Portal de Periódicos da Universidade do Estado de Mato Grosso
Not a member yet
8266 research outputs found
Sort by
NARRATIVAS DE UMA ESCRITORA VIAJANTE: MARIA ARCHER E A CULTURA DE LÍNGUA PORTUGUESA
Tendo nascido no limiar do século XX, (1899-1982), e vivido parte de sua vida entre Portugal, África e Brasil, em sua longa e produtiva atividade literária, a autora portuguesa Maria Emília Archer Eyrolles Baltazar Moreira estabeleceu relações com um tipo de público diferente do de seus livros – o(a)s leitore(a)s de jornais. Em destaque, não só periódicos portugueses, como também publicações brasileiras como A Gazeta, O Estado de São Paulo, e Portugal Democrático. Assim, a presença da escritora Maria Archer na imprensa do seu tempo pressupõe que nos voltemos para a caracterização da sua produção criativa aí. O estudo de sua contribuição para o alargamento da inserção da mulher como autora nas páginas impressas, nos países que se comunicam através da Língua Portuguesa levará ao entendimento da forma como a escritora, a partir do exílio se adapta à realidade cultural portuguesa e brasileira. Em boa medida, para a realização desta pesquisa, nos baseamos nos documentos que fornecem um testemunho da gênese da obra e vida da autora portuguesa, em sua produção criativa, nas entrevistas, em microfilmes de sua contribuição jornalística, em depoimentos de quem conviveu com a escritora na situação da diáspora em idioma fraterno.
A LINGUAGEM DO E NO ESPAÇO DO MUSEU (VIRTUAL) CASA DE PORTINARI: MUTAÇÕES NO REGIME DO OLHAR A ARTE
Dada a necessidade de problematizar as formas de leituras contemporâneas circunscritas às novas tecnologias, estas que tanto instituem regimes do olhar e do dizer o museu virtual, quanto demandam investimentos teórico-analíticos que subsidiem o campo educacional e o discursivo, este artigo tem por objetivo compreender o funcionamento do espaço virtual, enquanto materialidade significante, na composição das condições de possibilidade dos sentidos da arte. Para isso e subsidiados pelos dispositivos teórico- analíticos da Análise de Discurso franco-brasileira, elegemos a tese de que o modo de composição da arquitetura do Museu Casa de Portinari, no espaço virtual, (re)escreve as linhas de visibilidade desse espaço outro no qual é promovida a constituição de diferentes formas de ‘olhar’ a arte. O gesto de leitura empreendido exigiu formular a noção de campo heterotópico de estabilização, o que possibilitou compreender que a reprodutibilidade técnica da obra de arte, ao se inscrever no espaço virtual, produz uma mutação no regime de visibilidade que faz a materialidade do enunciado artístico
A REDE SOCIAL FACEBOOK E O SUJEITO INDÍGENA: UMA ANÁLISE DISCURSIVA
Neste artigo, buscamos compreender o uso da rede social Facebook pela “Aty Guasu”, assembleia dos Guarani e Kaiowá. Tendo como norteadora de nossos estudos, a Semiótica francesa, abordamos o local e o regional sul-mato-grossenses, por meio do ciberdiscurso, buscando resgatar no ciberespaço a representação do discurso desses grupos sociais. Foram contempladas na análise questões acerca da semântica discursiva do percurso gerativo de sentido, a fim de perceber em que medida tais discursos produzem determinadas práticas de subjetivação nos indivíduos de forma a (re)construir a identidade do sujeito indígena sul-mato-grossense. Os resultados apontam temas como: genocídio indígena, poder dos grandes latifundiários, necessidade de reforma agrária, opressão dos fazendeiros sobre os índios, desigualdade social, discriminação e desrespeito à cultura indígena
O DISTANCIAMENTO ENTRE ARTE, HISTÓRIA E MILITÂNCIA NO TEATRO POLÍTICO ANGOLANO: A Corda e A Revolta na Casa dos Ídolos de Pepetela
O teatro político teve sua origem na Rússia com o movimento “Agitprop”, no início do século XX, se expandiu pela Europa atingindo seu ápice na Alemanha com Brecht e o teatro épico. Muitas foram as mudanças deste novo estilo de teatro proposto no teatro épico, das quais uma se quer destacar: o efeito do distanciamento. Pepetela, autor angolano que foi militante do MPLA, utilizou-se das técnicas brechtianas para produção de duas peças A Corda e A Revolta na Casa dos Ídolos. Estas peças foram produzidas em um momento de intensa militância política, o pós-independência de Angola nos anos finas da década de 1970. Busca-se no trabalho ressaltar especialmente a arte, a história e a militância política especialmente quanto ao efeito estético do distanciamento entre palco e plateia
JAIME BATALHA REIS: LEMBRANÇAS DE LISZT ATRAVÉS DA IMPRENSA
Vigoroso interventor cultural, J. Batalha Reis (1847-1935), membro da Geração de 70 portuguesa, começou desde muito jovem a atuar no jornalismo. Ao lado de aspectos sociais e políticos, a literatura, a pintura e a música merecem-lhe atenção privilegiada e competente tratamento crítico. Alguns de seus textos revestem-se de um caráter eminentemente memorialista, como o que a seguir se transcreve e que integra o volume de nossa autoria, Memórias desarquivadas de Jaime Batalha Reis, a ser proximamente publicado.
A VOCALIZAÇÃO DA LATERAL PALATAL [ ?] > [ j ] NO FALAR DA COMUNIDADE DE CÁCERES NO ALTO PANTANAL DE MATO GROSSO
Este artigo tem como base teórica a Sociolinguística, trata da vocalização da lateral palatal [?] > [j], uso linguístico frequente no falar dos informantes mais velhos da comunidade cacerense localizada no Alto Pantanal de Mato Grosso. Nosso objetivo neste estudo é focalizar esses usos linguísticos e, assim, trazer uma contribuição para o conhecimento da variação dialetal no português do Brasil