Universidade do Minho: LASICS (Laboratório de Sistemas de Informação para a Investigação em Ciências Sociais)
Not a member yet
    2216 research outputs found

    Doenças cardiovasculares: a principal causa de morte em Portugal não está nos jornais

    Get PDF
    Este capítulo aborda a evolução da mediatização das doenças cardiovasculares. Na revisão teórica é aprofundado o papel do jornalismo de saúde como fonte preferencial de informação nesse campo e a produção jornalística como construção social da realidade. A análise de notícias de quatro jornais generalistas, num intervalo de cinco anos, permitiu constatar uma redução do número de notícias destas doenças. Este quadro não corresponde a um reflexo da realidade, sendo as doenças cardiovasculares a principal causa de mortes em Portugal

    O caso Vaza Jato: uma discussão sobre verdade, política, ética e credibilidade

    Get PDF
    Este artigo é uma primeira aproximação para um estudo de caso derivado de pesquisa pós-doutoral, ainda em andamento, sobre a necessidade e as dificuldades do jornalismo no tempo das redes, que tem na discussão da credibilidade sua preocupação central. O foco é o texto de apresentação da série de reportagens conhecida como Vaza Jato, na qual o jornal eletrônico The Intercept Brasil (TIB), a partir de material obtido com fonte anônima, expõe várias ilegalidades cometidas pela operação Lava Jato para condenar o ex-presidente Lula e impedi-lo de concorrer às eleições presidenciais de 2018. A partir de uma discussão sobre verdade e política, o artigo examina a questão da credibilidade no jornalismo como crença verdadeira justificada, explorando a distinção entre credibilidade constituída e credibilidade atribuída, e aplica essa fundamentação teórica à análise dos pressupostos éticos anunciados para justificar a publicação da série e à polêmica que ela provocou. Para isso, parte da campanha publicitária que o TIB mantém online para conquistar apoio, na qual reafirma os princípios clássicos do jornalismo e os alia ao sentido de uma militância que nivela, ainda que apenas retoricamente, a equipe de jornalistas a seu público, e instila nele o sentido cívico de colaboração com o projeto. Discute a dúvida que sempre recai sobre reportagens oriundas de vazamento de informação e questiona o protagonismo dos dois editores executivos do jornal, que restitui ao jornalismo seu caráter político mas implica o risco de uma excessiva exposição que tumultua o ambiente já poluído da guerra ideológica virtual. Conclui que, num contexto de paixões políticas radicalizadas, a explicitação da defesa de causas tende a cristalizar as posições e a alimentar a desconfiança daqueles que, em princípio, os jornalistas precisam conquistar, se pretendem falar além das próprias bolhas

    Comunicar Astronomia: representações do público e implicações para a práxis

    Get PDF
    O rápido progresso em áreas de investigação científica cada vez mais diversas e a crescente dependência da ciência e da tecnologia na sociedade são algumas das razões que justificam a necessidade de existirem pessoas e organizações que assumem o papel de comunicar ciência. Para permitir conexões e entendimentos mútuos entre a ciência e uma variedade de públicos, os comunicadores de ciência movimentam o conhecimento e, ao fazê-lo, criam novas formas de saber. Existem vários estudos académicos que se focam na participação de cientistas na comunicação de ciência, no entanto, estudos que incidem sobretudo nas perceções de profissionais dentro de uma comunidade da prática são escassos, ignorando a contribuição destas estruturas sociais para a relação ciência-sociedade. A conferência “Communicating Astronomy with the Public” reúne uma das múltiplas comunidades da prática. Tomando-a como referência para a realização de um estudo exploratório, observamos as representações desta comunidade quanto ao seu público e a aspetos associados à construção de uma literacia científica crítica. Os resultados sugerem que estes profissionais desenvolveram certos estereótipos em relação aos seus públicos, aos media e à comunidade escolar. Propõem-se novos caminhos e espaços para a colaboração entre a prática e a investigação para estabelecer o ritmo do diálogo e da participação

    Comunicação e jornalismo na saúde: uma proposta metodológica para o estudo da televisão pública

    Get PDF
    Sabemos que os temas de saúde despertam o interesse dos meios de comunicação, em especial, a televisão. Este fenômeno ficou ainda mais evidente a partir da década de 90. Devido à relevância social de comunicar e de promover a saúde, vamos investigar, a partir da proposta metodológica que apresentaremos neste artigo, de que modo as notícias de saúde emitidas pelo Telejornal da RTP (Rádio e Televisão de Portugal), atual operadora do SPT (serviço público de televisão) são retratadas. Para isso, faremos uma revisão de literatura referente aos temas: media; televisão; comunicação e jornalismo na saúde; e SPT. Em seguida, faremos uma recolha e análise quantitativa dos dados, que serão obtidos, a partir do corpus de análise correspondente às notícias de saúde emitidas nos 2000, 2005, 2010, 2015 e 2020, considerando os meses de fevereiro, março, maio, junho, outubro e novembro, excluindo os finais de semana. Por fim, estas notícias serão analisadas sob a luz da análise de conteúdo. O método escolhido para a realização desta pesquisa se baseará em um estudo de caso

    Los sonidos de la subalternidad en tiempos de pandemia

    Get PDF
    La epidemia del COVID-19 que vive el planeta ha generado confinamientos en casi todo el mundo. Las personas tienen que resguardarse en sus casas por más de 100 días. En los primeros momentos del encierro en países europeos, se dieron expresiones de solidaridad a partir de la música, el canto y los coros. Los balcones fueron los espacios de la difusión de sonoridades solidarias de aquellas personas que tenían la posibilidad de vivir en confinamiento sin preocupación laborales o de allegarse recursos. Sin embargo, en las calles se vivía otra realidad: la de las personas de sectores subalternos obligadas a salir. Si no se trabaja, no se come. La brecha social quedó evidenciada. Frente a las sonoridades de los balcones, están los sonidos de la subalternidad generados por los trabajadores de actividades sustantivas. Este trabajo, tiene como objetivo, mostrar, una serie de categorías subalternas versus las hegemónicas, vividas en tiempos de pandemia, a partir de la propuesta de Luigi Russolo, Jaques Attali y Antonio Gramsci. La metodología es la escucha etnográfica en territorios urbanos de la Ciudad de México

    Ecologia sonora e ecologia ambiental

    Get PDF
    O conceito de “ecologia”, importado das Ciências Naturais, parece adquirir contornos diferentes quando usado no contexto do som, da memória dos sons e do conservadorismo acústico. Se uma abordagem ambientalista ao meio físico envolve preocupações ecológicas com a sustentabilidade das condições naturais em que o meio ambiente existe, no caso da ecologia sonora o mesmo princípio pode aplicar-se tanto às paisagens acústicas naturais como às artificiais: no universo dos sons, umas são tão importantes como as outras, e a preocupação da sustentabilidade pode aplicar-se a ambos os casos. Assim, a presente exposição pretende ajudar a determinar como, na ausência do binómio natural/artificial, se podem estabelecer critérios de conservadorismo e sustentabilidade para as paisagens sonoras, e também perceber se essa sustentabilidade é tão importante como no caso do ambientalismo ecológico

    O visocentrismo e a locução audiodescritiva como recurso de acessibilidade no futebol para pessoas com deficiência visual

    Get PDF
    Na propagada alegoria da caverna, em A República, Platão supõe um diálogo entre outros dois filósofos gregos, Sócrates e Glauco, e metaforiza o sentido da visão. Há, ao longo do capítulo, uma exaltação ao visual, como quando Sócrates correlaciona a cegueira e o conhecimento. Tem-se, assim, um crasso exemplo de visocentrismo (o predomínio do privilégio da visão). Tal cenário indica, neste sentido, a exclusão sociocultural de pessoas com deficiência visual (PcDVs) – entendimento que, em sua forma audiovisual, só vai ser modificado pela audiodescrição (AD): em sua definição mais difundida, a transformação de imagens em palavras; dito de outra forma, é um recurso tradutório intersemiótico que permite a inclusão sociocultural de pessoas cegas ou com baixa visão, em diferentes esferas da sociedade – artística, comunicacional, esportiva (por meio do futebol) etc. Nesta última, encontra-se a locução audiodescritiva, acessível, com conteúdo adaptado ao público, na busca pela equidade e pela valorização da diversidade

    “O mundo não é para contemplar. É para escutar” - uma análise fílmica do curta-metragem Fantasmas (2010)

    Get PDF
    Este artigo é fruto de uma pesquisa sobre o ruído no Cinema de Periferia a partir da análise das produções em curtas-metragens da produtora Filmes de Plástico através do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Cinema (PPGCINE) na Universidade Federal de Sergipe (UFS). Aqui apresentamos uma análise fílmica seguida de análise audiovisual sobre o curta-metragem Fantasmas (2010) dirigido por André Novais Oliveira, cujo objetivo é reconhecer a sensação existente a partir da relação entre imagem sonora e imagem visual

    Os povos originais e a civilização moderna

    Get PDF
    Nas suas origens, a humanidade era vista como parte da natureza. Com o surgimento das religiões monoteístas modernas, os seres humanos passaram a surgir como seres separados dessa natureza. No entanto, os povos originais preservaram uma maior conscientização desse vínculo, o que os torna a esperança da humanidade pela sua reserva de valores de respeito por essa natureza em tempos onde a deterioração ambiental se torna crítica para a sobrevivência da população humana. A civilização ocidental moderna deve mostrar humildade diante dos povos originais e aprender com os valores que lhes permitiram sobreviver durante séculos ou milênios. O seu profundo conhecimento acumulado das condições geográficas e ambientais provou ser muito útil para pessoas com sociedades e tecnologias aparentemente mais avançadas. No entanto, não devemos idealizar os povos nativos como sociedades primitivas absolutamente respeitadoras da natureza

    Eu sou tu. A tartaruga e o flautista

    Get PDF

    1,711

    full texts

    2,216

    metadata records
    Updated in last 30 days.
    Universidade do Minho: LASICS (Laboratório de Sistemas de Informação para a Investigação em Ciências Sociais)
    Access Repository Dashboard
    Do you manage Open Research Online? Become a CORE Member to access insider analytics, issue reports and manage access to outputs from your repository in the CORE Repository Dashboard! 👇