Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
Not a member yet
2307 research outputs found
Sort by
UTILIZAÇÃO DAS LINGUAGENS ICONOGRÁFICAS NO ENSINO DE GEOGRAFIA
O presente trabalho tem o objetivo de apresentar um estudo por meio das obras de Benedito Calixto e imagens aéreas de Sérgio Furtado como recursos didáticos para a discussão das categorias de paisagem e lugar. A metodologia é bibliográfica, documental e de pesquisa ação a partir da aplicação de sequências didáticas e saídas de campo. As categorias de paisagem e lugar foram discutidas com suporte da Base Nacional Comum Curricular. A etapa prática da pesquisa foi aplicada numa escola santista, onde os sujeitos são alunos do oitavo ano do ensino fundamental II. Para complementar a sequência didática foi realizada saída de campo à Pinacoteca Benedito Calixto para que os alunos conheçam as obras originais do autor abordado. Os resultados parciais da pesquisa mostraram que os alunos interpretam a paisagem de diferentes momentos da história santista de modo satisfatório embora grande parte dos participantes desconheça a presença das obras do autor Calixto e a presença de uma pinacoteca a poucas quadras da escola onde estudam. Com a sequência didática fica evidenciada a necessidade de reforçar entre os sujeitos discussões e reflexões sobre os conceitos de lugar e paisagem
CARTOGRAFIA ESCOLAR E ÁREAS DE RISCOS: MATERIAL E CONSTRUÇÕES DIDÁTICAS
Este artigo tem como objetivo apresentar a pesquisa desenvolvida com 75 alunos dos 6º anos do Ensino Fundamental II de uma escola municipal do município de Santa Cruz de Minas, Minas Gerais. O objetivo da investigação foi desenvolver material didático como apoio a abordagem de conceitos cartográficos e geográficos a partir da realidade local. A pesquisa teve como fundamentação teórica a perspectiva social-cultural por permitir indicar os lugares sociais que ocupam os participantes e considerar a multiplicidade do outro e sua forma de perceber e organizar o espaço. O material didático é composto por mapas, exercícios, textos sobre os riscos de enchentes e alagamentos, preservação ambiental, fatos históricos do município, dentre outros. Com a utilização de práticas complementares e diferentes das tradicionais, uso de outros temas como plano de fundo (interdisciplinaridade), foi possível mediar conceitos cartográficos tornando-os conteúdo interessante e concreto para o aluno. Por fim, ressalta-se também a importância da busca por novas didáticas para sanar as dificuldades encontradas no ensino da cartografia e da geografia em geral, criando assim, um ambiente de mediação de conhecimento saudável e com poucas dificuldades entre professoraluno-conteúdo, evitando a existência da educação que Paulo Freire (1981) denominou de “educação bancária”
GÊNERO COMO CONTEÚDO NAS AULAS DE GEOGRAFIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA
As ausências do diálogo entre Geografia e gênero são percebidas pelas lacunas que prejudicam as análises das relações socioespaciais. Diante disso, com o objetivo de romper com estes silêncios no Ensino Básico na disciplina de Geografia foi preciso entender o porque de gênero ser um tema importante para ser debatido nas escolas, e quais são as dificuldades da aproximação destes -desde a graduação. Oferece-se, por fim, um relato de prática que pode servir exemplo de como abordar gênero em uma aula de Geografia para o segundo ano do ensino médio, cujo o tema é população brasileira
AS GEOTECNOLOGIAS COMO FERRAMENTAS PARA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO GEOGRÁFICO DE ALUNOS SURDOS
No ensino de Geografia muita atenção é dada a importância de se construir os conceitos geográficos e que estes tenham significado para os alunos no seu cotidiano. Entretanto, quando se trata de alunos surdos o processo de aprendizagem é diferente e exige um trabalho com variados recursos e permeado por dificuldades, isso porque na maioria das vezes sempre que se pensa na construção destes conceitos, se pensa em alunos ouvintes. Partindo desta premissa, a prática de ensino foi realiza com o objetivo de propiciar essa construção do conhecimento geográfico também para surdos. Sendo assim, a prática foi realizada com uma aluna surda em uma sala regular de primeiro ano do ensino médio em parceria com sua intérprete de Libras com a duração de dois meses. Para tanto, utilizou-se também como recurso o uso de Geotecnologias como o Google Earth Pro e uma imagem de satélite do município em que a prática foi realizada, o que forneceu uma rica base tanto para o desenvolvimento da aluna surda como para os alunos ouvintes
DESIGUALDADES, DIFERENÇAS E INTERDIÇÕES: IMPLICAÇÕES DO COMPARTILHAMENTO DE ESPAÇOS ENTRE ESCOLAS PÚBLICA E PRIVADANO INTERIOR DO PARANÁ
O presente trabalho consiste em um relato de um estudo de caso que objetivou compreender possíveis diferenças e desigualdades entre duas instituições de educação básica, partindo de um recorte especifico, no qual uma escola pública e um colégio particular ocupam o mesmo espaço físico, numa cidade do interior paranaense. A partir disto, busca-se compreender o fenômeno investigado desde a focalização da relação entre a origem socioespacial dos estudantes e o conjunto de experiências educativas ofertadas pelas instituições em que estão matriculados. Percebe-se na realidade investigada uma dificuldade de integração entre os sujeitos das diferentes escolas, o que parece ser um reflexo das representações partilhadas acerca de suas diferentes origens socioespaciais. Por meio de entrevistas semiestruturadas e grupos focais, concluiu-se que a distinção das origens e das matrículas dos estudantes gera uma série de problemas a serem enfrentados, os quais são produzidos, especialmente, pela interdição de uso de determinados espaços e pelas especificidades de tratamento dispensadas aos alunos em diferentes situações vivenciadas no cotidiano escolar, produzindo uma territorialidade de exclusão na escola
A ÁFRICA NAS AULAS DE GEOGRAFIA: ROMPENDO REPRESENTAÇÕES DE UMA “HISTÓRIA ÚNICA” EM UMA ESCOLA MUNICIPAL DE DUQUE DE CAXIAS (RJ)
O presente trabalho busca registrar, publicizar e problematizar uma experiência pedagógica desenvolvida nas aulas de Geografia em uma turma de 90 ano do Ensino Fundamental de uma escola municipal de Duque de Caxias (RJ). Referenciando-se na Lei no 10.639/03, a autora relata uma abordagem pedagógica sobre o continente africano cujo objetivo era romper com a “História Única” atribuída a ele presente em narrativas veiculadas pela mídia e até mesmo pelos livros didáticos de Geografia. Ao longo da atividade em tela, foram utilizadas diferentes linguagens e recursos didáticos. O trabalho também retrata a importância e a urgência das Universidades contemplarem de outro olhar sobre a África na formação inicial e continuada para a conformação de uma Geografia antirracista e para a reeducação das relações étnico-raciais no cotidiano escolar
O RECONHECIMENTO DO GÊNERO COMO UMA RELAÇÃO DE PODER NA GEOGRAFIA
O presente artigo tem como propósito relatar a prática realizada com os pibidianos de Geografia, que estão atuando em duas escolas públicas do município de Erechim, RS. O principal objetivo da prática é a abordagem do tema gênero de uma forma inteligível, transparente e sem tabus. Na revisão bibliográfica foi abordado questões relacionadas aos conceitos de gênero, poder e espaço. Estas se mostram importantes tendo em vista a prática feita com estudantes do Pibid. A atividade diz respeito a gênero e suas relações dentro da Geografia pretendendo uma abordagem equilibrada destes temas em sala de aula. Em relação à prática, essa se dá com uma turma de pessoas, sendo que todas essas ficam em uma fileira horizontal, essa prática já é conhecida como dinâmica dos privilégios, nesse caso elaboramos perguntas apenas relacionadas à gênero. Obtivemos como resultado final pibidianos homens à frente de todas as pibidianas mulheres, com isso conseguimos elaborar uma conclusão que harmonizasse os principais conceitos tratados neste artigo
O PENSAMENTO GEOGRÁFICO COMO UM MEIO DE DESNATURALIZAR O PRECONCEITO: UMA ANÁLISE DA PRODUÇÃO DA JUSTIÇA SOCIAL CONTRA O RACISMO A PARTIR DO CONHECIMENTO GEOGRAFICO
O presente artigo propõe a discursão da desnaturalização do preconceito étnico-racial por meio do pensamento geográfico. Assim, também, ponderar práticas educacionais atreladas as especificidades do objeto científico, se fundamentando na linha epistemológica da Geografia para com ela, combater o racismo com a finalidade de alcançar uma reflexão crítica da realidade, educação libertadora e a construção da cidadania. Destarte, se utilizando de metodologias dedutivas e referencial teórico para fundamentar a pesquisa. Inferindo assim, respostas para a problemática em questão, a exemplo de consciência étnico racial, reflexão crítica do espaço e transformação social
ROMPENDO AS FRONTEIRAS ENTRE O FEMININO E O MASCULINO NO ESPAÇO ESCOLAR: POR UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA E IGUALITÁRIA NA PERSPECTIVA DE GÊNERO
No presente artigo tratamos a questão da desigualdade de gênero na escola, iniciando com uma abordagem teórica a respeito e seguindo com uma prática pedagógica (Oficina Geográfica) que teve por objetivo mostrar às crianças das séries do Ensino Fundamental que, estereótipos de gênero e as imposições sociais dos corpos atrapalham seu desenvolvimento enquanto ser humano individual, tanto quanto não interferem em suas respectivas personalidades. Tratamos a questão da educação feminista como uma saída para o fim dos ciclos de violência contra a mulher, de forma que professoras e professores trabalhem assiduamente tais questões em sala de aula, no dia a dia, assim como em atividades extras. Consideramos e tratamos o Espaço Escolar enquanto um subespaço geográfico produtor e reprodutor de desigualdades de gênero, portanto, um forte aliado também para a promoção de um futuro igualitário e menos violento para as mulheres
PRÁTICAS DE ENSINO DE GEOGRAFIA: AZIZ NACIB AB’SÁBER E A TRAJETÓRIA DO ENSINO DE GEOGRAFIA
A Geografia e o ensino de modo geral no atual contexto, passa por uma crise. Como destaca Oliveira (2005), a escola não tem cumprido o seu papel de formar indivíduos, capazes de entender o mundo para transformação social, que possa romper com a ideologia dominante. No que diz respeito a Geografia, os avanços, produzidos na academia ainda tem surtido pouco efeito no ambiente escolar. Pensamos ser necessária a retomada de conceitos trabalhados na Geografia por Aziz Nacib Ab’Sáber, articulando-os com outros autores do ensino e da Geografia que trouxeram propostas progressistas de práticas de ensino e aprendizagem, que permitam articular a Geografia humana com a Geografia física. Ainda que essa totalidade da Geografia seja discutida pelos geógrafos, essa discussão ainda não permitiu que se rompesse com o enciclopedismo do ensino de Geografia encontrado em grande parte das escolas brasileiras. O enciclopedismo tem tornado os conceitos memorizados pelos alunos mera fantasia, não permitindo que os mesmos possam articula-los com a sua realidade social, para que de fato possam ser agentes transformadores do meio em que vivem. Logo, é de suma importância pensar o ensino como ferramenta para a emancipação dos indivíduos, tornandoos capazes de entender as ações tomadas pelos gestores à que serão submetidos. Para isso propomos a análise do material didático constituído pelo guia do professor, textos básicos e caderno de atividades, no livro Formas de Relevo de Aziz Nacib Ab’Sáber (1975), não com a intenção de trazer o autor para a atualidade, mas de retomar seus conceitos da Geografia em práticas de ensino e aprendizagem atuais