Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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A PRODUÇÃO E O USO DE MATERIAIS DIDÁTICOS ESPECÍFICOS PARA O ESTUDO DE SOLOS: O RELATO DE UMA PRÁTICA DE GEOGRAFIA EM UMA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL EM BARREIRAS – BA
Este trabalho descreve uma pesquisa-ação realizada em Barreiras, município que se localiza no extremo Oeste da Bahia. A atividade foi desenvolvida em uma escola pública do Ensino Fundamental situada em zona periférica da cidade. O objetivo principal da ação foi compreender a importância do ensino de solos e possibilitar reflexões sobre a temática de uso e ocupação territorial local, tendo como referência a agricultura intensiva, devido ao contexto econômico da Região Oeste. Neste sentido, será ressaltado nesse trabalho o procedimento metodológico de produção e utilização de materiais didáticos no ensino de geografia. O uso dos materiais confeccionados proporcionou uma interação entre educador e educando, tendo os recursos didáticos contribuído para que o processo de aprendizagem tenha sido mais bemsucedido. Neste ponto de vista, este relato se interpõe como uma nota dessa experiência e uma reflexão para que se possa contribuir para o ensino sobre solos e para o processo de ensinoaprendizagem na Geografia Escolar
PARÓDIAS GEOGRÁFICAS: UMA ABORDAGEM LÚDICA DOS CONTEÚDOS
O ensino de geografia possibilita ao aluno um contato com os saberes da geografia, que tem por objetivo estudar e analisar a superfície terrestre, a distribuição espacial dos fenômenos, bem como, a relação entre homem e natureza e suas interferências no espaço. Com isto, ao trabalhar com as paródias, possibilitou-se aos alunos um contato lúdico dos conteúdos, assim como, sua aprendizagem significativa. Os alunos de todas as séries tiveram a oportunidade de desenvolver os conteúdos trabalhados durante o 3º bimestre de forma lúdica através da composição de uma paródia. Foi incentivado o uso da criatividade, bem como, a adequação das temáticas. Observou-se diante da atividade, o envolvimento dos alunos e o comprometimento em desenvolver adequadamente a temática. Os alunos ficaram motivados e se dedicaram muito com a realização e apresentação das paródias. Percebeu-se que a abordagem permitiu um maior envolvimento com os conteúdos trabalhados. A aprendizagem deve permitir um envolvimento dos alunos, não pode ser algo estagnado ou tradicional, tem que se aproximar das experiências vividas e das habilidades que os alunos possuam permitindo que estes sejam protagonistas e provedores de seus conhecimentos
Tradição ou tradicionalismo? O high tech na cozinha e na alimentação dos judeus ortodoxos
O objetivo deste trabalho é compreender quais são as implicações da incorporação da tecnologia de ponta no sistema de leis dietéticas do judaísmo. Esta problemática tem várias facetas, entre as quais destaco duas que em princípio pareceriam contraditórias: a primeira diz respeito à facilitação na consumação de rituais e preceitos que diferentes máquinas e insumos prestam à população ortodoxa; a segunda se relaciona com a sua paradoxal complicação ou, dito de outro modo: a criação de novas tecnologias, em lugar de simplificar os rituais da kashrut 114 , os tornam ainda mais complexos. Outra pergunta à qual pretendo dar uma resposta, senão conclusiva, pelo menos inicial, é se a incorporação da tecnologia, não só na kashrut, mas em diversos âmbitos da vida privada e social dos judeus ortodoxos, foi um fator que coadjuvou na radicalização da ortodoxia nas últimas décadas
A nutrição, a saúde pública e a etnografia: construindo a fome múltipla
“Será que podemos falar que a insegurança alimentar grave é um pleonasmo para fome?”Essa pergunta, proferida por uma nutricionista em um congresso de pesquisadores em segurança alimentar, foi o ponto de partida para pensar sobre o tema desta proposta de apresentação, isto é, a fome enquanto múltipla, promulgando políticas públicas e fazendo e sendo feita pelo Estado.No entanto, apesar de parecer uma pergunta simples, as categorias implicadas acerca da fome, e mais ainda os diferentes saberes que cada uma dessas categorias mobiliza, propõem uma relevante reflexão sobre o tema da comida e das políticas públicas de combate à fome.Tendo como pano de fundo minha pesquisa de doutorado, na qual pretendo partir da análise da trajetória do programa Fome Zero em relação à construção da categoria fome para realizar uma etnografia das políticas públicas de Segurança Alimentar e Nutricional, pretendo no presente artigo discutir essas ações governamentais explorando as inter-relações construídas nesse processo, as diferentes arenas em jogo e os diferentes sujeitos políticos, que são criados a partir de uma praxiografia da fome.Desta forma é objetivo central deste texto, inspirada pelas análises de Annemarie Mol, compreender a partir da etnografia de saberes tecnopolíticos envolvidos na criação desta política pública, como a fome é promulgada e em sua promulgação cria sujeitos e coloca em circulação a noção de direitos, assistência, vulnerabilidade e bem-estar social, bem como a definição e criação do próprio Estado. A nutrição, a segurança alimentar e a saúde pública, mas também a própria etnografia são saberes em disputa na construção da fome enquanto múltipla
“Rio Comprido em Nós”: da memória afetiva à imaginação coletiva para a construção do público por meio do design
O presente artigo está associado com a pesquisa desenvolvida durante o mestrado81e levada adiante no doutorado, tendo suas questões renovadas e ampliadas. A partir da abordagem do campo emergente Design Anthropology, busca-se refletir sobre o papel social do design e explorar suas possibilidades de contribuição na construção coletiva do espaço público. Com projeto de pesquisa localizado em um bairro do Rio de Janeiro, envolve as pessoas no processo projetual, atuando de forma engajada e dialógica (Anastassakis, 2013), “em correspondência” (Ingold, 2013) às interações sociais existentes. Utilizam-se ferramentas e táticas do design para a constituição de públicos (DiSalvo, 2009) em torno de questões de interesse (Latour, 2014), desde o mapeamento, análise e classificação, à materialização das questões controversas identificadas, com o intuito de torná-las visíveis para estimular interpretações e discussões baseadas em contradições e discordâncias (Binder et al, 2015). O projeto do Rio Comprido se configurou como um sistema aberto de experimentação e aprendizado, através de abordagem etnográfica em processo de imersão e ideação em constante resposta e estímulo. Foram desenvolvidas atividades junto aos moradores locais, articuladas em orientações diferentes e complementares, revelando a memória afetiva como importante ativo para a reflexão sobre as questões do presente e a imaginação coletiva como potência para a projeção de cenários futuros
A sombra da privatização: cartografia das estratégias de construção de uma empresa pública moderna e eficiente
Quais as implicações da adoção de um modelo de gestão criado para atender às necessidades da iniciativa privada por uma empresa pública? Este artigo discute a controvérsia entre o governo federal e a CEAGESP (Companha de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) a respeito da pertinência da privatização da Companhia e como os processos desencadeados por este embate que durou 18 anos repercutiram na maneira que a CEAGESP se estrutura e se posiciona no mercado
ASSOCIAÇÃO LIVRE: ENTRE A PSICANÁLISE E O ENSINO DE GEOGRAFIA
Na Geografia brasileira contemporânea é possível encontramos abertura, pluralidade e a incorporação de diferentes perspectivas e ancoragens teóricas. Nesta mesma seara, a Educação Geográfica como campo teórico e metodológico, nos inquieta e nos movimenta a pensar as reverberações e os efeitos dessas diversas incorporações na geografia vivida e praticada na escola básica e nos cursos de formação de professores. Vivemos, dialogamos e estabelecemos relações teóricas e metodológicas com diferentes correntes do pensamento científico, mas em que medida isto produz efeitos na Educação Geográfica? Neste campo plural, escolho as contribuições da Psicanálise para refletirmos epistemologicamente sobre questões ligadas à prática do ensino em Geografia. Para este exercício reflexivo, este texto apresenta uma breve introdução sobre a Psicanálise, uma discussão conceitual sobre o método da associação livre, um registro de campo fruto da pesquisa de doutoramento, “Lugar geopsíquico: contribuições da Psicanálise para uma epistemologia da Geografia” (DIAS, 2019) e questões que atravessam a prática do ensino em Geografia. Nosso psiquismo tem sido pouco ou quase nada explorado na compreensão de nossa geograficidade, principalmente na produção brasileira do conhecimento geográfico. A relação entre o mundo interno e o mundo externo tem sido historicamente assumida com ênfase no externo ou até mesmo o mundo externo apartado do mundo interno. Dessa forma, é neste contexto sobre as relações entre os mundos internos e mundos externos em que este trabalho se insere, todavia, com ênfase no que ocorre nos mundos internos e na relação entre os dois mundos. Neste trabalho, a palavra é movente, é efeito, produz sentido, é inerente ao humano e é vista em sua potência nas geografias vividas em espaços escolares e não escolares. A palavra está presente em tudo o que fazemos, mesmo quando em alguns momentos ela nos falta. Mas o modo como Freud singularizou a fala, colocou a palavra em outra condição e é neste outro modo de considerar a palavra que a localizo
MÚSICA COMO DISPOSITIVO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO NAS AULAS DE GEOGRAFIA: EXPERIÊNCIAS VIVENCIADAS NO PIBID DA UNEB NO TERRITÓRIO DO SISAL
Este trabalho intenciona socializar as práticas experienciadas no 1º Ateliê de Educação Geográfica, a partir do subprojeto “Educação Geográfica: Diversas linguagens, Formação docente e Geografia Escolar”, do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à docência (PIBID), efetivadas com a turma do 2º ano B vespertino, do Colégio Estadual Professor Plínio Carneiro, situada na cidade de Barrocas-BA, no Território de Identidade do Sisal. O subprojeto proporcionou uma análise acerca da linguagem musical como dispositivo didático-pedagógico no ensino da Geografia e viabilizou processo de ensino-aprendizagem de temáticas da Geografia Escolar. A música é um dispositivo que potencializa o ensino de Geografia, foi a principal linguagem utilizada para mobilizar estudantes em sala de aula numa escola pública do Território do Sisal e aproximou os conteúdos curriculares aos seus cotidianos. 
O TRABALHO DE CAMPO COMO INSTRUMENTO PARA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO GEOGRÁFICO
O trabalho de campo nas aulas de Geografia possibilita e viabiliza a construção do conhecimento geográfico ao oportunizar o envolvimento e a proximidade do estudante com o objeto de estudo, diretamente no lócus onde os fatos e/ou fenômenos se processam. À vista disso, o objetivo do artigo, que tem um viés propositivo por sugerir um método para o desenvolvimento do trabalho de campo na Educação Básica, é discorrer sobre as potencialidades desta metodologia a partir da apresentação de uma prática realizada no município de Pirenópolis-GO, com estudantes do 6° ano do Ensino Fundamental - Anos Finais de uma escola do Distrito Federal (DF). A discussão teórica de cunho crítico, na qual contempla os principais pressupostos acerca do ensino de Geografia e de suas questões metodológicas, assim como a análise qualitativa das informações coletadas pela observação participante na pesquisa empírica, constituem-se os procedimentos metodológicos empregados nesse trabalho. Os resultados explicitam que, partindo de um método que assegure o desenvolvimento pedagógico dessa prática, e de aportes teóricos que favoreçam a compreensão da(s) espacialidade(s) dos fatos/fenômenos, o trabalho de campo contribui para o desenvolvimento cognitivo e a formação do pensamento crítico/reflexivo do indivíduo. Mas, para isso, destaca-se que é preciso desenvolvê-lo de modo a superar as concepções construídas no senso comum, nas quais o define como passeio, atividade recreativa, excursão ou mera saída escolar. Sua finalidade é educativa e deve viabilizar a construção do conhecimento geográfico/científico por meio de atividades práticas e mentais frente aos fenômenos que são identificados e percebidos na paisagem
MAPAS CONCEITUAIS COMO INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM EM GEOGRAFIA
Este artigo contém reflexões acerca da avaliação no processo de aprendizagem em Geografia. Relata uma experiência de uso de mapas conceituais como instrumentos de coleta de dados para avaliação de conteúdos no ensino de geografia. A atividade foi aplicada a alunos do Ensino Médio de duas turmas do 2º ano da Escola de Ensino Médio Professor Gabriel Epifânio dos Reis, situada na cidade de Icapuí, estado do Ceará. O estudo se propôs compreender as potencialidades dos mapas conceituais na avaliação do processo de aprendizagem na Geografia. A experiência possibilitou verificar que o professor, ao fazer uso dessa estratégia, obtém informações significativas para subsidiar suas reflexões e tomada de decisões quanto a prática avaliativa de conteúdos geográficos. Verificou-se, por sua vez, que está ferramenta permite aos educandos o confronto de conhecimentos, resinificando conceitos anteriores rumo a construção de novos, ensejando uma aprendizagem de conteúdos geográficos mais significativa