Universidade do Minho: LASICS (Laboratório de Sistemas de Informação para a Investigação em Ciências Sociais)
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    Activismo em rede: o papel dos média alternativos na crítica à actual política neoliberal de Brasil, Portugal e Espanha

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    Na era da informação, uma nova lógica da comunicação está em vigor, em que modelos contestatários e com liberdade de disseminação no ciberespaço surgem como forma de produzir informação sem omissões. São formatos de comunicação que constroem a realidade social como recorte. A autorização à participação desse novo formato é capaz de produzir conteúdos activistas pelos media alternativos e por cidadãos que propõem mudanças sociais nas políticas de austeridade aplicadas na actualidade. Meios esses que posicionam-se e fomentam o debate político. São transformações no cenário global que impactam a produção e o consumo da informação. A presente pesquisa avalia a actuação dos meios de comunicação que se colocam como alternativos nos movimentos sociais de crítica à política neoliberal. O texto detecta os média como questionadores e estuda as novas tecnologias como fenómeno activista nas crises actuais da Europa e do Brasil. O estudo exploratório, por meio da observação, conclui que há actuações críticas dos média alternativos em rede e a possível interferência desses meios na agenda política

    Imagem, comunicação e temporalidade na Propaganda Fide inquisitorial

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    Quais as ferramentas teóricas fundamentais para captar nas imagens da Inquisição os significados da propaganda produzida por uma instituição coercitiva? Como analisar estas imagens inseridas no tempo em que elas foram produzidas? Como os estudos iconológicos podem contribuir para a apreensão histórico-cultural de uma determinada época? Sob estes enfoques serão analisados alguns elementos do sistema simbólico das armas da Inquisição que por meio de representações da cruz, da espada, do ramo de oliveira apresentam um testemunho iconográfico que pode trazer em si uma dose de mistério. Por vezes este segredo mostra-se indecifrável ou aponta um quê de transcendência que não se deixa revelar numa primeira leitura, ou quem sabe nunca se revele plenamente. Com a intenção de defender a sua doutrina, a Inquisição serviu-se de imagens e símbolos para robustecer a ortodoxia da fé, propagando em Portugal e nas possessões ultramarinas uma verdadeira pedagogia salvacionista. Temporalidades e contextos culturais específicos indicam que as possibilidades interpretativas de uma determinada gravura não se esgotam apenas num olhar. Ela mantém sigilos que se manifestam na percepção de cada leitor

    Negociação de conflitos em organizações públicas: contribuição da comunicação não-violenta

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    Negociar é buscar um relacionamento duradouro e positivo, visando acordos de parceria (Lewicki, Barry & Saunders, 2007). Um conflito – qualquer conflito – não é indesejável nem perigoso (Barter, 2011). O perigo não reside no conflito em si, mas na ignorância ou tentativa de repressão. Faz sentido abordar o conflito através do diálogo e não através de punição ou julgamento. Neste contexto, a comunicação não-violenta – CNV, ajuda a reformular a maneira pela qual se expressa e se ouve durante um diálogo de negociação por meio, principalmente, da empatia (Rosenberg, 2006). Em organizações públicas – OP, os conflitos sugerem que a negociação geralmente, envolve os stakeholders em diálogos sobre a operacionalização do trabalho, delegação de atividades, entendimentos quanto às normatizações dos benefícios, atendimento ao público, entre outros. A intenção deste ensaio teórico é apresentar uma revisão que aborde a temática da negociação em OP, oportunizando uma reflexão conjunta para a solução de questões, a partir da comunicação empática. A hipótese é que a negociação deve buscar o equilíbrio entre transparência e proteção da confidencialidade dos diálogos. O método busca o entendimento intersubjetivo do conflito, reconhecendo como êxito da mediação até mesmo o processo que tenha sido concluído sem ajuste, desde que tenha perpassado pelo diálogo entre os participantes (Habermas, 1984). Neste sentido, a contribuição da CNV se refere a redefinição da relação conflituosa ao invés da simples busca de elementos para a sua resolução. Envolve uma reflexão autoresponsável usando habilidades de comunicação empática

    Da arte aos museus: desafios para uma reinvenção da Museologia

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    Uma diversidade sem precedentes, em termos de volume e variedade de instituições, caracteriza a cena museal no século XXI. No campo da arte, a crise dos parâmetros e modelos tradicionais suscita a transição para um novo patamar de referências e possibilidades. Desse contraponto, o trabalho busca inspiração para retraçar alguns dos principais acontecimentos e debates que trataram das transformações no campo museológico. As múltiplas possibilidades atuais, ao invés de ameaçarem uma espécie de “essência” institucional, fomentam justamente o gestar de “reinvenções” das práticas e ideologias que perderam o fôlego. O museu deve assumir-se enquanto espaço privilegiado para favorecer as trocas interculturais. Os desafios atuais ressoam numa escala global e as experiências devem ser debatidas de modo a fomentar toda uma “teia” de partilha e amadurecimento conjunto, sem fronteiras, amplamente permeável a toda a diversidade cultural

    Vigilância, hostilidade e desinformação: as críticas de jovens brasileiros aos meios digitais e as contribuições das literacias críticas

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    Este capítulo, que deriva de um trabalho de doutoramento do curso em Estudos em Comunicação para o Desenvolvimento, tem como finalidade revelar e analisar as críticas de um grupo de jovens brasileiros à luz do referencial teórico das literacias críticas. A opção metodológica focou-se, essencialmente, na utilização de abordagens qualitativas a partir de entrevistas semiestruturadas individuais em profundidade com 13 jovens (F= 7; M= 6) oriundos do Brasil, dos estados de São Paulo e da Bahia, durante os meses de maio e junho de 2018. Dos resultados, destaca-se uma tendência para quatro principais temas quando os jovens são questionados sobre o papel dos media digitais e a sua função de informar, ampliar a participação cívico-política e influenciar processos de mudanças sociais. São eles: “algoritmo” e falta de controlo, vigilância familiar, a desinformação (que os jovens atribuem como fake news) e o discurso de ódio online. A partir destas tendências, sugerem-se três contribuições das literacias críticas focadas na visão da pedagogia transformadora em desconstruir discursos de ódio, desenvolver a consciência global e incentivar a participação e combater a desinformação

    Experimento SimCity: é possível trabalharmos conceitos políticos e éticos por meio de jogos eletrônicos?

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    O presente trabalho busca alinhar os aspectos lúdicos e pedagógicos dos videogames. A intenção é compreender a pertinência de utilizar essas mídias como instrumentos didáticos no ensino de conceitos políticos e éticos a adolescentes e a jovens adultos. Para tanto, foi jogado e analisado o videogame SimCity Build It (2014), da EA Games, durante dois meses. A análise partiu da ótica dos Game Studies, com foco primário no estudo da ética nos jogos eletrônicos, desenvolvido por Miguel Sicart (2009). Além disso, analisamos o objeto de estudo a partir do discurso retórico e persuasivo que determinados jogos digitais apresentam, com o auxilio do trabalho de Ian Bogost (2007). Concluímos que SimCity Build It é uma ferramenta profundamente útil na formação de uma consciência voltada para a cidadania. Em termos de literacia, apresenta-se como uma solução criativa, divertida e interativa na abordagem de temáticas de alta complexidade. Noções de governabilidade, de economia e de políticas públicas tornam-se acessíveis a todos os públicos por meio de uma linguagem simplificada, porém lúdica e atrativa

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