Sociedade Brasileira de Educação Matemática - Regional São Paulo (SBEM-SP): E-Journals
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Análise de trabalhos que investigaram contextos de formação de professores em Comunidades de Prática
O objetivo deste artigo é apresentar características de contextos de formação de professores, em Comunidades de Prática, que promoveram o desenvolvimento profissional de professores que ensinam matemática, investigados nos últimos anos por membros do Grupo de Estudo e Pesquisa sobre Formação de Professores que Ensinam Matemática – GEPEFOPEM. Para tanto, foi realizada uma leitura crítica das considerações finais de dissertações e teses vinculadas a esse grupo, para identificar as aprendizagens de professores em formação, a constituição/mobilização de conhecimentos e o desenvolvimento da identidade profissional. Foi possível observar que a oportunidade dos envolvidos, nestes contextos, de trabalhar coletivamente; preparar/organizar possíveis trabalhos a serem desenvolvidos em sala de aula; partilhar experiências; estudar e discutir conceitos matemáticos; trabalhar individualmente ou em pequenos grupos resolvendo tarefas, de modo a discutir as resoluções coletivamente; participar ativamente em seus processos de formação; expor seus erros sem constrangimentos; representam características recorrentes nas investigações e foram consideradas como potenciais para o desenvolvimento profissional de professores. 
Noções básicas em Estatística na interpretação das informações em ações de preservação do meio ambiente
As informações contidas nos meios de comunicação, trazem para a comunidade leitora, dados que podem levar a interpretações e conclusões equivocadas. Vários órgãos responsáveis por essas informações, preocupam-se em divulgá-las levando esses leitores a terem interpretações que vão de encontro a seus propósitos, provocando distorções das informações. Quando essas informações estão atreladas aos estudos de preservação do meio ambiente, por exemplo, elas se encontram em linguagem que são específicas da ciência ambiental e, que muitas vezes, não fazem parte do censo comum daqueles que a lerão. Encontros internacionais que tratam do assunto como, por exemplo, Rio + 10 ou o atual, Rio + 20, têm como premissa apontar os caminhos ideais em relação à preservação do meio ambiente, assim, a necessidade de estar alfabetizado estatisticamente para absorver e codificar tais informações apresentadas durante esses encontros são necessárias e, assim pode provocar discussões com total compreensão dos participantes. Este artigo tem como finalidade despertar reflexões em relação ao ensino da Estatística, por parte dos professores de Matemática, como instrumento de análise para aquele que irá utilizá-la para interpretar as informações contidas nas diversas formas de apresentação. Gráficos, tabelas, dados numéricos, que são as formas de registros das informações estatísticas, devem promover nos leitores condições mínimas para inferência e, se for o caso, mudanças de atitudes. Portanto, é no ensino básico, desde as séries inicias, que os órgãos educacionais, por meios de seus professores, devem promover condições mínimas para aprendizes desta faixa etária. O objetivo deste artigo também é levar os pesquisadores da área da Educação Matemática a focarem mais suas pesquisas em como os cidadãos, leitores de informações, mobilizam suas noções em Estatística e relacionam tais noções com a interpretação textual, para que os resultados obtidos surtam efeitos e, dessa forma, consigam tornar estes cidadãos pessoas capazes de criticar e validar as informações que lhe são apresentadas
Contextos colaborativos de formação de professores que ensinam matemática e suas contribuições para o campo da Educação Matemática
O papel de um grupo colaborativo na superação dos desafios enfrentados por professores principiantes de matemática
O presente artigo é fruto de reflexões e investigações desencadeadas por um grupo, que assume características colaborativas, constituído a partir do Programa Observatório da Educação (OBEDUC) e tem por objetivo identificar e descrever os desafios enfrentadas por dois professores de matemática em início de carreira e evidenciar o papel de um grupo colaborativo no enfrentamento e superação destes desafios. Para tanto foram analisados os memoriais de dois professores de matemática, membros do grupo analisado, que estavam em início de carreira. A análise realizada evidencia que os dilemas enfrentados por eles foram semelhantes, entretanto a superação foi distinta isso pois, foi possível observar que a inserção profissional de um dos professores culminou com sua inserção no grupo e que este professor teve diferentes subsídios para o enfrentamento do “choque com a realidade”, tão expressivo nesta fase do desenvolvimento profissional docente. Os resultados sinalizam a importância de espaços formativos diferenciados, como por exemplo os grupos colaborativos, como suporte a professores em início de carreira além de apontar a necessidade de ampliação de Políticas Públicas voltadas à formação docente e a professores principiantes
Aprendizagem docente e colaboração de professores que ensinam matemática em projeto de extensão universitária
Apresentamos, neste texto, alguns resultados de um projeto de extensão universitária desenvolvido no ano de 2013, junto a um grupo de professores que ensinam matemática em escolas da rede estadual da cidade de Rondonópolis, estado de Mato Grosso. Nesse projeto, inicialmente, foram apresentadas as metodologias de ensino de matemática como a Resolução de Problemas e a Investigação Matemática, além da definição do objetivo de promover uma discussão sobre as práticas de ensinar e aprender matemática, de modo a contribuir com a pesquisa da própria prática. Com a constituição de um ambiente do tipo colaborativo, os professores participantes propuseram o estudo de temáticas a partir de suas demandas. Ao final, analisamos a avaliação realizada pelos participantes do projeto, com a intenção de compreender a importância e potencialidades desse modelo de formação contínua no desenvolvimento profissional desses professores e as possíveis contribuições das metodologias estudadas
Trilhando saberes: a trajetória da criação de um grupo em contexto colaborativo
Esta história de experiências procura descrever as principais ações que três licenciandas em Matemática, uma professora da Educação Básica da rede estadual de ensino, um professor Professor Coordenador do Núcleo Pedagógico da rede estadual paulista, duas professoras de Informática e duas professoras de Prática de Ensino de Matemática do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - campus Birigui tem desenvolvido num Grupo Colaborativo de Educação Matemática e Cientifica vinculado ao CNPq. 
Aprendizagem Profissional Docente do estagiário de Licenciatura em Matemáticas nas práticas interdisciplinares da FE/Unicamp
O artigo valoriza as experiências de aprendizagem profissional docente situadas em um contexto interdisciplinar de formação dos futuros professores, como o constitui o curso Estágio Supervisionado I, oferecido pela Faculdade de Educação (FE/Unicamp). O objetivo principal da pesquisa em desenvolvimento é compreender as práticas de aprendizagem profissional docente dos estagiários da Licenciatura em matemática a partir da participação em experiências interdisciplinares na FE/Unicamp. Como referencial teórico da pesquisa usamos o conceito de Aprendizagem Situada da Teoria Social da Aprendizagem, a participação em Comunidades de Prática e a identidade (profissional). A pesquisa é de tipo qualitativa, tendo como materiais empíricos os diários de campo da pesquisadora, diários de campo dos estagiários, planos de intervenção dos estagiários nas escolas campo de Estágio, relatórios finais da disciplina, questionário e entrevistas (individual e grupal) dos 18 estagiários participantes da pesquisa, os quais compõem o corpo de análise e interpretação dos dados. As análises narrativas desenvolvidas com as quatro estagiárias da Licenciatura em matemática, apresentam uma forma de compreender as experiências das estagiárias sobre as práticas nos quatro cenários identificados: o Curso, os Grupos Interdisciplinares, a Escola, e a plataforma virtual de registro das narrativas (TelEduc)
Conceito de Comunidade de Prática: um olhar para as pesquisas na área da Educação e Ensino no Brasil
Este artigo apresenta um excerto relacionado a um aspecto da pesquisa de doutorado que foi desenvolvida na Unesp – Rio Claro. Tal excerto objetiva compreender o desenvolvimento conceitual das Comunidades de Práticas nas três obras de Etienne Wenger e identificar os reflexos desse referencial teórico nas pesquisas na área da Educação e Ensino no Brasil. Para isso, realizamos um mapeamento das pesquisas em Educação e Ensino seguindo os procedimentos das investigações do tipo “estado da arte”. Assim sendo, o corpus foi constituído por 46 pesquisas (20 dissertações e 26 teses) defendidas no período de 2005 a 2016. Esses procedimentos nos conduziram à identificação do desenvolvimento conceitual das Comunidades de Prática nas três obras que Etienne Wenger participa como autor. Notamos que após a publicação da terceira obra - Wenger, Mcdermott e Snyder (2002) -, Wenger apresenta o conceito de Comunidade de Prática próximo da definição enfatizada na referida obra. Apesar disso, constatamos que existe uma predominância da obra Wenger (1998) nas pesquisas que utilizam os pressupostos teóricos das Comunidades de Práticas na área da Educação e Ensino no Brasil; Percebemos a predominância de quatro programas de pós-graduação de quatro IES – Unesp – Rio Claro/SP; Unicamp – Campinas/SP; PUC – São Paulo/SP; e UEL – Londrina/PR - no Brasil que desenvolvem pesquisas na área da Educação e Ensino com os pressupostos das Comunidades de Práticas na perspectiva de Etienne Wenger em suas três obras principais
Mudanças das práticas discursivas de professores aprendendo matemáticas dinâmicas em um ambiente colaborativo online
Usando dados de uma disciplina de desenvolvimento profissional para professores de matemática em serviço, investigamos as mudanças nas práticas discursivas dos professores de Fundamental II e Ensino Médio em uma última parte da disciplina, em comparação com o início da disciplina. Os professores interagiram em um ambiente colaborativo online, conhecido como Virtual Math Teams com GeoGebra (VMTcG), com foco em práticas discursivas, matemáticas e colaborativas. De uma perspectiva sociocultural, acreditamos que os professores desenvolvem gradualmente o seu conhecimento tecnológico, pedagógico e do conteúdo (TPACK), interagindo discursivamente em equipes pequenas. Usando a análise de conteúdo convencional da revisão dos professores sobre seu discurso gravado, investigamos as mudanças nas práticas da perspectiva dos professores. Nossos resultados mostram que os professores perceberam que suas práticas discursivas diferiam importantemente de suas práticas no início do curso
O potencial de um grupo colaborativo para a formação dos formadores de professores
Este texto se propõe a discutir dados de uma pesquisa de mestrado que investigou o potencial de um Grupo Colaborativo para a constituição do Professor Coordenador (PC) como formador de docentes. O ponto de partida para esta pesquisa foi a problemática em torno da formação continuada em serviço dos professores de Matemática, que é uma das atribuições dos PCs, porém, é considerada como a área mais complexa e difícil de ser acompanhada. Para tanto, foi constituído um grupo colaborativo com 14 Professores Coordenadores que atuam nos Anos Finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, de oito escolas estaduais localizadas na Zona Leste da cidade de São Paulo (SP). Durante o período de março a novembro de 2016 foram realizados oito encontros formativos, nos quais foram estudados e discutidos aspectos da atuação dos PCs na formação em serviço dos professores de Matemática e coletados os dados para análise, como registros escritos pelos participantes e pela pesquisadora e um questionário de caracterização dos sujeitos. No processo formativo vivenciado com o grupo colaborativo, os Professores Coordenadores, especialistas e não especialistas em Matemática, apresentaram as mesmas dificuldades em relação ao trabalho desenvolvido junto aos docentes de Matemática. Evidenciou-se, assim, que a qualificação do PC deve voltar-se para sua atuação como formador da área pedagógica, independente da sua área de formação inicial e/ou especialidade dos seus professores. Este texto aborda apenas os aspectos da pesquisa que tratam dos entraves e das possibilidades em relação ao papel formador dos Professores Coordenadores e dos sentimentos revelados pelos formadores em relação à formação em serviço dos professores de Matemática, que emergiram a partir dos dados analisados