Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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A CHARGE COMO RECURSO METODOLÓGICO PARA TEMÁTICA URBANIZAÇÃO NO ENSINO DE GEOGRAFIA
Sabemos do desafio do profissional da educação e especificamente do professor de Geografia, que consiste em conciliar e orientar um ensino significativo capaz de contribuir na formação de sujeitos críticos e reflexivos. Seguindo essa perspectiva, objetivou-se desenvolver neste projeto, uma discussão a cerca da utilização e criações de Charges como recurso metodológico no Ensino da Geografia, tendo no conteúdo urbanização o poder em levar o estudante a pensar e representar o espaço urbano de forma lúdica, prazerosa e livre, dispondo na criação e interpretação chargista um passo para o novo durante as aulas. Para alcançar os objetivos foram criadas in lócus, a partir das percepções dos estudantes, Charges ligadas à temática. A pesquisa faz parte do projeto Ciência na Escola, apoiado pela Secretária de Educação do Amazonas e Fundação de Amparo à pesquisa do Estado do Amazonas, sendo direcionada aos alunos dos 2º anos, conforme proposta curricular de Geografia, turmas: 1, 2 e 3 (Ensino Médio) turno vespertino da Escola Estadual Profª. Cecília Ferreira da Silva, Manaus/Am. Ao final do projeto, compreendemos a relevância do uso da Charge nas aulas de Geografia. Como embasamento, realizamos pesquisas bibliográficas com intuito de explicar a relação Charge, Urbanização e Ensino de Geografia
RESSIGNIFICAR O ENSINO DE BIOGEOGRAFIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA ATRAVÉS DA PRÁXIS
Este artigo é fruto de um projeto que busca articular o conhecimento sobre os conteúdos da Biogeografia na escola sem que o livro didático seja o único recurso do professor, pois acreditamos na ressignificação desse conteúdo atravésda práxis.O projeto apresenta as frutas nativas e exóticas brasileiras para os alunos do subúrbio gonçalense, na perspectiva da ciência(Biogeografia) e da arte(Literatura).Elefoi realizado em uma turma de 7º ano do ensino fundamental na rede estadual do Rio de Janeiro no município de São Gonçalo.Nossos alunos conheceram as frutas nativas brasileiras através de imagens e de um mapeamento, pois, no perímetro urbano, só há acesso a frutas exóticas nos sacolões do município. A metodologia adotada: aulas dialogadas, entrevistas e trabalho de campo. O resultado foi a ressignificação dos conteúdos da disciplina por meio de um trabalho de campo no sacolão do bairro, das frutas na vida de jovens suburbanos e a descoberta do Brasil através dessas frutas
EDUCAÇÃO E INCLUSÃO: O USO DE JOGOS COMO UMA METODOLOGIA PARA A INTEGRAÇÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS
As práticas de ensino, bem como atividades de estágios e oficinas realizadas durante a graduação, são de grande importância para os cursos de licenciatura, por permitirem o contato dos graduandos com o dia a dia e a realidade das escolas. Essa aproximação, ao longo da formação de professores, favorece seu desenvolvimento profissional por permitir, ainda na graduação, uma vivência junto aos aspectos da sala de aula que não são possíveis de serem compreendidos em sua totalidade, apenas na teoria. Tem-se, portanto, a necessidade e a pertinência da teoria e da prática, que em uníssono, contribuem para a sua formação. Dentre as diversas dificuldades no meio educacional está a inclusão de alunos com necessidades especiais em sala de aula. Esses alunos, por vezes, não conseguem acompanhar uma aula tradicional e meramente expositiva, realizada apenas com a voz do professor, lousa/datashow e livro didático. Dessa forma, acreditamos ser fundamental a elaboração de metodologias diferenciadas, que auxiliem na inclusão de todos os alunos. Para tanto, um dos instrumentos pedagógicos é a ludicidade e, em nossa prática, discutiremos o papel dos jogos educativos. Esses desenvolvem diversas características dos discentes, como o respeito, a sociabilização e o pensamento lógico, além de poderem ser utilizados tanto para o entendimento de determinados conteúdos quanto para avaliações. Tem-se, portanto, uma ferramenta muito rica e com uma miríade de possibilidades, se bem explorada. No caso da intervenção descrita neste trabalho, foi elaborado um jogo com uma série de perguntas e uma rodada de mímicas, relacionadas ao assunto programático da região Nordeste brasileira. Notou-se que, através dessa metodologia, a aluna com necessidades especiais presente em sala interagiu mais do que no dia a dia das aulas tradicionais, incluindo-se, portanto, no decorrer da atividade. Desse modo, consideramos a significância dos jogos como metodologia de inclusão
UMA PROPOSTA DIDÁTICA PARA O ENSINO DE CERRADO: O TRABALHO DE CAMPO ALIADO A LINGUAGEM FOTOGRÁFICA
O presente artigo tem como objetivo propor uma sequência didática a ser trabalhada nas aulas de Geografia do Ensino Básico, efetuando uma articulação entre o Trabalho de Campo e a Linguagem das fotografias na abordagem do Ensino de Cerrado. O uso da Linguagem fotográfica surge como uma possibilidade de estreitar a relação entre o conteúdo teórico com as operações mentais desenvolvidas pelos alunos ao evidenciarem temas e conteúdos da Geografia. Dentro da proposta de campo, as questões sobre apropriação rural e urbana são elementares para a reflexão e debate acerca das transformações causadas pela ação antrópica impulsionadas pelo viés do capitalismo. Metodologicamente nos pautamos em uma abordagem qualitativa com uso procedimental do levantamento bibliográfico, na tentativa de obter um produto de uso prático, e não prescrito, aos professores de Geografia. Tal proposição se faz pertinente uma vez que o esmiuçar de questões sobre o Ensino de Geografia e Trabalho de Campo, valorativos a temáticas locais, são essenciais para o avanço da Geografia enquanto Ciência e disciplina escolar. Neste sentido, compreendemos que é necessário pensar o ensino de Geografia a partir da reflexão de uma sociedade que se depara com intensas transformações no espaço geográfico, tornando cada vez mais complexas as relações da sociedade com o ambiente. Como resultado de nossa pesquisa, que se faz teórica (mesmo com a execução do pré-campo), apresentamos a própria sequência didática em uma perspectiva geográfica, organizada conforme o pensamento de mediação didática de relação entre os conteúdos geográficos e as operações mentais a serem desenvolvidas pelos alunos
GEOGRAFIA DÁ ROCK? UMA EXPERIÊNCIA DO PIBID NA EEEP MIGUEL GURGEL EM FORTALEZA-CE
Em muitos casos, a música pode vir a ser uma das primeiras aproximações da vida humana em sociedade e é a partir dela que se tira muitas das visões de mundo que as pessoas têm. Dessa forma, o presente artigo discutirá acerca do uso da música enquanto recurso didático nas aulas de Geografia, enfocando o gênero musical hardcore. Tal gênero está ligado a pensamentos político-sociais, seja em seus discursos, seja em ações. Assim, o objetivo do artigo é apresentar a música como recurso didático, a partir da sua importância em proporcionar uma maior aproximação dos estudantes com os conteúdos da Geografia Escolar. Essa experiência se deu através de atividades realizadas com o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) do Curso de Geografia da Universidade Estadual do Ceará (UECE), com os estudantes do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual de Educação Profissional Miguel Gurgel. A metodologia se deu através do desenvolvimento de 02 (duas) aulas que totalizaram 150 minutos. Na primeira aula foi utilizado o assunto “Fluxos Migratórios no Brasil” e teve como música escolhida “Nous Sommes Le Paraibes” da banda capixaba Dead Fish. Já segunda aula teve como assunto “Reforma Agrária e Movimentos Sociais do Campo” e a música utilizada foi “MST” também da banda Dead Fish. Para tanto, foi utilizado também a pesquisa bibliográfica, que também fundamentou o presente artigo. Como referencial teórico, apoiou-se em Oliveira (2008) com a discussão acerca do surgimento e das intencionalidades do hardcore; Pontuschka (2009) acerca das linguagens no ensino; Muniz (2012), que discorre sobre o papel do professor frente à utilização do recurso didático; Callai (2013) ao dissertar sobre os raciocínios geográficos e, por fim, Freire (2003), com a importância da dialogicidade. Como considerações finais, foi observado que o uso da música como recurso didático trouxe uma nova dinâmica para a aula de Geografia havendo um aumento no interesse dos estudantes pelos conteúdos da Geografia Escolar, além de demonstrarem o desenvolvimento da criticidade
PROJETO GEO-ESCOLA: MÓDULO POÇOS DE CALDAS (MG)
O projeto Geo-Escola oferece materiais didáticos digitais para professores da educação básica brasileira de uma determinada região. O material em um site inclui dados geológicos, imagens e mapas. A ideia e propósito do projeto é montar um projeto com materiais de ensino usando tecnologias educacionais. O primeiro passo é identificar os temas que devem ser enfatizados em sala de aula. Após a priorização dos temas, a interação resultante envolve palestras, cursos teórico-práticos e trabalho de campo. Embora o projeto Geo-Escola já tenha sido desenvolvido para outras realidades regionais, a pesquisa proposta pretende apresentar a proposta do Maciço Alcalino de Poços de Caldas - Brasil. A região possui inúmeras obras de referência em geologia, fornecidas pela produção científica, mas o uso desse material não vai (infelizmente) além do circuito acadêmico-universitário. A educação deve permitir a qualquer indivíduo reconhecer o que é esse maciço, como funciona e como as relações de vida se desenvolvem, tanto no tempo quanto no espaço. Em um sentido amplo, as Geociências podem ajudar os alunos a construir uma ideia sobre os mecanismos de evolução da Terra e sobre a interação permanente entre as esferas da Terra. O uso de computadores na educação pode explorar a linguagem visual, que está fortemente conectada ao raciocínio geológico, bem como alguns procedimentos metodológicos típicos da Geologia, múltiplas hipóteses explicativas, descrições científicas, raciocínio histórico e analógico. Isso requer mais incentivo para programas de treinamento de professores. Muitos especialistas da comunidade nacional de geologia são as pessoas mais capazes para decodificar conceitos principais de um grande volume de informações disponíveis. Promover interação com professores para difusão de Geociências. O objetivo desse artigo é apresentar o módulo Poços de Caldas do Projeto Geoescola, nas etapas preliminares de execução, como o mapeamento das escolas, a criação da rede (network) e a participação no programa Educador Aprendente criado pela Secretaria de Educação do município de Poços de Caldas
MIRANDO AO CELULAR: APRENDIZAGENS DE GEOGRAFIAS VIZINHAS
Este manuscrito surgiu a partir de minha experiência como professora. O fascínio das crianças pelo uso do telefone celular me provocou questionamentos: é possível problematizar aprendizagens de crianças sobre paisagens, lugares, espaço geográfico e a cartografia explorando o uso do telefone celular? Como potencializar os olhares do mundo e as aprendizagens em Geografia por meio dele? Os estudos para execução deste projeto terão caráter qualitativo, na perspectiva da pesquisa com o cotidiano, valorizando observações e diálogos com crianças, explorando a produção de fotografias, vídeos e vídeo-imagens na construção de conhecimento regional e territorial em diferentes escalas. Para tanto, o objetivo geral pretendido será problematizar aprendizagens de crianças sobre paisagens, lugares, espaço geográfico e cartografia com fotos, vídeos, vídeo-imagens, aplicativos e jogos eletrônicos desenvolvidos e /ou produzidos no celular. Os objetivos específicos serão: 1. Explorar fotos, feitas por crianças, de paisagens e lugares. 2. Analisar aprendizagens nas relações entre crianças e seus celulares. 3. Verificar a potência do uso do celular como recurso didático na aprendizagem das categorias geográficas: paisagem, lugar e espaço geográfico, bem como a cartografia. A pesquisa está sendo desenvolvida com crianças do 6º ano do ensino fundamental, de uma escola da rede privada de Campos/RJ, no período de fevereiro 2019 a junho 2019
ENSINO DE GEOGRAFIA PARA ALUNOS SURDOS: METODOLOGIAS APLICADAS EM SALA DE AULA
A geografia, como ciência que estuda o espaço geográfico de forma sistémica e possui arcabouço teórico que abrange desde aspectos culturais, sociais, econômicos, geopolíticos e educacionais são de grande relevância para todos os alunos que ingressam na Educação Básica. Estudar geografia é um passo fundamental na formação de sujeitos autônomos e conscientes de sua função cidadã. Portanto, a escola constitui-se num espaço ideal para abordar estas questões de forma dinâmica e inovadora através do uso de metodologias de ensino apropriadas aos discentes, de forma inclusiva. Nesse sentido, o presente trabalho tem como objetivo analisar o ensino de geografia e as metodologias que são utilizadas para trabalhar com alunos surdos. Em seguida, a partir do levantamento construiu-se um panorama dos trabalhos e do que vem se falando sobre as metodologias que podem contribuir para a formação do aluno surdo. Para tanto, propôs-se uma abordagem sobre a trajetória do ensino de Libras no Brasil e sua relevância para a comunidade surda do país. A coleta de dados se deu a partir de pesquisa bibliográfica feita tanto em trabalhos contemporâneos como clássicos sobre a temática. Os resultados indicam que para a efetivação da inclusão na aprendizagem geográfica é necessário que o processo ensino aprendizagem seja pautado na participação de todos os membros da escola e que o professor utilize metodologias direcionadas a este ator social- portador de necessidades especiais
GEOCONHECIMENTO COMO ESTRATÉGIA DE VALORIZAÇÃO DO LUGAR
Este artigo busca discutir a importância do (re)conhecimento do local, em especial no aspecto ambiental, como estratégia de valorização do lugar. Destaca o município de Cajamar, região metropolitana de São Paulo, onde se verificou uma relação de descontentamento, não pertencimento e desvalorização pela população local, principalmente os jovens. Apresenta-se a produção e aplicação de uma Unidade de Ensino com ênfase em temas geocientíficos, como estratégia na busca de uma nova relação entre a população e o seu lugar, no contexto de um projeto de pesquisa denominado Geo-Escol
TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA E MODELO DE SIMULAÇÕES O CASO DA CONFERÊNCIA DE BERLIM
O trabalho tem como objetivo apresentar uma transposição didática para a área da Geografia, tratando da proposta de uma Simulação da Conferência de Berlim de 1884/1885. Para tal, é realizado um breve histórico das atividades de simulação nessa área, começando pela fase do surgimento em sua versão moderna e chegando ao desenvolvimento das versões nacionais de tais atividades. Em sequência, alguns conceitos básicos da teoria e da história da Geografia englobados pela atividade são apresentados, com ênfase na relevância deles para o estudo do tema, assim como conceitos pedagógicos a serem trabalhados pela simulação. Por fim, apresenta-se o material desenvolvido para esta transposição, em versão fac-similar àquela disponibilizada para os estudantes