Universidade do Minho: LASICS (Laboratório de Sistemas de Informação para a Investigação em Ciências Sociais)
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"Teclas Prá Vida": a transformar janelas em realidades inclusivas
O desafio da inclusão das pessoas mais velhas na realidade digital leva-nos a apresentar algumas experiências vivenciadas pelos participantes nas oficinas "Teclas Prá Vida". Estas oficinas de alfabetização digital integram-se num projeto vocacionado para a promoção das literacias, o "Letras Prá Vida". Descrevemos como é desenvolvida a literacia digital crítica, ao longo das sessões das oficinas, e partilhamos alguns dados decorrentes da participação das pessoas na ação nacional "7 Dias com os Media", uma iniciativa do Grupo Informal sobre Literacia para os Media, que visa a promoção da literacia crítica com e para os media.
Seguindo uma metodologia qualitativa de investigação-ação participativa, as oficinas de alfabetização baseiam-se numa abordagem de educação de adultos não formal, com planificações e avaliações flexíveis e participadas, usando a música, a poesia, a literatura e a tecnologia como meios de promoção das várias literacias. Valoriza-se a literacia da vida dos participantes, sendo os afetos uma constante. No final de cada sessão, a equipa reúne, reflete, partilha, avalia e produz o relatório crítico. Entre os resultados, consideram-se as várias literacias que o projeto promove e, no âmbito da literacia digital crítica, destacamos a pertinência dos participantes aprenderem a avaliar a credibilidade e a fiabilidade da informação e das suas fontes, com preocupação pela proteção e questões éticas. Assim, os participantes tornam-se capazes de tirar benefício pessoal e social do uso das tecnologias, assumindo-se como cidadãos ativos. Inspirados na ideia de Sydney Harris (1985) de que o propósito da educação é transformar espelhos em janelas, sugerimos a proposta de transformar janelas em realidades inclusivas. Não é a imagem do “velhinho à janela”, a observar o presente e o futuro a ser construído, mas da pessoa mais velha a construir a paisagem, no presente e para o futuro
Educação não formal e suas dimensões éticas e estéticas na formação midiática e cultural de estudantes universitários
A formação cultural não se restringe aos espaços institucionalizados de educação, ainda que estes sejam lugares privilegiados para o acesso aos conhecimentos sobre o mundo e suas distintas culturas e para a possibilidade de aprender e se apropriar de tais saberes. No entanto, fora do limite escolar podem ocorrer processos formativos e de aprendizagem tão significativos e relevantes quanto aqueles que acontecem em seu interior. Com o objetivo de refletir sobre as possíveis articulações de saberes entre os espaços da educação formal e não formal, o artigo discute alguns aspectos de tal relação a partir da dimensão ética e estética da formação midiática e cultural de estudantes universitários/as. Por meio de relatos, narrativas e de um mapeamento midiático-cultural realizado com estudantes de um curso de Pedagogia, a análise de tais experiências permitiu evidenciar alguns resultados: a diversidade de experiências culturais promovidas com audiovisuais, músicas e saídas de estudos potencializam a articulação entre os saberes formais, não formais e informais; aprendizagens construídas em contextos de educação não formal, quando compartilhadas em diferentes espaços formativos, possibilitam ressignificar certas experiências educativas e culturais; as práticas midiáticas construídas nas fronteiras da educação e cultura digital, quando mediadas na perspectiva crítica da mídia educação, podem ser “desnaturalizadas” a partir de critérios éticos e estéticos e propiciar outras formas de conhecimento e construção de vínculos entre professores e estudantes. Como conclusão, a necessária retomada da discussão sobre ideia de escola no contemporâneo, a desejável articulação entre as aprendizagens formais, não formais e informais nos diferentes espaços educativos, e o desafio de abordar diversas questões colocadas pela cultura digital do ponto de vista político, ético e estético na escola, de modo a contribuir de forma crítica com as mudanças que ocorrem na sociedade
O modelo MAPE de ensino a distância: questões de ética e gestão da informação
O modelo MAPE de ensino a distância (EaD) tem sido implementado na lecionação de algumas unidades curriculares (UC) incluídas em cursos oferecidos por uma instituição de ensino superior portuguesa. A investigação já realizada sobre o desenvolvimento desse modelo tem atendido a várias dimensões, tais como o design dos ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) que suportam o seu funcionamento e a autonomia dos alunos na condução do seu processo de aprendizagem. No presente texto, exploramos, sobretudo, questões de transparência na gestão da informação. Tomando por referência a ética do discurso, de Habermas, pressupomos que a transparência da comunicação assenta na inteligibilidade e no entendimento mútuo. O facto de toda a comunicação pedagógica gerada nas UC subordinadas ao modelo ficar gravada no AVA por tempo indeterminado parece conferir transparência à modalidade de EaD adotada, o que suscita várias questões pedagógicas e éticas. Assim, interessa-nos estudar as implicações da referida transparência, pelo que definimos os seguintes objetivos de investigação: 1) caracterizar os AVA subordinados ao modelo MAPE à luz de critérios de transparência; 2) compreender a perceção de alunos com experiência do modelo MAPE em relação à transparência da comunicação pedagógica online. Este último desdobra-se em dois objetivos mais específicos: 2.1) discutir a relação entre transparência e outras questões éticas associadas à comunicação pedagógica online; 2.2) discutir a relação entre transparência e estratégias de ensino e de avaliação online.
A metodologia de investigação assentou na análise de toda a comunicação pedagógica gerada no AVA de uma UC e em entrevistas a oito alunos que frequentaram essa mesma UC.
Os resultados do estudo sugerem que a referida transparência é reconhecida como mais vantajosa que desvantajosa, embora se deva discutir se alguns registos – sobretudo aqueles que assumem a forma de comentários relativos à avaliação individual de cada aluno – devem ou não manter-se visíveis para toda a turma
Mobilidade: o percurso do conceito e sua aproximação à comunicação
Este ensaio propõe um percurso histórico sobre os estudos da mobilidade e aponta algumas ligações com as questões das migrações e dos refugiados. Sugere, também, uma aproximação ao campo da comunicação, concluindo que, com o uso multifacetado dos smartphones, os média sociais tornaram-se objeto de estudo em diversas áreas temáticas, inclusive na mobilidade
Pedestrian environment quality assessment for promotion of urban mobility in Portuguese medium-sized cities
This text is supported in an international bibliographical survey on quality indices of the pedestrian environment. It discusses the definition of a methodology for the collection and analysis of the different components of the pedestrian environment (vehicle traffic, tours, occupation of soil and aesthetic and security aspects) to determine an index that can support the definition of proposals for the improvement of the pedestrian system. The text is based on a survey provided by a pilot field data which was used for the calibration and validation of the proposed methodology, as well as for the definition of a geographical information system for georeferenced graphic presentation of the obtained evaluation