Universidade do Minho: LASICS (Laboratório de Sistemas de Informação para a Investigação em Ciências Sociais)
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O triunfo das elites ou o êxito da retórica
Este artigo analisa a noção da retórica enquanto artefacto de construção discursiva que se revela de múltiplas formas na literatura contemporânea. Desta forma, demonstra-se que esta ideia não só foi marcante nos percursores das literaturas africanas em língua portuguesa, como continua presente no universo literário dos escritores moçambicanos da chamada geração II mil. Com efeito, parte-se da premissa de que o exercício retórico, concretizado através da anglicização das utopias e distopias na obra Moçambique com Z de Zarolho (2018), de Manuel Mutimucuio, denota os mecanismos de efabulação a que o escritor recorre para a invenção e valorização das peculiaridades estilísticas
Fake News e a emergência das agências de checagem: terceirização da credibilidade jornalística?
Duas premissas básicas servem como pontos de partida neste texto: a) notícias falsas, imprecisas ou enviesadas, seja por deficiência de apuração, seja por fabricação intencional ou incompetência profissional sempre existiram; b) a checagem dos fatos (facts cheking) constituintes de uma notícia é uma das características definidoras do chamado Jornalismo Moderno.
Importa por isso tentar compreender o que mudou e porquê, bem como que efeitos tais mudanças podem acarretar para a credibilidade jornalística
Construindo pontes sobre obstáculos: multilinguismo e a língua portuguesa no mundo da ciência
Os obstáculos que a língua portuguesa enfrenta para a disseminação da produção científica à escala planetária, principalmente a partir dos países do chamado círculo interior, na sua vertente lusófona, constituem uma realidade incontornável. No caso de Moçambique, onde se fala uma variedade não nativa, o chamado português moçambicano vai se desenvolvendo e consolidando o seu espaço num contexto em que coabita com línguas moçambicanas de origem bantu, por um lado, e com a língua inglesa, por outro lado. O presente capítulo procura trazer à luz do dia os labirintos pelos quais percorre o Português, na procura da sua afirmação e consolidação enquanto língua de comunicação da ciência, particularmente num contexto global e regional claramente dominado pela língua inglesa. Num mundo cada vez mais globalizado, em que a necessidade do uso das tecnologias de informação e comunicação na disseminação da ciência não deixa margem para dúvidas, certamente que a criação de uma plataforma virtual de partilha de conteúdos científicos poderá acrescentar valor na massificação da produção científica através da língua portuguesa