Universidade Federal da Bahia, Escola de Administração: Periódicos EAUFBA
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O Fórum Caririense de Economia Solidária como Possibilidade de Integração Entre Empreendimentos de Economia Solidária, Entidades de Apoio e Fomento e Poder Público Local no Cariri Cearense
Os Fóruns de Economia Solidária se caracterizam como um dos modos de auto-organização política do movimento de economia solidária, que geralmente funcionam como um espaço para o debate político sobre o lugar de cada modo de auto-organização, sobre as relações que mantêm entre si e com os poderes públicos, um espaço para a reivindicação de direitos, de discussão de políticas públicas existentes e de ideias/elaboração de outras (FRANÇA FILHO, 2007). O Fórum Caririense de Economia Solidária vem, então, com a proposta de integração e diálogo entre uma variedade de atores sociais, buscando congregar os empreendimentos que trabalham com economia solidária (atividades de artesanato, produção de agricultura familiar, costura, eventos culturais, cooperativas e outros) na região e que estão comprometidos em participar ativamente das reuniões e decisões do mesmo, as entidades de apoio e fomento tais como universidade, faculdades, empresas privadas e estatais e outros e o poder público local
INDICADORES DE DESIGN PARA A SUSTENTABILIDADE NO ARTESANATO DE JUAZEIRO DO NORTE/CE E SUAS RELAÇÕES COM A ECONOMIA SOLIDÁRIA
O escopo, com esse artigo, é apresentar indicadores de design para a sustentabilidade nas práticas de artesanato em Juazeiro do Norte/CE. Desta forma, analisamos a origem do artesanato e, por sua vez, do processo de exclusão histórica do mesmo. Nesse relatório, o design para a sustentabilidade não se limita a questões ambientais, mas tenta se aproximar das práticas de Gestão Social, abordando além da dimensão ambiental, dimensões econômica, social e cultural. Os dados coletados com 225 artesãos do município foram tabulados e analisados a partir desse referencial de artesanato e design sustentável. Para o estudo da sustentabilidade ambiental, foram analisadas matéria-prima, preocupação ambiental, aquisição da matériaprima e formas de descarte dos resíduos. Percebemos que há consciência da necessidade de práticas ecológicas, mas as mesmas estão mais voltadas para o descarte dos resíduos, sendo raras as que se referem à matéria-prima. Na dimensão econômica, foi abordada a necessidade de outra atividade para complementar a renda. Essa necessidade ocorreu em 63,6% dos casos analisados, o que fragiliza a ideia de o artesanato ser sustentável; por outro lado, o artesanato aparece como principal fonte de renda para 69,6% da amostra, complexificando essa análise. A forma como os artesãos aprenderam o oficio é explicado pela vertente cultural e econômica. Em relação aos aspectos sociais, analisamos a participação da família no artesanato, se o artesão é associado
e as vantagens em participar das associações. Os dados percentuais indicam sustentabilidade em relação a esse aspecto, no entanto, quase 90% da amostra trabalham em casa e 87,6% são proprietários dos equipamentos de produção
Economia Solidária: Uma Revisão Teórica a Partir dos Seus “Múltiplos” Conceitos
O objetivo deste ensaio teórico foi realizar uma revisão e discussão da literatura sobre as concepções que permeiam o tema Economia Solidária. Como questões norteadoras buscou responder se no plano intelectual o tema apresenta uma diversidade de concepções conceituais e quais as semelhanças e/ou diferenças nas visões dos autores. Os resultados da investigação indicaram que não somente existe uma gama de concepções entre autores, como ainda não há uma visão dominante e, muito menos, um consenso sobre o que é a Economia Solidária, quais organizações e entidades que a compõem, bem como qual o seu papel social. Como contribuição para discussões e investigações futuras, deixa-se os seguintes questionamentos: A gama de concepções sobre a temática indica uma pluralidade de conceitos ou uma confusão teórica? Até onde esta diversidade agrega ou desarticula as iniciativas solidárias? Qual o limite da aproximação de fronteiras conceituais sem comprometer os ideais de cada uma
Avaliação do Programa de Incentivo à Autonomia Econômica e Empreendedorismo das Mulheres Baianas – SEPROMI/BA
O presente artigo é o resultado da avaliação do Programa de inventivo à Autonomia Econômica e Empreendedorismo das Mulheres Baianas (Sepromi/Ba), implementado pela A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial – SEPROMI, do Governo do Estado da Bahia. O programa é uma política pública de gênero que objetiva promover a autonomia econômica das mulheres por meio das atividades produtivas do artesanato, através da apropriação da cultura do empreendedorismo e da valorização da cultura local. A avaliação tem como objetivo apontar os resultados e as aprendizagens decorrentes do Programa, enquanto instrumento de políticas públicas, discutindo sua pertinência, coerência e cobertura, compreender as mudanças significativas em termos de aprendizagem o programa promoveu em seu público-alvo e na organização que o promoveu. Como metodologia de avaliação foram utilizadas análise bibliográfica, análise de arquivo, entrevista e observação in loco, com base num quadro de valores que norteiam os critérios avaliativos, entendendo todo conjunto complexo de aspectos subjetivos envolvidos no processo. Concluiu-se que os problemas relativos ao desenho do programa acabaram influenciando preponderantemente no não alcance dos seus objetivos iniciais, mesmo quando estes foram revistos, considerando o papel de aprendizagem organizacional imprimido por esta avaliação
A importância de um diálogo intersetorial para a sociedade
Este relato de prática visa abordar a experiência do Movimento Observatório do Recife, sobre a importância de um olhar intersetorial na contribuição da melhoria da qualidade de vida da sociedade. Ou seja, como um movimento, que estimula articulação entre os setores, pode contribuir na ampliação de uma visão de governança da cidade. O Observatório do Recife (ODR) é um movimento da sociedade civil que reúne setores empresariais, acadêmicos, movimentos sociais e cidadãos, mobilizados com o intuito de selecionar, propor e monitorar indicadores da cidade do Recife na busca da melhoria dos níveis de vida de todos os que habitam a capital pernambucana. Aberto a contribuições múltiplas, o ODR não tem destaque para lideranças individuais nem direcionamento político-partidário ou privilégio de grupos específicos
Aterro Sanitário: Um problema de Cruz das Almas
Este trabalho tem por objetivo apresentar as diferenças existentes entre as diversas formas de disposição dos resíduos sólidos bem como as determinações legais para tal. Além disso, propõe-se discutir a problemática do lixo no município de Cruz das Almas, destacando para tanto questões como o mau uso do aterro sanitário e problemas na coleta do lixo nos limiares urbanos. A fim de apropriar-se da temática apresentada, fez-se necessário, a busca do máximo de informações possíveis acerca do tema proposto. Para tanto foi realizado o levantamento bibliográfico e pesquisas de campo, com visitas ao aterro sanitário, registros fotográficos e a realização de entrevistas com autoridades municipais. O acesso ao aterro não foi permitido, as fotografias retiradas foram feitas à distância e as entrevistas procederam-se informalmente
Política Habitacional Chilena hoy: advertencias para la réplica Latinoamericana
Hace treinta años el Estado Chileno optó por un modelo de producción habitacional de tipo ABC (ahorro, bono y crédito), esto con la finalidad de facilitar acceso a la vivienda a sectores mayoritariamente pobres, emergentes y medios, con fuerte participación del sector privado en la producción y financiamiento. En estos treinta años el parque habitacional se duplicó a nivel nacional, pasando de 4.300.000 a 8.214.000 unidades; 59% del stock construido en este período (1980-2010) fue hecho con subsidio, o directamente por el Estado (2.323.738 unidades). Bajo este modelo fue posible bajar el déficit cuantitativo de viviendas -como porcentaje de la población-, de 29% en 1980 a 10.5% en el 2010. Este es el gran acierto, aclamado y replicado en la región. Existe eso sí un trasfondo, que explica el éxito, las omisiones y los efectos negativos, que deben ser considerados al momento de implementar un modelo de esta naturaleza en los países vecinos. El objetivo de esta reflexión es dar cuenta de lo bueno, lo malo, lo pendiente de una política habitacional y urbana basada en un modelo de subsidio a la demanda y producción de mercado del hábitat, como advertencia para su réplica. El artículo se divide en 4 partes: Contexto, que describe estructura institucional, oferta, financiamiento, política de suelo y acceso a la tierra, política para los asentamientos precarios, participación popular y control social; Aciertos (parte 2); Omisiones, efectos negativos y desafíos (parte 3); Política Habitacional Chilena en Latinoamérica (Parte 4)