Revista Brasileira de Direito Processual Penal (Instituto Brasileiro de Direito Processual Penal - IBRASPP)
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    El interno como víctima del aumento del índice de encarcelamiento y la percepción de inseguridad en la sociedad occidental. Análisis particular del caso chileno.

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    Often, the discussion about the victim in the penal process recognizes only the crime victim and doesn’t take into consideration that the inmate, the person deprived of liberty, might also be a victim of the criminal justice system. This paper analyses the issue of mass imprisonment with particular attention to the Chilean case. The excessive and selective use of the deprivation of freedom has become a controlling tool, filling our prisons with those excluded from society. After a general analysis, we will investigate the causes of mass imprisonment: the dismantling of the Welfare State (followed by tougher punishment) and punitive populism (result of a vindictive demagogic attitude). We believe that the selection by which it operates, the effects that it produces and the resulting advantages for the privileged minorities make this not only illegitimate but also intolerable in a democratic society. We will conclude with a realistic proposal, an alternative to mass imprisonment, compatible with respect for human dignity. Normalmente cuando se habla de la víctima del proceso penal se piensa en la víctima del delito y se olvida que la principal víctima es el privado de libertad. Este trabajo analiza e problema del aumento del encarcelamiento con especial atención al caso chileno. El uso excesivo y selectivo de la pena privativa de libertad la ha transformado en un mecanismo de control, llenando las cárceles de marginados. Tras un análisis general de las principales causas del aumento del encarcelamiento: el desmantelamiento del Estado social (acompañado de una mayor punitividad) y el populismo punitivo (como resultado de un discurso demagógico vindicativo), se analizará la selectividad con la que opera, los efectos que produce y las ventajas que supone para grupos muy minoritarios. Todo lo anterior hace del encarcelamiento masivo algo ilegítimo e intolerable en una sociedad democrática. Concluye este trabajo con propuestas alternativas y factibles al encarcelamiento masivo, compatibles con el respeto por la dignidad humana

    Cooperação internacional em matéria de lavagem de dinheiro: da importância do auxílio direto, dos tratados internacionais e os mecanismos de prevenção

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    The present study aims to provide a possible response to the difficulties that the context of global crime has brought to the prosecution of money laundering in reason of an increasingly reduced control over financial flows, especially at an international level. In other words, would there be any mechanism at the disposal of the State that would allow it to do the necessary follow-the-money typical of this specific crime more efficiently and quickly? As a possible answer, the international cooperation was chosen as an important instrument of prosecution for the crime of money laundering. And based on the recommendations of Financial Action Task Force (FATF), among all the mechanisms of cooperation, direct assistance was prioritized as the most effective and swift mechanism to accompany the dynamics that demand the pursuit of this crime. In the end, is demonstrated the importance of combining mechanisms of cooperation with preventive methods, with emphasis on the Financial Intelligence Units, in order to efficiently combat this new crime.O presente estudo tem por objetivo trazer uma possível resposta às dificuldades que o contexto da criminalidade global trouxe para a persecução do crime de lavagem de dinheiro em razão de um cada vez mais deficiente controle sobre os fluxos financeiros, em especial no âmbito internacional. Isto é, haveria algum mecanismo à disposição do Estado que o permitiria realizar com mais eficiência e rapidez esse necessário follow the money típico dessa específica criminalidade? Como uma possível resposta elegeu-se aqui a Cooperação Internacional como um importante instrumento de persecução ao crime de lavagem de dinheiro; e, com fundamento nas recomendações do Grupo de Ação Financeira (GAFI), ressalta-se, dentre os mecanismos de cooperação, o auxílio direto como um eficaz e célere mecanismo para acompanhar a dinamicidade que exige a persecução desse crime. E, ao fim, destaca-se a importância da união desses mecanismos de cooperação a métodos preventivos, tais como as Unidades de Inteligência Financeira, para um eficiente combate à essa nova criminalidade

    Dados de comunicação privada eletrônica, jurisdição e cooperação jurídica internacional: Brasil e Estados Unidos

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    This study aims to find out if it is necessary to resort to international legal cooperation mechanisms to obtain data which are under control internet application providers established abroad. Therefore, initially, draws up a brief overview of international legal cooperation (about what and why we spoken). After, seeks to know what the parameters are for that particular entity is determined under national jurisdiction, in order to determine whether or not it is necessary to activate the mechanisms of international legal cooperation. Next, more specifically, aspects of the mutual legal assistance treaty between Brazil and the United States and the specificities in the American legislation regarding the protection of disclosure of data are discussed.In the face of this scenario, critical considerations are made if international legal cooperation procedures are not followed.Finally, it seeks to bring proposals so that the norms of international law, especially sovereignty, are respected.O presente trabalho tem como objetivo saber se é necessário recorrer aos mecanismos de cooperação jurídica internacional para obtenção de dados que se encontram sob controle de provedores de aplicação de internet estabelecidos no exterior. Para tanto, inicialmente, traça-se um breve panorama da cooperação jurídica internacional (do que e por que se fala). Após, busca-se saber quais são os parâmetros para que uma pessoa jurídica esteja sob determinada circunscrição jurisdicional, de modo a definir se será ou não necessário ativar os mecanismos interetáticos. Em seguida, aborda-se, mais precisamente, aspectos do auxílio direto entre Brasil e Estados Unidos e as especificidades na legislação americana relativas à proteção de divulgação de dados. Faz-se, diante do cenário trabalhado, ponderações críticas caso os trâmites de cooperação jurídica internacional não sejam seguidos. Em um último momento, busca-se trazer propostas para que os ditames do direito internacional, em especial a soberania, sejam respeitados

    Arquivamento de dados genéticos com finalidades penais: interesses em jogo, regulações europeias e soluções adotadas pelo legislador italiano

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    For any legal system, having a genetic database for the purposes of criminal justice represents an unavoidable but particularly delicate challenge. Unavoidable, because storing DNA profiles that belong to a given subjective population for computer comparison means providing investigators with resources of undeniable probative value. Particularly delicate, as the choices that determine the acquisition, conservation and consultation of genetically significant data generate the impact of the “biologisation of security” on so-called informational privacy, namely the right of the individual to check information that regards his/her personal sphere, defined by article 8 of the European Convention for the Protection of Human Rights and Fundamental Freedoms.In Italy, the DNA database has recently become operational, following a laborious legislative procedure. This contribution sets out to analyse the technical and value-related bases for law no. 85 of 2009 and the provisions for its introduction. It also proposes to assess this law’s capacity to ensure an adequate balance between contrasting interests that keep within the parameters of reasonableness and proportionality, as well as being in congruence with the jurisprudence of the European Court of Human Rights. It is only on these conditions that the sacrifice required of “genetic privacy” for the pursuit of the aims of criminal justice could be deemed culturally and socially acceptable, as well as juridically legitimate. Indeed, there is no doubt that the collective demand for security has become progressively more insistent, also in view of the growth of terrorism. Just as undeniable, however, is the public’s growing sensitivity towards the various aspects of personal confidentiality, especially regarding a genetic heritage that is now seen as a mark of subjective individuality. No modern law system can thus avoid the task of making technology an ally of privacy, especially in the ambit of criminal justice.Dotarsi di un database dei dati genetici a fini di giustizia penale rappresenta per qualsiasi ordinamento una sfida ineludibile, ma di particolare delicatezza. Ineludibile, perché immagazzinare profili del dna appartenenti a una determinata platea soggettiva in vista della comparazione automatizzata mediante procedure informatiche significa mettere a disposizione degli inquirenti risorse di innegabile rilevanza probatoria. Particolarmente delicata, in quanto dalle scelte che governano acquisizione, conservazione e consultazione di dati geneticamente significativi dipende l’impatto che la “biologizzazione della sicurezza” è destinata a produrre sulla c.d. informational privacy, intesa come diritto dell’individuo al controllo delle informazioni riguardanti la propria sfera personale, tutelata dall’art. 8 della Convenzione europea per la salvaguardia dei diritti dell’uomo e delle libertà fondamentali. In Italia, la banca dati del dna è divenuta operativa soltanto di recente, al termine di un faticoso percorso legislativo. Il contributo si propone di analizzare le scelte tecniche e valoriali operate dalla legge n. 85 del 2009 e dei provvedimenti di attuazione, verificandone la capacità di assicurare un bilanciamento tra gli interessi in contrasto conforme ai parametri di ragionevolezza e proporzionalità e la sintonia con le indicazioni della giurisprudenza della Corte europea dei diritti dell’uomo. Soltanto a queste condizioni il sacrificio richiesto alla “privacy genetica” per il perseguimento degli scopi di giustizia penale può risultare culturalmente e socialmente accettabile, oltre che giuridicamente legittimo. Non c’è dubbio, infatti, che la domanda collettiva di sicurezza sia divenuta progressivamente più insistente, anche per il diffondersi del fenomeno terroristico; altrettanto innegabilmente, però, si è acuita la sensibilità collettiva verso le differenti declinazioni della riservatezza personale, in special modo nei confronti di un patrimonio genetico ormai percepito come marchio dell’individualità soggettiva. Nessun ordinamento moderno, dunque, può sottrarsi al compito di rendere la tecnologia alleata della privacytanto quanto della giustizia penale. Criar um banco de dados genéticos com finalidades penais representa para qualquer ordenamento um desafio inevitável e, contemporaneamente, muito delicado. É inevitável porque armazenar perfis de DNA pertencentes a um determinado grupo de sujeitos para realizar uma comparação automatizada mediante procedimentos informáticos significa disponibilizar aos órgãos investigativos informações de inegável relevância probatória. Particularmente delicada pois em razão das escolhas que governam a colheita, conservação e consulta de dados genéticos relevantes depende o impacto que a “biologização da segurança” finda por produzir em relação à denominada informational privacy, ou seja, o direito do indivíduo ao controle das informações relativas à própria esfera pessoal, tutelado pelo art. 8 da Convenção Europeia dos direitos humanos. Na Itália, o banco de dados do DNA tornou-se operativo somente recentemente, após um percurso legislativo demasiadamente tormentoso. Neste artigo serão analisadas as escolhas técnicas e valorativas efetuadas pela Lei n. 85 de 2009 e pelas regulamentações de atuação, verificando a sua capacidade de assegurar um balanceamento entre os interesses em jogo em contraste conforme os parâmetros de razoabilidade e proporcionalidade e a sintonia com as indicações da jurisprudência do Tribunal europeu dos direitos humanos. Somente se atendidas tais condições, o sacrifício imposto à “privacidade genética” para o alcance dos objetivos de justiça penal pode ser considerado culturalmente e socialmente aceitável, além de juridicamente legítimo. De fato, não há dúvidas de que o clamor coletivo por segurança se tornou progressivamente mais insistente, especialmente pela difusão do fenômeno do terrorismo. Não obstante, é também inegável que a sensibilidade coletiva se tornou mais atenta em relação às diferentes declinações na privacidade pessoal, e, em particular, ao patrimônio genético agora percebido como marca da individualidade subjetiva. Nenhum ordenamento moderno, portanto, pode subtrair-se à tarefa de tornar a tecnologia uma aliada da privacidade tanto quanto da justiça penal

    A Inteligência Artificial e a disputa por diferentes caminhos em sua utilização preditiva no processo penal

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    The article explores the dispute between two global models about the acceptance of artificial intelligence to carry out predictive research around judges and courts, with special focus on criminal procedures. While in the United States research is free and has been developing, in France there has been recent criminalization of the behavior of those who use judicial decisions to do so. Given the delicate cooperation that must exist between experts in criminal procedure and knowledge engineers in the selection and construction of the algorithms that will teach the machine for the preparation of the predictive research, which one would be appropriate? The disparity of interpretative premises in the criminal process put in risk some possible syllogistic constructions that may arise from entimemas? Does the use of artificial intelligence in predictive analysis of criminal procedural decisions violate or ensure constitutional guarantees? Taking these issues into account, the article aims to evaluate whether the US liberal model would be the best option, without forgetting some alerts already identified by the European Comission for the effectiveness of Justice in its recent “European Ethical Charter on the Use of Artificial Intelligence in Judicial Systems and its Environment”, notably regarding the risks of prevalence of prejudices that may misrepresent predictive research and its results.O artigo explora a disputa entre dois modelos globais em torno da aceitação da inteligência artificial para pesquisas preditivas de decisões de juízes e tribunais, com especial enfoque no âmbito do processo penal. Enquanto nos Estados Unidos a pesquisa é livre e vem se desenvolvendo, na França houve criminalização do comportamento de quem se utilizar de decisões judiciais para tanto. Considerando a delicada cooperação entre peritos em processo penal e engenheiros do conhecimento na construção dos algoritmos que irão ensinar a máquina nas pesquisas preditivas, qual dos dois caminhos seria o adequado? A disparidade de premissas interpretativas no processo penal coloca em risco possíveis construções silogísticas que possam partir de entimemas? O uso de inteligência artificial na análise preditiva de decisões processuais penais viola ou assegura garantias constitucionais? Levando em conta essas questões, o artigo pretende avaliar se o modelo liberal norte-americano seria a melhor opção, sem olvidar de alguns alertas já identificados pela Comissão Europeia para a eficácia da Justiça, em sua recente “Carta Ética Europeia de Utilização da Inteligência Artificial nos Sistemas Judiciários e seu Entorno”, notadamente quanto aos riscos de prevalências de preconceitos que possam estruturar equivocadamente as pesquisas preditivas e seus resultados

    A tomada da decisão judicial criminal à luz da psicologia: heurísticas e vieses cognitivos

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    Based on knowledge coming from psychology, this essay seeks first to demonstrate how human beings, using heuristics, think and act to solve problems and make decisions in their day to day. Afterwards, the study seeks to reveal how heuristics are used in decision-making in criminal justice, commenting on the biases and the powers and perils of intuition, emphasizing that the judge should never dispense with rational and logical thinking, developed from the adversary proceeding. Therefore, it is pointed out the need for the judge to know the heuristics and biases of judgment, so that he seeks to make decisions in a more deliberative and less intuitive way, although there is a huge charge for speed in the current times.Finally, the need to provide and demand a multidisciplinary training of judges is reinforced.A partir dos conhecimentos da psicologia, este ensaio procura primeiro demonstrar como o ser humano, valendo-se de heurísticas, pensa e age para resolver problemas e tomar decisões em seu dia a dia. Em seguida, o estudo busca revelar como as heurísticas são empregadas para a tomada da decisão judicial criminal, comentando-se sobre  os vieses e sobre os poderes e perigos da intuição, ressaltando-se que o juiz jamais deve prescindir do pensamento racional e lógico, desenvolvido a partir do contraditório. Portanto, chama-se a atenção para a necessidade de o juiz conhecer as heurísticas e os vieses de julgamento, de modo que busque tomar decisões de maneira mais deliberativa e menos intuitiva, ainda que haja uma enorme cobrança por celeridade nos tempos atuais. Reforça-se, ao final, a necessidade de se propiciar e exigir uma formação multidisciplinar do magistrado.

    Obtenção de provas digitais por servidores: uma preocupante mudança de paradigma na cooperação internacional

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    It is becoming increasingly common that digital evidence relevant to criminal proceedings is not located in the State in which the crime was committed, but it is spread in the cloud computing, and it can be accessed only thanks to the intervention of the service providers that hold it. In such cases traditional instruments of judicial cooperation enter into crisis, since it can become very difficult to identify an executing State to which the evidence requests can be addressed. Hence the idea, implemented by a proposal for a European Union regulation, to create a channel of direct cooperation between the judicial authorities interested in acquiring the evidence and the providers, who would be responsible for verifying that the evidence requests respect the Charter of Nice. The result, however, is the privatization of an activity traditionally reserved to public bodies: a worrying paradigm shift that could put fundamental rights in serious danger.È sempre più frequente che le prove digitali rilevanti ai fini di un procedimento penale non siano localizzate nello Stato di commissione del reato, ma si trovino disperse nel cloud, risultando accessibili solo grazie all’intervento dei service provider che le detengono. In casi del genere i tradizionali strumenti di cooperazione giudiziaria entrano in crisi, poiché può diventare molto difficile individuare uno Stato di esecuzione a cui rivolgere le richieste istruttorie. Di qui l’idea, recepita da una proposta di regolamento dell’Unione Europea, di creare un canale di cooperazione diretta fra le autorità giudiziarie interessate all’acquisizione delle prove e i provider, a cui spetterebbe verificare che le richieste istruttorie rispettino la Carta di Nizza. Ne deriverebbe, però, la privatizzazione di un’attività tradizionalmente riservata ad organi pubblici: un preoccupante cambio di paradigma che rischia di porre in serio pericolo i diritti fondamentali.É cada vez mais frequente que as provas digitais relevantes para um processo penal não sejam localizadas no Estado em que ocorreu o cometimento de um crime, e que se encontrem dispersas no cloud, tornando-se dessa forma acessíveis somente por meio da intervenção do service provider que realiza o armazenamento. Nesses caos, os tradicionais instrumentos de cooperação judiciária entram em crise, porque pode tonar-se muito difícil especificar um Estado de execução ao qual direcionar pedidos de cooperação. Nesse quadro delineado, nasce a ideia, acolhida em uma proposta de regulamentação da União Europeia, de criar um canal de cooperação direta entre as autoridades judiciarias interessadas na colheita da prova e o provider, ao qual caberia verificar se os pedidos instrutórios respeitam a Carta de Nice. No entanto, trata-se de tendência de privatização de uma atividade tradicionalmente reservada aos órgãos públicos: uma preocupante mudança de paradigma capaz de fragilizar os direitos fundamentais

    Editorial: O impacto das novas tecnologias sobre a justiça penal – um horizonte denso de incógnitas

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    Modern society is dominated by new technologies, which have a quick expansion and a dramatic expansive attitude, in every area of individual and collective life. In the field of criminal proceedings, too, the use of advanced technological tools changes significantly the features of the system, with a visible impact on practices, but also on rights, safeguards and basic rules. This essay proposes a view of the areas of criminal justice where this phenomenon is more evident and of the main implications it has, in the perspective of protection of the basic principles of criminal proceedings and of fundamental rights of individuals. La società contemporanea è dominata dalle nuove tecnologie, connotate da un’evoluzione rapidissima e da una capacità espansiva immane, in tutti gli ambiti della vita individuale e collettiva. Anche nell’area del procedimento penale l’uso di strumenti tecnologici avanzati muta significativamente la fisionomia del sistema, con un impatto evidente sulle pratiche, ma anche su diritti, garanzie, istituti-chiave. Il contributo propone una panoramica delle aree in cui questo fenomeno è più evidente e delle principali implicazioni che ha, nella prospettiva della tutela dei principi cardine del sistema processuale e dei diritti fondamentali del singolo.A sociedade contemporânea é dominada pelas novas tecnologias, marcadas por uma rapidíssima evolução e por uma capacidade expansiva inerente, em todos os âmbitos da vida individual e coletiva. Até mesmo no âmbito do processo penal o uso de instrumentos tecnológicos avançados modifica significativamente a fisionomia do sistema, com um impacto evidente em relação às práticas, direitos, garantias, institutos-chave. Este editorial apresenta um panorama dos tópicos da justiça criminal em que esse fenômeno é mais evidente e acarreta suas principais implicações, na perspectiva da tutela dos princípios essenciais do sistema processual e dos direitos fundamentais do individuo. 

    Qual é o papel da vítima no processo penal italiano?

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    It has been a long time since Europe decided to place the victim in the middle of its criminal justice policies. From the 2001/220/GAI Framework Decision, there have been great cultural and regulatory changes, also in Italy, where the victim traditionally is placed at the edge of the process.The slow rediscovery of the victim has reached its peak with the directive 2012/29/EU: it is a \u27Magna Charta\u27 of the rights of the victim, which represents the necessary term of comparison to verify the compliance of individual national laws with respect to the Union law.Not everything, however, is resolved: some questions remain without a clear answer.First, we still have to know well who the victim is today: understanding its identity helps both to give her a correct baggage of rights and guarantees (information, participation, protection), both to work on the construction of an appropriate procedural role.On this second aspect, in particular, there are still doubts that do not find shared solutions. In Italy, the traditional suspicion demonstrated against the damaged, in order to claim compensation – inside of the criminal trial – for the damages suffered because of the offense, directs the interpreters towards a substantial distrust of the victim. It is difficult to see in the victim a part of the criminal process, without reference to the request for compensation. The essay examines, without preconceptions, the possibilities offered by a rethinking - in a participatory sense, as a real part - of the role of the victim in the criminal trial.È trascorso molto tempo da quando l’Europa ha deciso di porre la vittima al centro delle proprie politiche sulla giustizia penale. Dalla decisione quadro 2001/220/GAI si sono susseguiti grandi rivolgimenti culturali e normativi, anche in Italia, dove la vittima tradizionalmente si colloca ai margini della scena penale. Il lento percorso di riscoperta della vittima ha raggiunto l’apice con la direttiva 2012/29/UE: una sorta di Magna Chartadei diritti dell’offeso dal reato, che rappresenta il necessario termine di paragone per verificare – su questo tema – la compliancedei singoli ordinamenti nazionali rispetto al diritto dell’Unione. Non tutto, però, è risolto: taluni interrogativi rimangono sostanzialmente senza una chiara risposta. In primo luogo, dobbiamo ancor oggi domandarci chi è la vittima: comprenderne l’identità aiuta sia a ritagliare su di essa il corretto perimetro di diritti e garanzie (dall’informazione, alla partecipazione al procedimento, sino alla protezione), sia a lavorare sulla costruzione di un suo ruolo processuale quanto mai appropriato. Su questo secondo versante, in particolare, si concentrano ancora dubbi che non trovano soluzioni condivise. In Italia, la tradizionale diffidenza dimostrata nei confronti del danneggiato che si costituisce parte civile, al fine di chiedere il risarcimento dei danni patiti in conseguenza del reato subito, orienta gli interpreti verso una sostanziale sfiducia nella vittima come tale. Si fatica, detto altrimenti, a spogliare la vittima del proprio afflato risarcitorio, per vederne i contorni di un soggetto che a pieno titolo dovrebbe prendere attivamente parte alle dinamiche dell’accertamento penale. Lo scritto intende guardare, senza preconcetti, alle possibilità offerte da un ripensamento – in senso partecipativo, quale parte vera e propria – del ruolo della vittima nel processo penale.Há muito tempo a Europa decidiu inserir a vítima no centro das próprias políticas em tema de justiça penal. Desde a decisão quadro 2001/220/GAI ocorreram grandes acontecimentos culturais e normativos, até mesmo na Itália, onde a vítima tradicionalmente se coloca afastada do campo processual. O lento percurso de descoberta da vítima alcançou o ápice com a diretiva 2012/29/EU: uma espécie de Magna Carta dos direitos do ofendido pelo crime, a qual representa o necessário modelo de comparação para verificar – sobre esta matéria – a conformidade de cada ordenamento nacional em relação ao direito supranacional. Entretanto, nem tudo foi resolvido: alguns questionamentos permanecem substancialmente sem uma resposta clara. Em primeiro lugar, ainda hoje temos que nos perguntar quem é a vítima: compreender a sua identidade ajuda tanto a definir o correto parâmetro dos seus direitos e garantias (desde a informação, a participação no processo, até a sua proteção), quanto a trabalhar na construção de um papel processual apropriado. Sobre esse segundo aspecto, em particular, existem ainda dúvidas que não encontram soluções compartilhadas. Na Itália, a tradicional desconfiança demonstrada contra o ofendido pelo crime, que se constitui parte civil com a finalidade de requerer o ressarcimento dos danos causados pelo ilícito penal, orienta os juristas a uma substancial desconfiança da vítima como tal. Em outras palavras, é difícil despir a vítima da própria inspiração reparatória para ver os contornos de um sujeito que, com plena legitimidade, deveria tomar parte ativamente das dinâmicas do processo penal. O texto tem como propósito analisar, sem preconceitos, as possibilidades oferecidas para uma revisão – em sentido participativo, como parte propriamente dita – do papel da vítima no processo penal.

    Las comunicaciones por videoconferencia de los internos con el abogado defensor o con el abogado expresamente llamado en relación con asuntos penales

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    The use of videoconferencing in the Spanish Administration of Justice, and more specifically, in the Spanish criminal process, is not something new, not even in prisons, where for more than a decade this technology has been used to facilitate the practice of some judicial proceedings. However, its use for other purposes is complete or practically non-existent, although it may be very appropriate, among other things, to facilitate communications between the inmate and his family, to provide the inmate with medical assistance, or for videoconferencing of inmates with the defence lawyer or with the lawyer expressly called in relation to criminal matters. Precisely, this work focuses on the latter possibility when analysing whether this type of communication is currently regulated or not in the Spanish penitentiary regulations, if there are antecedents in this respect in our country, what advantages and disadvantages does it present, how it must be developed and what guarantees it must have.El uso de la videoconferencia en la Administración de Justicia española, y, más concretamente, en el proceso penal español, no es algo novedoso, ni siquiera en los centros penitenciarios, donde desde hace más de una década se hace uso de esta tecnología para facilitar la práctica de algunas actuaciones judiciales. Sin embargo, su uso para otros fines es completa o prácticamente inexistente, a pesar de que puede ser muy adecuada, entre otras cosas, para facilitar las comunicaciones entre el interno y sus familiares, para que se le preste al interno asistencia médica, o para las comunicaciones por videoconferencia de los internos con el abogado defensor o con el abogado expresamente llamado en relación con asuntos penales. Precisamente, este trabajo se centra en esta última posibilidad al analizar si actualmente este tipo de comunicaciones está regulada o no en la normativa penitenciaria española, si existen antecedentes al respecto en nuestro país, qué ventajas y deseventajas presenta, cómo ha de desarrollarse y qué garantías debe tener

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