LINDANOR CELINA (sobre teatro e outros assuntos
UM ESTUDO SOBRE A QUESTÃO DO BILDUNGSROMAN FEMININO NOS ROMANCES DE JANE AUSTEN
O objetivo deste artigo é investigar a formação feminina, sob a teoria do Bildungsroman e suas vertentes, em romances de autoria feminina do final do século XVIII e início do XIX. Observando a forma com que a escritora Jane Austen cria e desenvolve suas principais personagens femininas nas obras Orgulho e Preconceito e Emma, bem como conceitos importantes relacionados ao papel da mulher na sociedade inglesa da época, é possível chegar a conclusões que expõem a relevância da análise do romance de formação para o estudo de gênero
OS SOFRIMENTOS DO JOVEM QUENTIN COMPSON: HISTÓRIA, MELANCOLIA E RUÍNA EM ABSALÃO, ABSALÃO!, DE WILLIAM FAULKNER
O tema da passagem do tempo e suas consequências têm sido motivo amplamente abordado na literatura e tornara-se objeto de diversas pesquisas no meio acadêmico. Tal temáticas está claramente representada no romance Absalão, Absalão! (1936), de William Faulkner, por meio da personagem Quentin Compson. Nesse sentido, o objetivo do presente artigo é analisar a influência e os efeitos causados pelas ruínas do passado sobre a personagem. O embasamento teórico se ampara nos estudos de Walter Benjamin (2012; 2013) e Aleida Assmann (2011).
O MATERIALISMO HISTÓRICO NA EPISTEMOLOGIA DA ANÁLISE DO DISCURSO
Este artigo analisa o Materialismo Histórico como campo constituinte da Análise do Discurso (AD). Partimos da concepção inicial da AD, concebida por Pêcheux e Fuchs, cujo interior articulava três regiões do conhecimento. Para o presente trabalho, focalizamos o Materialismo Histórico, considerando a leitura que Pêcheux fez de Althusser, e este de Karl Marx. Avaliamos como a mobilização desse quadro teórico foi essencial para voltar um novo olhar para os estudos da linguagem, saturados pelo Estruturalismo vigente. A análise permitiu julgar em que medida os conceitos advindos da concepção materialista da História moldaram a AD fundada por Pêcheux, dando-lhe sustentação filosófica e política
UM ESTUDO DO LAZER A PARTIR DAS REFLEXÕES E VIVÊNCIAS DOS IDOSOS DO CENTRO DE CONVIVÊNCIA DA TERCEIRAIDADE ZOÉ GUEIROS, BELÉM-PA
O principal objetivo da pesquisa foi analisar como o lazeré compreendido pelos idosos do Centro de Convivência daTerceira Idade Zoé Gueiros e pela instituição, a fim de refletircriticamente e produzir subsídios que possam servir deindicativos para futuras ações/propostas educativasnessainstituição. A metodologia utilizada fundamenta-se naabordagem qualitativa: pesquisa documental sobre ainstituição e a revisão de fontes teóricas sobre o tema, seguidada observação participante, com registro em diário de campo eentrevistas semiestruturadas com idosos do Centro. Dentre osresultados destacamos: o lazer é compreendido pela instituiçãocomo uma mera realização de atividades complementares;pelos idosos também é entendido, de forma parcial e limitada,como diversão. Por fim, apresentamos algumas reflexões paraum processo de educação pelo e para o lazer por meio daanimação cultural