Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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FORMAÇÃO DE DOCENTES EM GEOGRAFIA: UMA EXPERIÊNCIA DE APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA NA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Este artigo tem como objetivo relatar minha experiência ao pensar uma proposta de atividade na disciplina Educação em Geografia, no curso de Pedagogia da Universidade de Brasília. Apresento reflexões a partir da produção de um Portfólio, que ao final do semestre, permitiu colocar em perspectiva a minha vivência dentro da disciplina, minha formação enquanto pedagoga e minhas ações intencionais futuras pela transformação da realidade (educacional e no mundo). Levando em consideração a urgência na formação de professores de uma geografia que dialoga com a realidade dos agentes educacionais, busquei dentro da produção dos colegas outros relatos que dialogassem com a transformação. A matéria, ministrada pela professora Maria Lídia Bueno Fernandes, acontecia no prédio nº 5 da Faculdade de Educação nas noites de segunda-feira e a partir de uma metodologia inovadora e transgressora, naquela despretensiosa sala com paredes de fórmica, me inspirou a considerar a importância de uma geografia relevante. Aqui, pretendo refletir a respeito da formação de professores para o século XXI, o lugar da geografia no ensino dos anos iniciais e as proporções de uma vivência significativa da disciplina na construção de uma aprendizagem ativa e dinâmica
DIÁLOGOS E PERCEPÇÕES: RODA DE CONVERSA COMO MÉTODO DE INTERVENÇÃO
Pensando no ensino de Geografia dentro da sala de aula para alunos do Ensino Fundamental II, os bolsistas do PIBID/Geografia da Unesp Ourinhos-SP propuseram uma roda de conversa para os estudantes do sétimo ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Adelaide Pedroso Racanello, parceira do projeto desde 2018. Priorizando o diálogo e a fala do aluno, a atividade sugeriu a identificação da Geografia dentro da sala de aula e em seus arredores, facilitando uma construção de conhecimento a partir dos saberes e vivências do mundo já conhecidas pelos mesmos. O que tornou a atividade mais interessante foi o fato de os bolsistas não serem de Ourinhos, incentivando as estudantes a explicar as dinâmicas do município, bem como suas localizações, atividades econômicas, entre outros. Entretanto, também foram encontradas algumas problemáticas aqui expostas que nos faz repensar o modo com que a geografia está sendo aplicada dentro da escola e como podemos torná-la mais próximas aos alunos, como o foi o objetivo dessa intervenção
JOGANDO COM AB’SÁBER
A geografia escolar por vezes pouco incentiva a visão crítica e o aprendizado significativo. O presente trabalho objetiva, a partir do desenvolvimento de uma sequência didática, trabalhar de forma participativa a classificação do Relevo do Brasil e os Domínios Morfoclimáticos brasileiros, temas das pesquisas empreendidas pelo geógrafo Aziz Nacib Ab’Sáber. Concomitantemente, almeja-se apresentar o pesquisador com o intuito de fazê-lo emergir como figura de representatividade para alunos de classe baixa, dentro da academia. O desfecho da sequência pretende-se lúdico, pois se baseia na adaptação e produção do jogo Twister® para a abordagem criativa e dialógica dos assuntos citados. As ações acima tiveram lugar na Escola Municipal Emiliano Galdino, situada na periferia do Rio de Janeiro, em duas turmas de sétimo ano. A partir das avaliações diagnósticas é possível inferir que houve aprendizado a respeito da classificação do relevo e dos Domínios Morfoclimáticos, bem como sobre Ab’Sáber e sua trajetória
RELAÇÃO DO GÊNERO FEMININO E ENSINO DE GEOGRAFIA: POSSIBILIDADES PEDAGOGICAS
Esse trabalho resulta de uma pesquisa que teve como objetivo identificar as possibilidades de discussões de gênero no ensino médio, especialmente na disciplina de Geografia. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, e faz parte de um projeto mais amplo denominado: Educar-se com/na cidade de Guarapuava-PR: práticas socioespaciais da juventude escolar, financiado pela Fundação Araucária. Para isso, realizou-se uma parceria com a Escola Estadual do Campo Professora Maria de Jesus Pacheco Guimarães. A metodologia, constituiu em revisão bibliográfica, roda de conversa e análise do livro didático. Na análise dos dados, concluiu-se que é possível o estudo de gênero nas aulas de Geografia, pois os conteúdos geográficos são ricos em temas que problematização as relações sociais e, nestas, como se dá o papel e o lugar da mulher na sociedade, a questão é o professor estar preparado para realizar a abordagem espacial por meio das questões de gênero, neste caso, da condição da mulher na sociedade. Constatou-se também que os alunos possuem um conhecimento prévio sobre o tema, o que pode enriquecer os debates em sala de aula e, com isso, oferecer os elementos necessários ao professor para (re) elaborar esses conhecimentos de modo a aprendizagem geográfica
A EDUCAÇÃO SEXUAL NO ENSINO DA GEOGRAFIA
O presente trabalho tem como objetivo expor os problemas encontrados para a inclusão da educação sexual nos conteúdos escolares, como previsto no Currículo Nacional do Ministério da Educação. O intuito é apresentar o projeto de oficinas sobre educação sexual nas escolas direcionadas especialmente para estudantes que estão na faixa etária de 12 a 14 anos. A realização das oficinas é uma proposta de resolução dos aparatos legais da legislação, e visa auxiliar o trabalho do professor no trato com os conteúdos de educação sexual e fomentar a conscientização à proteção e redução de vulnerabilidades dos jovens à doenças e infecções sexualmente transmissíveis. A finalidade é que por meio dessas ações, o empoderamento de jovens possa fundamentar um processo investigativo e de intervenção, que possa promover a transformação da realidade, com vias ao controle da transmissão de doenças e infecção iniciação sexual precoce
PARADIGMAS CRÍTICOS E OS EGRESSOS DO CURSO DE LICENCIATURA EM GEOGRAFIA DA UFSCar SOROCABA
Os paradigmas científicos exercem influência nas práticas de pesquisas e também são parte integrante da visão de mundo dos pesquisadores que carregam suas concepções para diferentes áreas de suas vidas, incluindo seus processos de ensino-aprendizagem, esta perspectiva instiga uma investigação a respeito dos egressos do curso de Licenciatura em Geografia da UFSCar Sorocaba para que se possa identificar em suas práticas educacionais e de pesquisa, os elementos presentes em seu projeto político pedagógico referente ao perfil esperado dos egressos desta graduação
A INVISIBILIDADE DA DOCÊNCIA NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES DE GEOGRAFIA
Visando uma formação inicial docente atual e coerente com a realidade da educação básica brasileira, analisei currículos de cursos de Licenciatura em Geografia de Universidades Públicas e Privadas quanto à presença de conteúdos e disciplinas voltados para circunstâncias cotidianas do professor e também, a partir do currículo, se as Instituições incentivam a realização de pesquisas por esse profissional. Tendo como base a experiência de carreira de professores universitários, exploraremos o preparo e disposição destes quanto à abordagem de conteúdos da graduação visando o seu uso na educação básica, a discussão do ser professor na educação básica durante a graduação e a implicação dessa discussão no desenvolvimento da identidade docente, do entendimento do ser Geógrafo(a) e no destino dos egressos. A partir do retorno de participantes do Projeto de Extensão Aprendizagem da Docência – PAD2, que ofereceu palestras, oficinas e cursos com temáticas variadas e inovadoras para licenciandos, professores e gestores da educação básica de todas as áreas do conhecimento durante o ano de 2018, observaremos a visão e sentimentos de alunos de outras Licenciaturas que estão relacionados a fatos apresentados no texto
O PERFIL ESTUDANTIL DOS GRADUANDOS EM GEOGRAFIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
O presente texto é resultado de uma pesquisa que buscou caracterizar perfis de estudantes ingressos no curso de graduação em Geografia da Universidade Federal de Santa Catarina. O interesse era de conhecer os discentes que optam pelo curso, e, ao mesmo tempo fomentar um debate de como construir a identidade do futuro professor. Os dados, obtidos através de questionários com estudantes do segundo semestre de 2018 no período noturno foram tabulados, organizados em tabelas e gráficos, e sistematizados através de análises orientadas para compreensão dos motivos e expectativas dos ingressantes. Os resultados indicam que o estudante de Geografia do período noturno da UFSC é majoritariamente homem, branco, tem entre 20 e 25 anos, estudou em escola pública, está na primeira graduação, escolheu geografia por influência da formação escolar e se projeta para trabalhar como bacharel. O perfil apresenta possibilidades de proposição de demandas curriculares e práticas pedagógicas, e inicia um processo que deve ser continuado para avaliar a transformação desse profissional no decorrer do curso
DA UNIVERSIDADE À ESCOLA BÁSICA: SEMANA DE GEOGRAFIA E PIBID NA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
O presente trabalho discorre sobre dois projetos do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo, a Semana de Geografia e o PIBID (Programa Institucional de Iniciação à Docência) fomentado pela CAPES. A partir da exposição das práticas e experiências vivenciadas em ambos os projetos durante o ano de 2018, em duas unidades escolares diferentes, é feita uma análise sobre a importância dos mesmos e a conexão entre eles, observando a prática de ensino de geografia durante a graduação, estabelecendo pontes entre universidade e escola
PARA O ENADE: O “ESQUEMA 3+1” PERMANECE NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE GEOGRAFIA?
A formação do professor no Brasil era caracterizada pelo “esquema 3+1”, no qual o graduando estudava três anos em um curso de bacharel e, posteriormente, realizava disciplinas no curso de Didática, por um ano. O “esquema 3+1” foi revogado na década de 1960, contudo a extrema unificação dos cursos de bacharelado e licenciatura foi mantida como herança na organização curricular. Assim, os cursos de licenciatura continuaram a apresentar a mesma grade de disciplinas do curso de bacharelado com a adição de disciplinas do curso de Pedagogia ou oferecidas pela Faculdade de Educação. Esse artigo possui a intenção de verificar se essa formação unificada das carreiras do bacharelado e licenciatura ocorre na área de formação de Geografia. Para isso, o objeto de estudo escolhido é o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), uma avaliação em larga escala aplicada pelo Ministério da Educação (MEC) para os alunos dos cursos superiores no Brasil. Essa pesquisa tem o objetivo central de responder ao seguinte questionamento: para o Enade, o professor de Geografia ainda é encarado como um bacharel que realizou algumas disciplinas relacionadas ao ensino e didática? Para responder essa pergunta, esse trabalho realiza a comparação das portarias que orientaram a aplicação das provas do Enade nos anos que a área de Geografia foi avaliada - 2005, 2008, 2011, 2014 e 2017