Periódicos PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
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    COMPETÊNCIAS DE DESIGN EM EQUIPES DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO: A PERCEPÇÃO SOBRE O PAPEL DO DESIGN PELOS GESTORES DE TI DAS INSTITUIÇÕES FEDERAIS DA REDE SIG-UFRN

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    This paper shows research results on Design competences for working in Information Technology (IT) management teams are discussed, considering the technical cooperation network of federal educational institutions and Brazilian federal agencies users of integrated management systems as a target population developed by the IT Superintendency of the Federal University of Rio Grande do Norte, Brazil (n=18). The research is descriptive and consisted in a survey answered by IT managers from federal institutions, about the role and insertion of Design in their respective units. As a result, it was found that most of the institutions investigated do not have designers inserted in the IT management processes and that, although working for about 10 years, there are no research practices with users and stakeholders on their experience in using the systems. Respondents indicated the main knowledge and skills that they assess to be relevant to the competence of IT designers, whose occurrences focused on operational activities in the design of interfaces, usability and accessibility, as well as the understanding that designers should be associated to the Requirements Gathering and the Development processes.São discutidos resultados de investigação sobre competências de Design para atuação em equipes de gestão de Tecnologia da Informação (TI), considerando como população-alvo a rede de cooperação técnica de instituições federais de ensino e de órgãos federais brasileiros que utilizam os sistemas integrados de gestão (SIG) desenvolvidos pela Superintendência de TI da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (STI/UFRN). A pesquisa é de natureza descritiva e teve como procedimento a aplicação de questionário respondido por gestores de TI de 18 instituições federais, sobre o papel e a inserção do Design em suas respectivas unidades. Como resultados, verificou-se que a maioria das instituições investigadas não possuem designers inseridos nos processos de gestão de TI e que, embora atuantes há cerca de 10 anos, não há práticas de pesquisas com usuários e stakeholders sobre a experiência destes no uso dos sistemas. Os respondentes indicaram os principais conhecimentos e habilidades que avaliam ser pertinentes à competência de designers em TI, cujas ocorrências se concentraram em atividades operacionais no projeto de interfaces, usabilidade e acessibilidade, bem como no entendimento de que designers devem estar inseridos nos processos de levantamento de requisitos e de implementação

    A teologia política de Carl Schmitt e Johann Baptist Metz

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    Johann Baptist Metz influenciou gerações de teólogos através do conceito de nova teologia política. Para o autor, a teologia deve ser direcionada à situação real sob a forma de crítica social em favor do ser-sujeito de todos. Como exemplo da tradicional teologia política destaca-se o jurista Carl Schmitt, associado ao regime nazista, que em sua obra Teologia Política define o sujeito como o soberano relacionado ao ilimitado exercício do poder com a suspensão dos direitos dos indivíduos no estado de exceção. Este artigo confronta algumas características da teologia política dos referidos autores, elucidando em que sentido a teologia de Metz pode ser definida como “nova” teologia política. Por meio da análise do conteúdo selecionado, é possível identificar através do conceito de “sujeito” as diferentes perspectivas adotadas pelos autores e que evidenciam a oposição entre a valorização do sujeito enquanto vítima em Metz e a submissão do indivíduo diante do poder do soberano em Schmitt

    Desejo mimético, redes sociais e suicídio:

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    A morte é uma condição irrevogável para todos os seres viventes, mas que, a depender das circunstâncias, acaba sendo buscada ou até mesmo desejada ao passo que para tantos outros é sinônimo de medo e receios. O presente artigo visa fazer uma análise sobre o desejo mimético, as redes sociais e o ato suicida, assim como trazer reflexões possíveis através das perspectivas cristã e budista que possam contribuir para formas de lidar com o sofrimento existencial. Com o objetivo de versarmos sobre as possíveis influências desta condição existencial tão controversa é que buscamos na primeira seção abordar a influência das redes sociais com o suicídio. Na segunda seção, trataremos sobre o desejo mimético e suas representações nas redes sociais. Por fim, apresentaremos algumas considerações do budismo e do cristianismo frente ao suicídio, com ênfase na compaixão. Espera-se que essa pesquisa auxilie com reflexões sobre o sentido da vida diante do desejo mimético e suicídio

    Apresentação

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    Apresentação de PqTeo, v. 5, n. 9 (2022)

    As mulheres em peregrinação aos lugares santos no século IV

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    O costume de realizar peregrinações a lugares considerados santos, ou com uma considerável importância para determinado grupo de pessoas, é uma prática desde tempos antigos. Os motivos para empreender uma viagem a tais lugares eram diversos, mas não restam dúvidas de que o teorreligioso estava presente na maioria dos casos. Alguns locais eram destinos certos para aqueles que desejavam fazer uma peregrinação levados pela fé. Jerusalém, por exemplo, sobretudo a partir da liberdade religiosa concedida pelo imperador Constantino, no século IV, era um local bastante concorrido e, não por acaso, é o que melhor representa os lugares santos  para  visitação.  Uma  das  mais  antigas  peregrinações  foi  realizada  por Jerônimo e Paula, por volta do ano 385. O movimento de peregrinação em si não éo que mais chama a atenção, pois o que merece destaque é o fato da presença de várias  mulheres  dispostas  a  percorrer  longas  e  perigosas  rotas  de  viagem.  Este artigo  irá  enfatizar  uma  peregrinação  a  Jerusalém,  realizada  por  uma  mulher, conhecida  como  Egéria  ou  Etéria,  em  torno  dos  anos  381-384,  quando  deixou registrado em um diário tudo o que presenciou naquela viagem

    Celebrar o dom da salvação

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    O presente artigo intenta refletir acerca do aspecto terapêutico do culto litúrgico. Toma-se por base deste itinerário o entendimento de “natureza da liturgia” apresentado pela constituição Sacrosanctum Concilium sobre a sagrada liturgia. O testemunhado das Sagradas Escrituras acerca da vontade de Deus pela salvação do homem é o ponto de partida para estudar os aspectos sanantes do culto litúrgico. A constituição sobre a sagrada liturgia quer levar a uma compreensão de liturgia que vai além do aspecto meramente exterior. O locus principal do culto é a história da salvação. A ação litúrgica como a participação nesta história sagrada promove uma salvação que é também cura, libertação, resgate e conduz à ressurreição o homen redimido. Dando especial atenção ao quinto parágrafo da constituição Sacrosanctum Concilium, se deseja explicitar o que de terapêutico há neste processo. O Mistério Pascal é a grande obra de salvação e de cura que Deus opera em pela humanidade: na potência do Espírito Santo, o fiel que vivencia o mistério da liturgia é sanado através da experiência da vida do Verbo Encarnado. Ele continua, assim, seu ministério redentor pela Igreja na missão de levar todos os homens à participação da plenitude do culto divino

    Concílio Vaticano II

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    O costume de realizar peregrinações a lugares considerados santos, ou com uma considerável importância para determinado grupo de pessoas, é uma prática desde tempos antigos. Os motivos para empreender uma viagem a tais lugares eram diversos, mas não restam dúvidas de que o teorreligioso estava presente na maioria dos casos. Alguns locais eram destinos certos para aqueles que desejavam fazer uma peregrinação levados pela fé. Jerusalém, por exemplo, sobretudo a partir da liberdade religiosa concedida pelo imperador Constantino, no século IV, era um local bastante concorrido e, não por acaso, é o que melhor representa os lugares santos  para  visitação.  Uma  das  mais  antigas  peregrinações  foi  realizada  por Jerônimo e Paula, por volta do ano 385. O movimento de peregrinação em si não éo que mais chama a atenção, pois o que merece destaque é o fato da presença de várias  mulheres  dispostas  a  percorrer  longas  e  perigosas  rotas  de  viagem.  Este artigo  irá  enfatizar  uma  peregrinação  a  Jerusalém,  realizada  por  uma  mulher, conhecida  como  Egéria  ou  Etéria,  em  torno  dos  anos  381-384,  quan Tendo completado sessenta anos de aniversário do seu início, em 11 de outubro  de  1962,  o  maior evento  eclesial  do século XX  almeja  dar  mais  um passo na vida da Igreja. Com o Pontificado de Francisco, o Vaticano II entrou numa nova fase de recepção, marcadapela busca da sinodalidade. Entretanto, o Papa enfrenta uma forte oposição dos tradicionalistas e de alguns católicos das novas gerações que não demonstram interesse pelo Concílio. Esta situação coloca o Vaticano II num dilema que pode comprometer o futuro da Igreja, mas, simultaneamente, é uma oportunidade ímpar para estimular a sua redescoberta, especialmente a sua eclesiologia. O conceito Povo de Deus, discernido pelos Padres Conciliares para definir a Igreja, expressa tudo aquilo que é comum a todos  osbatizados,  sem  nenhuma  distinção.  Aqui,  compreende-se  que  a participação de todos os fiéis na vida eclesial é realizada pela força do batismo, por  direito  nativo.  Portanto,  a  reflexão  e  o  exercício  da  sinodalidade  só  é possível a partir da eclesiologia conciliar. Para tanto, segue-se uma abordagem a   partir   de   obras   literárias   que   têm   buscado   pautar-se   por   um   foco interdisciplinar  e  transdisciplinar,  possibilitando  o  diálogo  e  a  construção  da sinodalidade entre os saberes e a vida eclesial.do  deixou registrado em um diário tudo o que presenciou naquela viagem

    O pão para os gentios

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    O presente artigo propõe um estudo sobre Mc 7,24-30. Investiga a relação de Jesus  de  Nazaré com os  gentios e sua abertura aos  não-judeus.  Na perspectiva das “migalhas que caem da mesa” em confronto com o “pão em abundância”, analisa a passagem do pão a favor dos judeus, que se julgavam destinatários exclusivos da Boa Nova, ao dom do pão a favor dos pagãos. A primeira parte realiza uma análise do texto, reconstruindo,  assim,  o  caminho  percorrido  pelo  autor  sagrado.  A  segunda  parte elabora um comentário que possibilita uma mais clara compreensão do texto. Por fim, a terceira parte evidencia determinados aspectos teológicos da perícope em questão, refletindo o rompimento de barreiras e sinaliza para a mesa do Reino compartilhada entre judeus e gentios. O relato do encontro de Jesus com uma mulher estrangeira abre caminhos para a comunidade cristã assumir uma atitude nova para expulsar o “demônio da exclusão” reinante naquela época

    A sinodalidade na América Latina

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    O artigo objetiva propor a retomada das chamadas Comunidades Eclesiais de  Base  (CEBs)  como  um  testemunho  do  que  o  Papa  Francisco  tem  buscado quando  motiva  à  sinodalidade.  De  fato,  as  CEBs  promoviam  discussões  e encaminhamentos  de  determinada  realidade,  do  ponto  eclesiológico  e  social,  e deram certo porque tomaram a opção preferencial pelos pobres como o processo segundo o qual julgavam e avaliavam a doutrina “tradicional” da Igreja e da sociedade. Nelas, todos participam das decisões, não apenaseram consultados. Só que, com o “fim da história” –fim dos regimes  ditatoriais e queda do  muro de Berlim –, o único aspecto das CEBs que se salientou foi o sociotransformador, carregado  de  preconceitos  teológicos.  Nestes  tempos,  em  que  o  clericalismo aparece  como  um  grande  empecilho  à  sinodalidade,  o  resgatar  a  história  pode contribuir  para  que  a  sinodalidade  ganhe  uma  efetiva  expressão,  desde  que, também,  parte  significativa  da  Igreja  se  liberte  desse  estigma  que  as  CEBs, injustamente, acabaram por adquirir. Por isso, o texto faz um resgate histórico de como as CEBs emergiram na América Latina para, num passo seguinte, pensá-las e apresentá-las como um exemplo concreto da sinodalidade

    O pecado de Sodoma

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    A leitura de Gênesis 18,20 não deixa claro qual é o pecado de Sodoma. O texto hebraico diz apenas que a transgressão dos habitantes dessa cidade se agravou muito: “ְוחַטָּאתָם” – “vëchatåtåm” - “כָבְדָה” – “khåvëdåh” - “מְאֹד” – “mëod”. Mesmo a passagem de Gn 19,5 não dá pista de um pecado específico: nessa passagem parece mais evidente que os sodomitas estão violando os cânones normais da hospitalidade. Mas, então por que o imaginário popular e alguns intérpretes identificam o pecado de Sodoma com a homossexualidade? Esta pesquisa vai demonstrar que uma série de fatores levou a esse tipo de interpretação. Primeiro foi entendido que Gn 19,5 dava uma indicação da orientação sexual dos habitantes de Sodoma; em seguida as passagens de Levítico 18,22 e 20,13 foram evocadas para regular essa opinião; o passo seguinte foi estabelecer uma conexão de Gn 18,20 e 19,5 com os comentários de Paulo em Romanos 1 nos quais se associou o pecado de Sodoma ao sexo homossexual. Essa conexão foi sustentada por Agostinho e também pelo autor da “Visio Sancti Pauli”. A junção desses fatores foi o catalisador para as tradições posteriores nas quais o pecado de Sodoma é apresentado como sendo o sexo homossexual

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