Universidade Paranaense: Revistas Científicas da UNIPAR
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    (DES)CONHECIMENTOS DE GESTANTES ATENDIDAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE SOBRE DIABETES MELLITUS GESTACIONAL

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    Introdução: O Diabetes Mellitus Gestacional é uma das síndromes metabólicas mais comuns em gestantes e é caracterizada pela baixa tolerância à glicose, resultando em graves consequências materno-fetais. Objetivo: Traçar o perfil epidemiológico de gestantes atendidas na Atenção Primária à Saúde; elencar os fatores de risco sobre Diabetes Mellitus Gestacional entre gestantes atendidas na Atenção Primária à Saúde e analisar os conhecimentos de gestantes sobre Diabetes Mellitus Gestacional na Atenção Primária à Saúde. Metodologia: Estudo com abordagem quanti-qualitativa, descritiva e exploratória, realizado em uma Unidade de Saúde da Família na Bahia, com 15 gestantes maiores de 18 anos, em qualquer trimestre gestacional e que tivessem realizado ao menos uma consulta de pré-natal. A coleta dos dados foi feita através de um roteiro de entrevista semiestruturada e do acesso ao prontuário físico de cada participante. A análise dos dados do perfil foi feita por estatística descritiva simples e as questões abertas da entrevista pela técnica de conteúdo temática proposta por Bardin. Principais Resultados: Percebe-se que a maioria das gestantes era jovem, negra, possuía ensino médio, tinha mais de três filhos, encontrava-se no segundo trimestre gestacional e detinha baixa renda. Com relação aos fatores de risco, destacam-se o histórico familiar de diabetes mellitus, o sobrepeso/obesidade e o sedentarismo. Aponta-se ainda o desconhecimento total ou insuficiência nas informações sobre diabetes mellitus gestacional entre as participantes. Conclusão: O desconhecimento aliado aos fatores de risco evidenciados e à situação de vulnerabilidade social e econômica pode contribuir para o desenvolvimento do Diabetes Mellitus Gestacional na população estudada, sendo fundamental estratégias multidisciplinares para a sua prevenção e/ou controle

    RELAÇÃO ENTRE ASPECTOS PSICOSSOMÁTICOS E PSORÍASE

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    Psoríase é uma dermatose de caráter inflamatório ligado a diversas composições do ser, sendo estas a genética, o sistema imune, o ambiente e o estado mental do paciente, apresentando  evidências de ser um quadro clínico multifacetado. A composição da medicina psicossomática empenha-se na relação mental e emocional e do corpo, sendo importante mostrar a relação desta com a psoríase. Por isso, busca-se avaliar as evidências disponíveis na literatura sobre a relação entre a psoríase e os aspectos psicossomáticos. Foi realizado uma a revisão de literatura, por meio de seleção de artigos das base de dados Medical  Literature  Analysis  and  Retrieval  System  Online (PubMed/Medline), biblioteca  virtual  em  saúde  Scientific  Electronic  Library  Online (SciElo),  UpToDate e Google acadêmico. A busca por artigos científicos resultou em 20 artigos selecionados. Foi possível concluir, que há estudos fundamentados correlacionando a medicina psicossomática e a psoríase, além de que diversos fatores que afetam a homeostase corporal, provocam alterações nervosas, e consequentemente afetam as células da pele. Além disso, foi encontrado evidências que a estigmatização que os pacientes sofrem influenciam no aumento da gravidade da doença, sendo necessário a realização de um tratamento psico cognitivo-comportamental juntamente com o tratamento dos sinais e sintomas gerais da doença. Desta forma, o presente trabalho pôde olhar para a patologia com um olhar ampliado relacionado ao aspecto mental e emocional o que promove melhor compreensão e as consequências disto são a maior capacidade de intervenção sobre a psoríase

    RELAÇÃO ENTRE VARIÁVEIS ANTROPOMÉTRICAS E DE APTIDÃO FÍSICA EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES ESTRATIFICADOS POR SEXO

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    A aptidão física (ApF) pode estar associada à saúde, ao desempenho esportivo e refere-se a capacidade de apresentar um determinado desempenho motor quando submetido a situações que envolvam esforços físicos. O objetivo deste estudo foi relacionar as variáveis antropométricas e de aptidão física em crianças e adolescentes da cidade de Pelotas/RS, estratificados por sexo. Foram avaliados 1720 escolares da rede municipal de Pelotas/RS, sendo 896 crianças (idade = 9,91 ± 1,21 anos) e 824 adolescentes (idade = 13,11 ± 1,04 anos), através de uma bateria de avaliações das medidas antropométricas (estatura [EST], massa corporal [MC], envergadura [ENV], índice de massa corporal [IMC]) e de testes físicos (flexibilidade [FLEX], potência de membros superiores [PMS], potência de membros inferiores [PMI], velocidade com troca de direção [VTD], velocidade linear [VL], resistência muscular localizada [RML] e capacidade cardiorrespiratória [CC]). O estudo de caráter de diagnóstico com cunho observacional utilizou o teste de correlação através do r de Pearson e classificou-as como muito fraca (0-0,19), fraca (0,2-0,39), moderada (0,4-0,69), forte (0,7-0,89) e muito forte (0,9-1). Destacou-se que no sexo feminino houve correlação moderada com IMC e PMS, as variáveis antropométricas EST, ENV e MC apresentaram pelo menos uma correlação com as variáveis de ApF, enquanto que estas variáveis demonstraram correlações moderadas entre PMS, VL e VTD. Já no sexo masculino foi observada correlação moderada entre IMC e CC, além de correlações fracas e moderadas entre EST, ENV e MC com pelo menos uma das variáveis de ApF, enquanto as variáveis de ApF demonstraram correlações moderadas entre PMI, VL e VTD. Portanto, ressalta-se a importância do diagnóstico destas variáveis para controle dos fatores de risco à saúde bem como para identificar potenciais relacionados ao desempenho esportivo

    INFLUÊNCIA DO TEMPO DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR SOBRE A VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA PEDIÁTRICA POR MEIO DE MÉTODO LINEAR

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    INTRODUÇÃO: A imobilização prolongada acarreta prejuízos sistêmicos que repercute diretamente em maiores agravos aos pacientes, dentre eles se encontra a redução da VFC, indicativo de maior morbimortalidade clínica. OBJETIVO: Analisar se o tempo de internação hospitalar influencia a modulação autonômica da frequência cardíaca em pacientes pediátricos. METODOLOGIA: Estudo longitudinal, quantitativo e prospectivo, realizado em uma enfermaria pediátrica. A amostra foi de pacientes entre 4 a 11 anos, ambos gêneros, internados dentro das primeiras 48 horas. A coleta iniciou após a assinatura do TCLE pelo responsável, seguida do colhimento dos dados pessoais e clínicos dos pacientes seguida da coleta da VFC, repetida no último dia de internação. A captação da VFC foi realizada pelo monitor Polar RS800CX. Os dados foram transferidos e passados por uma análise matemática no programa Kubios HRV2.2. Por fim, os dados foram tabulados e analisados pelo Microsoft Excel 2013 e software BioEstat® 5.3 respectivamente. RESULTADOS: Os valores lineares no domínio do tempo obtiveram média pré (IRR=644,7 com P=0,42; RMSSD= 46,1 com P=0,017 e SDNN=43,5 com P=0,017) e pós (IRR=656,3; RMSSD=34,8; SDNN=35,38) e no domínio da frequência média pré (LF=41,9 com P=0,013; HF=58,0 com P=0,013; LF/HF=1,03 com P=0,04) e pós (LF=52,2; HF=47,7; LF/HF=3,56). A correlação de Pearson na análise tanto de RMSSD pós x tempo de internação, quanto SDNN pós x tempo de internação demonstraram R=0,55 e R=0,59 respectivamente. CONCLUSÃO: Foi observado que o tempo de internação exerce influência negativa sobre a modulação autonômica da frequência cardíaca em pacientes pediátricos

    INTERNAÇÕES POR CONDIÇÕES SENSÍVEIS À ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: ASSOCIAÇÃO COM A COBERTURA DA ATENÇÃO PRIMÁRIA, 2015 – 2021

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    Objetivo: Avaliar as tendências e associações relacionadas as coberturas e internações por condições sensíveis à atenção primária à saúde no município de Fortaleza/Ceará/Brasil, no período de 2015 a 2021. Métodos: Estudo transversal com dados secundários (Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde, E-gestor atenção básica e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Utilizou-se o coeficiente de correlação de Pearson para as associações. Resultados: Foram registrados 176.330 internações por condições sensíveis, totalizando 8 principais, correspondendo a 78.5% do total. Obteve-se correlação inversa significativa entre a cobertura de atenção primária e internações por condições sensíveis: r=-0.86, (IC95%: -0.91/-0.61); p<0.001, bem como uma correlação moderada com cobertura de agente comunitário e internações (r=-0.59 (IC95%: -0.68/-0.54); p<0.001) Conclusão: O aumento das internações por condições sensíveis está diretamente relacionado com a cobertura da atenção primária. Além disso, enfrenta-se uma dupla carga de doenças, coexistindo as doenças infecciosas/parasitárias em concomitância com as crônicas

    INTERVENÇÕES NÃO FARMACOLÓGICAS NO MANEJO DA OBESIDADE INFANTIL: UMA OVERVIEW

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    Objetivo: Analisar na literatura científica a efetividade das intervenções não farmacológicas para o manejo da obesidade infantil. Método: Trata-se de uma revisão sistemática do tipo overview. As bases científicas para coleta de dados foram: Cinahl, Cochrane, Lilacs, Medline, Scopus, Scielo e Science direct, e todo o processo de seleção foi feito por pares e avaliado pelo teste Kappa. A análise dos estudos utilizou os instrumentos: AMSTAR para avaliação da qualidade metodológica, Robis 2.0 para avaliação do risco de viés, e o Sistema Grade para classificar nível de evidência. Resultado: 17 estudos foram considerados elegíveis, e avaliação das evidências demonstrou que as intervenções não farmacológicas são efetivas para o manejo da obesidade infantil, sendo classificadas pelo Sistema Grade com alto e moderado nível de evidência. Essas intervenções são caracterizadas como: comportamentais, educacional, familiar, nutricional e tecnológica e são capazes de promover mudanças no Índice de Massa Corporal e estilo de vida. Conclusão: As intervenções não farmacológicas são capazes de promover mudanças positivas quanto ao comportamento alimentar e manejo da obesidade, entretanto os resultados não são imediatos

    VÍRUS E FISSURAS OROFACIAIS: UM HISTÓRICO ISOLADO E DE ASSOCIAÇÃO

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    Os vírus são microrganismos comumente associados as doenças e infectam todos os seres vivos. Atuam de forma direta e indireta levando a pressão seletiva, com papel significativo e ainda em exploração no planeta. As fissuras orofaciais são anomalias congênitas de etiologia complexa e multifatorial, sendo as infecções virais durante a gestação um dos possíveis fatores etiológicos. A história da humanidade frente aos vírus e fissuras orofaciais de forma isolada é vasta, remontando a períodos antes de Cristo, seja por meio de leis para o controle de pragas e/ou por lendas de míticas criaturas deificadas e/ou demonizadas, cuja criação está fundamentada na Teoria Alegórica do surgimento das mitologias, demonstrando assim o interesse do ser humano e sua curiosidade em inovação e explicação destes assuntos. Considerando a relevância histórica, bem como a possível relação etiológica destes dois elementos, uma revisão da literatura foi realizada para apresentar a história mitológica e científica dos vírus e fissuras orofaciais, de forma isolada e associadas para fins de comparação. Para isso, foram utilizadas as bases PubMed/Medline, SciElo, LILACS e Portal Periódicos (CAPES) com os descritores: Virus, Anomalias/Anomalies, Virus and Anomalias/Virus and Anomalies, A History of viruses/História dos vírus, Virus and History/História and Virus, Virus and Myth/Virus and Mito, Anomalias and Mitos/Anomalies and Myths, Vampires and Virus/Vampiros and Virus. Enquanto o histórico mitológico é cheio de teorias contraditórias, o histórico cientifico acadêmico se revela coerente, porém resistente as novas áreas de atuação, não ponderando novas possibilidades e limitando a exploração científica, que só pôde ser alcançada nos séculos atuais. Quanto a associação, a linha de pesquisa relacionando vírus e fissuras orofaciais não possui nem meio século de existência, propiciando um grande campo a ser explorado e na mesma medida limitando os benefícios em prevenção que poderiam ser obtidos através destes estudos. &nbsp

    LONG-TERM NON-PROGRESSOR (LTNP) HIV INFECTION. A CASE REPORT OF AN 81-YEAR-OLD WOMAN

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    An 81-year-old woman, long-term non-progressor HIV infected, asymptomatic, not using ART, with a seven-year clinical follow-up in a reference unit, TCD4+ cell count values ​​ranged from 719 to 1151 cells/µl, TCD8+ from 579 to 897 cells/µl and a viral load with higher value of 51 viral copies/ml but with undetectable results in most of the tests performed. The report of the long-term non-progressor HIV carrier aged over 80 years is somewhat unusual, considering the physiological/immunological changes that occur with the aging process concomitantly with HIV infection

    OS DESAFIOS NA CONDUTA TERAPÊUTICA EM PACIENTES ACOMETIDOS COM FERIDAS CRÔNICAS

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    Considerado um grave problema em saúde pública, as feridas crônicas são patologias que desafiam o manejo terapêutico e infelizmente acometem milhares de pessoas em todo o mundo. Essa doença apresenta altos índices de morbidade impactando negativamente na qualidade de vida dos seus portadores, além de influenciar negativamente no domínio “bem-estar”, principalmente quando associado aos fatores clínicos podendo estar relacionado há anos de tratamento sem cura da ferida. As feridas crônicas são caracterizadas por demora ou dificuldade nos processos de cicatrização e reparação ordenada da integridade anatômica e funcional da pele durante um período de no mínimo três meses. Porém, algumas lesões permanecem por anos e até décadas sem cicatrizar. Objetivo: O escopo dessa revisão é mostrar o limitado arsenal terapêutico bem como a dificuldade no manejo clínico e dessa forma proporcionar uma reflexão sobre sua fisiopatologia e a urgente necessidade de novas opções e condutas terapêuticas que possam auxiliar no tratamento desses pacientes. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura sobre feridas crônicas, cujo critérios de inclusão foram artigos publicados no período de janeiro de 2005 a fevereiro de 2023. Conclusão: A problemática acerca dessa patologia é vasta, tratando de uma doença de difícil cura, com uma gama de fatores associados que dificultam a cura da lesão, estendendo essa doença a altos índices de morbidade. Novas condutas terapêuticas e novos fármacos, precisam ser desenvolvidos urgentemente. Destaca-se que o uso de probióticos e o emprego da nanotecnologia tem mostrado um grande potencial inovador no tratamento de pacientes portadores de feridas crônicas

    AVALIAÇÃO TOXICOLÓGICA E DETERMINAÇÃO DA DL 50 DO EXTRATO BRUTO DE LUFFA OPERCULATA COGN. (CUCURBITACEAE)

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    As plantas medicinais têm sido bastante utilizadas para o tratamento de várias enfermidades pelo homem. Numerosos compostos bioativos obtidos de plantas medicinais apresentam atividades antimicrobianas, antivirais, anticancerígenas, anti-inflamatórias, antioxidantes e neuromoduladoras. Entretanto, existe um número crescente de estudos científicos que comprovam a toxicidade de plantas medicinais. O fruto da Luffa operculata Cogn. é utilizado popularmente como purgante, emenogogo, expectorante e rinossinusite. Este trabalho teve como objetivo avaliar a toxicidade aguda e determinar a dose letal 50% (LD50) do extrato bruto etanólico de Luffa operculata Cogn., por via intraperitoneal em camundongos. No experimento foi utilizado camundongos albinos fêmeas Swiss (Mus Muscullus). Os animais foram divididos em grupos (n=6/grupo), e a toxicidade foi avaliada em duas etapas: preliminar e definitiva.  As reações comportamentais relacionadas às doses administradas do extrato de Luffa operculata Cogn. foram taquicardia, taquipneia, movimentos estereotipados e circulares e piloereção. Após essa fase, os animais apresentaram reações depressoras envolvendo apneia e prostração.  Além disso, os animais apresentaram outros comportamentos como: contorções abdominais, tônus da musculatura abdominal, espasmos e irritação da conjuntiva.  O extrato de Luffa operculata Cogn. apresentou uma DL50 de 3,3 mg/Kg de peso corpóreo, sendo considerada muito tóxica. Como essa planta é largamente usada pela população para fins terapêuticos, alertamos quanto a utilização indiscriminada devido ao alto potencial tóxico.

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