Universidade do Minho: LASICS (Laboratório de Sistemas de Informação para a Investigação em Ciências Sociais)
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    Literacia dos média e discurso de ódio

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    Tecnologia, desinformação e ética

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    Big Data – paradigma tecnológico que facilita a produção de (des)informação? Aspetos éticos e operacionais

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    Assiste-se hoje à crescente visibilidade do designado Big Data. Trata-se de uma técnica que agrega conjuntos massivos de dados, manuseando um volume assinalável de informação, que é analisado a uma velocidade sem precedentes e em tempo real. Enquanto fenómeno social, apresenta três vertentes: a interação entre tecnologia (maximização do poder computacional e precisão algorítmica), as potencialidades de análise (identificação de padrões) e os valores sociais e culturais que rodeiam o Big Data (nomeadamente, a crença generalizada que grandes conjuntos de dados oferecem fontes de conhecimento e de previsão mais objetivas e fundamentadas). Big Data pode ser uma fonte de racionalização de acontecimentos, com potencial para aumentar a eficiência e melhorar a precisão da previsão em várias áreas da vida social. No entanto, pode aprofundar desigualdades sociais e económicas pré-existentes e apresentar desafios diversos à privacidade e outros direitos fundamentais. Além disso, a conjugação massiva de dados heterogéneos pode levar a conclusões erradas. A quantidade de dados recolhidos não corresponde à representatividade dos mesmos, mas antes à abrangência da cobertura sobre a vida contemporânea dos indivíduos. Assim, pode também potenciar a produção de desinformação sobre os titulares dos dados recolhidos, por conduzir a conclusões erradas. Procurando contribuir para este campo de análise, o presente texto apresenta um estudo empírico realizado junto de diferentes profissionais em 25 países da União Europeia, que visou mapear e compreender as representações sociais acerca da potencial aplicação de Big Data no campo da investigação criminal. O objetivo central foi aceder às suas expectativas em relação ao potencial impacto das tecnologias na luta contra a criminalidade transfronteiriça. Nestas representações sociais, os diferentes entrevistados tecem considerações éticas acerca do fenómeno Big Data, contribuindo para o debate contemporâneo em torno dos direitos, liberdades e garantias

    Avaliação de competências de literacia mediática: estudo com crianças e jovens dos 4º, 6º e 9º anos de escolaridade

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    A sociedade atual encontra-se perante um desenvolvimento tecnológico e digital que cresce a um ritmo muito acelerado e que provoca uma constante transformação na forma como comunicamos. Por esta razão, a literacia mediática constitui uma condição fundamental para que todos, e em particular as crianças e os jovens, saibam utilizar e avaliar criticamente os media, desenvolvendo as competências necessárias para participar de forma ativa, consciente e informada na sociedade (Matos, Festas & Seixas, 2016). A sua avaliação é igualmente uma tarefa essencial para o diagnóstico do nível de competências, nomeadamente das crianças e jovens, no sentido de se desenvolverem as respostas adequadas às necessidades. É neste âmbito que se situa o presente trabalho, que procura descrever um estudo preliminar sobre a avaliação de competências de literacia mediática de crianças e jovens dos 4º, 6º e 9º anos de escolaridade, inserido no doutoramento em Ciências da Educação (Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra), financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), no contexto do projeto de investigação “Competências de literacia mediática: avaliação, perfis e propostas formativas” (ainda a decorrer). Assim, pretendemos dar conta do processo de construção dos instrumentos de avaliação (questionários), da metodologia e procedimentos utilizados e, por fim, da fase em que se encontra o estudo

    Diálogo intercultural e integração social – competências necessárias no trabalho dos jovens com os media

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    O objetivo deste projeto é criar uma proposta de alfabetização mediática, informacional e de integração social, com jovens de um meio multicultural em situação de exclusão social para implementar em ambientes de aprendizagem não formais. Partiu-se de atividades de diálogo, expressão e comunicação, as quais consistiram na criação de vídeos, entrevistas com a comunidade, notícias, reportagens, cartografias, dinâmicas de grupo, animações digitais, revistas e debates. Sempre esteve presente a temática do eu e do outro para compreender, aprender e respeitar em conjunto as diferenças multiculturais, falar sobre os problemas de exclusão ou de integração que existem, criar diálogo e, assim, promover a interculturalidade para poder ser a base de mudanças sociais. Através da abordagem metodológica de Investigação Ação Participativa e com base na Teoria da Atividade como referencial teórico, o campo empírico do estudo foram 20 jovens entre os 14 e os 18 anos de idade da cidade da Amadora em Portugal, provenientes de famílias de Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde e Guiné. Ao ser um estudo qualitativo, para a recolha e análise de dados foram utilizadas entrevistas individuais e de focus group, produtos produzidos pelos jovens, sessões de debates, notas de campo e relatórios pelos mediadores. Este estudo visa uma aprendizagem coletiva e significativa dos jovens, para os ajudar no desenvolvimento de habilidades necessárias para o século XXI e a ter sempre presente a ética, a sociedade e o uso e criação dos media com diálogo

    As revistas de culinária de supermercados portugueses e seus discursos sobre alimentação

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    A complexa temática da alimentação atravessa diversos campos científicos e oferece uma pluralidade de questões sociais e culturais a serem discutidas e, neste século, com o apoio de um Espetáculo Midiático imbuído de discursos em torno da gastronomia, esse tema tem se destacado globalmente. As revistas impressas de culinária fazem parte dos vários suportes comunicacionais que divulgam os alimentos e, dentre elas, há as publicadas por redes de supermercados. A pesquisa de pós-doutoramento, recém-iniciada e que aqui se propõe apresentar e discutir, tem como corpus duas dessas revistas portuguesas: a Continente Magazine e a Sabe Bem. Elas apresentam a maior tiragem em Portugal nesse segmento e ambas são distribuídas pelos dois maiores retalhistas lusos, respectivamente, o Continente e o Pingo Doce. Ao reconhecer que as narrativas sobre a sustentabilidade têm se destacado no Espetáculo da Gastronomia (Luderer, 2013, 2017), o principal objeto de estudo desta pesquisa serão os discursos sobre sustentabilidade apresentados nessas duas revistas selecionadas. Apoiada nessas mensagens, assim como no segundo e no 12º item anunciado na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável – os quais tratam, respectivamente, da erradicação da fome e da promoção da agricultura sustentável, e do consumo e produção sustentáveis –, esta investigação prima responder às seguintes questões: como os supermercados portugueses alinham os seus interesses mercantis com princípios de sustentabilidade? E ainda: qual o papel que tem ocupado essas revistas no sentido de sensibilizar e mobilizar seus leitores para a sustentabilidade? Para respondê-las, o objetivo geral deste trabalho é analisar os discursos multimodais sobre alimentação construídos e difundidos por esses distribuidores e, para alcançá-lo, buscar-se-á atentar ao conhecimento científico produzido pelas Ciências do Ambiente enquanto norteador de uma visão sobre sustentabilidade e analisar as convocações comunicacionais em torno da sustentabilidade divulgadas nas duas revistas. Esta investigação será exploratória e metodologicamente será apoiada em fontes documentais, selecionando-se para tanto os materiais impressos e virtuais. A pesquisa ainda se estenderá em campo para entrevistar: agentes relacionados à produção dos exemplares estudados; consumidores das revistas e dos dois supermercados que as publicam; e ainda fornecedores das empresas retalhistas, mantenedoras das revistas. Para dar conta das reflexões aqui traçadas, esta pesquisa será apoiada nas análises de Charaudeau (2006), que ancoram relevantes percepções em torno das Análises dos Discursos, e de Prado (2011) e Luderer (2013), que exprimem conceitos e exemplos específicos sobre as revistas impressas e seus contratos de comunicação

    Building the foundation of inclusion through self-leadership literacy

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    Europe has always been, intrinsically, a space which expressed, showcased and witnessed identity as an issue away from its quest as a culture, a citizenship or a nationality. As a matter of fact Identity can be defined as having an awareness, a fulfillment and a leadership of the Self within and beyond one’s diversity and affiliations; Social Identity Theory (Tajfel, 1974; Tajfel & Turner, 1979) and Social Penetration Theory (Altman & Taylor, 1973) in their relevance can be complemented with learning one’s identity through these terms to construct more welcoming, inclusive and peaceful societies. Growing generations need to learn and acquire self-awareness, self-efficacy and self-management, a combined set of competencies leading to a process of self-leadership literacy. An expanded self-leadership methodology is based on having a developed sense of who we are and where we are going, combined with a developed ownership on influencing our communication, emotions and behaviors. A better understanding of one’s mechanism of influence empowers postures of mediation, conflict resolution and dialogue, to the ultimate impact of generating positive narratives. Self-leadership theory has been widely used in management and has brought about tangible results with a direct impact on cohesion and organizational inclusion. Social innovation is also a field domain that started to use components of self-leadership as bringing about inclusive and added-value oriented citizenship awareness. This paper draws on concrete examples taken from the corporate world and a non-profit social innovation platform having applied self-leadership as part of their action-training programs, and last from a personal experience with the UNAOC Fellowship program, to build on the necessity to further explore and investigate self-leadership literacy as a complementary discipline to the UNESCO MIL core competencies that mark the framework of the educational systems promoting MIL as a platform for Intercultural Dialogue

    Rimando por reconhecimento a trajetória do movimento hip hop na construção de sua identidade

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    O presente estudo aborda a cultura hip hop em uma cidade de médio porte do interior do Brasil buscando reconhecer como se dá a formação da identidade rapper na periferia tomando como referência a forma como um grupo de universitários, moradores das regiões mais ricas da cidade reinterpreta os princípios fundantes do hip hop e como são vistos pelos rappers da periferia que, durante muito tempo, tiveram sua identidade definida pelos pilares deste movimento. Trabalhando com os conceitos de identidade e reconhecimento, buscamos compreender como se dá a formação da identidade moderna em um cenário de crescente valorização da individualidade e negligenciamento dos “valores-fortes”, ocasionando enfraquecimento dos valores morais. Levando em conta a importância do reconhecimento de que o contexto social no qual nos encontramos é resultado do curso da história que nos trouxe até aqui. Buscamos compreender de que maneira ações em busca de reconhecimento e valorização de identidades são modificadas por uma ressignificação do que simboliza ser um rapper

    Povo que Canta – a fixação documental das tradições musicais portuguesas, de Michel Giacometti a Tiago Pereira

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    A série televisiva “Povo que Canta”, integrada na cinematografia integral de Michel Giacometti, recentemente editada em formato DVD, constituiu um passo pioneiro no registo cinematográfico das tradições populares portuguesas. A sua transmissão televisiva pela RTP (entre os anos de 1970 e 1973) constituiu, ela própria, um evento cultural da maior relevância. A filmografia de Michel Giacometti representou um momento de ruptura no processo discursivo da etnomusicologia portuguesa. O acervo reunido (e o exemplo enquanto gesto de ruptura) foi ainda objeto de várias sequelas. Em 2002 a RTP cofinancia a produção de uma série intitulada “Povo que canta não pode morrer”, projecto que assumia como objetivo percorrer o roteiro seguido por Giacometti em inícios da década de 1970, no intuito de estabelecer um olhar comparado com a nova realidade. Por sua vez, e mais recentemente, o realizador Tiago Pereira apresentou uma série de registos intitulados “A música portuguesa a gostar dela própria” (iniciada em 2011, formatada depois para uma plataforma de difusão/arquivo online) e, na sequência, uma série televisiva de 26 programas sob o título “O povo que ainda canta” com transmissões iniciadas em 2014, também na RTP

    Mudanças climáticas, risco e cidade: meios de comunicação brasileiros entre o silêncio e a cobertura catastrófica

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    Nosso trabalho analisa o discurso dos meios de comunicação massivos de Porto Alegre sobre a intensificação de eventos do clima que já afetam a região. Identificamos inicialmente que o jornalismo de referência local, sobretudo aquele produzido pelas emissoras de rádio e TV e publicações do Grupo RBS, optou por ressaltar as imagens catastróficas e o cenário de caos na cidade no dia seguinte à ocorrência do fenômeno. Na abordagem dessas mídias, houve pouca ou quase nenhuma perceção sobre o risco ambiental construído na arena social (Hannigan, 2009) e ausência de questionamento sobre a falta de estrutura da cidade para lidar com este e com outros possíveis eventos extremos. Assumimos, nesta proposta, que o jornalismo se constitui como discurso (Benetti, 2006) e sabemos, de imediato, que o jornalismo local do Brasil não repercute o aspecto global-local da mudança climática, contribuindo para falhas na comunicação dos riscos (Loose, 2016). Ao nos basearmos nos princípios do jornalismo ambiental, perspetiva que prevê a abordagem sistêmica dos acontecimentos e o compromisso educativo e mobilizador do trabalho jornalístico (Girardi, Schwaab, Loose & Massierer, 2012), investigamos como ocorrem silenciamentos sobre discussões importantes relativas ao contexto socioambiental da atualidade

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