Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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    A PERCEPÇÃO DOS CONHECIMENTOS GEOGRÁFICOS A PARTIR DAS VIVÊNCIAS: UM ESTUDO DE CASO COM OS ALUNOS DO 6o ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

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    O presente trabalho buscou investigar como as vivências dos alunos podem contribuir para que a Geografia Escolar desenvolva neles uma percepção espacial reflexiva. A partir da falta de sentido e da distância entre a realidade dos alunos e os temas tratados na Geografia, verificou-se a necessidade de despertar nos estudantes o desejo de participar das aulas de maneira mais efetiva e, com base na aproximação destes elementos, dar início ao processo de reflexão acerca da realidade vivida. Como metodologia optou-se por promover um estudo de caso a partir da análise de atividades propostas aos alunos. A pesquisa destacou a relevância não apenas dos saberes do aluno, mas também do papel do professor como articulador das vivências e os temas da Geografia Escolar. Como resultado deste estudo foram observadas algumas percepções dos alunos em sua forma de tratar e refletir sobre a realidade a qual estão inseridos. Quanto à relevância deste estudo, a pesquisa visa beneficiar professores de Geografia que queiram se utilizar desta ferramenta como recurso, a fim de repensar sua prática a partir da perspectiva de considerar os saberes do aluno

    A CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES CULTURAIS NO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO EM GEOGRAFIA I

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    A construção de conhecimentos geográficos no ambiente escolar perpassa muitos desafios no modelo educacional da atualidade, e sua importância se mostra presente no crescimento da produção científica voltados a temática. O presente trabalho, busca relatar e discutir as experiências decorrentes do Estágio Curricular Supervisionado em Geografia I, na escola de ensino fundamental José Estanislau Façanha, em Fortaleza-CE. Esse estudo se baseia nas observações realizadas no espaço escolar e nas comunidades próximas, sobre o contexto social; as práticas culturais, desenvolvidas por protagonistas comunitários; o processo de ensino e aprendizagem; e metodologias espaciais de educação, que chamam a atenção para a ação do estágio e principalmente do estagiário, enquanto sujeito modificador de aspectos da realidade escolar. Na análise pretendida, buscou-se compreender como a escola discute com seu entorno, temas recorrentes e ligados a realidade social local. Por meio de questionários, entrevistas, atividades interdisciplinares, e participações em sala de aula, a vivência no estágio e a compreensão acerca desses fenômenos foi significativa e proveitosa. Através dessa pesquisa, percebeu-se que a escola possui muitas atividades voltadas as culturas de pertencimento, principalmente para que os estudantes compreendam sua realidade social, evidenciando assim, metodologias de trabalho diversas e que agregam no espaço escolar, bem como nas influências por parte dos cidadãos que residem próximos a escola. Essa relação de troca, suplementa e adiciona a discussão sobre a importância da interação escola x comunidade. Com isso, atestamos que o lugar de vida dos estudantes, como referencial de valorização de suas identidades, foi aprimorado e potencialmente discutido, revelando que a prática pedagógica gerou resultados contundentes

    JUVENTUDES E PROTAGONISMO: POSSIBILIDADES E DESAFIOS PARA A PARTICIPAÇÃO POLÍTICA DE ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO DE PRESIDENTE PRUDENTE – SP, NA ESCOLA E NA CIDADE

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    Existem diversas obras acadêmicas na Geografia que permeiam a temática do espaço escolar, dos jovens e do ensino de Geografia, afim de melhor entender quem são esses sujeitos jovens que estão inseridos em diferentes contextos históricos e sociais que geram uma ampla diversidade de culturas juvenis dentro e fora da escola.Pensando o espaço escolar se torna necessário ressaltar que este é instituído por diferentes sujeitos, sendo eles, Professores, coordenadores escolares, funcionários e estudantes que vão se confrontar diariamente em torno de seus sentidos de escola e visões do outro, num campo de relações de poder.Embora tenhamos geógrafos/as preocupadas em entender e dialogar com a juventude, não é a Geografia a ciência que inicialmente aborda essa temática e se preocupa em delimitar o que é a juventude, mas sim os campos da Sociologia e Psicologia. No que tange à metodologia utilizada no desenvolvimento desse trabalho, pode-se dizer que três frentes foram utilizadas para que conseguíssemos alcançar os objetivos propostos, sendo elas, observação participante, questionários e entrevistas. Ao tratarmos da juventude na escola, cabem a nós as seguintes indagações: quem são esses jovens? O que buscam no espaço escolar? E como podemos contribuir para que a direção pedagógica e Professora encarem esses jovens como sujeitos sociais ativos e com histórias e desejos próprios, o que implica ampliar os canais de reconhecimento mútuo e comunicação, tal como trazemos na proposta original? Embora o aumento da preocupação com a temática juventude vem se destacando no últimos anos, a escola ainda tem uma grande dificuldade em compreender quem são os jovens estudantes devido à sua grande heterogeneidade de experiências, contextos e culturas, pois cada vez mais este buscam por autonomia no movimento construção de sua identidade. Autonomia que nunca é total, uma vez que precisam negociar constantemente com um campo de possibilidades que têm diante de si, nos próprios contextos socioespaciais nos quais estão inseridos. Dessa forma, procuramos entender como em uma escola da rede estadual de ensino, do município Presidente Prudente – SP, olha para os alunos

    BOLETIM PAULISTA DE GEOGRAFIA (1949-1979): LEITURA SOBRE O SABER GEOGRÁFICO ESCOLAR

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    Em 1934, com a fundação dos primeiros cursos universitários de Geografia no Brasil, surgiu a Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) que tinha o objetivo de desenvolver e difundir pesquisas relacionadas à ciência geográfica no país. Contudo, ao longo da trajetória da AGB, ela não se limitou apenas a produção acadêmica, ela também forjou mudanças teóricosmetodológicas no saber escolar geográfico. Os Boletim Paulistas de Geografia foram utilizados como principais fontes documentais, por serem documentos que registraram e contribuíram para a circulação do pensamento da associação dos geógrafos. Será utilizado como referencial Ivor Goodson (2011), no que concerne seus estudos de caráter sócio-histórico da disciplina escolar e da história das associações científicas. A pesquisa não tem o propósito de realizar uma história memorialista ou/e internalista da AGB, mas fundamentalmente entender as suas interfaces com o saber escolar a partir das suas publicações oficiais

    O CAMPO PROFISSIONAL DO PROFESSOR DE GEOGRAFIA (1930-1960) E O DUALISMO DO ENSINO SECUNDÁRIO

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    A educação no Estado de São Paulo, ao longo de sua história, passou por diversas reorganizações, cada qual refletia seu contexto histórico, e não escapava do ideário vigente, de 1930 a 1960 destacam-se as reformas Francisco Campos, a constituição de 1937 e a reforma Capanema. Neste ínterim cria-se a Universidade de São Paulo e inicia-se, em nível superior, a formação de professores, para a área de humanidades. Outrora a formação de professores para o ensino secundário era quase inexistente, os professores oriundos dos primeiros cursos da USP vieram a suprir esse deficit. O presente artigo tem como objeto, a partir da história do ensino de Geografia, apresentar os resultados parciais da pesquisa “Orientações metodológicas destinadas aos professores de Geografia para o ensino secundário da escola paulista (1934-1960)”. Visando o contexto socioeconômico da época, as reformas que foram postas em prática, bem como suas intenções, mostramos um panorama do campo de trabalho desses primeiros docentes, principalmente o dualismo que tomou conta do ensino secundário após a famigerada Reforma Capanem

    PRÁTICAS FORMATIVAS E DIFERENTES ESTRATÉGIAS PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA NOS ANOS INICIAIS

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    Este artigo tem como propósito demonstrar a importância das práticas formativas e suas diferentes estratégias de ensino para professores pedagogos que atuam no primeiro segmento do Ensino Fundamental. A formação profissional foi organizada visando promover os conteúdos ligados ao tempo, clima e estações do ano, baseados na pesquisa-ação e na epistemologia da prática. Através do auxílio de dispositivos didáticos, tais como planetário de madeira e de história em quadrinhos, pôde-se vislumbrar o aprimoramento docente, concretizado pela discussão e elaboração de estratégias de ensino a serem aplicadas aos alunos do 3°, 4° e 5° anos do Ensino Fundamental I. Após a formação, concluímos que as atividades contribuíram para a fortalecimento do conhecimento geográfico nos anos iniciais, possibilitando a socialização de experiências e saberes necessários para a qualificação do ato educativo

    NARRANDO MINHAS VIVÊNCIAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM GEOGRAFIA ENSINO FUNDAMENTAL II

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    Narrar sobre si, é contar suas experiências, suas vivências e poder se autocriticar. Nesse trabalho apresento as experiências do Estágio Supervisionado em Geografia no Ensino Fundamental II, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Departamento de Ciências Humanas, Campus V. Utilizo do método narrativo para apresentar meu trilhar no estágio, com um olhar crítico para o Estágio Supervisionado, a contribuição que este traz para a formação docente do licenciando, que precisará ensinar uma Geografia renovada. O objetivo desse trabalho é refletir a cerca da regência formal de classe, no período do Estágio Supervisionado em Geografia Ensino Fundamental II, a fim de apresentar considerações pertinentes sobre a prática educativa do estágio para a formação de futuros profissionais educadores. Assim, com os resultados obtidos no estágio, apresento reflexões e questionamentos sobre o ser docente, o ensino de Geografia que queremos e uma percepção que podemos contribuir para a formação de um mundo melhor

    A LINGUAGEM CARTOGRÁFICA E A CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE DA AULA EXPOSITIVA DE GEOGRAFIA

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    Considerando que ainda é possível perceber que na escola muitos alunos (talvez até professores) não conseguem reconhecer e identificar o que vem a ser de fato uma aula de Geografia, confundindo, muitas vezes, com outras ciências, busca-se investigar se as aulas expositivas de Geografia ministradas pelos professores na educação básica constituem-se de fato geográficas, possibilitando uma efetiva aprendizagem geográfica? Objetivando-se de forma geral compreender quais são os elementos e contextos que constituem e identificam uma aula expositiva de Geografia no Ensino Médio na perspectiva da construção do pensamento geográfico. De forma específica busca-se compreender o que constitui a identidade da Geografia enquanto ciência disciplinar na educação básica; identificar e analisar como a linguagem cartográfica é utilizada nas aulas de Geografia do Ensino Médio, tendo a perspectiva de compreender se ela é mediadora para a constituição do pensamento espacial e desenvolvimento do pensamento geográfico. Para a realização da pesquisa foi realizada inicialmente pesquisa bibliográfica e em seguida a pesquisa de campo, a qual ocorreu através da seleção dos sujeitos a serem pesquisados, a técnica utilizada foi a observação das aulas que ocorreu acompanhada de um roteiro de observação semiestruturado e, por fim, realizou-se a análise e interpretação dos dados coletados. Percebeu-se que é necessário haver uma ressignificação da identidade da aula expositiva de Geografia, considerando a presença dos elementos que encaminhem para o desenvolvimento do pensamento geográfico. Observou-se ainda que a presença da linguagem cartográfica deve ser mais bem utilizada, no que se refere a leitura e interpretação da simbologia e seus significados aliados aos conhecimentos geográficos. Por fim, evidencia-se a relevância da continuidade da presente pesquisa objetivando definir quais elementos constituem a identidade da aula expositiva de geografia, considerando que a presença da linguagem cartográfica aliada ao discurso geográfico possa contribuir nesse processo alcançando ao final o pensamento geográfico, o qual poderá tornar o aluno mais consciente na leitura de mundo em seu cotidiano

    A RELEVÂNCIA DA CARTOGRAFIA TÁTIL NO ENSINO DE GEOGRAFIA PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL

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    O presente artigo parte das discussões a respeito da educação inclusiva no Brasil - que vêm ganhando maior destaque socialmente e em estudos acadêmicos nas últimas décadas - abrindo espaço para promover de fato um ensino voltado para a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais na rede regular de ensino. Deste modo, os sistemas educacionais devem investir em ações que possibilitem o acesso e a permanência destes alunos na escola, tanto em termos educativos, com adaptações de conteúdos e materiais didáticos, quanto em termos sociais. Neste contexto, este trabalho relata os resultados obtidos no projeto de Iniciação Científica (PIBIC- 2016/2017) intitulado “O Ensino de Cartografia para Pessoas com Deficiência Visual”. O enfoque desta pesquisa foi o desenvolvimento e aplicação de materiais didáticos táteis voltados para o ensino de Geografia para pessoas com deficiência visual (cegas ou com baixa visão), a fim de promover um melhor processo de ensino-aprendizagem destas pessoas, que necessitam de materiais adaptados para compreender melhor conteúdos espaciais. A abordagem metodológica foi respaldada por uma perspectiva qualitativa, centrada nas pessoas com deficiência visual. Como resultado do trabalho apresenta-se a análise da aplicação dos materiais táteis para o ensino de Geografia, no Centro-Dia de Referência para Pessoas com Deficiência do município de Rio Claro-S

    REPRESENTAÇÃO DO GLOBO TERRESTRE NA BOLA: ESTRATÉGIA DIDÁTICA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS

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    Este artigo resulta da análise de implementação de estratégia didática lúdica para motivar estudantes da Educação Básica a se interessarem pelas aulas de geografia e a aprenderem com elas. A pesquisa foi realizada com três turmas de oitavos anos do Ensino Fundamental de uma escola pública localizada no Distrito Federal, na periferia de Brasília. A estratégia didática, que consistia em transformar uma bola de brinquedo em uma representação do globo terrestre, foi realizada ao longo de um bimestre durante as aulas de Geografia. As etapas da atividade consistiram em: cada grupo de estudantes inserir, na bola, o sistema de coordenadas geográficas; a partir desse referencial, proceder à inserção dos continentes; por fim, apresentar o trabalho à turma, a partir de questões feitas pela professora. As falas realizadas na ocasião da apresentação e um questionário aplicado aos estudantes forneceram informações empíricas que foram aqui analisadas qualitativamente, na perspectiva do pensamento espacial e do raciocínio geográfico. Os resultados demonstraram que estratégias didáticas pautadas pela ludicidade favoreceram a apropriação de conceitos geográficos e de alguns princípios lógicos da Geografia, como o de localização, o desenvolvimento de relações espaciais projetivas e euclidianas, configurando-se uma oportunidade de motivar estudantes a se apropriarem dos conhecimentos geográficos para que sejam capazes de ler, entender e analisar o espaço, construindo uma representação de mundo condizente com a realidad

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