Universidade do Minho: LASICS (Laboratório de Sistemas de Informação para a Investigação em Ciências Sociais)
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    Notícia de jornal: uma abordagem ao texto jornalístico

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    Desinformação versus credibilidade: o caso do jornalismo

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    “Que situações na internet incomodam pessoas da tua idade?” As respostas de crianças e jovens portugueses

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    A partir da mesma pergunta aberta nos questionários EU Kids Online realizados em Portugal em 2010 e 2018 – que situações na internet incomodam pessoas da tua idade? – este artigo analisa se as situações na internet que incomodam crianças e jovens em 2018 coincidem ou divergem relativamente ao que foi referido por uma geração anterior de crianças e jovens, em 2010, e averigua que diferenças e que semelhanças existem nas perceções de risco por género e por idade. Os resultados dão conta do relevante incómodo causado por conteúdos inadequados, conteúdos de cariz publicitário ou violentos, bem como da muito maior presença de situações danosas causadas por pares. O artigo conclui situando estas respostas no quadro mais geral das considerações de crianças e jovens portugueses sobre as oportunidades e potencialidades da internet

    Blackout, uma estratégia para tornar a leitura viral antes de estarmos online

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    Os livros ajudam os leitores da era digital a valorizar a comunicação entre pares, a promover o desenvolvimento do pensamento crítico e a fomentar o exercício de uma cidadania responsável. Esta é uma breve história de como pensei na palavra impressa para iniciar uma estratégia de literacia digital do 1º ao 3º ciclo do ensino básico no meu agrupamento. De acordo com as orientações do documento Linhas Orientadoras de Educação para a Cidadania, a escola é o contexto adequado para “a educação para a cidadania”, formando “pessoas responsáveis, autónomas, solidárias” e conhecedoras dos “seus direitos e deveres”. À luz das orientações deste documento, o Referencial de Educação para os Media para a Educação Pré-escolar, o Ensino Básico e o Ensino Secundário reforça a importância de se compreender, de forma crítica, os media. Neste momento, o Perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória é um referencial para uma educação de qualidade que permita que o aluno se consagre como cidadão íntegro e munido de diversas literacias. Como participante no projeto "Social Media Literacy For Change", da European Schoolnet (em Bruxelas), formulei um plano de ação direcionado para a literacia dos media sociais, tentando promover o debate sobre os desafios originados pela utilização de redes sociais. A leitura é a ferramenta de excelência para a aquisição de múltiplas literacias e de como a leitura do conto Blackout, de John Rocco, integrará os alunos do 1º ciclo no público-alvo do meu plano de ação de literacia dos media. De acordo com Sampaio, “os pais devem valorizar cada vez mais os momentos em que estão a rir, a conversar ou a passear com os filhos” (Sampaio, 2018, p. 211), podendo, nestes momentos de comunicação saudável, elevar a leitura como suporte para a aprendizagem ao longo da vida e como ferramenta para distinguir o mundo real do mundo virtual

    Os fornecedores de internet em Portugal e os desafios em relação à Agenda Digital para a Europa

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    O tema agora apresentado perpassa o mercado europeu de telecomunicações no que diz respeito ao tratamento dos dados que trafegam através das infraestruturas dos fornecedores de conexão à internet em Portugal. O trabalho parte da consulta a documentos governamentais que tratam sobre a inserção da Europa na sociedade da informação e de uma revisão de literatura concisa sobre os direitos humanos no âmbito das empresas de telecomunicação; em seguida é feita uma leitura atenta ao texto integral da Agenda Digital para a Europa. Na última etapa do trabalho procede-se a uma breve análise das condições e dos termos das ofertas comerciais dos principais operadores de conexão à Internet com atuação no país. O exemplo português serve à reflexão de como as práticas comerciais podem configurar obstáculos à Agenda Digital para a Europa perante os objetivos vinculados com a inclusão digital e com os direitos fundamentais dos europeus. Os resultados fomentam a reflexão de autores como Verdegem e Fuchs (2013) sobre como a própria construção de uma Agenda Digital para a Europa a partir de um modelo centrado primordialmente no progresso econômico pode constituir uma brecha para as práticas discriminatórias de mercado e um entrave para alcançar uma sociedade menos desigual e mais inclusiva digitalmente. Conclui-se que a visão governamental para a inserção da Europa na sociedade da informação e a gestão da infraestrutura da Internet por atores privados somam preocupações com a garantia dos direitos fundamentais dos cidadãos europeus

    Do seresteiro ao artista independente: a música popular de Fortaleza entre a cena local e a indústria nacional

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    A imagem do artista migrante é tida como uma espécie de traço identitário quando se fala sobre os músicos de Fortaleza. A viagem foi consagrada nas canções dos artistas da geração de 1970 que fizeram sucesso nacional após se radicarem em cidades do Sudeste do País. Em contraponto, músicos que nos anos 1980 estabeleceram suas carreiras na própria cidade têm essa condição local como um traço de distinção, sendo tratados como aqueles que ficaram. Neste capítulo, buscamos discutir estes caminhos musicais diversos, ampliando o recorte temporal para comparar diferentes períodos da produção musical de Fortaleza. Tomamos como base para a análise o enquadramento da música popular enquanto prática social, ligada a contextos culturais, políticos e econômicos, e tendo como referências os estudos de subculturas (Hebdige, 2002) e cena musical (Bennett, 2004; Silver, Clark & Rothfield, 2006; Straw, 1991, 2015). A partir de uma revisão de literatura, buscamos evidenciar contextos, práticas e personagens da música de Fortaleza, desde os primeiros artistas e canções populares, no final do século XIX, passando pela chegada do rádio, da televisão e das primeiras gravadoras multinacionais, até o surgimento de uma movimentação local de música independente no início dos anos 1980. Como pano de fundo deste percurso está, por um lado, o estabelecimento de um mercado de bens culturais no Brasil, com uma indústria fonográfica e mediática centralizada no eixo Rio-São Paulo (Ortiz, 1988) e, por outro, a possibilidade de uma produção à margem deste centro

    Projeto ELISSE – E-learning for intercultural skills in Social Education

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    Num contexto de tensões globais, os profissionais da Educação Social são desafiados a desenvolver um conjunto muito diferenciado de competências. Neste trabalho apresentamos o projeto ELISSE (E-learning for intercultural skills in Social Education), com financiamento europeu, que tem por objetivo a preparação dos estudantes de Educação/Trabalho Social para desenvolverem atividades em contextos multiculturais. O diagnóstico permitiu identificar necessidades específicas de formação dos Educadores Sociais que tencionem desenvolver a sua atividade profissional em ambientes multiculturais: melhorar o apoio pedagógico para a mobilidade internacional em países não europeus (“países do Sul”); melhorar a formação em Educação Social em termos de educação à distância. Depois do diagnóstico construído pelos parceiros de diferentes países (Bélgica, França, Holanda, Itália, Canadá e Portugal), o projeto tem dois princípios fundamentais: uma experiência de estágio em “países do sul” em que os estudantes europeus serão “emparelhados” com estudantes do país anfitrião e de outros “países do norte”; módulos de formação, em parte à distância, com ferramentas e-learning, antes de partirem, durante (através de ferramentas e-learning) e depois do estágio (avaliação e reformulação). As ferramentas estarão disponíveis para quem deseje desenvolver competências interculturais em/através de estágios internacionais

    O acolhimento de refugiados recolocados em Portugal: a intervenção das instituições locais

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    O afluxo de refugiados à Europa e a implementação de um programa europeu de recolocação é um desafio para a União Europeia, mas também para Portugal, o qual se mostrou bastante recetivo para acolher um elevado número de refugiados, tendo, para o efeito, a Comissão Europeia estabelecido uma quota nacional de 1.642 refugiados. Face à ausência de uma tradição histórica de acolhimento de refugiados e à falta de estruturas estatais para o fazer, o programa de recolocação português está largamente fundado na sociedade civil, que independentemente da decisão política se mobilizou nesse sentido. Deste modo, o acolhimento dos refugiados recolocados em Portugal foi desenvolvido por um conjunto de organizações caracterizadas pela diversidade institucional e de objetivos e pela dispersão geográfica. Para compreender o modo como este processo está a decorrer, nomeadamente o papel e as práticas das instituições locais, estamos a realizar o projeto de investigação “Integração de refugiados em Portugal: papel e práticas das instituições de acolhimento”. Em termos metodológicos, é feita uma combinação de métodos qualitativos e quantitativos. Assim, numa primeira fase, foram realizadas entrevistas exploratórias a representantes de entidades públicas e instituições privadas com intervenção no processo de acolhimento, com o objetivo de nos permitir fazer uma primeira aproximação ao objeto de estudo e perceber os principais eixos do fenómeno social em análise. Numa segunda fase, foi aplicado um questionário online às instituições envolvidas com o objetivo de perceber quais as suas motivações, como decorreu o processo de acolhimento e que balanço fazem do mesmo. Neste texto apresenta-se uma síntese preliminar parcial dos dados recolhidos. Os resultados preliminares recolhidos mostram que ocorreu um movimento significativo de mobilização social e institucional em Portugal, por razões de caráter solidário e humanitário, com numerosas instituições locais a acolherem e a acompanharem o processo de integração dos refugiados recolocados, apesar da maioria delas não ter qualquer experiência prévia de trabalho com refugiados

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