Universidade do Minho: LASICS (Laboratório de Sistemas de Informação para a Investigação em Ciências Sociais)
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    A última grande invenção ou o fim do humano

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    O objetivo deste ensaio é claro: discutir a última grande invenção humana, a inteligência artificial e, segundo a nossa reflexão, o seu consequente paradoxo. Paradoxo que se sustenta a partir do estabelecimento de premissas que se tem institucionalizado pela robotização do humano e pela procura de humanização das máquinas. É sobre as suas fronteiras e as questões que aí se esboçam que a análise recairá. Estando a viver-se uma era marcada pela alienação do humano, numa era em que o apanágio da inteligência – dos smartphones às smartTV’s –, passou a ser atribuível às máquinas, é de considerar que a última grande invenção do Homem possa significar a sua derradeira ameaça, à semelhança do que alertara Ray Kurzweil em The Age of Spiritual Machines: When Computers Exceed Human Intelligence (2000) ou mesmo da possibilidade do seu fim como adverte James Barrat em Our Final Invention: Artificial Intelligence and the End of the Human Era (2013) ou ainda Stuart Armstrong em Smarter Than Us: The Rise of Machine Intelligence (2014). A este respeito Stephen Hawking e Noam Chomsky entre muitos outros alertaram para o rápido desenvolvimento da inteligência artificial a par do desenvolvimento do armamento como drones ou outros aparelhos não humanamente pilotados. Se é verdade que esta é uma visão dramática, não deixa de ser possível questionar a sua validade pois pode ser que haja ainda um horizonte a partir do qual se possa reequacionar o que significa ser humano ou como ser humano num mundo computacionalmente inteligente como sugerido em Nick Bostrom em Superintelligence: Paths, Dangers, Strategies (2014) ou na recente obra de Luís Moniz Pereira, A Máquina Iluminada (2016)

    Desfocados: a distração programada da Internet em The Shallows de Nicholas Carr

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    Após a enorme polémica de Is Google Making us Stoopid?, Nicholas Carr responde com a obra The Shallows – What the Internet is doing to our brains. A partir da análise desta obra, surgem uma série de problemáticas culturais, humanas e filosóficas sobre a utilização da Web e os efeitos permanentes da mesma no desenvolvimento neurológico. Visitaremos conceitos relativamente recentes como plasticidade cerebral e a sua relação com os média disponíveis, bem como tecnologias intelectuais, como o mapa, o relógio ou o livro. Por fim, seguiremos o caminho traçado por Carr na análise das características irresistíveis e manipuladoras da internet, até nos depararmos com as Time-Wasting Apps – aplicações online criadas propositadamente para diminuir as consequências negativas causadas pelos estímulos distrativos online. Terá a utilização indiscriminada da internet algum impacto naquilo que nós somos? Está de facto a alterar os nossos cérebros, como Carr sugere? Atrevemo-nos a questionar quem somos e porque o somos

    Mean Time: seven ways to look at time through mobility

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    This paper’s idea was triggered by the exhibition “Cedric Price: Mean Time,” presented at the Canadian Centre for Architecture in Montréal. Starting with the premise that mobility is a contingent (Till, 2009) act, this text looks at the different time(s) created by this contingency. The seven time(s) here considered are: Suspending Time, Free Time, Expanding Time, Distorting time, Folded Time, Loosing time, and Living time. Through specific “spatial stories” (de Certeau, 2002) each time is explained, in their features, unfolding how time-mobility shapes the way we create different appropriations of space, transmuting not only places, but also the relationship between ourselves and the other

    Da imagem na linguagem

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    Ver e aprender com o Crash Course: Novos paradigmas na transmissão de conhecimento online

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    Observando que grande parte da aprendizagem ocorre atualmente fora dos contextos académicos, fazemos uma abordagem às novas pedagogias com recurso a multimédia, enquadradas nos contextos digitais da Sociedade do Conhecimento. A existência de um canal de vídeos educativos como o Crash Course no universo educativo online é denotativa da atual multitude de recursos académicos- formais e informais- presentes do ciberespaço. No que diz respeito a novos modelos e plataformas formativas, note-se o exemplo dos MOOC - Massive Online Open Courses - que desde 2006 têm tido uma grande expansão- ou das palestras online, como acontece nas TED Talks ou Video Lectures. net. Sendo estas as marcas de uma nova cultura global, que demonstram a existência de princípios do Conetivismo mas também de edutainment, tentamos caracterizar a experiência comunicacional associada à transmissão de conhecimento. Assistimos aqui a uma procura recíproca entre fornecedores e consumidores: os criadores de conhecimento procuram público no seu habitat natural e os recetores buscam informação alternativa ou um aprofundamento daquilo que aprendem em contexto formal

    A arte urbana e os lugares do habitar. Up There, o caso da intervenção de Katre no Bairro de Carcavelos

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    O graffiti é frequentemente discutido enquanto prática subversiva de agenciamento de identidades, em contra-corrente com a ordem estabelecida, enquanto campo de forças e de luta simbólica pela apropriação do espaço urbano, lugar de expressão das sub-culturas, prática de enunciação e de re-criação do imaginário coletivo, instância de novas socialidades (Campos, 2010, 2013; Ferrel, 1996; Hebdige, 2005; Pais, 2003; Pescio, 2015; Rose, 2005). Menos usuais são os estudos sobre o graffiti re-centrados nos contextos pragmáticos de enunciação discursiva concretos, nas circunstâncias espacio-temporais específicas, de onde essas mesmas enunciações edificam espaçamentos, ou, em síntese, na pesquisa aprofundada das formas de comunicação, nomeadamente as visuais, potenciadoras de modos particulares, individuais e coletivos, do habitar (Heidegger). Este capítulo tem como propósito, precisamente, analisar as práticas discursivas de arquitetura semiósica (Peirce) agenciada pela arte urbana, num dado contexto espácio-temporal. Para tal, propõe-se como objeto de pesquisa o caso Up There, um projeto de arte urbana implementado na cidade de Matosinhos, com incidência na intervenção do artista Katre, no Bairro de Carcavelos

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