Universidade do Minho: LASICS (Laboratório de Sistemas de Informação para a Investigação em Ciências Sociais)
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    Prefácio. Ihor, home. Aylan…

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    Eu sou tu. Uma ecossociologia da individuação

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    A Ecologia está ainda está na sua fase infantil. Convém, por isso mesmo, evitar conceções reacionárias ou liberais que alterem o seu significado profundo. Quando propomos uma ecossociologia da individuação, estamos a dar enfase às noções de ecologia e individuação em simultâneo, precisamente por considerarmos a utilidade do seu casamento epistémico. Trata-se de um pretexto para a interrogação e para a reflexão transdisciplinar. Recusa-se o pensamento sistemático e fechado. Foca-se na natureza das ligações entre o individual e o coletivo, entre o intermédio e o transpessoal, propondo, novamente, uma ligação entre a Biologia Humana, a Psicologia e a Sociologia

    Convivialidade e agroecologia

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    Discutiremos como a agroindústria causou a crise estrutural em várias frentes, para ilustrar as respostas, inspiradas na agroecologia, que os agricultores da Nicarágua, Cuba e Índia estão realizando e a maneira pela qual essas reações podem ser interpretadas na perspetiva da construção de uma sociedade pós-industrial. Na crise do sistema, estão os elementos das alternativas. “Onde há o perigo, nasce também o que salva”, disse o poeta Hölderlin. A crise do modelo agroindustrial e os processos de transformação agroecológica que começam a crescer à escala planetária refletem a crise anunciada por Iván Illich, quatro décadas atrás. As ferramentas de convivialidade simples, mas eficientes, estão sendo defendidas, para que possam usar-se sem dificuldade, com a frequência desejada e para os fins que elas mesmo determinam (Kaller, 2012), de modo a não degradar a autonomia nem a criatividade pessoal, mas antes a expandir a coexistência e a convivialidade comunitária (Illich, 2006)

    Um eco-ecumenismo para cuidar do planeta que herdamos

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    Os seres humanos empenharam-se em destruir e contaminar o nosso planeta, e mais recentemente desenvolveram novas maneiras de alterar a natureza, como a produção de transgénicos e a fabricação de armas atómicas. Subsiste, no entanto, alguma esperança, já que vários países do mundo estão a caminhar para acordos no sentido de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. As várias tradições religiosas do mundo devem unir forças numa espécie de eco-ecumenismo para cuidar do planeta que herdamos e viver em harmonia com toda a criação. Um fim nada fácil de atingir, nestes tempos de intolerância ideológica e fanatismo religioso

    Escuchar, sentir, interactuar. La experiencia del entorno sonoro en los videojuegos

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    El surgimiento y desarrollo de los sound studies ha estado marcado por dos aspectos clave: una nueva concepción de la escucha como un acto multidimensional y consciente; y la idea de soundscape como el sonido del entorno físico y la construcción del mismo. Dos aspectos que van a detentar un papel clave en la concepción y relación que las personas detentan con el mundo, así como en el diseño de la experiencia sonora en los diferentes medios y manifestaciones audiovisuales. La presente propuesta tiene por objeto efectuar una aproximación al concepto de escucha en el ámbito de los videojuegos, poniendo especial énfasis en el diseño de espacios desde una perspectiva auditiva y cómo éste va a apelar a diversas formas de percepción y procesamiento de los estímulos sonoros, por parte de las personas jugadoras

    “Gugu-dadá” e outros sons: o ecossistema sonoro do bebé em isolamento acústico

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    Em tempos de isolamento social, o subsequente isolamento acústico que naturalmente se impôs aumentou o tempo e a predisposição da maioria de nós para a escuta. Esta proposta de análise reflexiva baseia-se numa experiência tão pessoal quanto universal. Quando a vivência da quarentena se sobrepõe à da maternidade, a atenção perante os primeiros sons do bebé é redobrada. Esta é, portanto, uma proposta reflexiva sobre esse processo de aprendizagem através do som, tão individual e íntimo quanto o processo de escuta, tão universal e genérico quanto a própria existência humana. Neste artigo, observar-se-á o som como a primeira forma de comunicação da espécie humana, nomeadamente através do choro, do grito e do riso, elementos sonoros por excelência. Seguir-se-á uma reflexão sobre o som como descoberta de quem fomos, num tempo do qual não temos memória ativa, apenas passiva. Por fim, desenvolver-se-á uma proposta para um arquivo sonoro da infância, numa tentativa de complementar a memória documental dos álbuns de fotografias de bebé com os principais sons da infância

    Proteção das marcas e o processo de comunicação: o caso das universidades portuguesas

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    Os documentos relacionados com os pedidos de registo de marcas depositados nos órgãos oficiais de propriedade industrial têm um potencial pouco explorado nos estudos de Comunicação. Estes contêm dados sobre as marcas que almejam proteção legal e sobre os respetivos produtos ou serviços que estas devem identificar no mercado. Esses dados têm o potencial de revelar tendências mercadológicas e de oferecer subsídios aos debates sobre o papel da marca registada nas estratégias de comunicação. O presente trabalho tem como objetivo apresentar as possibilidades de levantamento desses dados junto à ferramenta pública TMview, além de apresentar didaticamente aspetos do sistema de proteção legal das marcas que possam auxiliar na comunicação estratégica das organizações. A opção pelas marcas das universidades decorreu do facto de o setor do Ensino Superior português possuir efervescência comunicativa e identitária úteis à observação empírica. Este setor enfrentou, ao nas últimas duas décadas, desafios que exigiram uma mudança estratégica – na governação, no ensino e na relação com a sociedade civil –que afetaram o seu modelo tradicional de comunicação e revelaram outros sentidos identitários. Neste contexto, observou-se o desenvolvimento de verdadeiras “marcas” de serviços de educação, sustentadas em novos designs gráficos e no uso de maior diversidade de canais de comunicação. A metodologia aplicada foi a da pesquisa exploratória qualitativa, aliada à revisão bibliográfica, e o trabalho foi desenvolvido em etapas sequenciais. Foi possível concluir que as marcas das universidades portuguesas pesquisadas apresentaram um caráter semelhante ao encontrado nas marcas comerciais, onde o desejo de se destacarem num ambiente concorrencial orienta desde a sua conceção até a utilização do sistema de registo de marcas. Além disso, produtos e serviços outrora não oferecidos por instituições de ensino são encontrados nas especificações dos documentos de registos de marcas, tais como peças de vestuário e equipamentos de desporto, entre outros

    O que significa descarbonizar? Uma visão da sociedade atual sem energia fóssil

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    Este capítulo aborda conceitos que estabelecem a relação entre a utilização da energia, o desenvolvimento tecnológico e a qualidade de vida. A energia e as consequências da sua utilização são consideradas, expondo os ciclos naturais do carbono, conceitos necessários à compreensão do problema das emissões antropogénicas de dióxido de carbono para a atmosfera. Desconstrói-se o termo “descarbonizar”, por vezes, abusivamente utilizado em contextos de linguagem mediática e por referência a discursos que se inscrevem em lógicas preconcebidas, sem base científica. Por fim, convoca-se um conjunto de reflexões em torno do desenvolvimento sustentável e das vias para o atingir. Este, sendo inevitável e de todos dependendo, deve centrar-se numa visão alargada da dignidade e da qualidade da vida humana e num compromisso de relacionamento ético entre o ser humano e a natureza

    Interação periférica: uma nova forma de comunicar com a tecnologia

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    O artigo proposto apresenta a interação periférica, uma área recente da Interação Humano-Computador, que surge como uma forma de amenizar os efeitos menos positivos da omnipresença da tecnologia. O desenvolvimento de uma nova forma de interação que melhore a comunicação entre o ser humano e a tecnologia é fundamental numa era predominantemente tecnológica. Este tema de investigação surge no âmbito do projeto de tese de doutoramento em curso, intitulada “Design para a interação periférica no contexto mobile”, do Doutoramento em Ciências da Comunicação. A exploração deste tema é motivada pela necessidade de compreender os benefícios reais de introduzir este tipo de interação nos sistemas tecnológicos atuais. Sendo uma área recente e pouco explorada, surgem alguns desafios e questões pertinentes a serem colocadas. Este artigo, para além de apresentar a temática da tese, expõe o processo de investigação e o ponto de situação em que se encontra. Serão apresentadas as descobertas e principais conclusões provenientes deste processo e os próximos passos a dar na investigação, de forma a alcançar os objetivos pretendidos

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