Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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OFICINAS SOBRE MOVIMENTOS DA TERRA E FUSOS HORÁRIOS: RELATO DE EXPERIENCIA DA PRÁTICA DE ESTÁGIO EM GEOGRAFIA COM ALUNOS DA EJA
O presente trabalho apresenta um relato de experiência de estágio realizado pelas graduandas do curso de Geografia licenciatura da Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro), Guarapuava, Paraná. O estágio foi realizado em forma de oficina juntamente com alunos do ensino fundamental da modalidade Educação de Jovens e Adultos EJA, no Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos - CEEBJA de Guarapuava, Paraná. A escolha de realização do estágio na modalidade EJA se deve a necessidade de conhecer mais essa modalidade de educação e suas especificidades. Devido as peculiaridades desses alunos e suas diversas realidades, foi realizada uma oficina, com o intuito de desenvolver a aula com maior interação. A mesma teve como objetivo a construção do conhecimento sobre os movimentos da Terra e suas consequências, fazendo relação com o conhecimento prévio dos alunos e suas experiências
EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA E LINGUAGEM CARTOGRÁFICA: NOVOS DESAFIOS FRENTE ÀS NOVAS PROPOSTAS CURRICULARES BRASILEIRAS?
Este trabalho visa discutir questões que urgem frente às recentes transformações acadêmicas, políticas e pedagógicas no contexto do Brasil. A abordagem da pesquisa está relacionada com a reflexão sobre os rumos das propostas dos documentos oficiais no contexto da geografia escolar brasileira no momento atual que, para entendê-los explicitamos alguns questionamentos sobre as possibilidades para o desenvolvimento do raciocínio geográfico como base da educação geográfica e não o estudo estanque de componentes espaciais. E, para isto a pesquisa teve uma abordagem qualitativa, com ênfase na análise de documentos oficiais que orientam a elaboração dos currículos escolares, a exemplo dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e da Base Nacional Curricular (BNCC), e do levantamento bibliográfico de autores que se dedicam a pensar teorias e conceitos sobre a temática, bem como as propostas curriculares e sua contribuição na viabilização da construção do pensamento espacial a partir da linguagem cartográfica. Ao final, constatamos que as análises desta investigação sinalizam que a educação geográfica precisa se orientar pelos pressupostos teórico-metodológicos historicamente construídos ao longo da evolução da ciência geográfica
UMA ANÁLISE SOBRE O PROJETO EDUCAÇÃO INTEGRAL INTEGRADO: UMA VIVÊNCIA DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO
O Projeto de Educação Integral Integrado é uma das propostas do governo de Minas Gerais em diminuir a evasão escolar. O mesmo teve início no meio de 2015 e possui como princípio a diminuição da evasão escolar e uma educação mais participativa a interação dos sujeitos e uma centralidade educativa. O ensino médio para muitos jovens é a etapa final e preparação para a entrada em universidades ou em muitas vezes é a fase final e preparatória para o mercado de trabalho, as transformações ocorrentes nos últimos anos no ensino médio fez com que o mesmo mudasse suas necessidades e atendendo cada vez mais os interesses de uma classe dominante, deixando de realizar suas funções sociais e de uma educação para a vida. A geografia possui um importante papel de compreender o sujeito e sua relação com o espaço, analisando de forma crítica as suas relações, portanto observar a relação desses jovens com a escola e com os sujeitos que ela compõe se torna importante para compreender a dinâmica do projeto proposto. Dessa forma o artigo vem apresentar a vivência ocorrida a partir do estágio supervisionado com uma turma do 2 º do Ensino Médio e assim procurando compreender melhor o projeto implantado
A FORMAÇÃO DOCENTE EM GEOGRAFIA: AÇÕES VOLTADAS PARA A MINIMIZAÇÃO DE PRÁTICAS DE BULLYING ESCOLAR
Um dos desafios que a escola e a sociedade em geral vêm enfrentando é o combate à violência. Neste contexto, estudos, diante das manifestações explícitas e veladas das violências, buscam caracterizar, problematizar e ampliar a compreensão vigente sobre a manifestação das ações violentas em ambiente escolar. Estes, indicam a presença de dimensões objetivas (materiais e físicas) e subjetivas (simbólicas), a serem consideradas na análise e reflexão sobre esse fenômeno social. Diante disso, faz-se necessário refletir acerca da necessidade de se formar professores aptos a identificar e propor ações de combate ao bulliyng e demais formas de violências na escola. Em se tratando da Educação Geográfica, enquanto disciplina que se dispõe a formar cidadãos críticos e transformadores em seus contextos sociais, é balizar o reconhecimento das diferenças e o combate a toda e qualquer forma de discriminação e violência. Por este motivo, foram realizadas oficinas com os alunos e professores participantes do PIBID Geografia da UFSC. Na ocasião, abordou-se aspectos que se referem diretamente ao contexto educacional em que estão inseridos, visando compreender como o professor, enquanto agente mediador do conhecimento, pode minimizar as práticas de violência e bullying escolar
CONSTRUÇÃO DE UMA APRENDIZAGEM GEOGRÁFICA EM QUE EDUCANDOS E EDUCADORES SEJAM SUJEITOS DO PROCESSO
O ensino brasileiro enfrenta muitas limitações que dificultam o desenvolvimento da educação no país. A escassez de materiais nas escolas, a infra-estrutura comprometida e a defasagem na remuneração dos profissionais atuantes na área da educação são exemplos clássicos destas barreiras. Mas, mesmo reconhecendo estes problemas, o presente artigo tem como objetivo demonstrar como o ensino da geografia pode ser trabalhado de forma a minimizar estes contratempos, isso desenvolvendo um processo de ensino aprendizagem no qual o educador, assim como o educando, sejam sujeitos do processo. Para tanto, serão realizadas pesquisas teóricas com autores do campo da Geografia, mas também com autores de outras áreas que dialoguem com o tema proposto. Serão utilizadas observações feitas em sala de aula através do programa PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência), também mediadas por encontros de estudos regularmente realizados do referido programa. Espera-se colaborar com as reflexões, apontando caminhos que auxiliem o ensino de geografia de forma a levar em consideração o lugar ao qual o aluno integra, visando a ampliação de um arcabouço de possibilidades de aprendizagem onde os discentes passem a se estabelecer como sujeitos do processo
A ABORDAGEM DOS COMPONENTES FÍSICO-NATURAIS NA GEOGRAFIA ESCOLAR
A relação entre sociedade e natureza é essencial à Geografia inclusive em sua versão Escolar. Os conteúdos ensinados na escola são aqueles considerados relevantes à compreensão da espacialidade. Neste sentido, o ensino dos componentes físico-naturais é importante para habilitar os alunos a fazerem a leitura da realidade numa perspectiva geográfica, pois tanto os elementos naturais, quanto a maneira como as sociedades se apropriam deles, são fundamentais na estruturação do espaço. Sendo assim, o objetivo geral desta investigação foi analisar a abordagem que os professores de Geografia do Ensino Médio de escolas públicas de Taguatinga, no Distrito Federal, conferiam aos componentes físico-naturais e aos conteúdos a eles relacionados. Como última etapa da Educação Básica, o Ensino Médio é o momento de revisitar e consolidar conhecimentos, e uma oportunidade de construir e reconstruir caminhos de aprendizagem. É uma investigação qualitativa que usou como instrumentos para produzir as informações empíricas entrevistas semiestruturadas exercícios de problematização e análise planos de ensino dos sujeitos participantes, quatro professores. Os resultados revelaram que: os componentes físico-naturais de modo geral são abordados de forma descritiva, informativa e fragmentária; falta clareza conceitual no tratamento dos temas e conteúdos que envolvem os componentes físico-naturais e uma abordagem geográfica dos mesmos; a formação inicial e continuada dos professores tem um efeito decisivo em sua prática pedagógica, principalmente no que se refere à (re) construção didático-pedagógica desses conteúdos. Por tudo isto, a formação inicial e continuada devem ser melhoradas e garantidas as oportunidades de construção pedagógica de conteúdos nos vários campos da geografia, ampliando a qualidade profissional docente
A ABORDAGEM DO ESPAÇO PÚBLICO NOS LIVROS DIDÁTICOS DE GEOGRAFIA PARA O ENSINO MÉDIO
A abordagem da temática urbana no Ensino Médio representa um importante momento para a construção da cidadania por favorecer a discussão sobre a produção do espaço urbano por diversos agentes sociais. Levando em consideração que a maior parte dos alunos vive em cidades, o estudo dessa espacialidade pode contribuir para o desenvolvimento de práticas pedagógicas contextualizadas que permitam maior compreensão crítica sobre o espaço urbano. Dessa maneira, observa-se que a abordagem relacionada aos espaços públicos pode favorecer o trabalho de formação cidadã ao reconhecer a importância desses no fortalecimento e na manutenção da democracia. Tendo em vista o predomínio do uso dos livros didáticos do Programa Nacional do Livro didático – PNLD nas escolas públicas do Brasil, o presente trabalho analisa como a temática relacionada ao espaço público está presente em cinco coleções de livros didáticos de Geografia para o Ensino Médio
OS IMIGRANTES COREANOS NA REMODELAÇÃO DO BAIRRO DO BOM RETIRO, NA CIDADE DE SÃO PAULO - SP: TRANSFORMAÇÕES, VIDA COMUNITÁRIA E TERRITORIALIZAÇÕES
O Brasil abriga aproximadamente 50 mil imigrantes coreanos e descendentes, sendo que a grande maioria desses está concentrada na cidade de São Paulo. Nesta pesquisa, a relação sociedade/espaço teve como sujeitos os imigrantes coreanos e sua territorialização no bairro do Bom Retiro, em São Paulo. A análise priorizou as transformações do espaço urbano empreendidas pelos imigrantes ao longo de sua história; a vida comunitária que se desenvolveu nesse espaço, até o momento da pesquisa; e as ações que propiciaram a formação de territórios-rede por parte dos imigrantes. A metodologia empregada foi a revisão bibliográfica de livros e artigos acadêmicos que tratam da história do Bom Retiro e da presença coreana em São Paulo, além dos aportes teóricos sobre os processos de migração e de territorialização, que compreendem desde a “desterritorialização” da comunidade alóctone até a sua “reterritorialização” no novo ambiente. Observações em campo também foram realizadas, sendo que as transformações na paisagem e as relações atuais do bairro constam ao longo do texto. Concluída a pesquisa acadêmica, que além de coreanos também analisa migrações de japoneses e chineses para São Paulo, o novo desafio consistiu em estabelecer um diálogo com a prática de ensino em Geografia, de modo a utilizar os resultados obtidos na pesquisa para contribuir com o trabalho docente no desenvolvimento dos conceitos básicos da Geografia como espaço, lugar, território e região, além de temas como migrações internacionais, culturas orientais e identidades regionais no Ensino de Geografia. Tal continuidade foi pensada, considerando-se que ainda há pouca contribuição para discutir a presença coreana nos materiais didáticos, apesar de possibilidades de trabalho com a temática serem sugeridas em propostas, diretrizes e orientações curriculares ou, atualmente, em bases comuns nacionais
O MEU LUGAR: IMAGENS, SABERES E VIVÊNCIAS
Este artigo tem como objetivo identificar e analisar o processo de identificação com o espaço vivido pelos alunos do Colégio Pedro II - Campus Niterói, não se prendendo somente à instituição mas sim aos locais de toda a cidade que fazem parte do cotidiano dos estudantes e contribuem na formação de social e individual de cada um. Para tanto, partiremos da seguinte questão: quais os diferentes perfis de alunos que estudam na instituição Pedro II e quais são as diferentes realidades sociais, geográficas e culturais existentes?Será apresentado imagens dos mais diferentes lugares, sempre com a ideia de pertencimento ao espaço, e com isso podemos abordar diversas temáticas tais como Religião, Instituição de ensino, classes sociais, a história do espaço, fatores de atração ao espaço e pertencimento.Dentro disso, a partir das histórias que nos é contada através de fotografias, e principalmente, do olhar e das perspectivas dos discentes, pretendemos entender como nossas trajetórias nos constrói, e como a concomitância dessas linhas temporais materializadas no espaço formam uma geografia única e que pretendemos desenvolver em conjunto