Biblioteca Digital de Periódicos da UFPR (Universidade Federal do Paraná)
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    The concept of internal experience between the first and second edition of the Critique of pure reason

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    The Refutation of idealism does not consist merely of a new method for presenting the arguments of the “Fourth paralogism” of the Critique of pure reason of 1781 and, thus, refuting skeptical or problematic idealism in a clearer or more convincing manner, but of a new refutation of idealism (KrV, B XXXIXn). In this sense, it is possible to say that this new refutation introduces some elements that alter the understanding of what was constituted by inner experience in the first edition of the Critique. That said, the present paper aims to discuss the change that the concept of inner experience underwent between the first (1781) and the second (1787) edition of the Critique, using as a parameter the argumentative framework defended in the “Refutation of idealism”. Therefore, it is argued that Kant alters the concept of inner experience to adjust it to the new refutation of idealism and, thus, respond to the accusations of solipsistic idealism.A Refutação do idealismo não consiste apenas de um novo método para apresentar os argumentos do “Quarto paralogismo” da Crítica da razão pura de 1781 e, assim, refutar o idealismo cético ou problemático de uma maneira mais clara ou convincente, mas de uma nova Refutação do idealismo (KrV, B XXXIXn). Nesse sentido, é possível dizer que essa nova refutação introduz alguns elementos que alteram a compreensão do que se constituía por experiência interna na primeira edição da Crítica. Isso posto, o presente trabalho tem por objetivo discutir a alteração que o conceito de experiência interna sofreu entre a primeira (1781) e a segunda (1787) edição da Crítica, tendo como parâmetro o arcabouço argumentativo defendido na “Refutação do idealismo”. Assim sendo, defende-se que Kant altera o conceito de experiência interna para ajustá-lo à nova Refutação do idealismo e, assim, responder às acusações de idealista solipsista

    O sumo bem e o campo suprassensível nos limites da finitude humana

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    A separação entre um bem estritamente moral e a felicidade — Analítica de KpV — é, entre intérpretes, fonte constante de objeções à Dialética e à (re)ligação desses conceitos, caracterizada como sumo bem. Assim, conforme diagnostica Hamm (2011), fomentou-se ora reprovação ora negligência acerca do papel do sumo bem na moral kantiana. Enfatizando argumentos da Dialética, intencionamos apresentar a coerência desse conceito (em resposta a Beck, 1960) e situá-lo fora da dimensão da motivação (em resposta a Guyer, 2000). Em suma, defenderemos que o sumo bem é um problema colocado por nossa finitude humana, cuja resposta exige a ocupação de campo do suprassensível que escapa à determinação tanto da razão especulativa quanto da lei moral. Sendo assim, podemos investigar em que medida o primado e os postulados da razão prática, articulando a ordem do ser segundo a demanda da ordem do dever, justificam ou não tal ocupação.The separation between a strictly moral good and happiness — Analytics of KpV — is a constant source of objections to Dialectic and the conjunction of these concepts, characterized as the highest good. In this way, as diagnosed by Hamm (2011), most Kant’s commentators sometimes disapproved and sometimes neglected the role of the highest good in Kantian morality. From an emphasis on Dialectic arguments, we intend to present the coherence of this concept (in response to Beck, 1960) and place it outside the dimension of motivation (in response to Guyer, 2000). In short, we will defend that the highest good is a problem posed by our human finitude, the answer to which requires the occupation of the field of the supersensible that has no determination either from speculative reason or from the moral law. Thus, we can investigate to what extent the primacy and postulates of practical reason justify such occupation

    Editorial

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    Editorial

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    La Revista Rede de Direito Digital, Intelectual & Sociedade (RRDDIS) reafirma su papel como espacio de reflexión crítica sobre las interacciones entre el derecho, la sociedad de la información y las nuevas tecnologías. Centrada en la investigación nacional e internacional, la revista promueve una red de colaboración entre especialistas. En vista de los crecientes debates sobre el derecho digital, su estructura editorial busca integrar diferentes áreas de conocimiento, fortaleciendo un ambiente académico plural e interdisciplinario.The Journal Rede de Direito Digital, Intelectual & Sociedade (RRDDIS) reaffirms its role as a space for critical reflection on the interactions between law, the information society and new technologies. With a focus on national and international research, the journal promotes a collaborative network of experts. In view of the growing debates on digital law, its editorial structure seeks to integrate different areas of knowledge, strengthening a plural and interdisciplinary academic environment.A Revista Rede de Direito Digital, Intelectual & Sociedade (RRDDIS) reafirma seu papel como espaço de reflexão crítica sobre as interações entre direito, sociedade informacional e novas tecnologias. Com foco na pesquisa nacional e internacional, a revista promove uma rede colaborativa de especialistas. Diante do crescimento dos debates sobre direito digital, sua estrutura editorial busca integrar diferentes áreas do conhecimento, fortalecendo um ambiente acadêmico plural e interdisciplinar

    Resenha Da Obra: Direito Autoral E Inteligência Artificial. Autoria E Titularidade Nos Produtos Da IA

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    A resenha analisa o livro A face oculta do capital: propriedade intelectual e capitalismo de Leonardo Foletto, destacando como o autor articula propriedade intelectual, cultura digital e crítica ao capitalismo contemporâneo. A obra é elogiada por sua clareza teórica e linguagem acessível, abordando temas como copyright, cultura livre, software livre e a lógica da mercantilização do conhecimento. O resenhista ressalta o engajamento político do autor e sua capacidade de conectar teoria crítica e prática ativista. O livro é visto como uma importante contribuição para os debates sobre capitalismo informacional e políticas culturais. A resenha recomenda a leitura da obra a pesquisadores, estudantes e militantes interessados nas interseções entre tecnologia, cultura e economia

    Violência e hedonismo descarado: uma leitura de “Feliz Ano Novo”, de Rubem Fonseca

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    “Feliz Ano Novo” é um conto do escritor brasileiro Rubem Fonseca que aborda de forma crua e realista a violência e o esgarçamento das relações sociais no Brasil contemporâneo. O enredo retrata a história de um grupo de jovens que, entediados e desiludidos, decidem cometer uma série de crimes hediondos durante as festas de final de ano, na cidade do Rio de Janeiro. A partir das discussõessobre essa temática contemporânea, o presente artigo aborda a questão da violência em meio ao tráfico de drogas, o consumismo desenfreado e a perda dos valores morais em meio a prática de um hedonismo descarado. É nesse contexto conturbado que a narrativa ganha corpo ao assumir poder de crítica e de narrativa pós-moderna

    Benzedeiras no mapa: cartografias de reconhecimento

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    O presente artigo tem como objetivo refletir sobre as cartografias sociais das benzedeiras do centro sul do Paraná, e como tais processos instrumentalizam políticas de reconhecimento. Para isso, apresento a discussão sobre cartografias de poder e resistência, para então descrever o processo de mapeamento social das benzedeiras das cidades de Rebouças, São João do Triunfo e Irati, no interior do Estado, associado ao processo de organização dos povos e comunidades tradicionais do Brasil. Na sequência, abordo as implicações organizativas, adjacentes ao processo de mapeamento social e a conquista de leis de reconhecimento. A partir das benzedeiras do Movimento Aprendizes da Sabedoria (MASA), identifico outras iniciativas cartográficas e legislativas que ampliam ações de reconhecimento. Por fim, conclui-se que a apropriação de ferramentas de mapeamento no contexto das benzedeiras, implicaram tanto em processos de visibilidade social quanto no reconhecimento jurídico-formal

    Manifestos contra-criativos: etnografia de territórios e classes criativas em contradição

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    Neste artigo debato as ideias de cidade e classe criativa, pensadas por Charles Landry e Richard Florida como instrumento de criatividade e inovação urbana a luz de uma experiência etnográfica no Quarto Distrito de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, mais conhecido Distrito Criativo. Primeiramente trago os conceitos de cidade e classe criativa, demostrando suas aproximações e diferenças. Logo após apresento a imersão etnográfica realizada em um contexto urbano que vem sendo projetado pela administração municipal que associa o discurso da economia criativa ao do desenvolvimento territorial. Busco demonstrar o quanto a aplicabilidade destes conceitos neste universo de análise se mostrou controversa, principalmente pela crítica às ideias de empreendedorismo e aos macro projetos para a região. Por fim, trago a problemática da gentrificação, refletindo se os investimentos em criatividades urbanas podem contribuir para um enobrecimento neste território

    Pierre Bayle e a crítica como fundamento da liberdade moderna

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    Este artigo explora o pensamento de Pierre Bayle, destacando a centralidade da noção de crítica em sua filosofia e sua relação com a fundação da liberdade individual e da tolerância religiosa. Bayle, reconhecido como uma figura-chave do Iluminismo, é analisado em sua obra-prima, o Dicionário Histórico e Crítico, e no Comentário Filosófico, nos quais a crítica emerge como um método essencial para o exercício da razão e a superação de dogmas. O estudo divide-se em três eixos principais: (1) o caminho da crítica, entendida como uma atividade racional que questiona autoridades e tradições; (2) a defesa da tolerância religiosa, baseada na liberdade de consciência e na rejeição da coerção estatal em matéria de fé; e (3) a ideia da República das Letras, uma comunidade intelectual que promove o debate livre e a busca pela verdade. O artigo argumenta que a crítica bayleana não apenas fundamenta a liberdade de pensamento, mas também estabelece limites ao poder político, antecipando princípios modernos de direitos individuais e pluralismo. Por fim, o texto ressalta a atualidade do pensamento de Bayle, conectando suas ideias a desafios contemporâneos, como a defesa da liberdade de expressão e a luta contra o dogmatismo.This article explores the thought of Pierre Bayle, emphasizing the centrality of the notion of critique in his philosophy and its connection to the foundation of individual freedom and religious tolerance. Recognized as a key figure of the Enlightenment, Bayle is examined through his masterwork, the Historical and Critical Dictionary, and the Philosophical Commentary, where critique emerges as an essential method for the exercise of reason and the overcoming of dogmas. The study is divided into three main axes: 1) the path of critique, understood as a rational activity that questions authorities and traditions; 2) the defense of religious tolerance, based on freedom of conscience and the rejection of state coercion in matters of faith; 3) the idea of the Republic of Letters, an intellectual community that fosters free debate and the pursuit of truth. The article argues that Bayle’s critique not only grounds freedom of thought but also sets limits on political power, anticipating modern principles of individual rights and pluralism. Finally, the text highlights the contemporary relevance of Bayle’s thought, linking his ideas to present-day challenges, such as the defense of free speech and the struggle against dogmatism

    Da cobiça à infâmia: uma exploração das implicações da dubiedade no mercado de criptomoedas: From Greed to Infamy: An Exploration of the Implications of Dubiousness in the Cryptocurrency Market

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    O advento das criptomoedas fez emergir debates quanto à eficiência do controle dos Bancos Centrais no gerenciamento de moedas. Faz-se pertinente delimitar imperfeições no idealismo das criptomoedas, utilizando as teorias Marxista e Keynesiana. Foi analisada a influência da insegurança no preço dos criptoativos e na adesão dos agentes econômicos ao mercado de criptomoedas. Foi realizado um modelo VEC, para registrar a progressividade recíproca entre as múltiplas séries temporais e também as implicações de choques exógenos arbitrários às variáveis que integram o sistema de equações. Os resultados enunciaram que, a inserção de inovações exógenas, influíram flutuações no Bitcoin positivamente e negativamente

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