Sociedade Brasileira de Educação Matemática - Regional São Paulo (SBEM-SP): E-Journals
Not a member yet
448 research outputs found
Sort by
A Modelagem (Matemática) implícita nos fazeres de uma designer de unhas artísticas e suas possíveis implicações para a Educação
Este artigo objetiva analisar comparativamente os processos utilizados por uma designer de unhas artísticas em seus trabalhos profissionais e os procedimentos de modelagem (matemática). A colaboradora desta pesquisa foi uma profissional do sul do Brasil que trabalha com decorações de unhas e fabricação de adesivos artesanais. A mesma concedeu entrevista por meio de narrativas. Como procedimento metodológico, foi utilizado o mapeamento na pesquisa educacional, organizado em dois momentos: apreensão dos dados por meio de narrativas da colaboradora; e significação dessas informações – identificação, compreensão e análise criteriosa das narrativas da entrevistada. Como resultado, pode-se perceber que a designer, embora não tenha conhecimento sobre a modelagem e possível emprego desta em seus fazeres, utiliza-se destes procedimentos para elaboração e produção de adesivos para unhas, assim como as decorações realizadas diretamente nas unhas de suas clientes
Mathematical Modeling and teachers’ formation: a discussion on mathematical knowledge for teaching
Este artigo apresenta uma discussão acerca da aproximação do uso da Modelagem Matemática na formação continuada de professores que ensinam Matemática nos anos iniciais com os estudos e investigações realizadas por Ball e seus colaboradores, ao discutirem o conhecimento matemático para o ensino. Esta aproximação foi investigada a partir de um curso de extensão desenvolvido com a participação de sete professores da rede pública de São Paulo. Para a coleta de dados desta investigação utilizamos a triangulação de métodos, caracterizada pelo uso de diferentes instrumentos, como o uso de questionário, entrevistas e gravação em áudio e vídeo dos encontros presencias. As análises de nossos dados nos permitiram observar que o uso da Modelagem Matemática, como um ambiente de aprendizagem, se tornou um cenário muito favorável para fomentar as discussões necessárias para se investigar o conhecimento mobilizado pelos professores ao longo de uma formação continuada, afim de que se possa discutir os conhecimentos matemáticos necessários para o ensino
O ensino de Transformações Geométricas: uma análise dos cadernos do aluno e do professor do Estado de São Paulo
As transformações geométricas compõem um conteúdo matemático relevante, pois podem mobilizar nos estudantes inúmeras habilidades de raciocínio, além de propiciar a introdução e a compreensão de outros conceitos matemáticos. Sendo assim, este artigo tem como questão diretriz: Como é apresentado o conteúdo matemático de transformações geométricas nos materiais curriculares do Estado de São Paulo? O objetivo é o de analisar e discutir a abordagem utilizada para o ensino das transformações geométricas nos Cadernos do Aluno e Cadernos do Professor do Estado de São Paulo. Estes materiais são brevemente apresentados, em conjunto com o Currículo Oficial do Estado de São Paulo e a discussão da relação dos professores com estes materiais e de como esta relação pode interferir no ensino e na aprendizagem. Como procedimentos metodológicos, selecionaram-se duas situações de aprendizagem dos Cadernos e quatro critérios de análise. Os resultados das análises das situações de aprendizagem – uma para os anos finais do Ensino Fundamental e outra destinada para o Ensino Médio – mostraram que os Cadernos do Aluno e do Professor do Estado de São Paulo fornecem poucos subsídios para que os professores explorem os conteúdos de transformações geométricas e demandam a utilização de outros materiais didáticos; que as tarefas propostas, embora relacionadas a outros conteúdos matemáticos, não são de cunho investigativo e criam lacunas na aprendizagem do conteúdo matemático de transformações geométricas; e que outras pesquisas, cursos e grupos de formação de professores são importantes para ampliar o seu conhecimento de abordagens para o ensino e a aprendizagem deste tópico matemático
Vamos viajar? – uma abordagem da Aprendizagem baseada em Problemas no Cálculo Diferencial e Integral com alunos de Engenharia
A disciplina de Cálculo Diferencial e Integral I tem sido responsável por altos índices de reprovação e evasão. Assim, é importante refletir acerca do ensino e da aprendizagem de conceitos do Cálculo. Uma abordagem possível para essa disciplina é por meio da metodologia ativa Aprendizagem Baseada em Problemas – ABP (em inglês, Problem-Based Learning – PBL). Entretanto, há poucas pesquisas envolvendo essa metodologia e sua utilização em disciplinas de Cálculo Diferencial e Integral. Neste trabalho, por meio de investigação da própria prática, utilizamos a ABP em turmas de Engenharia, objetivando responder à seguinte questão: Quais são as potencialidades do uso da ABP no ensino de derivadas na disciplina de Cálculo Diferencial e Integral I, possibilitando a resolução de problemas reais? Os problemas escolhidos envolveram otimização e aplicações de derivadas. Constatamos que o uso da ABP possui aspectos positivos como uma potencialização da atenção e do interesse por parte dos estudantes, a viabilização de uma interação significativa com os colegas, além do aumento da percepção da necessidade de estudos e pesquisas para se resolver um problema real. Algumas situações inusitadas ocorreram, tais como a resolução de um problema de maneiras diferentes da tradicionalmente prevista, as dificuldades relacionadas à compreensão dos problemas, bem como confusão e erros no uso de conteúdos prévios. Houve uma maior motivação e um engajamento da maioria dos estudantes em relação a uma aula tradicional e, embora tenham apresentado dificuldades, eles conseguiram associar a teoria com a prática. Por meio da inserção de problemas motivadores, determinados obstáculos ligados à aprendizagem de Cálculo podem ser atenuados / superados
Elementos articuladores da Prática Profissional na Formação Inicial de professores que ensinam matemática
Este artigo tem como objetivo identificar e compreender os elementos articuladores da prática profissional desenvolvidos na formação inicial de professores que ensinam matemática. A problemática surgiu ao considerar a necessidade do repensar a formação inicial de professores para enfrentar o desafio da escola atual e a complexidade da prática docente, bem como dos resultados das pesquisas brasileiras realizadas sobre o início da carreira docente em matemática e dos egressos dos cursos de licenciatura em Matemática e Pedagogia apontando indícios que muitos dos problemas dessa fase inicial são decorrentes das próprias dicotomias do processo de formação inicial. Para isso, foi realizada uma pesquisa de natureza qualitativa e interpretativa, do tipo estado da arte que identificou pesquisas acadêmicas brasileiras (teses e dissertações) produzidas no Programa Observatório da Educação que previa a articulação entre pós-graduação, licenciaturas e escolas de educação básica e envolveram matemática. Essas pesquisas (251) são apresentadas em um breve mapeamento e dentre elas, foram selecionadas as que versavam sobre a formação inicial dos professores (25) que constituiu o corpus de análise. Para o processo analítico foi realizado a leitura dos trabalhos e a construção de uma ficha contendo título, instituição, autor(a) e orientador(a), temática e foco, nível de ensino, metodologia da pesquisa, referencial teórico e principais resultados. Para a apresentação dos resultados foi construído um panorama destacando três eixos articuladores: a) currículo; b) conhecimento matemático e c) programas/projetos nos cursos. Os resultados apontam para a relevância da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão para a formação inicial de professores. As pesquisas sinalizaram que as discussões os sobre currículo nos cursos de licenciatura permanecem presentes para o cumprimento dos pressupostos legais e com iniciativas pontuais de algumas universidades e/ou programas fomentados para as articulações entre a teoria e prática e entre a universidade e escola. Identifica-se também que a articulação entre os conhecimentos pedagógico e matemático inclui a problemática do aspecto conceitual do conteúdo matemático com o curso não voltado para a docência na Educação Básica. Por fim, foram identificadas iniciativas que promoveram outras articulações como entre a formação inicial e continuada (PIBID e OBEDUC) e entre as licenciaturas de Pedagogia e Matemática (CluMat)
Modelagem Matemática na Educação Infantil: considerações a partir de uma prática educativa com crianças de 3 e 4 anos
A presente pesquisa apresenta reflexões sobre a Modelagem Matemática na Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica, na qual é prevista a formação de conceitos matemáticos e desenvolvimento do pensamento lógico-matemático. Mais especificamente, a pesquisa apresenta (I) estudos teóricos sobre Matemática e Modelagem Matemática na Educação Infantil, (II) uma prática com Modelagem Matemática com crianças de 3 e 4 anos e (III) reflexões a partir da prática com Modelagem Matemática. Foi possível perceber que esta metodologia favorece a aprendizagem das crianças que se sentem motivadas e valorizadas em seu processo de escolarização e, também, se caracteriza como um desafio aos educadores infantis que se deparam com uma proposta diferente do que costuma realizar cotidianamente
O Ensino de Matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental: sobre o uso da Modelagem Matemática
A Modelagem Matemática na perspectiva da Educação Matemática tem se apresentado como uma proposta de aprendizado dinâmico, interdisciplinar, visual e concreto, e as pesquisas sobre seu uso nos anos iniciais do Ensino Fundamental tem se ampliado. Diante disso, reconhecendo a necessidade de pesquisar e ampliar as discussões sobre o uso da Modelagem Matemática, o presente trabalho teve como objetivo principal investigar sobre o uso da Modelagem Matemática no ensino da Matemática nos anos iniciais numa escola pública. E, para isso, compreendeu estudos bibliográficos e documentais sobre o ensino de Matemática e sobre a Modelagem Matemática nos anos iniciais e, ainda, a análise de uma prática educativa vivida com alunos do quarto e quinto ano de uma escola do campo, do município de Chopinzinho – PR. Dos estudos e da vivência realizada percebeu-se que a Modelagem Matemática, como metodologia de ensino, oportuniza um ensino mais prazeroso para as crianças, elas se sentem valorizadas e participam ativamente do processo
A Sala de Apoio à Aprendizagem como espaço para a Modelagem Matemática
Nesse artigo apresentamos uma discussão sobre o programa Sala de Apoio à Aprendizagem como um espaço para a Modelagem Matemática em uma perspectiva de Educação Matemática. Trata-se de uma pesquisa qualitativa fenomenológica orientada pela interrogação: Como os professores compreendem a Sala de Apoio à Aprendizagem como espaço para atividades com Modelagem Matemática? A interrogação solicitou ir ao encontro dos professores que trabalham nessas turmas, por isso realizamos uma oficina sobre Modelagem Matemática com esses sujeitos a partir da qual foram produzidos os dados da pesquisa. A fala dos professores revelou a Sala de Apoio como espaço fértil para atividades com Modelagem, mas sinalizou a necessidade de lógicas formativas que contribuam com mudança da prática docente
Resolução de Problemas nas aulas de matemática dos anos iniciais: um estudo junto aos professores polivalentes
O presente trabalho traz os resultados de uma pesquisa realizada junto às professoras polivalentes dos anos iniciais de uma escola da rede privada de São Paulo que investigou quais são suas concepções a respeito do tema Resolução de Problemas, buscando compreender de que maneira exercem influência em sua prática. O quadro teórico recorre às ideias de Guy Brousseau, especificamente aquelas relativas à teoria das situações didáticas (TSD) e ao conceito de contrato didático. A investigação, de abordagem qualitativa, valeu-se de dois instrumentos distintos: um questionário objetivando a análise dessas concepções e a posterior observação das aulas dessas professoras, visando um confronto entre discurso e prática. Os resultados apontaram que os sujeitos compreendem a importância de seu papel problematizador nas aulas e valorizam o pensamento matemático dos alunos, contudo ainda têm certa dificuldade em organizar um milieu antagonista, capaz de provocar desequilíbrios e avanços autônomos na construção do conhecimento. Identificou-se, ainda, alguns efeitos do contrato didático, devidamente descritos