Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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    A ARTE DE MAPEAR O MUNDO NA INFÂNCIA: EXPLORANDO O GÊNERO TEXTUAL MAPA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

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    O propósito deste estudo concentrou-se em investigar as representações da localidade produzidas por 52 alunos do 3º ano do Ensino Fundamental I, em uma escola da rede pública do município de Rio Claro, São Paulo, Brasil. Na perspectiva metodológica da pesquisa participante e observação de indícios, elaborou-se uma discussão a respeito do ensino da Geografia e da Cartografia escolar no âmbito do processo indissociável dos conceitos de alfabetização e do letramento. As atividades realizadas (leitura de histórias infantis, observação atenta do atlas do município de Rio Claro e um passeio pedagógico) possibilitaram, em grande parte, produções escritas pertinentes aos gêneros textuais propostos e domínios discursivos condizentes com a modalidade de escrita formal da idade e da série a que se refere

    GEOGRAFIA, INFÂNCIA E LUDICIDADE: UM DIÁLOGO SOBRE A CONSTRUÇÃO DOS CONCEITOS GEOGRÁFICOS

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    O ato de ensinar pressupõe um pensamento teórico e metodológico que é manifesto na escolha e organização da proposta pedagógica e as pesquisas sobre o ensino de Geografia na infância sinalizam que é preciso refletir sobre as possibilidades de construção de noções e conceitos geográficos tomando como referência a ludicidade em sala de aula. Assim, fruto das discussões e práticas vinculadas ao grupo de pesquisa Núcleo de Ensino de Geografia e Didática (NEGED), esse trabalho propõe discutir as relações entre a Geografia da infância e a ludicidade como possibilidade didático-pedagógica desde os anos iniciais, para a construção de conceitos geográficos e dinamização do processo de ensinoaprendizagem. Trata-se de um trabalho de cunho exploratório, recorrendo-se a autores que apresentam questões relacionadas à ludicidade e infância, como Martins (2006), Chalita (2015) e à construção dos conceitos, a exemplo de Bachelard (1991; 1996) e Castellar (2011), os quais buscam articular as habilidades cognitivas e sociais para a compreensão da realidade, bem como percepções referentes a um curso de formação de professores, direcionado ao Ensino de Geografia nos anos iniciais. A partir das análises da diversidade de pensamento sobre a construção do conhecimento, destacamos a necessidade de repensar a dimensão e complexidade das práticas pedagógicas, tomando o contexto como principal instrumento a ser problematizado e a ludicidade como caminho a ser trilhado. Compreendemos que a ludicidade se constitui com o “sair da rotina”, processo que pode ser desenvolvido através de jogos, brincadeiras, contação de histórias através de fantoches, dentre outros

    DA TEORIA À PRÁTICA: O ENSINO DAS PLANÍCIES DE INUNDAÇÃO NOS ANOS INICIAIS

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    O processo de urbanização nas cidades capitalistas contribui de forma singular para a formação de ocupações irregulares em áreas consideradas inapropriadas à moradia, como as planícies de inundações. Pensando nesta perspectiva da vulnerabilidade socioambiental, das ocorrências com inundações comumente presente no município de Sorocaba- SP, bem como, entender a educação como função social e a escola- inserida na sociedade- como mediadora de saberes, realizou-se um plano de aula com o intuito de proporcionar aos educandos do ensino fundamental, anos iniciais, o ensino de uma Geografia crítica e analítica das relações que se estabelecem no espaço vivido cotidianamente pelos educandos, com enfoque no estudo das relações sociais e ambientais e das contradições da cidade a qual pertence

    AS CONCEPÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS DO COMPONENTE FÍSICO-NATURAL CLIMA NO LIVRO DIDÁTICO DO PROJETO BURITI DO 5°ANO DE GEOGRAFIA

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    Este artigo é oriundo de um trabalho de conclusão de curso de Geografia – Licenciatura numa modalidade de monografia.. Logo, a pesquisa objetivou-se em analisar as concepções teóricometodológicas do componente físico-natural clima nos livros didáticos de Geografia dos Anos Iniciais. Porém, para este artigo foi realizado um recorte do objeto de estudo, sendo determinado um único livro didático. O livro para análise faz parte do Projeto Buriti da disciplina de Geografia utilizado pela turma de 5°ano da escola localizada na região Norte no município de Goiânia – GO. Logo, o livro para a presente pesquisa faz parte da seleção dos livros didáticos avaliados pelo PNLD. Foi realizado também uma revisão bibliográfica sobre Ensino de Geografia, Anos Iniciais, Componentes físico-naturais, Componente físico-natural Clima e as orientações curriculares sobre essas perspectivas de estudo

    OS MAPAS MENTAIS COMO RECURSO DIDÁTICO PARA A ALFABETIZAÇÃO CARTOGRÁFICA: UMA EXPERIÊNCIA COM PROFESSORES INDÍGENAS DO ALTO RIO NEGRO - AM

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    O presente artigo é o resultado de reflexões e experiências adquiridas ao estabelecermos um diálogo com os professores indígenas sobre o ensino de Geografia no Curso de Formação de Professores Indígenas da Universidade Federal do Amazonas. O curso tem dez anos, e é resultado de reivindicações dos movimentos indígenas que traziam como pauta, uma formação pedagógica que fosse holística, mas que também respeitasse a diversidade étnica e a pluralidade dos povos indígenas, mais particularmente, dos professores indígenas. A Geografia no projeto pedagógico do curso está representada em quatro componentes curriculares da área de Ciências Humanas e Sociais e um deles é a Alfabetização Cartográfica. Aqui, descreveremos a experiência de trabalhar este componente em uma turma de professores do Alto Rio Negro, que foi realizada no município de São Gabriel da Cachoeira (AM). Essa turma reúne professores de doze diferentes etnias, portanto, uma turma multiétnica. Isto posto nos fizemos algumas interrogações: Que geografia ensinar? Que geografia interessa aos professores indígenas? Que geografia eles sabem? Numa prática dialógica, concluímos que era preciso adentrar ao mundo vivido de cada um dos professores e compreendemos que este mundo vivido, traduzia-se nas categorias lugar, paisagem e territorialidades. Assim elegemos o lugar como categoria a ser pensada, não apenas como localização, mas como lugar de existência, de práticas e habilidades espaciais aprendidas no cotidiano. Como estávamos trabalhando no sentido de trazer ao conhecimento dos professores a linguagem cartográfica, consideramos os mapas mentais como importante recurso para promover a alfabetização cartográfica dos professores indígenas e orientá-los na elaboração de metodologias de ensino de uma Geografia/Cartografia para trabalhar nas escolas indígenas de suas aldeias. Os professores entenderam a lógica da representação cartográfica através da produção de seus mapas mentais, abrindo-se para a orientação de que existe uma linguagem técnica, científica de representar o espaço. Para além da linguagem sistemática, os professores representaram seus lugares tal como eles se apresentam, com paisagens visíveis e invisíveis, com representação das cheias e das vazantes, com seus mistérios. A experiência nos mostrou que os mapas mentais, possuem uma potencialidade como linguagem para uma alfabetização cartográfica de diferentes grupos e etnias.&nbsp

    CONSTRUÇÃO E USO DE MAQUETES NO ENSINO DE CONTEÚDOS DE GEOGRAFIA FÍSICA

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    Este trabalho apresenta os resultados de uma pesquisa realizada numa turma de 3ª série, turno noturno, de um colégio da rede estadual de educação de Anápolis/GO, durante as etapas do Estágio Supervisionado IV do Curso de Geografia do Campus Anápolis de Ciências Socioeconômicas e Humanas da Universidade Estadual de Goiás. O objetivo geral do trabalho foi analisar o processo de ensino e aprendizagem de conteúdos de Geografia Física no Ensino Médio por meio da Cartografia. O projeto surgiu do nosso interesse em estudar a respeito do ensino de temáticas da Geografia Física, suas metodologias e práticas de ensino na educação básica. Depois dos estudos bibliográficos, inclusive sobre a Geografia Física no currículo de Geografia para o Ensino Médio em Goiás, da observação de aulas de Geografia, propusemos, executamos e avaliamos a aprendizagem de conteúdos da Geografia Física utilizando maquetes de relevo (altitudes), e desta sobreposta com as informações de vegetação original e de uso e ocupação do solo do estado de Goiás elaborados por Marcuzzo em 2014. Destacamos nesse trabalho as possibilidades e dificuldades do uso de maquetes no ensino de Geografia e os resultados da tentativa de romper com as práticas de ensino enraizadas no ambiente escolar. Os resultados obtidos com a experimentação da proposta de ensino demonstram que há dificuldades de os professores trabalharem tanto com as temáticas físico-naturais quanto com a cartografia assim como dos alunos em aprender conteúdos relacionados a essas áreas somente utilizando metodologias não participativas tais como as aulas expositivas. Apesar das dificuldades, o trabalho ativo e coletivo realizado com as maquetes contribuiu para o ensino e a aprendizagem de diversos conteúdos da Geografia Física, especialmente relacionados ao Estado de Goiás

    CARTOGRAFIA TÁTIL NO ENSINO MÉDIO: A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO PRÉVIO PARA A CONTINUIDADE DA EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA E INCLUSIVA

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    Nas abordagens geográficas, devemos criar condições para que os estudantes percebam e leiam a paisagem, percebendo a forma de interação entre os elementos que compõem o espaço geográfico, para tal, requer do professor atenção quanto à forma de explorar o conteúdo a ser abordado, mas como fazê-lo com pessoas de visão limitada ou cegas? A cartografia tátil, como ferramenta inclusiva, possibilita de forma igual a interpretação e ocupação dos espaços. No entanto, no ensino médio, faz-se necessário a realização de diagnóstico prévio sobre linguagem cartográfica na leitura e interpretação do espaço referente ao ensino fundamental. Entendemos que a eficácia se da no planejamento partindo da compreensão do aluno, pois, não diferente em muitas realidades Brasil a fora, apesar de estarem todos na mesma serie escolar, os processos foram diferentes para cada um, sobretudo para os alunos cegos oriundos de escolas públicas municipais na Amazônia paraense. E dentro deste contexto a noção tanto dos obstáculos e anseios apresentados, quanto às habilidades cartográficas de estudantes cegos se fazem importantes ferramentas para o professor, uma vez que o mais precoce for a obtenção dessas informações, se dará a adequação de aulas e atividades que auxiliarão na continuidade da educação do aluno, sobretudo a geográfica. Com a realização deste trabalho, notou-se a importância da previa avaliação e percepção acerca da familiaridade do aluno com os produtos da cartografia tátil, subsidiando sobretudo o planejamento de aulas, elaboração e adaptação de atividades. Uma vez que foi possível notar que por mais que pareça ser uma relação direta, para o aluno cego, e que não teve acesso à inclusão em aulas de geografia no ensino fundamental, a associação entre o elementar e o global, o lugar e o mundo, mostrou-se dificultosa

    EXPERIÊNCIAS INTERNACIONAIS DE ARTICULAÇÃO UNIVERSIDADEESCOLA NA EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA E OS DESAFIOS DA FORMAÇÃO INICIAL DOCENTE

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    O trabalho resulta da experiência e do convívio com dois projetos de Educação Geográfica, a saber o projeto português Nós Propomos! Cidadania e Inovação na Educação Geográfica, vinculado ao Instituto de Geografia e Ordenamento do Território/IGOT, na Universidade de Lisboa, e o Projeto Holandês Geo Future School, desenvolvido por professores da Universiteit Utrecht e da Universiteit Amsterdam. Essas experiências, assentes em consolidadas articulações entre a escola e a universidade, são trazidas para refletir sobre os desafios no campo da formação e profissionalização dos futuros professores de geografia, mesmo em contextos de aproximação alicerçada entre essas duas instituições. A mobilização, as ações e os resultados que esses projetos apresentam, no âmbito da intervenção territorial e da educação geográfica chamaram a atenção para dois aspectos fundamentais. O primeiro é o fato de que mesmo em realidades onde não se verificam políticas de Estado, a Universidade consegue produzir exitosas parcerias formalizadas e protocolizadas com a Escola e demais organizações sociais, aproveitando-se de componentes do currículo escolar e/ou ou mobilizando ações extracurriculares. O outro aspecto toca exatamente no problema referenciado por Nóvoa, dentre outros estudiosos dessa questão: a formação inicial precisa ser efetivamente incorporada nessas agendas se pretendemos caminhar rumo à almejada racionalidade prática, nessa profissionalização docente

    A FOTOGEOGRAFIA COMO POSSIBILIDADE DE APRENDIZAGEM PARA OS ALUNOS SURDOS

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    O presente artigo procura apresentar como possibilidade pedagógica, a utilização da fotogeografia enquanto instrumento de ensino-aprendizagem, cuja função é ajudar os alunos surdos a lidarem com as diferentes linguagens que fundamentam o ensino de Geografia. Nesse sentido, pretende-se proporcionar aos professores de Geografia que atuam com este seguimento, repensarem suas práticas pedagógicas no que se refere ao encaminhamento de atividades que utilizem o recurso da fotografia como uma linguagem visual, a ser utilizada para leitura e interpretação do mundo, a partir do desenvolvimento do raciocínio geográfico dos alunos. Nesse processo, os alunos surdos devem conhecer, compreender e interpretar as diferentes paisagens, a partir da utilização da sua língua materna Libras (Língua brasileira de sinais), na construção de conceitos mais significativos e que os possibilitem ler e decodificar a paisagem estudada. Outro elemento abordado, se refere a função da imagem enquanto linguagem de comunicação, pela diversidade e acesso aos recursos comunicativos atrelada ao advento tecnológico. Essa discussão nos permite reconhecer, a fotografia como elemento cultural importante para a aprendizagem do aluno surdo, tendo em vista, que o uso de imagens associado a comunicação visual-motora permitirá a formulação de conceitos mais significativos à realidade desse grupo, com maior riqueza de informações e detalhes, sendo, portanto, uma excelente fonte de pesquisa para o ensino de Geografia, a partir do olhar dos estudantes surdos

    A CARTOGRAFIA ESCOLAR: UMA ANÁLISE DOS MÉTODOS E ABORDAGENS DE ENSINO E SUA DEFICIÊNCIA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

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    A história da Cartografia se faz presente desde os tempos mais remotos, acompanhada da história da humanidade, desde os povos primitivos, por exemplo, com suas representações rupestres da realidade. Porém, sua abordagem no âmbito escolar ainda se encontra muito banalizada, levando em conta que os docentes de Geografia encontram muita dificuldade de ensinar a Cartografia de forma simples, considerando que os mesmos – ou a maioria – também não tiveram um ensino cartográfico eficiente, formando, então, um ciclo que gera o analfabetismo cartográfico. O mapa é um meio de comunicação que se utiliza da representação gráfica, sendo o principal recurso visual fundamental para o docente ensinar Geografia, mesmo sabendo que ele ainda não é interpretado de forma a fazer sentido para o leitor, o que reforça a ideia de que a alfabetização cartográfica se faz cada vez mais necessária. Dessa maneira, é importante reiterar que a Cartografia permite conquistar autonomia através da habilidade de leitura de mapas e da extração de informações presentes neles. Sendo o produto final do ramo de conhecimento da Cartografia, o mapa segue tendo um papel de grande relevância no ensino de Geografia. A linguagem cartográfica precisa ter o mesmo cuidado metodológico na sua alfabetização quanto à linguagem escrita. Ela é específica, precisa da inclusão fundamental dos elementos de mapas e gráficos para sua representação. Sendo assim, o objetivo principal do presente trabalho é de reforçar a importância do ensino cartográfico enquanto formador de cidadãos e de analisar possíveis indícios de ausência de ensino de Cartografia nas escolas. Além de, posteriormente, realizar comparações entre o ensino público e privado, abordando ainda a metodologia de autores fundamentais para o ensino da Cartografia no Brasil

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